Mostrando postagens com marcador Itamar Ben-Gvir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itamar Ben-Gvir. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Guerra completa 90 dias e Israel fala em mais seis meses

Depois de 90 dias e da morte de 22.438 palestinos na Faixa de Gaza, ainda está longe o fim da guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e aliados, que mataram 1.139 israelenses e estrangeiros e sequestraram cerca de 250 pessoas no ataque terrorista de 7 de outubro. Altos funcionários israelenses preveem que a guerra dure pelo menos mais seis vezes. O país está cada vez mais isolado internacionalmente e o risco de ampliação do conflito é cada vez maior.

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado que matou 84 pessoas no Irã, de acordo com números revisados divulgados pela República Islâmica. O atentado não teve nada a ver com a guerra, apesar das acusações da ditadura dos aiatolás aos Estados Unidos e Israel no primeiro momento.

Tanto o Irã quanto o Estado Islâmico são fundamentalistas muçulmanos, mas o Irã é xiita e o Estado Islâmico sunita. São inimigos.

Numa reunião ministerial para discutir o futuro de Gaza, os ministros de extrema direita atacaram aos berros o comandante em chefe das Forças de Defesa de Israel, general Herzi Halevi. Os ultradireitistas falam abertamento em reocupar e recolonizar Gaza, expulsando a maioria dos palestinos. A Arábia Saudita advertiu que isto é inaceitável.

Israel intensificou os ataques à milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) desde a morte, em 2 de janeiro, do vice-líder político do Hamas, Saleh al-Arouri, num bombardeio de drones israelenses em Beirute. O líder do Hesbolá, xeique Hassan Nasrallah, faz nesta sexta-feira um segundo pronunciamento depois da morte de Al-Arouri num reduto do Hesbolá que abrigava o escritório do Hamas no Líbano. Até agora, ele evitou uma guerra total.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Trump é o primeiro ex-presidente dos EUA processado criminalmente

 Um júri de Nova York aceitou nesta quarta-feira uma denúncia do promotor distrital de Manhattan e abriu um processo-crime contra Donald Trump. Será a primeira vez que um presidente ou ex-presidente dos Estados Unidos terá de sentar no banco dos réus. Na terça-feira, ele vai saber, no tribunal, que há 30 acusações contra ele de fraudar registros e documentos empresariais, noticiou a TV norte-america CNN.

Trump proclama inocência e se diz vítima de uma perseguição política, mas é alvo de vários outros inquéritos, como seu discípulo Jair Bolsonaro, que voltou ontem ao Brasil depois de ficar três meses na Flórida e também enfrenta uma série de investigações criminais.

Sob pressão das ruas, da oposição, dos militares e do setor de alta tecnologia, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu uma pausa na reforma judiciária. Mas prometeu a seus aliados de ultradireita recolocar o projeto em votação depois de 30 de abril e criar uma Guarda Nacional de 2 mil homens a ser comandada pelo ministro da Segurança Pública, Itamar Ben-Gvir, um supremacista judaico que quer expulsar os árabes de Israel.

A Rússia volta atrás e anuncia que vai avisar os EUA sobre testes nucleares, mas prende e acusa um jornalista norte-americano de origem soviética de espionagem, o que não acontecia desde a Guerra Fria.

Com a aprovação da Turquia, a Finlândia já pode entrar para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA. Será o país da OTAN com a mais longa fronteira com a Rússia, 1,3 mil km.

A presidente de Taiwan, Tsai Ing Wen, faz uma visita não oficial aos EUA, onde afirma que, como a Ucrânia, Taiwan luta pela democracia. O regime comunista chinês condenou a visita.

Ao recusar o convite para participar da segunda conferência de cúpula virtual sobre a democracia organizada pelo presidente Joe Biden e não assinar o documento final, o governo Luiz Inácio Lula da Silva fica ao lado da Rússia e da China na Guerra da Ucrânia. O Brasil não concordou com a exigência de uma retirada total, imediata e incondicional das forças russas do território ucraniano. Meu boletim:

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Extrema direita leva Netanyahu de volta ao poder em Israel

 Nas quintas eleições gerais em quatro anos, o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o chefe de governo com mais tempo no poder na história de Israel, prepara sua volta, mas a grande vencedora é extrema direita, que deve pular de 6 para 14 cadeiras e ter a terceira maior bancada na Knesset, o Parlamento de Israel. Será o governo mais à direita de história do país.

Líder do partido direitista Likud, Netanyahu governou Israel de 1996-97 e de 2009-21, superando o fundador de Israel, David Ben-Gurion. É o principal responsável pela estagnação e o fracasso do processo de paz com os palestinos.

No ano passado, caiu diante de uma coalizão ampla e frágil articulada pelo primeiro-ministro derrotado hoje, o centrista Yair Lapid, que reunia partidos de direita, centro, esquerda e árabes. Lapid defendia a paz com a criação de um Estado palestino. 

O novo governo fará o que puder para consolidar a ocupação e enterrar a solução com dois países, um árabe e um judeu, divindido o território histórico da Palestina, nos termos da decisão da ONU que criou o Estado de Israel, em 1947.

Para formar um governo, é necessária uma aliança com pelo menos 61 dos 120 deputados da Knesset. O Likud é o partido mais votado. Conquistou 32 cadeiras. Em segundo, ficou Yesh Atid (Há Futuro), de Lapid, com 24, seguido pela aliança Sionismo Religioso-Poder Judaico, com 14.

A Unidade Nacional, do ministro da Defesa Benny Gantz, aliado de Lapid, elegeu 12 deputados. Logo atrás, vem dois partidos religiosos da coligação de Netanyahu, Shas (11 cadeiras) e Judaísmo Unido da Torá (8). 

Yisrael Beiteinu (Israel Nossa Casa), do ex-ministro da Defesa linha-dura Avigor Lieberman, fundado por imigrantes da antiga União Soviética. Perdeu dois deputados e agora tem cinco.

A Lista Árabe Unida deve eleger cinco deputados, assim como a coalizão Hadash-Ta'al (Frente Democrática pela Paz e Igualdade, que inclui o Partido Comunista, e Movimento de Renovação Árabe), um a mais do que o Partido Trabalhista.

O partido que fundou e governou Israel nos primeiros 29 anos de sua história, e foi o grande responsável pelo processo de paz com os palestinos, perdeu três cadeiras e pode ter apenas quatro representantes no parlamento. O social-democrata Meretz não venceu a cláusula de barreira de 3,25% dos votos. Teve apenas 3,14% e ficou fora da Knesset.

Com 32 deputados do Likud, 14 da aliança Sionismo Religioso-Poder Judeu, 11 do Shas e 8 do Judaísmo Unido da Torá, Netanyahu pode formar um governo com uma maioria de 65 cadeira. Mas corre o risco de ficar refém de uma extrema direita supremacista, racista, xenófoba, misógina e homofóbica que defende a anexação da Cisjordânia ocupada e a expulsão de todos os árabes, que são cerca de 21% dos 9,6 milhões de israelenses.

O líder do Poder Judeu, Itamar Ben-Gvir, é discípulo de Meir Kahane, um rabino ultradireitista e deputado cujo partido Kach (Assim) foi banido por ser antidemocrático e racista. Os EUA o consideravam uma organização terrorista. Kahane foi assassinado em Nova York em 1990. Na sua sala, há uma foto do terrorista israelense Baruch Goldstein, que matou 29 palestinos num ataque à Tumba do Patriarca (Abraão), em Hebron, na Cisjordânia, em 1994.

Ben-Gvir defende a pena de morte para terroristas, pediu para as forças de segurança atirarem em palestinos que jogavam pedras e chegou a dizer que o resto da humanidade existe para "servir os judeus". É um discurso tão extremista que um deputado, respeitosamente, alegando não querer comparar com o supremacismo ariano do Nazismo, acabou comparando.