Apesar do acordo anunciado ontem pela Arábia Saudita, a Rússia, o Catar e a Venezuela para congelar a produção, os preços do petróleo caíram. É um sinal de que o mercado não acreditou no congelamento. Hoje o Irã confirmou essa desconfiança.
A República Islâmica do Irã declarou hoje que não vai congelar a produção de petróleo antes de atingir o nível anterior às sanções internacionais a seu programa nuclear, recentemente suspensas. Pretende produzir até o fim do ano mais um milhão de barris por dia.
Os ministros do Petróleo da Venezuela, Eulogio del Pino, e do Iraque, Adel Abdel Mahdi, vão a Teerã negociar com o colega iraniano, Bijan Zanganeh. O Irã só estaria disposto a aceitar um limite no nível anterior à sanções.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Irã rejeita congelamento da produção de petróleo
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Israel impõe sanções aos palestinos
Em protesto contra o pedido de adesão da Autoridade Nacional Palestina a 15 organizações internacionais, o governo de Israel decidiu suspender a transferência dos cerca de US$ 100 milhões que arrecada em impostos nos territórios ocupados, responsável por dois terços do orçamento palestino, informou a televisão pública britânica BBC. O dinheiro será usado para pagar dívidas da ANP com empresas israelenses de serviços públicos.
Na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, aceitou o pedido palestinos para aderir a 13 convenções internacionais, uma tentativa palestina de obter reconhecimento de sua independência nacional.
A retenção dos impostos tinha sido usada por Israel em 2012, quando a Palestina ganhou status de observador na ONU.
Entre os acordos internacionais a que a ANP pediu adesão, estão as Convenções de Genebra sobre os direitos na guerra, que podem ser usadas para processar Israel.
Na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, aceitou o pedido palestinos para aderir a 13 convenções internacionais, uma tentativa palestina de obter reconhecimento de sua independência nacional.
A retenção dos impostos tinha sido usada por Israel em 2012, quando a Palestina ganhou status de observador na ONU.
Entre os acordos internacionais a que a ANP pediu adesão, estão as Convenções de Genebra sobre os direitos na guerra, que podem ser usadas para processar Israel.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Argentina congela preços para conter inflação
Sob pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) por manipular os índices oficiais de inflação, a Argentina recorreu mais uma vez ao congelamento de preços. No primeiro dia útil depois da censura do Fundo, o governo anunciou um acordo entre o secretário de Comércio, Guillermo Moreno, e grandes supermercados responsáveis por 70% das vendas do setor.
Até 1º de abril de 2013, Walmart, Carrefour, Coto, Jumbo, Disco e outras grandes redes não devem aumentar nenhum preço. O Ministério do Comércio aconselha os consumidores a guardar notas fiscais para conferir possíveis reajustes.
A inflação é uma das maiores preocupações dos argentinos. Eles chegaram a enfrentar altas de 200% ao mês em 1989, quando o primeiro presidente depois da redemocratização do país, Raúl Alfonsín, foi obrigado a renunciar. Ele transferiu o poder antecipadamente para Carlos Menem porque seu governo tinha perdido credibilidade para conter os preços depois de vários congelamentos fracassados.
Desde a campanha para a primeira eleição da presidente Cristina Kirchner, em 2007, o governo é acusado de manipular os índices do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). A inflação do ano passado ficou oficialmente em 10,9%, enquanto economistas do setor privado estimam algo em torno de 25% e projetam 30% para 2013.
Com a manipulação, o governo Cristina Kirchner perdeu o apoio dos sindicatos, que temem a perda do poder de compra pelos trabalhadores.
Na opinião da economia Soledad Pérez Duhalde, o congelamento só dará resultado em curto prazo. É possível que os supermercados tenham problemas de reabastecimento e que alguns produtos fiquem escassos.
A presidente e seu ministro da Economia, Hernán Lorenzino, reagiram ontem às críticas do FMI, alegando que a instituição perdeu sua credibilidade ao apoiar a dolarização da era Menem, que levou a economia argentina ao calote e ao colapso no fim de 2001. Eles acusaram o Fundo de agravar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro por tomarem medidas que supostamente favoreceriam os bancos em prejuízo do crescimento econômico e da geração de empregos.
Para Lorenzino, a censura do FMI "não é somente um erro, é um exemplo claro do tratamento desigual e do uso de dois pesos e duas medidas em relação a certos países-membros".
Apesar dos protestos, o governo argentino anunciou que está mudando a metodologia de cálculo da inflação e impôs o congelamento para tentar segurar os preços.
Até 1º de abril de 2013, Walmart, Carrefour, Coto, Jumbo, Disco e outras grandes redes não devem aumentar nenhum preço. O Ministério do Comércio aconselha os consumidores a guardar notas fiscais para conferir possíveis reajustes.
A inflação é uma das maiores preocupações dos argentinos. Eles chegaram a enfrentar altas de 200% ao mês em 1989, quando o primeiro presidente depois da redemocratização do país, Raúl Alfonsín, foi obrigado a renunciar. Ele transferiu o poder antecipadamente para Carlos Menem porque seu governo tinha perdido credibilidade para conter os preços depois de vários congelamentos fracassados.
Desde a campanha para a primeira eleição da presidente Cristina Kirchner, em 2007, o governo é acusado de manipular os índices do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). A inflação do ano passado ficou oficialmente em 10,9%, enquanto economistas do setor privado estimam algo em torno de 25% e projetam 30% para 2013.
Com a manipulação, o governo Cristina Kirchner perdeu o apoio dos sindicatos, que temem a perda do poder de compra pelos trabalhadores.
Na opinião da economia Soledad Pérez Duhalde, o congelamento só dará resultado em curto prazo. É possível que os supermercados tenham problemas de reabastecimento e que alguns produtos fiquem escassos.
A presidente e seu ministro da Economia, Hernán Lorenzino, reagiram ontem às críticas do FMI, alegando que a instituição perdeu sua credibilidade ao apoiar a dolarização da era Menem, que levou a economia argentina ao calote e ao colapso no fim de 2001. Eles acusaram o Fundo de agravar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro por tomarem medidas que supostamente favoreceriam os bancos em prejuízo do crescimento econômico e da geração de empregos.
Para Lorenzino, a censura do FMI "não é somente um erro, é um exemplo claro do tratamento desigual e do uso de dois pesos e duas medidas em relação a certos países-membros".
Apesar dos protestos, o governo argentino anunciou que está mudando a metodologia de cálculo da inflação e impôs o congelamento para tentar segurar os preços.
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