Mostrando postagens com marcador Pando. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pando. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bolívia inicia reforma agrária em Pando

O governo da Bolívia iniciou seu programa de reforma agrária transportando mil famílias de agricultores sem terra para o departamento de Pando, no Norte do país, que faz fronteira com o estado do Acre. A oposição denuncia uma manobra para aumentar o apoio eleitoral do governo em redutos oposicionistas.

Mais de 450 camponeses foram levados até a quente e úmida cidade de Cobija. Como eles terão de ficar dois meses em barracas, a oposição alega que a migração visa a aumentar o eleitorado de Pando para fortalecer o Movimento ao Socialismo (MAS), o partido do presidente Evo Morales.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Governadores bolivianos aceitam negociar

Apesar da prisão do governador do departamento de Pando, Rafael Fernández, acusado pelo governo central de genocídio e de contratar pistoleiros para atacar um grupo de índios, os outros governadores de oposição da Bolívia concordaram em retomar o diálogo com o presidente Evo Morales.

A decisão foi tomada pelo mais poderoso de todos, Rubén Costas, governador de Santa Cruz, o departamento mais rico do país, depois de se encontrar em Santa Cruz de la Sierra com o governador de Tarija, Mario Cossío, que negociou em nome da oposição com o vice-presidente Álvaro García Linera.

Eles esboçaram um acordo para incluir na nova Constituição proposta por Morales a questão das autonomias regionais. Mas presidente decretou estado de sítio em Pando, depois de 30 mortes, é certo, prendeu o governador e convocou os movimentos sociais para fortalecer sua posição de negociação.

O problema de Morales é a inflexibilidade na negociação. Não que a oposição esteja disposta a fazer concessões. O que mais faz falta mesmo é a tradição democrática, transigência de ambas as partes na negociação, num país com a História marcada por 193 golpes de Estado.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Oposição diz que diálogo "agoniza" na Bolívia

O diálogo entre o governo e a oposição na Bolívia "não está morto mas agoniza", advertiu hoje o governador do departamento de Tarija, Mario Cossío, representante dos governadores que lutam por autonomia regional nas negociações com o presidente Evo Morales.

As conversas foram suspensas por causa da prisão do governador do departamento de Pando, que faz fronteira com o estado brasileiro do Acre. Leopoldo Fernández é acusado de genocídio. Ele é suspeito de contratar pistoleiros que teriam massacrado 16 índios em Pando na semana passada.

Cossío responsabilizou o governo pelo fracasso no diálogo ao decretar estado de sítio em Pando, onde soldados do Exército prenderam Fernández hoje.

Em La Paz, o presidente defendeu a prisão e convocou os movimentos sociais para fortalecer sua posição negociadora. Morales alega que de nada adianta fazer um acordo, se ele não for acatado por todas as partes.

O primeiro presidente indígena da História da Bolívia convocou um referendo para aprovar, em 7 de dezembro, uma nova Constituição com o objetivo de implantar o socialismo, reduzir a miséria e dar cidadania à maioria indígena.

Ontem, Morales recebeu apoio de uma reunião de cúpula de emergência da União das Nações da América do Sul (Unasul), criada há quatro meses em Brasília. Mas parece que a medida o tornou mais relutante em fazer concessões.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Exército da Bolívia ocupa Cobija

O Exército da Bolívia ocupou esta noite a cidade de Cobija, capital do departamento de Pando, onde o presidente Evo Morales decretou estado de sítio depois de conflitos entre governistas e oposicionistas que causaram 30 mortes. Há uma ordem de prisão contra o governador do departamento (equivalente a um estado brasileiro), Leopoldo Fernández, por não cumprir o estado de sítio.

É a primeira que o Exército boliviano entra em ação desde 2003, quando a chamada Guerra do Gás provocou a queda do presidente Gonzalo Sánchez de Losada.

Leia mais no jornal espanhol El País.

domingo, 17 de agosto de 2008

Oposição convoca greve contra Morales

Cinco governadores de oposição - de Santa Cruz, Rubén Costas; de Chuquisaca, Savina Cuéllar; de Tarija, Mario Cossío; de Beni, Ernesto Suárez; e de Pando, Leopoldo Fernández - convocaram para terça-feira uma greve geral de protesto contra o governo central do presidente Evo Morales.

A oposição exige o reinício do repasse do Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos. Diante do conflito com os governadores que quatro províncias que lutam por autonomia em relação a La Paz, Morales desviou o dinheiro para financiar um abono para aposentados.

Em comunicado conjunto, os governadores advertiram que, "enquanto continue o confisco do IDH, a presença de autoridades nacionais em nossas regiões será considerada non grata".

domingo, 16 de dezembro de 2007

Departamentos proclamam autonomia na Bolívia

Quatro departamentos da Bolívia (Beni, Pando, Santa Cruz de la Sierra e Tarija) declararam-se autônomos em relação ao governo central do presidente Evo Morales, aumentando a tensão no país mais pobre da América do Sul. Outros dois dos nove departamentos bolivianos, Chuquisaca e Cochabamba, devem seguir o exemplo.

Os departamentos ricos rejeitam a reolução indígena liderada pelo presidente Evo Morales e exigem autonomia como têm a Catalunha, a Galícia e o País Basco, na Espanha.