A União Européia e a Rússia assinaram hoje um acordo para monitorar a passagem do gás natural russo exportado para a Europa através de um gasoduto que passa pela Ucrânia. Em 1º de janeiro, a Rússia cortou o suprimento para a Ucrânia e toda a Europa foi prejudicada.
Os países da UE importam da Rússia 25% do gás natural que consomem; 80% vão através da Ucrânia. Pelo menos 15 países foram afetados. Em pleno inverno rigoroso no Hemisfério Norte, 12 ficaram sem nenhum gás em estoque.
Para resolver o problema, serão instalados observadores para monitorar a passagem do gás. Afinal, a Rússia acusou a Ucrânia de desviar e roubar gás russo.
Na realidade, é mais um capítulo da Guerra do Gás, em que o primeiro-ministro Vladimir Putin, ainda o homem-forte do Kremlin, recorre a um nacionalismo energético para punir a ex-república soviética por se aproximar do Ocidente.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
UE anuncia acordo sobre gás mas Rússia recua
Em uma reviravolta surpreendente na Guerra do Gás, horas depois do colapso das negociações em Bruxelas entre as ex-repúblicas soviéticas da Rússia e da Ucrânia, a União Européia anunciou que o primeiro-ministro Vladimir Putin, homem-forte da Rússia, concordou com as condições para colocar monitores do gasoduto em território ucraniano. Mas, no último momento, a Rússia desistiu.
A Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural à Ucrânia em 1º de janeiro, alegando atrasos no pagamento e desacordo quanto ao preço da mercadoria em 2009. Ontem, cortou totalmente o envio de gás, deixando 12 países europeus com os estoques no fim em pleno inverno no Hemisfério Norte, com temperaturas negativas em quase todo o continente.
Para justificar o corte para todo o continente, a empresa estatal Gazprom, que detém o monopólio do gás na Rússia, acusou a Ucrânia de roubar gás russo. Ontem, a UE encontrou a fórmula de colocar observadores junto ao gasoduto.
Putin insistiu na presença de fiscais russos. A UE argumentou que não poderia obrigar a Ucrânia, um país soberano, a aceitar representantes de terceiros países.
A Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural à Ucrânia em 1º de janeiro, alegando atrasos no pagamento e desacordo quanto ao preço da mercadoria em 2009. Ontem, cortou totalmente o envio de gás, deixando 12 países europeus com os estoques no fim em pleno inverno no Hemisfério Norte, com temperaturas negativas em quase todo o continente.
Para justificar o corte para todo o continente, a empresa estatal Gazprom, que detém o monopólio do gás na Rússia, acusou a Ucrânia de roubar gás russo. Ontem, a UE encontrou a fórmula de colocar observadores junto ao gasoduto.
Putin insistiu na presença de fiscais russos. A UE argumentou que não poderia obrigar a Ucrânia, um país soberano, a aceitar representantes de terceiros países.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Guerra do gás deixa a Europa no frio
É mais um capítulo da Guerra do Gás entre a Rússia e a ex-república soviética Ucrânia. No meio de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, com temperaturas negativas, a companhia estatal russa Gazprom cortou completamente hoje, 7 de janeiro de 2009, o fornecimento de gás natural a países da União Européia através de um gasoduto que passa pela Ucrânia.
A suspensão afetou 17 países do continente. Na Áustria, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Grécia, Hungria, Macedônia, Romênia, República Tcheca, Romênia e Sérvia, os estoques de gás natural russo acabaram. Na Alemanha, na França e na Itália, estão chegando ao fim.
O presidente da União Européia, José Manuel Durão Barroso, fez um apelo aos primeiros-ministros da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Yulia Timochenko, para que cheguem a um acordo e resolvam o problema.
A UE se ofereceu para fazer um monitoramento da passagem do gás pela Ucrânia, já que a Rússia acusa o governo ucraniano de desviar e roubar o gás destinado à UE.
Duramente afetada pela crise econômica global, a Rússia pressiona a Ucrânia para aumentar o preço do gás para US$ 450 por mil metros cúbicos, duas vezes mais do que o governo de Kiev está disposto a pagar.
A Guerra do Gás é também um instrumento da política externa de Putin para restaurar o poder imperial perdido com o fim da União Soviética. A URSS tinha um império interior, as repúblicas que a formavam, como a Ucrânia, e um império exterior, os países-satélites do bloco soviético, como a Polônia e a Tcheco-Eslováquia.
O antigo império interior, hoje chamado de exterior próximo, é o alvo prioritário das políticas imperalistas de Putin. Mas geralmente elas atingem também os antigos satélites. Eles se lembram assim da amarga dependência que ainda tem em relação a Moscou.
A suspensão afetou 17 países do continente. Na Áustria, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Grécia, Hungria, Macedônia, Romênia, República Tcheca, Romênia e Sérvia, os estoques de gás natural russo acabaram. Na Alemanha, na França e na Itália, estão chegando ao fim.
O presidente da União Européia, José Manuel Durão Barroso, fez um apelo aos primeiros-ministros da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Yulia Timochenko, para que cheguem a um acordo e resolvam o problema.
A UE se ofereceu para fazer um monitoramento da passagem do gás pela Ucrânia, já que a Rússia acusa o governo ucraniano de desviar e roubar o gás destinado à UE.
Duramente afetada pela crise econômica global, a Rússia pressiona a Ucrânia para aumentar o preço do gás para US$ 450 por mil metros cúbicos, duas vezes mais do que o governo de Kiev está disposto a pagar.
A Guerra do Gás é também um instrumento da política externa de Putin para restaurar o poder imperial perdido com o fim da União Soviética. A URSS tinha um império interior, as repúblicas que a formavam, como a Ucrânia, e um império exterior, os países-satélites do bloco soviético, como a Polônia e a Tcheco-Eslováquia.
O antigo império interior, hoje chamado de exterior próximo, é o alvo prioritário das políticas imperalistas de Putin. Mas geralmente elas atingem também os antigos satélites. Eles se lembram assim da amarga dependência que ainda tem em relação a Moscou.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Exército da Bolívia ocupa Cobija
O Exército da Bolívia ocupou esta noite a cidade de Cobija, capital do departamento de Pando, onde o presidente Evo Morales decretou estado de sítio depois de conflitos entre governistas e oposicionistas que causaram 30 mortes. Há uma ordem de prisão contra o governador do departamento (equivalente a um estado brasileiro), Leopoldo Fernández, por não cumprir o estado de sítio.
É a primeira que o Exército boliviano entra em ação desde 2003, quando a chamada Guerra do Gás provocou a queda do presidente Gonzalo Sánchez de Losada.
Leia mais no jornal espanhol El País.
É a primeira que o Exército boliviano entra em ação desde 2003, quando a chamada Guerra do Gás provocou a queda do presidente Gonzalo Sánchez de Losada.
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