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sábado, 20 de junho de 2015

Bolívia descobre grande jazida de petróleo

O presidente Evo Morales anunciou ontem a descoberta de jazidas de até 28 milhões de barris no campo de petróleo de Boquerón 4, na província de Santa Cruz, no Oeste da Bolívia, capazes de triplicar o total de reservas do país, noticiou a agência estatal russa Sputnik.

A descoberta foi feita da companhia de petróleo YPFB Andina, uma parceria de 51% da empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YFPB) com 49% da espanhola Repsol.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Governadores bolivianos aceitam negociar

Apesar da prisão do governador do departamento de Pando, Rafael Fernández, acusado pelo governo central de genocídio e de contratar pistoleiros para atacar um grupo de índios, os outros governadores de oposição da Bolívia concordaram em retomar o diálogo com o presidente Evo Morales.

A decisão foi tomada pelo mais poderoso de todos, Rubén Costas, governador de Santa Cruz, o departamento mais rico do país, depois de se encontrar em Santa Cruz de la Sierra com o governador de Tarija, Mario Cossío, que negociou em nome da oposição com o vice-presidente Álvaro García Linera.

Eles esboçaram um acordo para incluir na nova Constituição proposta por Morales a questão das autonomias regionais. Mas presidente decretou estado de sítio em Pando, depois de 30 mortes, é certo, prendeu o governador e convocou os movimentos sociais para fortalecer sua posição de negociação.

O problema de Morales é a inflexibilidade na negociação. Não que a oposição esteja disposta a fazer concessões. O que mais faz falta mesmo é a tradição democrática, transigência de ambas as partes na negociação, num país com a História marcada por 193 golpes de Estado.

domingo, 17 de agosto de 2008

Oposição convoca greve contra Morales

Cinco governadores de oposição - de Santa Cruz, Rubén Costas; de Chuquisaca, Savina Cuéllar; de Tarija, Mario Cossío; de Beni, Ernesto Suárez; e de Pando, Leopoldo Fernández - convocaram para terça-feira uma greve geral de protesto contra o governo central do presidente Evo Morales.

A oposição exige o reinício do repasse do Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos. Diante do conflito com os governadores que quatro províncias que lutam por autonomia em relação a La Paz, Morales desviou o dinheiro para financiar um abono para aposentados.

Em comunicado conjunto, os governadores advertiram que, "enquanto continue o confisco do IDH, a presença de autoridades nacionais em nossas regiões será considerada non grata".

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Tarija aprova autonomia na Bolívia

Em mais um desafio ao governo do presidente Evo Morales, um referendo aprovou ontem com cerca de 80% dos votos válidos a autonomia do departamento da Tarija, onde ficam 85% das reservas de gás da Bolívia.

Agora, os quatro departamentos ricos - Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija - precisam negociar os limitares dessa autonomia com o governo central.

domingo, 4 de maio de 2008

Santa Cruz aprova autonomia com 85%

A oposição ao governo do presidente Evo Morales obteve uma importante vitória neste domingo com a aprovação da autonomia do departamento de Santa Cruz, o mais rico da Bolívia, com 85% dos votos, em plebiscito considerado pelo governo "separatista e ilegal".

O atual governador de Santa Cruz, Rubén Costas, considerou o momento histórico, prevendo que a onda de referendos sobre autonomia regional vão redefinir a Bolívia, acabando com o que as oposições chamam de "centralismo totalitário".

"Nem mais um centavo daqui vai para onde o Movimento ao Socialismo (MAS) mandar", declarou um dos líderes autonomistas do departamento, que faz fronteira com o Brasil, com quem tem forte relação econômica. Há vários brasileiros produzindo soja na Bolívia. Eles podem ser alvo da reforma agrária de Morales.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Morales faz nova onda de estatizações

Como em 1º de maio de 2006, quando estatizou o gás e o petróleo, o presidente da Bolívia, Evo Morales, aproveitou o Dia do Trabalho ontem para nacionalizar a maior companhia telefônica do país e quatro empresas do setor de energia, inclusive dos grupos espanhol Repsol-YPF, britânico British Petroleum e Ashmore Energy.

"Serviços essenciais, sejam de água, energia ou comunicações, não podem ficar nas mãos de empresas privadas", declarou o presidente boliviano.

A medida foi tomada às vésperas do plebiscito sobre a autonomia do departamento de Santa Cruz, o mais rico do país, numa manobra considerada "separatista e ilegal" pelo governo Morales.

É uma situação extremamente tensa, capaz de degenerar em conflito, adverte o enviado especial da Organização dos Estados Americanos (OEA), Dante Caputo, ex-ministro das Relações Exteriores da Argentina. Ele tentou mediar um diálogo entre o o governo e a oposição em Santa Cruz, mas a oposição só negocia depois do plebiscito.

As pesquisas indicam que mais de 80% dos eleitores do departamento de Santa Cruz, rico em gás, petróleo e sojicultura, devem votar a favor da autonomia política e econômica, criando um problema sério para Morales implantar seu projeto socialista.

Outros departamentos importantes - Beni, Pando e Tarija - convocaram plebiscitos sobre autonomia para junho.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

OEA alerta para risco de violência na Bolívia

A Organização dos Estados Americanos adverte que pode haver violência e derramamento de sangue na Bolívia com o plebiscito sobre a autonomia do rico departamento de Santa Cruz, marcado para 4 de maio, se o governo e a oposição não conversarem e chegarem a um acordo.

O governo Evo Morales considera o plebiscito separatista e ilegal.

Para o ex-ministro das Relações Exteriores da Argentina, Dante Caputo, inevitavemente a tensão levará ao conflito, o conflito provocará violência e a violência pode matar. Então, acredita ser melhor que o governo e a oposição se entendam logo para poupar vidas humanas.