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quinta-feira, 19 de março de 2020

Bolsonaro finalmente reconhece a gravidade da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro finalmente admite a gravidade da pandemia do novo coronavírus. A Itália tem um recorde de 475 mortes num dia, mais do que em qualquer dia na China, que afirma não ter registrado ontem, pela primeira vez desde o surto inicial, em novembro, nenhum caso novo de transmissão interna. As bolsas de valores voltam a desabar, numa indicação de que o mercado espera uma recessão global mesmo depois dos grandes planos de estímulo à economia.

Em entrevista coletiva em Brasília, ao lado de seus ministros, todos de máscaras cirúrgicas, o presidente mudou o tom, adotou uma postura conciliatória em relação ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, mas ainda falou em histeria. 

Bolsonaro e os ministros deram um show sobre como não usar máscaras, tirando do rosto, tocando repetidas vezes e até mesmo pendurando na orelha. Mais uma amostra de como o governo está perdido. 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o último a falar no início da entrevista, tentou justificar por que o Brasil não segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde de testar todos os casos suspeitos. Alegou que seria um desperdício de recursos. O Brasil continua atacando um inimigo invisível em saber onde ele está. 

Mais três pessoas morreram hoje no Brasil, elevando o total para 4. O país tem 372 casos e mais de 9 mil casos suspeitos. Faltam testes, faltam leitos hospitalares e vão faltar respiradores artificiais, justamente os problemas que causaram a tragédia na Itália. Meu comentário:

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Botnia pediu retirada de soldados uruguaios

Em mais um lance da guerra das papeleiras, o conflito entre Argentina e Uruguai pela instalação de duas fábricas de papel e celulose do lado oriental (uruguaio) do Rio Uruguai, a ministra da Defesa uruguaia, Azucena Berrutti, confirmou ontem que os soldados que protegiam uma das fábricas, em Fray Bentos, no foco da crise, foram retirados a pedido da empresa finlandesa Botnia, que não "considera necessária" a custódia.

A decisão de mandar o Exército proteger a fábrica fora do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que considera o investimento estrangeiro, de mais de US$ 2 bilhões, equivalente a 15% do produto interno bruto uruguaio.

Seu colega argentino, Néstor Kirchner, rejeitou a mediação do Brasil e do Mercosul, preferindo apelar para o rei Juan Carlos II, da Espanha, a antiga potência colonial. O conflito é mais um sintoma da desintegração latino-americana.