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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Rio decide irresponsavelmente dispensar máscaras

 O governo do estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiram acabar com o uso obrigatório de máscaras em espaços abertos a partir desta quinta-feira, uma temeridade visto que a pandemia do coronavírus de 2019 não acabou e países que tomaram esta medida, como os Estados Unidos e o Reino enfrentaram surtos graves da doença.

Mais 433 mortes e 17.117 diagnósticos positivos de covid-19 foram notificados no Brasil nesta quarta-feira. Desde o início da pandemia, são 21.765.420 casos confirmados e 606.726 vidas perdidas no país. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 4% em duas semanas para 346. Há 16 dias, fica abaixo de 400. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 7% para 12.163.

No mundo, já são 244.996.373 casos confirmados e 4.971.538 mortes. Mais de 222,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 17,45 milhões enfrentam casos médios ou suaves e 75.312 estão em estado grave.

Os Estados Unidos reportaram mais 94.992 casos e 1.721 mortes na quarta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 19% em duas semanas para 71.962 e 58% em um mês e meio. A média diária de mortes baixou 15% para 1.395. O país tem o maior número de casos confirmados (45.703.960) e de mortes (741.231).

Mais de 6,92 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora; 48,9% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 3.1% nos países pobres. Cerca de 40% da humanidade estão plenamente vacinados.

A China é o país que mais vacinou. Já aplicou 2,3 bilhões de doses. A Índia e a União Europeia (585,1 milhões) vêm em seguida. Nos EUA, 220,9 milhões tomaram a primeira dose, 191 milhões (57,62% da população norte-americana) completaram a vacinação e 15,6 milhões receberam a dose de reforço. 

O Brasil deu a primeira dose em pouco de 154 milhões de pessoas, 113,3 milhões (53,12% da população brasileira) completaram a vacinação e 7.459.199 tomaram a dose de reforço. Meu comentário:

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Rio de Janeiro dispensa uso de máscaras antes da hora

 Na contramão das recomendações dos infectologistas da Fundação Oswaldo Cruz, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei demagógico para dispensar o uso obrigatório de máscaras em locais abertos nos municípios onde 65% da população estiverem vacinados. A cidade do Rio de Janeiro será a primeira a liberar, assim que o governador sancionar a lei. São Paulo deve manter o uso obrigatório nas primeiras semanas de novembro.

Com mais 409 mortes e 13.414 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 notificados nesta terça-feira, o Brasil chegou a 21.748.303 casos confirmados e 606.293 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 7% em duas semanas para 342. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 6% em duas semanas para 11.966. Ambas apresentam tendência de estabilidade, mas têm as maiores altas em um mês, desde 26 de setembro.

No mundo, já são 244.517.297 casos confirmados e 4.964.251 mortes. Mais de 222 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 17,5 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 75.539 estão em estado grave.

A 100 dias do início da Olimpíada de Inverno em Beijim, a China, berço da pandemia, enfrenta o pior surto em mais de um mês (veja no comentário).

Os Estados Unidos registraram mais 95.571 casos novos e 2.187 mortes de covid-19 na terça-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 23% em duas semanas para 70.824. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou 17% para 1.401. O país tem o maior número de casos confirmados (45.609.053) e de mortes (738.881) na pandemia.

A Índia relatou mais 13.451 casos e 585 mortes na terça-feira. Soma o segundo maior número de casos confirmados (34.215.653) e o terceiro de mortes (455.653).

Mais de 6,88 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 48,7% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 3,1% nos países pobres.

A China lidera com mais de 2,25 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,035 bilhão) e a União Europeia (583,6 milhões). Nos EUA, 220,6 milhões tomaram a primeira dose, 190,8 milhões (57,55% da população norte-americana) completaram a vacinação e 15 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil aplicou a primeira dose em 153,7 milhões, 112,3 milhões (52,65% da população brasileira) completaram a vacinação e 7.110.518 tomaram a dose de reforço. Meu comentário:

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Fiocruz só quer dispensar máscara com 85% vacinados

A queda consistente no contágio, nas hospitalizações e nas mortes cria uma sensação falsa e enganosa de que a pandemia do coronavírus de 2019 está sob controle, e "a flexibilização das medidas de proteção deve ser cautelosa, paulatina e acompanhada de medidas de vigilância, conjugada com o passaporte vacinal" e com testes para detectar casos novos e rastrear o vírus, alerta o último boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O uso de máscaras só deve ser dispensado quando 85% estiverem plenamente vacinados.

O Brasil notificou mais 461 mortes e 16.295 diagnósticos positivos da covid-19 nesta quinta-feira. Soma agora 21.696.575 casos confirmados e 604.764 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 20% em duas semanas para 366. Há 10 dias, está abaixo de 400. A média diária dos casos novos dos últimos sete dias também baixou 20% para 12.146.

No mundo, são 242.598.808 casos confirmados e 4.931.823 mortes. Mais de 220 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 17,48 milhões enfrentam casos leves ou médios e 76.795 estão em estado grave. 

Os Estados Unidos reportaram mais 78.307 casos e 1.931 mortes na quinta-feira. A média diária de casos dos últimos sete dias novos baixou 24% em duas semanas para 75.498, enquanto a média diária de mortes recuou 15% em duas semanas para 1.509. É o país com o maior número de casos confirmados (45.302.004) e de mortes (733.226) na pandemia.

A Índia registrou mais 15.786 casos, 14,5% do que na véspera, e 231 mortes na quinta-feira. Tem o segundo maior número de casos confirmados (34.143.236) e de mortes (453.042), mas os especialistas acreditam que haja uma grande subnotificação e que os verdadeiros números sejam duas a três vezes maiores.

Mais de 6.76 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas ate agora no mundo; 48,1% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 2,9% nos países pobres, e 38% completaram a vacinação.

A China lidera a vacinação com mais de 2,24 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia, que passou de 1 bilhão de doses (1,006 bilhão), mas só 21% dos indianos completaram a vacinação. 

A União Europeia aplicou 579,9 milhões de doses e completou a vacinação de 64,3% de sua população. Nos EUA, 219,6 milhões tomaram a primeira dose, 189,9 milhões (57,28% da população americana) e 12,8 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 422,3 milhões de doses.

O Brasil aplicou a primeira dose em 152,6 milhões de pessoas, 108,13 milhões (50,69% da população brasileira) completaram a vacinação e 5,6 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 266 milhões de doses aplicadas. Meu comentário: 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Brasil deve chegar a 100 mil mortes pela covid-19 neste sábado.

Com mais e 1.058 mortes e 48.895 casos novos, o Brasil soma 99.702 mortes e 2,967 milhões de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019. Neste sábado, deve ultrapassar 100 mil mortes e 3 milhões de casos confirmados, uma tragédia anunciada. A média de mortes nos últimos sete dias ficou em 1019.

Há mais de dois meses, o país mantém esta média de mais de mil mortes por dia. Neste ritmo, logo vai chegar às 110 mil mortes, o mínimo previsto num modelo do Imperial College de Londres. O máximo seria 550 mil.

A América Latina foi responsável por 44% das mortes por covid-19 registradas entre 30 de julho e 5 de agosto. O total de mortes na região está em pouco menos de 213 mil.

No mundo inteiro, há mais de 19 milhões de casos, mais de 720 mil mortes e 12,5 milhões de pacientes recuperados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados caiu para 5% porque os tratamentos estão melhorando e aumenta o percentual de infecção de adultos jovens, que têm melhores chances de sobreviver.

Os Estados Unidos têm 5 milhões de casos e mais de 160 mil casos. O individualismo e o fracasso e o negacionismo do governo Donald Trump ao subestimar o risco da doença levaram os Estados Unidos a não conseguir controlar o coronavírus depois de 4 meses, indica uma reportagem do jornal The New York Times.

A África passa de 1 milhão de casos. O total de mortes está em pouco mais de 22.500. Meu comentário:

sábado, 11 de julho de 2020

Brasil chega a 1,84 milhão de casos e mais de 71 mil mortes

O Brasil registrou mais 968 mortes e 36.474 casos novos em 24 horas da doença do coronavírus de 2019 (covid-19). O total de óbitos subiu para 71.492 e os casos confirmados já somam 1.840.812, de acordo com dados das secretarias da Saúde obtidos por um consórcio de empresas jornalísticas. Mais de 1,2 milhão de pacientes foram curados.

Quando o consórcio foi criado, em 8 de junho, o país tinha 36,4 mil mortes atribuídas ao coronavírus. Em pouco mais de um mês, o total de mortes praticamente dobrou. A aliança de empresas foi resultado das dificuldades de acesso aos dados impostas pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

No mundo inteiro, já são 12,85 milhões de casos confirmados mais de 567 mil mortes e 7,48 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos, onde o número de mortes aumentou na última semana, têm o maior número de casos (3,355 milhões) e de óbitos (137,4 mil).

Pela primeira vez, o presidente Donald Trump apareceu de máscara em público ao visitar o Centro Médico Walter Reed, um hospital militar nos arredores de Washington, a capital dos EUA. Em plena pandemia, o uso de máscaras foi capturado pela guerra cultural entre direita e esquerda.

Depois de muito resistir a aparecer em público de máscara diante das câmeras, o presidente afirmou: "Nunca fui contra o uso da máscara, mas acredito que tem hora e lugar", declarou Trump, citado pela televisão pública britânica BBC.

Pelo raciocínio de Trump, "quando você está num hospital, especialmente naquele setor, quando você está falando com um monte de soldados e pessoas que em alguns casos estavam saindo da mesa de operação, penso que é uma boa coisa usar uma máscara."

Na sua visão, é algo excepcional e não a regra como querem os epidemiologistas nesta hora para barrar o coronavírus. Mais uma vez, com este atitude, o presidente não estimula o americano comum a usar máscaras como proteção contra a covid-19.

Em Israel, dezenas de milhares de pessoas protestaram na Praça Yitzhak Rabin contra a política econômica do governo Benjamin Netanyahu diante do impacto da pandemia. Cerca de 850 mil trabalhadores estão desempregados no país. A taxa de desemprego está em 21%. No auge da pandemia, chegou a 25%, com 1 milhão de desempregados.

A manifestação convocada pelas redes sociais reuniu microempresários, trabalhadores autônomos, do setor cultural, de bares restaurantes e hotelaria, e estudantes universitários. Nenhum político foi autorizado a falar.

Há uma sensação de que o governo israelense não está fazendo tudo o que pode na crise econômica mais grave da história do país. Na sexta-feira, Netanyahu recebeu trabalhadores autônomos e microempresários atingido pela pandemia. Prometeu ajuda financeira imediata.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Bolsonaro finalmente reconhece a gravidade da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro finalmente admite a gravidade da pandemia do novo coronavírus. A Itália tem um recorde de 475 mortes num dia, mais do que em qualquer dia na China, que afirma não ter registrado ontem, pela primeira vez desde o surto inicial, em novembro, nenhum caso novo de transmissão interna. As bolsas de valores voltam a desabar, numa indicação de que o mercado espera uma recessão global mesmo depois dos grandes planos de estímulo à economia.

Em entrevista coletiva em Brasília, ao lado de seus ministros, todos de máscaras cirúrgicas, o presidente mudou o tom, adotou uma postura conciliatória em relação ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, mas ainda falou em histeria. 

Bolsonaro e os ministros deram um show sobre como não usar máscaras, tirando do rosto, tocando repetidas vezes e até mesmo pendurando na orelha. Mais uma amostra de como o governo está perdido. 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o último a falar no início da entrevista, tentou justificar por que o Brasil não segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde de testar todos os casos suspeitos. Alegou que seria um desperdício de recursos. O Brasil continua atacando um inimigo invisível em saber onde ele está. 

Mais três pessoas morreram hoje no Brasil, elevando o total para 4. O país tem 372 casos e mais de 9 mil casos suspeitos. Faltam testes, faltam leitos hospitalares e vão faltar respiradores artificiais, justamente os problemas que causaram a tragédia na Itália. Meu comentário: