Mostrando postagens com marcador escândalo político. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escândalo político. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de setembro de 2012

Bo Guagua defende o pai expurgado na China

O filho do desgraçado dirigente do Partido Comunista da China Bo Xilai saiu em defesa do pai, que acaba de ser expulso do PC e acusado de vários crime, inclusive abuso de poder, corrupção passiva e  manter relações sexuais impróprias com várias mulheres.

"Pessoalmente, é difícil para mim aceitar as acusações anunciadas contra meu pai porque elas contradizem tudo o que aprendi a respeito dele durante toda a minha vida", argumentou Bo Guagua, que acredita-se que esteja nos Estados Unidos, onde estudava na Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts, quando o escândalo estourou, em março de 2012.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bo Xilai é expulso do Partido Comunista da China

Depois de ser destituído da Prefeitura de Xunquim em março e de todos os cargos que tinha no Partido Comunista da China em abril, Bo Xilai foi expulso do PC e "terá de enfrentar a Justiça", informou hoje a agência oficial de notícias Nova China.

A notícia foi divulgada no dia em que foi anunciada a data de 8 de novembro para início o congresso do partido que vai oficializar a mudança para uma nova geração de líderes. Isso indica que houve um acerto entre as diferentes facções do PC para suavizar uma transição que é sempre difícil num regime fechado e poderoso - e Bo foi sacrificado.

Sua mulher, Gu Kailai, foi condenada à morte com direito a suspensão da pena pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood, que seria responsável pelos negócios internacionais do casal, no maior escândalo político em três décadas na China. Seu vice e chefe de polícia em Xunquim, Wang Lijun, pegou 15 anos de cadeia pelo mesmo crime.

Até hoje, Bo só havia sido acusado por "sérias infraçcões disciplinares". Como expoente da linha dura e por ser um principezinho, filho de um dos líderes da revolução comunista, acreditava-se que ele poderia receber punições menores e não ir para a cadeia. Mas Bo terá de responder por abuso de poder e aceitar grandes propinas, entre outros crimes, informa a agência de notícias Reuters.

"As ações de Bo Xilai tiveram repercussões graves e causaram enorme prejuízo à reputação do partido e do Estado, produzindo efeitos malignos no país e no exterior", acusa a nota distribuída pela liderança do PC, reproduzida pela agência Nova China.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ex-chefe de polícia de Bo Xilai pega 15 anos de prisão

O ex-chefe de polícia e ex-vice-prefeito de Bo Xilai na cidade e província de Xunquim, na China, Wang Lijun foi condenado por um tribunal da cidade de Chengdu a 15 anos de prisão por quatro acusações: abuso de poder, corrupção, deserção e conspiração para ocultar o assassinato do empresário britânico Neil Heywood, morto em 13 de novembro do ano passado pela mulher de Bo, Gu Kailai, informou há pouco a agência oficial de notícias Nova China.

Depois do crime, Wang Lijun conseguiu gravar uma confissão da mulher do chefe. Quando Wang comentou o assunto com Bo, no início de fevereiro, diante da reação violenta do então alto dirigente do Partido Comunista, ele se refugiou no Consulado dos Estados Unidos em Chengdu.

Sob pressão das autoridades chinesas, saiu e entregou as provas que tinha à polícia. Isso foi decisivo para a condenação à morte de Gu Kailai, que está com a pena suspensa temporariamente com grande chance de ser convertida em prisão perpétua.

Bo era a grande estrela em ascensão da linha dura maoísta. Como membro do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, era um dos 25 homens mais poderosos da China. Sonhava em ser eleito para o Comitê Permanente do Politburo, os nove imperadores que mandam de fato no país.

Em março de 2012, ele perdeu a liderança do partido e, em abril, todos seus outros cargos, no maior escândalo político em mais de 30 anos na China, desde que a viúva de Mao Tsé-tung e os outros membros da Gangue dos Quatro foram condenados, em 1981.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Chefe de polícia de Bo Xilai vai a julgamento na China

Um dos personagens centrais do maior escândalo político dos últimos 30 anos na China começou a ser julgado hoje. Wang Lijun era vice-governador, vice-prefeito e chefe de polícia de Bo Xilai na cidade-província de Xunquim. Em novembro, conspirou com a mulher do chefe para matar um empresário britânico, mas teve o cuidado de gravar uma confissão.

Três meses depois, Wang abandonou o cargo e se refugiou no Consulado dos Estados Unidos em Chengdu, mas acabou se rendendo às autoridades chinesas, a quem entregou a confissão gravada por Gu Kailai, mulher de Bo. Ela foi condenada à morte num julgamento rápido. A sentença está suspensa e deve ser convertida em prisão perpétua.

Bo Xilai caiu espetacularmente. Em março, foi afastado da liderança do partido em Xunquim por "sérias violações disciplinares". Em abril, perdeu sua posição de membro do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista. Ele era a maior estrela em ascensão da linha dura. Sonhava em entrar para o Comitê Permanente do Politburo, formado pelos nove imperadores que governam a China.

domingo, 19 de agosto de 2012

Gu Kailai pega pelo menos 40 anos de cadeia

Gu Kailai, a mulher do ex-direigente do Partido Comunista da China Bo Xilai, foi condenada à morte pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood, mas teve sua pena suspensa. Em dois anos, ela deve ser comutada para prisão perpétua, mas a recomendação é de que a ré fique pelo menos 40 anos na prisão.

Seu processo foi o mais espetacular em 30 anos na China, desde que a Gangue dos Quatro, da qual fazia parte a viúva de Mao Tsé-ting, Jiang Ching, foi condenada em 1981 por crimes cometidos durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

Como a regra na China é que assassinato se pune com a pena de morte, há uma onda de protestos na Internet chinesa denunciando que a elite tem direito a um tratamento especial - tudo o que o PC quer evitar com um processo em que a riqueza do casal não foi investigada.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mulher de Bo Xilai é denunciada por homicídio

LONDRES - Em mais um lance do mais espetacular escândalo político em décadas na China, Gu Kailai, mulher do ex-dirigente do Partido Comunista Bo Xilai, foi acusada formalmente pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood, que seria um dos agentes das transações internacionais do casal, informou hoje a agência oficial Nova China.

Bo era a principal estrela da linha dura em ascensão no PC chinês. Como prefeito e governador da cidade-província de Xunquim, resgatou métodos políticos, lemas e até hinos do tempo da Revolução Cultural (1966-76). Era um dos 25 membros do Politburo do Comitê Central do partido. Sonhava em ser eleito no fim deste ano para o Comitê Permanente do Politburo e tornar um dos chamados nove imperadores que governam a China.

Em março, ele foi afastado do governo de Xunquim. Em abril, perdeu todos os cargos que ainda tinha dentro do partido. Sua mulher foi presa por suspeita de envenenamento de Heywood.

A orientação interna do presidente Hu Jintao e do vice-presidente Xi Jinping, que deve assumir a liderança do partido no fim deste ano e a Presidência da China em 2013, é tratar a queda espetacular de Bo como um caso isolado, descartando a sugestão do primeiro-ministro Wen Jiabao de retomar a discussão sobre a reforma política.

Por mais que a China tenha se desenvolvido nas últimas décadas, a disputa pelo poder entre suas elites ainda é cruel e brutal. O escândalo também chamou a atenção da opinião pública chinesa, reprimida pela ditadura comunista, para os privilégios dos chamados principezinhos, os filhos de altos dirigentes da geração de Mao Tsé-tung, que fez a revolução.

Tanto Bo Xilai quanto Xi Jinping foram vítimas de perseguição a seus pais durante a Revolução Cultural. Mas depois que os pais foram reabilitados, ajudaram seus filhos a subir na hierarquia do partido e do governo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Irmão de Bo Xilai deixa empresa listada em Hong Kong

O irmão mais velho do ex-dirigente comunista Bo Xilai, que caiu em desgraça e foi expurgado no mês passado, foi afastado da empresa China Everbright International, listada na Bolsa de Valores de Hong Kong.

É um sinal de que a pior crise política da China em mais de duas décadas atinge agora o império empresarial criado pelo clã, noticiam hoje os jornais inglês Financial Times e americano The New York Times.