domingo, 16 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 16 de Julho

FUNDAÇÃO DE WASHINGTON

    Em 1790, o Congresso decide que uma área úmida, pantanosa, barrenta e infestada de mosquitos junto ao Rio Potomac entre os estados de Maryland e da Virgínia será a futura capital dos Estados Unidos, com o nome de Washington, em homenagem ao líder da luta pela independência e primeiro presidente do país.

Washington convida o arquiteto e urbanista francês Pierre Enfant para fazer o projeto. Em 1793, é lançada a pedra fundamental do palácio presidencial, mais tarde batizado como Casa Branca. O prédio só se torna habitável em 1800. O segundo presidente John Adams, vive lá menos de um ano. Perde a reeleição para Thomas Jefferson.

O Distrito de Colúmbia é criado em 1801.

COMUNISTAS EXECUTAM OS ROMANOV 

    Em 1918, o czar Nicolau II, a imperatriz Alexandra e toda a família são executados pelos bolcheviques em Ecaterimburgo, selando o fim de três séculos de domínio da Dinastia Romanov na Rússia.

Nicolau II, o Sanguináro, é coroado em 1896 e enfrenta a primeira revolução em 1905, depois da humilhante derrota da Rússia para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5). Depois da outra derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18), é derrubado pela Revolução de Fevereiro de 1917 (março pelo calendário atual).

Os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, tomam o poder na Revolução de Outubro (novembro pelo calendário atual) e decidem executar a família imperial em meio a uma guerra civil para impedir qualquer tentativa contrarrevolucionária de restaurar a monarquia.

PRIMEIRO PARQUÍMETRO

    Em 1935, o primeiro parquímetro é instalado na esquina sudoeste entre a Rua Primeira e a Avenida Robinson na Cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Holger George Thuesen e Gerald Hale, professores de engenharia da Universidade Estadual de Oklahoma, começam a trabalhar no projeto em 1933 a pedido da Prefeitura Municipal da Cidade de Oklahoma. A produção em escala industrial inicia em 1936.

DETENÇÃO NO VELÓDROMO RUMO À DEPORTAÇÃO

    Em 1942, sob a ocupação nazista, começa a detenção em massa de judeus no Velódromo de Inverno, em Paris. É o maior aprisionamento coletivo de judeus na França durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A cúpula do regime nazista aprova a "solução final da questão judaica", o genocídio, o extermínio do povo judeu, na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro de 1942.

Por ordem do governo colaboracionista de Vichy, 7 mil guardas e policiais franceses participam da verdadeira caçada aos judeus em 16 e 17 de julho daquele ano.

Ao todo, 13.152 judeus são presos. Quase um terço é de crianças. Pelo menos 8.160 ficam quatro dias no Velódromo de Inverno. 

Em 18 de julho, começa a deportação para campos de concentração. Quase todos morrem no Holocausto. Menos de 100 sobrevivem.

PRIMEIRA EXPLOSÃO ATÔMICA

     Em 1945, os Estados Unidos fazem às 5h29min45seg o primeiro teste de uma bomba atômica, em Alamogordo, no deserto do Novo México.

As armas nucleares são usadas contra o Japão em Hiroxima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Cerca de 80 mil pessoas morrem na hora em Hiroxima e 60 mil em Nagasaki. Com as doenças causadas pela radiação, o total de mortes até hoje passa de 300 mil.

O plano para fazer uma bomba nuclear de urânio começa em 1939, quando o físico italiano Enrico Fermi se encontra na Universidade de Colúmbia com oficiais da Marinha dos EUA para discutir o uso militar da fissão nuclear.

Naquele ano, em carta ao presidente Franklin Roosevelt, o genial cientista alemão Albert Einstein defende a teoria de que uma reação nuclear descontrolada, em cadeia, tem um grande potencial para ser a base de uma arma de destruição em massa. Daí, nasce o Projeto Manhattan, com objetivo de criar uma bomba atômica antes da Alemanha nazista.

Na Alemanha, o projeto é chefiado por Werner von Heisenberg, um dos maiores físicos teóricos do século 20, criador do Princípio de Incerteza. Felizmente, ele fracassa na prática ao não chegar ao conceito de massa crítica, a quantidade de material físsil concentrado necessária para manter uma reação nuclear em cadeia autossustentada, de 47 quilos para o urânio-235 e 10 kg para o plutônio-239, os explosivos nucleares usados em Hiroxima e Nagasaki.

Falta apoio do Estado-Maior e da cúpula do Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (nazista). Albert Speer, arquiteto-chefe e ministro de Armamentos da Alemanha, se reúne cerca de 2,2 mil vezes com o ditador Adolf Hitler. Só em duas ocasiões, Hitler fala em armas nucleares.

O Führer acredita que um dia haverá uma arma capaz de tocar fogo na terra, mas imagina que isso só aconteceria muito depois de sua morte. Comete suicídio em 30 de abril. Um mês e meio depois, os EUA explodem a bomba atômica.

Apesar do sigilo que envolve o Projeto Manhattan, espiões conseguem roubar os segredos. Em 29 de agosto de 1949, a União Soviética faz seu primeiro teste nuclear. O Reino Unido explode a bomba em 3 de outubro de 1952. A França detona a primeira arma nuclear em 13 de fevereiro de 1960. E a China entra para o clube atômico em 16 de outubro de 1964.

Pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, de 1968, só estas grandes potências podem ter armas nucleares. Não por coincidência são os cinco membros permanentes com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Rússia herdou o arsenal nuclear e a vaga da URSS.

Israel fez a primeira arma nuclear operacional em dezembro de 1966, mas não admite publicamente que tenha um arsenal atômico. A Índia e o Paquistão assumiram o status de potências nucleares com testes em maio de 1998. A África do Sul foi o primeiro e único país e fabricar e abandonar as armas nucleares, desmanteladas a partir de 1989. A Coreia do Norte fez seu primeiro teste nuclear em 2006 e pelo menos mais cinco desde então.

APOLO 11 DECOLA

    Em 1969, a nave Apolo 11 parte de Cabo Canaveral, na Flórida, com a primeira missão tripulada que pousou na Lua. 

Depois de viajar 384 mil quilômetros em 76 horas, a espaçonave entra na órbita da Lua.

No dia seguinte, o módulo lunar Águia desce com os astronautas Neil Armstrong e Edward Aldrin, se separa da nave-mãe, onde fica o terceiro astronauta, Michael Collins. Três horas e dois minutos depois, pousa no Mar da Tranquilidade e a missão manda a mensagem histórica: "A Águia pousou." 

Dezessete minutos mais tarde, Armstrong toca o solo do satélite da Terra e pronuncia outra frase histórica: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade." 

Aldrin desce 15 minutos depois. Os dois hasteiam a bandeira dos EUA, tiram fotos e recolhem amostras da superfície lunar. Duas horas e 58 minutos depois que Armstrong pisa na Lua, os dois voltam ao módulo lunar e sobem rumo à Apolo 11, que chega à Terra em 24 de julho.

AMAZON NASCE COMO LIVRARIA VIRTUAL

    Em 1995, a Amazon começa a funcionar como uma livraria virtual em Seattle, nos Estados Unidos. No primeiro mês, envia livros para todos os 50 estados americanos e 45 países.

Jeff Bezos se forma em engenharia eletrônica e ciências da computação na Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, em 1986, e trabalha oito anos no centro financeiro de Nova York. Em 1994, ao perceber as oportunidades de negócios criadas pela Internet, se muda para o estado de Washington e funda a Amazon.

 Como o lema do fundador era "fique grande logo", a Amazon cresce e revoluciona a maneira como as pessoas fazem compras e se torna uma líder do comércio eletrônico. Em dezembro de 1999, mandara 20 milhões de itens para 150 países. Hoje, vende de gêneros alimentícios a serviços de streaming de música e vídeo.

Bezos compra outras empresas, inclusive jornal The Washington Post e a rede de supermercados Whole Foods. Um dos homens mais ricos do mundo, ele deixa a direção da Amazon para se dedicar à sua companhia aeroespacial para turismo no espaço.

JFK JR. E A TRAGÉDiA DOS KENNEDY 

    Em 1999, John Kennedy Jr., sua mulher, Carolyn Bassett Kennedy, e a irmã dela, Lauren Bassett, morrem quando o avião monomotor que ele pilotava cai no Oceano Atlântico perto de Martha Vineyard, no estado de Massachusetts.

JFK Jr. nasce em 25 de novembro de 1960, semanas depois da eleição do pai para a Presidência dos EUA. Tem pouco menos de 3 anos quando Kennedy é assassinado à bala em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

O tio Robert Kennedy, ministro da Justiça de JFK, é baleado em 5 de junho de 1968, quando vence a eleição primária da Califórnia e conquista a candidatura democrata à Casa Branca. Morre no dia seguinte. 

Um acidente de carro em que morre a secretária e amante Mary Joe Kopechne, em 1969, tira as chances do tio mais moço, Edward Kennedy, de chegar à Casa Branca. Ele dirige o carro, que cai num riacho, e só se apresenta à polícia no dia seguinte.

Depois de se formar em direito na Universidade de Nova York, JFK Jr. trabalha como promotor adjunto e ganha todos os seis casos em que atua. Em 1995, funda a revista política George, que chega a uma circulação de 400 mil exemplares. A revista indica uma intenção de entrar na política. É apontado como possível candidato à Casa Branca.

Com apenas 300 horas de voo, ele sai de um aeroporto em Nova Jérsei com um monomotor, uma temeridade. Na Amazônia, monomotores só podem voar um cima de estradas. Em caso de pane no único motor, o piloto pode pousar na estrada. JFK Jr. não teve esta chance.

O Conselho Nacional de Segurança de Transportes não encontra problemas mecânicos ou de navegação no aparelho, um Piper Saratoga. Conclui que a causa do acidente foi a inexperiência do piloto, que se confundiu na escuridão da noite.

sábado, 15 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

ÚLTIMA OFENSIVA ALEMÃ

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefiaria um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial e terminou a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho, começa a contraofensiva de franceses, norte-americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício, em 11 de novembro de 1918.

CANDIDATO EXTREMISTA

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". Na campanha, ele promete fazer tudo o que for necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson, que assumira depois do assassinato de John Kennedy, em 1963, vence Goldwater por 61% a 39%. O republicano só vence no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

Sua esmagadora derrota ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis e o projeto Grande Sociedade, marcas da política social de Johnson. Mas sua pregação está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que levaria à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich, que empurraram o partido para a direita.

Como veterano líder do partido, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment no Escândalo de Watergate, o que levou à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

NIXON NA CHINA

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa norte-americana.

Conservador e linha dura, Nixon faz carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade norte-americanas denunciada pelo senador Joe McCarthy. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson (1963-69) de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências comunistas, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968 em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia, aliada do regime comunista chinês, reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança da ONU.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos, conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinaram um acordo que viabiliza a retirada das forças americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de 58 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

MORTE DE VERSACE

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demora a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Comete suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

NASCE O TWITTER

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram ampliadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade política do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás faz o presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente e o governo dos EUA não podem censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

No momento, o Twitter enfrenta a concorrência do Threads, criado pelo grupo Meta, de Mark Zuckerberg, dono do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. Desde que o bilionário Elon Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões, tomou várias medidas causaram uma saída de usuários. Threads já é o serviço que conquistou mais usuários em curto prazo.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 14 de Julho

CONQUISTA DE JERUSALÉM 

     Em 1099, os cavaleiros cristãos tomam Jerusalém na Primeira Cruzada.

No século 11, os muçulmanos que dominam a região, do Império Seljúcida, começam a perseguir os cristãos. O imperador bizantino Alexius Comenos pede ajuda ao Ocidente.

Num discurso em Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095, o papa Urbano II lança as Cruzadas. Abandona o ensinamento de Jesus Cristo de amar uns aos outros e prega morte "aos infiéis".

Mais de 4 mil cavaleiros e 25 mil soldados de infantaria formam o exército cruzado. Sob o comando de Godofredo de Bulhões, Roberto de Flandres e Raimundo de Toulouse, parte em 1096 e entra na Ásia Menor em 1097. Chega a Jerusalém em 7 de junho de 1099 e cerca a cidade até sua queda.

A Primeira Cruzada é a única das nove a tomar Jerusalém. O Reino Cristão de Jerusalém dura até 1291, quando cai Acre, sua última capital. 

QUEDA DA BASTILHA

    Em 1789, a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, marca o início da Revolução Francesa.


A fortaleza é um símbolo da tirania do monarquia francesa. Os rebeldes destroem a prisão, onde esperam encontrar um arsenal.

A revolução, marco do início da Idade Contemporânea, derruba a monarquia e leva a um Período do Terror (1793-94) em que o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta e até líderes revolucionários, como os jacobinos Georges-Jacques Danton e Maximiliano Robespierre, são guilhotinados e Jean-Paul Marat é assassinado no banho

O terrorismo político, o "banho de sangue purificador" prometido pelas revoluções para criar um mundo novo, o terror como instrumento planejado de ação política, nasce aí. Durante a segunda fase da revolução, o poder passa para a Convenção (1792-95) e o Comitê de Salvação Pública, liderado por Robespierre, tem mais poder do que tinha o rei. Decide quem vai literalmente perder a cabeça.

Ao todo, estima-se que cerca de 100 mil pessoas são mortas pela Revolução Francesa. Entre 30 e 50 mil pessoas morrem no Período do Terror (1793-94) da revolução: 16.594 são executadas depois de julgamentos em tribunais revolucionários, cerca de 10 mil morrem na prisão e outras milhares em massacres. 

A Revolução Francesa termina em 1799, com o golpe que leva Napoleão Bonaparte ao poder. Cinco anos depois, ele se coroa imperador.

MORTE DE BILLY THE KID

    Em 1881, o xerife Pat Garrett mata Henry McCarthy, conhecido como Billy the Kid, no Rancho Maxwell, no estado do Novo México.


Garrett persegue Billy the Kid durante três meses, desde que o pistoleiro foge da cadeia três dias antes da data marcada para sua execução.

Billy the Kid mata numa embosca, em 1º de abril de 1878, o xerife William Brady e o sub-xerife George Hindman, em vingança pela morte do fazendeiro John Tunstall, para quem tinha trabalhado. O xerife e o sub são aliados de outros fazendeiros.

Aos 18 anos, Kid matara 17 homens.

ATENTADO À BEIRA-MAR

    Em 2016, o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, um terrorista muçulmano de 31 anos, atropela, mata 86 pessoas e fere outras 400 com um caminhão na avenida beira-mar da cidade de Nice, na Riviera Francesa, na data nacional da França, aniversário do início da Revolução Francesa de 1789.

A França está em guerra contra o terrorismo dos jihadistas, que repudiam a participação do país na guerra dos Estados Unidos contra a organização terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Sofre dois grandes atentados terroristas em 2015. 

Em 7 de janeiro, extremistas islâmicos matam 12 pessoas ao atacar o jornal humorístico Charlie Hebdo, que publicara caricaturas do profeta Maomé, o que os jihadistas consideram uma blasfêmia. Em 13 de novembro, 130 pessoas são mortas em ataques a um jogo de futebol, um show de música, bares e restaurantes em Paris e Saint-Denis. O Estado Islâmico reivindica a autoria deste atentado. 

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 13 de Julho

 ASSASSINATO DE MARAT

   Em 1793, Jean-Paul Marat, um dos líderes da fase mais radical da Revolução Francesa, a fase da Convenção (1792-95), que inclui o Período do Terror (1793-94), é assassinado no banho por sua amante Charlotte Corday, uma monarquista.

Marat é médico. Em 1789, funda o jornal O Amigo do Povo, que faz uma crítica feroz aos poderosos do dia. Em agosto de 1792, a revolução se radicaliza e o rei Luís XVI é preso. Marat, um jacobino, é eleito deputado da Convenção, onde faz oposição aos girondinos, republicanos moderados.

Corday, filha de um aristocrata falido que apoiava os girondinos, via Marat como um símbolo de todo o mal na França. Planeja matá-lo durante as festas de 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha quatro anos antes. Quando a comemoração é suspensa, vai até a casa de Marat e o mata.

PRIMEIRA COPA DO MUNDO

    Em 1930, começa no Uruguai a primeira Copa do Mundo de futebol, com 13 países.

O Brasil perde por 2-1 para a Iugoslávia e ganha de 4-0 da Bolívia, e é eliminado.


Na final, em 30 de julho, no Estádio Centenário, a seleção do Uruguai, conhecida como Celeste Olímpica por ser bicampeã olímpica, vence a Argentina por 4-2.

URSS VENCE BATALHA DE KURSK

    Em 1943, termina em Kursk, no Oeste da Rússia, a maior batalha de tanques de história, travada entre a Alemanha Nazista e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial (1939-45).


 
 Cerca de 6 mil tanques, 5 mil aviões e 2 milhões de soldados participam da Batalha de Kursk, que repele a ofensiva nazista na URSS.

 A batalha começa em 5 de julho, quando 38 divisões alemãs, quase metade blindadas, atacam o Exército Vermelho. Desta vez, as forças soviéticas têm tanques melhores e mais cobertura aérea, e destroem 40% dos blindados nazistas.

O comandante militar alemão, marechal-de-campo Günther von Kluge, suspende o ataque e, em 23 de julho, os soviéticos forçam os alemães a voltar às posições anteriores. É o fim da ofensiva nazista na URSS. Em agosto, os alemães estão em retirada em toda a frente oriental. A contraofensiva do Exército Vermelho toma Berlim em 8 de maio de 1945. É o fim da guerra na Europa.

KENNEDY CANDIDATO

    Em 1960, a Convenção Nacional do Partido Democrata nomeia o senador John Kennedy como candidato à Casa Branca.

Kennedy vence o senador texano Lyndon Johnson, indicado no dia seguinte como candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, e derrota na eleição presidencial o vice-presidente Richard Nixon, com quem trava os primeiros debates presidenciais transmitidos pela televisão da história.

Kennedy se torna o mais jovem presidente dos EUA e o primeiro católico; o segundo é Joe Biden. No seu breve governo (1961-63), há a fracassada Invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, e a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a URSS. Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental começa a construir o Muro de Berlim.

O governo Kennedy decide enviar um homem à Lua e apoia o movimento pelos direitos civis dos negros, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. Mas amplia o envolvimento de assessores militares americanos na Guerra do Vietnã (1955-75). Acaba tragicamente com a morte do presidente num atentado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

FORD DEMITE IACOCCA

    Em 1978, o presidente da companhia automobilística Ford, Henri Ford II, demite o diretor-geral Lee Iacocca depois de anos de tensão entre os dois.

Filho de imigrantes italianos, Iacocca nasce na Pensilvânia em 1924 e começa a trabalhar na Ford como engenheiro em 1946. Logo passa ao setor de vendas e ascende à direção-geral depois de lançar o Mustang, um carro esportivo acessível que vira sucesso mundial.

Um ano depois de ser demitido pela Ford, Iacocca torna-se diretor-geral da Chrysler, que recebe uma ajuda de US$ 1,5 bilhão do governo dos Estados Unidos para não falir, o que enfraqueceria a indústria automobilística americana, na época a maior do mundo.

Iacocca lidera a recuperação da Chrysler, que em 1984 lucra mais de US$ 2,4 bilhões. É a década do Super-Japão, visto na época como um desafio à supremacia americana. Iacocca é uma das vozes mais eloquentes da indústria norte-americana contra o protecionismo japonês.

MAIOR CONCERTO DOS TRÊS TENORES

    Em 1997, os Três Tenores – Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo – fazem no estágio Camp Nou, em Barcelona, sua apresentação para o maior público: 65 mil pessoas.

De 1990 a 2005, estes cantores extraordinários fazem juntos 33 concertos que ajudam a democratizar a ópera.

No dia da apresentação em Barcelona, o grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) assassina o vereador conservador Miguel Ángel Blanco. Antes do show, há três minutos de silêncio em homenagem a Blanco.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM

    Em 2013, aparece pela primeira vez a frase "vidas negras importam", que dá origem a um movimento antirracista nos Estados Unidos.


 Indignada com a absolvição na Flórida do vigilante George Zimmerman, que matara em 2012 o jovem Trayvon Martin, de 18 anos, Alicia Garza, residente na Califórnia, escreve no Facebook as palavras que se tornam o novo lema da luta contra o racismo.

Garza sofre de "uma tristeza profunda". Está mais revoltada ainda porque muitos culpam a vítima e não o flagelo do racismo. Um amigo, Patrice Cullors, líder comunitário em Los Angeles, responde com a hashtag #BlackLivesMatter (VidasNegrasImportam), que logo viraliza nas redes sociais.

Quando Michael Brown é morto em Ferguson, no Missouri, em 9 de agosto 2014, o movimento sai às ruas. No início, a maioria dos americanos considera o movimento radical, mas com o tempo sua ideia central é aceita como uma defesa do direito à vida.

Depois do assassinato de George Floyd, em 25 de maio de 2020 o apoio ao movimento cresce rapidamente em duas semanas nos EUA e se veem pelo mundo inteiro passeatas de negros, brancos, aborígenes, indígenas e gente de todas as origens étnicas marchando juntos contra o racismo e a violência policial. 

quarta-feira, 12 de julho de 2023

OTAN nega entrada da Ucrânia enquanto estiver em guerra

Durante reunião de cúpula encerrada hoje em Vilna, na Lituânia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reafirmou o compromisso de dar ajuda militar à Ucrânia na guerra contra a invasão russa, mas vetou a entrada do país na aliança enquanto estiver em guerra.

O artigo 5 da Carta da OTAN estabelece que uma agressão contra um país-membro é um ataque contra todos. Não obriga todos a entrar em guerra contra o agressor, mas impõe um compromisso moral, e um conflito armado entre a OTAN e a Rússia seria uma guerra nuclear.

Ao contrário do que pretendia o ditador russo, Vladimir Putin, a aliança militar ocidental se fortaleceu com a guerra, com a adesão da Finlândia e da Suécia, que eram historicamente neutras. Mas a contraofensiva da Ucrânia enfrenta dificuldades, tanto que Zelensky pediu aos EUA bombas de fragmentação, armamento proibido por mais de 100 países. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 12 de Julho

RÁPIDO NO GATILHO

    Em 1861, Wild Bill Hickok começa a criar fama como um dos pistoleiros mais rápidos do Oeste dos Estados Unidos ao balear três homens num tiroteio no estado de Nebraska.

James Butler Hickok nasce em Homer, no estado de Illinois. Aos 18 anos, em 1855, se muda para o Kansas. Sua fama é ampliada por um perfil publicado em 1867 na revista Harper's Monthly Magazine dizendo que ele matou nove homens sozinho, um evidente exagero.

Wild Bill morre aos 39 anos, em 1876, com um tiro pelas costas.

HELICÓPTERO PRESIDENCIAL  

    Em 1957, Dwight Eisenhower é o primeiro presidente dos Estados Unidos a usar uma nova tecnologia da aviação: o helicóptero.

Os helicópteros começam a ser testados em 1947. São necessários dez anos para começarem a ser usados pelo presidente para pequenas viagens oficiais. Eisenhower sugere ao Serviço Secreto, que considera o helicóptero mais seguro do que uma caravana de automóveis.

PRIMEIRA MULHER CANDIDATA

    Em 1984, a deputada federal Geraldine Ferraro é indicada candidata a vice-presidente na chapa de Walter Mondale, do Partido Democrata. Torna-se a primeira mulher a fazer parte de uma chapa de um grande partido em uma eleição presidencial nos Estados Unidos.

Quatro dias antes, ao abrir a Convenção Nacional Democrata, o governador de Nova York, Mario Cuomo, ataca a descrição que o presidente Ronald Reagan (1981-89) fazia dos EUA como "uma cidade brilhante no alto de uma colina", citando a pobreza e o conflito racial. A candidatura feminina não salva a chapa.

Mondale, vice-presidente no governo Jimmy Carter (1977-81), e Ferraro perdem a eleição para Reagan e George Bush em todos os estados, menos em Minnesota, o estado natal do candidato.

Em 2021, a senadora Kamala Harris se torna a primeira mulher vice-presidente. A ex-secretária de Estado e ex-senadora Hillary Clinton disputa a Casa Branca em 2016. Favorita nas pesquisas, ganha por 2,8 milhões no voto popular, mas perde para Donald Trump no Colégio Eleitoral.  

terça-feira, 11 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 11 de Julho

 QUAKERS CHEGAM A BOSTON

     Em 1656, as inglesas Ann Austin e Mary Fischer, as primeiras quakers a emigrar para as colônias norte-americanas, chegam a Boston, na Baía de Massachusetts. Elas vêm de Barbados, onde criaram um centro missionário.

A Sociedade dos Amigos, uma entidade religiosa, é fundada na Inglaterra por George Fox. O nome deriva do tremor causado pelo fervor religioso de seus membros, que são contra a violência e a guerra, e se dedicam à educação e à caridade. São contra a escravidão e a favor da igualdade entre os sexos.

Sua pregação liberal contraria o puritanismo de Massachusetts. Elas são presas e deportadas para Barbados cinco anos depois. Em 1658, o grupo é banido da colônia sob ameaça de pena de morte. Mais tarde, estas leis são revogadas.

No século 18, o quaker John Woolman viaja pelas colônias americanas pregando a religião e o abolicionismo. Ele promove boicotes aos produtos fabricados por escravos e tenta convencer as comunidades quakers a aderir à campanha abolicionista. 

A quaker Lucretia Mott é uma abolicionista importante no século 19. Trabalha na Estrada de Ferro Subterrânea, um movimento clandestino para ajudar na fuga de escravos para a liberdade. Também é pioneira da luta pelos direitos das mulheres.

HAMILTON MORRE EM DUELO

    Em 1804, o vice-presidente Aaron Burr, acerta seu inimigo político Alexander Hamilton, que foi o primeiro secretário do Tesouro dos Estados Unidos, num dos duelos mais famosos da história do país. O líder do Partido Federalista e o principal arquiteto da ordem da econômica dos EUA morre no dia seguinte.

Hamilton nasce na ilha caribenha de Névis e emigra para os EUA em 1773. Durante a Guerra da Independência dos EUA (1775-83), entra para o Exército Continental e chama a atenção do comandante, general George Washington, que o nomeia assessor.

Dez anos depois, é delegado na Convenção Constitucional que redige a Constituição dos EUA e luta por sua ratificação por criar um um governo central forte como ele queria.

Quando Washington é eleito primeiro presidente dos EUA, em 1788, convida Hamilton para o governo. Em 1789, ele se torna o primeiro secretário do Tesouro.

Burr nasce numa família de elite da colônia de Nova Jérsei em 1756. Adere ao Exército Continental 1775. É deputado estadual e procurador-geral de Nova York. Em 1796, disputa a eleição presidencial na chapa de Thomas Jefferson, quando é atacado por Hamilton. John Adams vence. 

Na época, cada eleitor votava em dois candidatos e o Colégio Eleitoral num só. O segundo mais votado é eleito vice-presidente.

Em 1800, de novo, a chapa Jefferson-Burr concorre pelo Partido Democrata-Republicano, o futuro Partido Democrata. Burr divulga um documento em que Hamilton critica Adams, o que divide os federalistas. Jefferson e Burr vencem.

No Colégio Eleitoral, há  empate em 73 votos. A eleição vai para a Câmara dos Representantes e os federalistas apoiam Burr. Depois de 35 empates, parte dos federalistas muda da lado sob a influência de Hamilton e Jefferson ganha, uma das razões do duelo.

Em 1804, Jefferson não indica Burr para vice. Este tenta entrar no Partido Federalista. É barrado numa campanha inflamada de Hamilton, que continua quando ele se lança como candidato independente. No mesmo ano, o Congresso aprova a 12ª Emenda à Constituição dos EUA, estabelecendo votações distintas para presidente e vice.

ATAQUE À TOCA DO LOBO

Em 1944, o Conde Claus von Stauffenberg, coronel do Exército da Alemanha, vai com uma bomba até o quartel-general de Adolf Hitler em Berchtesgaden, na Baviera, com a intenção de assassinar o Führer.

O atentado seria em 15 de julho, mas Hitler é chamado ao quartel-general de Rastenburg, na Prússia Oriental, hoje parte da Polônia, conhecido como Toca do Lobo.

Desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), as atrocidades do nazismo provocam a indignação de alemães e, com o tempo, de conspirações para derrubar Hitler. A maior reúne cerca de 500 oficiais alemães.

Stauffenberg servia o Exército alemão desde 1926. Durante a guerra, participa da invasão à União Soviética, onde judeus e prisioneiros soviéticos são sumariamente eliminados. Transferido para o Norte da África, perde um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda. Como comandante das Forças da Reserva, tem acesso direto a Hitler.

Líder da conspiração, chamada de Operação Valquíria, ele recebe a bomba do major Helmuth Stieff em 3 de julho. Com a viagem de Hitler e o adiamento do ataque, ele sabe em 16 de julho, num encontro com o coronel Cæsar von Hofacker, que a Muralha do Atlântico entrara em colapso na Normandia e que a guerra havia mudado na frente ocidental. É chegado o momento de se livrar de Hitler e negociar a paz.

O atentado fica para 20 de julho. Como Hitler vai receber Mussolini, a reunião é antecipada em uma hora. Stauffenberg tem pouco tempo para armar as duas bombas escondidas numa pasta. Ele só consegue preparar uma, a aciona e deixa a reunião. 

O coronel Heinz Brandt chuta acidentalmente a pasta de Stauffenberg, que fica do outro lado do grosso pé da mesa de carvalho. No momento da explosão, Hitler está do outro lado da mesa e não morre.

Do lado de fora da cabana, Stauffenberg e outros conspiradores saem convencidos da morte do Führer. Horas depois, o coronel anuncia que está tomando o poder na Alemanha. 

A proposta da conspiração é assinar um cessar-fogo com os aliados ocidentais, numa rendição incondicional, e concentrar esforços na guerra contra a URSS na frente oriental para impedir o Exército Vermelho de tomar a Europa Oriental e chegar a Berlim.

Com o fracasso do atentado, 5 mil pessoas são presas e 200 executadas, inclusive Stauffenberg.

FIM DO SKYLAB

    Em 1979, a estação espacial americana Skylab cai na Terra, na Austrália e no Oceano Índico, cinco anos do fim da última missão tripulada realizada nela.

A Skylab, lançada em 1973, é a primeira estação espacial bem-sucedida, depois do fracasso da soviética Salyut. Com 36 metros de altura, é cilíndrica e pesa 77 toneladas. É capaz de abrigar até três tripulações de três astronautas.

Os tripulantes a Skylab passam mais de 700 horas observando o Sol e tiram mais de 175 mil fotos da nossa estrela. Realizam estudos para examinar os efeitos biológicos da longa permanência no espaço. Com o desgate prematuro causado por radiação solar acima do esperado, a estação especial é desativada e cai na Terra.

EUA REATAM COM VIETNÃ

    Em 1995, duas décadas depois da queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, os Estados Unidos estabelecem relações diplomáticas com o Vietnã, citando a cooperação do regime comunista vietnamita na busca pelos restos mortais de 2.238 desaparecidos em ação durante a intervenção militar norte-americana (1964-73) na Guerra do Vietnã (1955-75).

A normalização das relações com o inimigo que derrota a superpotência começam em 1994, quando o presidente democrata Bill Clinton suspende o embargo comercial. O senador republicano John McCain, um ex-piloto da Força Aérea que fica cinco anos e meio como prisioneiro de guerra no Vietnã, é importante no reatamento.

O envolvimento dos EUA na guerra aumenta de mil assessores militares em 1959 para pelo menos 2,8 mil na época do assassinato do presidente John Kennedy (1961-63). Depois do Incidente do Golfo de Tonkin, forjado para justificar a entrada direta dos EUA no conflito, em 1964, o presidente Lyndon Johnson declara guerra ao Vietnã do Norte.

Em abril de 1969, os EUA chegam a um máximo de 543 mil soldados no Vietnã, mas a erosão do apoio político interno por causa das 58.281 mortes minam o esforço de guerra. Cerca de 2 milhões de vietnamitas morrem na Guerra do Vietnã, que deflagra guerras civis no Laos e no Camboja. Em 1975, os três países da antiga Indochina Francesa se tornam comunistas.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 10 de Julho

 JULGAMENTO DO DARWINISMO

    Em 1925, começa em Dayton, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, o Julgamento do Macaco. John Thomas Scopes, um jovem professor de ciências do ensino médio, é denunciado por ensinar a Teoria da Evolução das Espécies, do naturalista inglês Charles Darwin, que afirma que o homem descende do macaco.

Uma lei estadual do Tennessee aprovada em março daquele ano considera contravenção penal punível com multa "ensinar qualquer teoria que negue a história da criação divina do homem como ensinada pela Bíblia e que ensine, em vez disso, que o homem descende de animais inferiores."

A União Americana das Liberdades Civis (ACLU) oferece ajuda à defesa e o fundamentalista cristão William Jennings Bryan, três vezes candidato a presidente, à acusação. Depois de oito minutos de deliberações, o júri condena Scopes a pagar de multa de US$ 100.

Em 1927, o Tribunal de Justiça do Estado do Tennessee anula a decisão. A questão constitucional só é resolvida em 1968, quando a Suprema Corte derruba uma lei similar do Arkansas por violar a Emenda nº 1, que garante plena liberdade de expressão, entre outros direitos.

BATALHA HEROICA

    Em 1940, começa a Batalha da Inglaterra, um combate aéreo que a Força Aérea Real (RAF) britânica  vence contra a Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha, na Segunda Guerra Mundial (1939-45), impedindo que os nazistas invadam o Reino Unido.


A guerra começa com a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista, em 1º de setembro de 1939. Em 1940, o ditador Adolf Hitler se volta para o oeste. A Alemanha invade a Noruega em 9 de abril e Luxemburgo, a Holanda, a Bélgica e a França em 10 de maio.

Sem condições de enfrentar a blitzkrieg alemã, mais de 300 mil soldados franceses e britânicos deixam a França sob ataque na Retirada de Dunquerque, de 25 de maio a 4 de junho. A Itália Fascista de Benito Mussolini entra na guerra em 10 de junho. A França assina o armistício com os nazistas no mesmo vagão de trem onde a Alemanha assinara a rendição no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O primeiro-ministro Winston Churchill rejeita qualquer negociação de paz com Hitler e prepara o país para resistir ao nazifascismo. A batalha aérea dura 3 meses e 3 semanas até 31 de outubro. A RAF, onde também há australianos, canadenses e poloneses, perde 1.542 soldados 1.963 aviões, e os nazifascistas 2.585 homens e 2.550 aeronaves.

"Nunca tantos deverão tanto a tão poucos", comenta o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, num elogios aos 1,5 mil pilotos da RAF que impedem Hitler de tomar o Reino Unido.

No meio da Batalha da Inglaterra, a Alemanha começou o bombardeio maciço a cidades britânicas conhecido como Blitz, que vai de 7 de setembro de 1940 a 11 de maio de 1941.

ALIADOS INVADEM SICÍLIA

    Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados invadem a Europa continental pela Sicília, na Itália.


 O marechal britânico Bernard Montgomery, que vence em 1942 o Afrika Corps (Exército da África) do marechal alemão Erwin von Rommel na Batalha de El-Alamein, no Egito, desembarca no Sudeste da ilha e o 7º Exército dos Estados Unidos, sob o comando do general George Patton, entra pelo Sul. 

Em três dias, 150 mil soldados aliados estão na Itália. Em 22 de julho, Patton toma Palermo, a capital da Sicília.

A invasão aliada provoca a queda do ditador fascista Benito Mussolini, o Duce. O novo governo, do marechal Pietro Badoglio, negocia secretamente com os aliados, apesar da grande presença de tropas alemãs na Itália.

O governo Badoglio declara guerra à Alemanha em outubro de 1943, mas os nazistas libertam Mussolini e criam a República Social Italiana numa área que ainda controlam, no Norte da Itália.

Roma cai em junho de 1944, quando os EUA e o Reino Unido concentram suas forças na invasão da Normandia, no Noroeste da França, em 6 de junho de 1944, o Dia D. A Força Expedicionária Brasil (FEB) entra na campanha da Itália em 2 de julho de 1944.

Uma nova ofensiva aliada é lançada no fim da guerra, em abril de 1945. Em 28 de abril, Mussolini é capturado pela resistência e morto. Adolf Hitler comete suicídio dois dias depois. Em 8 de maio, a Alemanha nazista se rende. É o fim da guerra na Europa. O Japão se rende em 15 de agosto, depois das bombas atômicas jogadas pelos EUA em Hiroxima e Nagasaki. 

TERRORISMO FRANCÊS

    Em 1985, um atentado terrorista cometido pela França afunda o navio Rainbow Warrior, do grupo ecológico Greenpeace, no porto de Auckland, na Nova Zelândia.

O navio participava de protestos contra os testes nucleares franceses no Atol de Mururoa, no Oceano Pacífico. O fotógrafo e ativista português Fernando Pereira morre ao tentar salvar seu trabalho.

O ataque provoca grande repúdio internacional e leva ao fim dos testes nucleares da França, a única potência nuclear declarada que ainda fazia explosões nucleares experimentais. 

Em maio de 1998, a Índia e o Paquistão assumem a condição de potências nucleares com testes de bombas e mísseis. A Coreia do Norte faz a primeira explosão experimental em 9 de outubro de 2006 e mais cinco testes nucleares até hoje.