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quinta-feira, 13 de junho de 2013

EUA acusam Assad de usar armas químicas várias vezes

Os Estrados Unidos acusaram hoje a ditadura de Bachar Assad de usar armas químicas "múltiplas vezes", matando de 100 a 150 pessoas. Em consequência, o governo Barack Obama prometeu armar os rebeldes moderados, que no momento estão em desvantagem na guerra civil da Síria, com armamento leve.

Entre as medidas propostas, está o fechamento do espaço aéreo sírio para que as forças Assad não possam atacar rebeldes e refugiados pelo ar. Isto exige a destruição das defesas antiaéreas do país, numa operação militar agressiva que dificilmente será aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde a Rússia tem poder de veto.

Há dez meses, Obama advertiu que o uso de armas químicas seria um sinal vermelho além do qual o regime poderia ser alvo de uma intervenção militar internacional. Até agora, o presidente americano relutava, mas, com o apoio do Irã e da Rússia, Assad está virando a guerra a seu favor. Isso aumenta a pressão contra a Casa Branca.

Hoje a ONU elevou para 93 mil o total de mortos em dois anos e dois meses de conflito.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Oposição denuncia novo massacre na Síria

Pelo menos 50 pessoas, na maioria civis inocentes, foram mortas por forças leais à ditadura de Bachar Assad na vila de Baida, próxima ao porto de Banias, na Síria, denunciaram hoje os rebeldes que lutam há dois anos contra o regime.

Depois de acusações de que o governo usou armas químicas contra seu próprio povo, o governo dos Estados Unidos examina as possibilidades de uma intervenção militar na Síria.

Para garantir que o arsenal de armas químicas de Assad não caia em mãos de terroristas, seria necessária uma grande intervenção militar, com o envio de uma força terrestre. Muitos soldados seriam mortos.

Uma segunda opção para intervir militarmente na Síria seria impor uma zona de exclusão aérea ou de proibição de voo para impedir a ditadura de usar a Força Aérea para atacar os rebeldes e dar apoio logístico a suas tropas. Isso exige a destruição das defesas antiaéreas da Síria para que os aviões da força de intervenção possam patrulhar o espaço aéreo do país sem correr risco. Sempre haveria possibilidade de alguns aviões serem derrubados e seus pilotos mortos ou capturados.

Outra possibilidade seria armas os rebeldes com mísseis antiaéreos e antitanques para ajudá-los a enfrentar a superioridade militar da ditadura.

Mais de 70 mil pessoas foram mortas na guerra civil síria, iniciada pela violenta repressão do governo à revolta popular inicialmente pacífica contra o regime de Assad, que começou em 15 de março de 2011, na chamava Primavera Árabe.

domingo, 20 de março de 2011

EUA anunciam controle do espaço aéreo líbio

Os Estados Unidos e aliados já conseguiram neutralizar o sistema de defesa antiérea da Líbia e estabelecer uma zona de proibição de voo para impedir o coronel Muamar Kadafi de usar aviões para atacar a população civil rebelada depois de 41 anos de ditadura, revelou hoje o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen.

Com total controle aéreo, EUA, Reino Unido, França e Canadá, atacaram as forças de Kadafi, interrompendo o avanço da contraofensiva do ditador rumo a Bengázi, a segunda maior cidade líbia, onde os rebeldes instalaram um governo provisório. O Catar e os Emirados Árabes Unidos devem aderir para que países árabes também participem.

A decisão dos EUA de usar a força teria sido tomada na semana passada, diante do avanço dos kadafistas rumo a Bengázi e da disposição de um país árabe, os Emirados Árabes Unidos, de participar, revela hoje o jornal The New York Times.

sábado, 12 de março de 2011

Liga Árabe quer fechar espaço aéreo líbio

A Liga Árabe decidiu hoje apoiar a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia para impedir a Força Aérea do coronel Muamar Kadafi de bombardear os rebeldes que lutam para acabar com uma ditadura de 41 anos.

Uma intervenção militar é a única maneira de impedir o avanço das forças leais a Kadafi. Depois de retomar Ben Jauad e Ras Lanuf durante a semana, os kadafistas atacaram Brega hoje, a caminho de Bengázi, a segunda maior cidade do país, considerada uma espécie de capital dos rebeldes.

O Conselho Nacional de Transição na Líbia, o governo provisório articulado pelas oposições, acusou hoje a Argélia e a Síria de apoiar a ditadura líbia.

segunda-feira, 7 de março de 2011

OTAN monitora voos na Líbia 24 horas por dia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar dos Estados Unidos com o Canadá e a Europa, começou a vigiar o espaço aéreo da Líbia para preparar a imposição de uma zona de proibição de voo à Força Aérea do coronel Muamar Kadafi, impedindo-o de bombardear os rebeldes que lutam para derrubá-lo.

Hoje o secretário-geral da OTAN, o ex-primeiro-ministro conservador da Dinamarca Anders Fogh Rasmussen, observou que os ataques contra civis na Líbia podem ser "crimes contra a humanidade" que o resto do mundo não pode ignorar.

Reino Unido e França querem fechar céu líbio

A França e o Reino Unido devem apresentar amanhã um anteprojeto de resolução ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para fechar o espaço aéreo da Líbia a fim de impedir que o coronel Muamar Kadafi use aviões de guerra e helicópteros para atacar seu próprio povo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Rebeldes líbios pedem ataques aéreos táticos

O Conselho Nacional, o governo provisório que está sendo organizado em Bengázi, a segunda maior cidade da Líbia, pediu à sociedade internacional que realize bombardeios aéreos dirigidos contra alvos específicos para impedir o coronel Muamar Kadafi de usar a Força Aérea e atacar seus mercenários.

Em depoimento no Congresso dos Estados Unidos, o secretário da Defesa, Robert Gates, repetiu a advertência do chefe do Comando Central, general James Mattis: "Para criar uma zona de exclusão aérea, é preciso destruir as defesas antiaéreas da Líbia para que nossos pilotos possam patrulhar o céu sem risco de serem abatidos. É uma operação de guerra. São necessários muito mais aviões do que um porta-aviões é capaz de transportar".

Mas a Liga Árabe se dispôs a impor a proibição de voo na Líbia com a cooperação da União Africana.