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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Roubini considera nova recessão inevitável

Uma nova recessão mundial é inevitável, adverte hoje o economista turco naturalizado americano Nouriel Roubini, um dos poucos a prever o colapso do mercado imobiliário nos Estados Unidos e a crise internacional de 2008-9.

Em artigo publicado hoje no jornal britânico Financial Times, Roubini observa que houve uma forte desaceleração econômica na Europa e nos EUA no primeiro semestre de 2011.

O pânico dos mercados na semana passada aponta, na sua opinião, para uma “segunda recessão grave” nos EUA, na Europa e no Japão.

A melhor saída, recomenda Roubini, para os países que conseguem refinanciar sua dívida pública no mercado – como os EUA, o Japão e a Alemanha – é fazer programas de estímulo de curto prazo e ao mesmo tempo se comprometer com programas de austeridade fiscal de médio prazo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Roubini: "Desalavancagem será lenta"

Ao comentar o rebaixamento do crédito dos Estados Unidos em entrevista à TV Bloomberg, o economista turco-americano Nouriel Roubini, um dos poucos que previu a Grande Recessão, reafirmou agora há pouco que não há saída facil para uma crise financeira como a dos últimos anos: "O processo de desalavancagem será necessariamente lento".

Isso não quer dizer que haverá uma corrida para vender dólares e títulos do Tesouro americano quando o mercado reabrir, na segunda-feira, acrescentou Roubini: "Num ambiente de aversão ao risco, o dólar e os papéis do Tesouro são refúgios importantes".

Ao mesmo tempo, Roubini não acredita numa recuperação dos EUA baseada na indústria: "Para a indústria americana ser competitiva, o dólar teria de cair muito mais. O problema é que a Eurozona precisa de um euro fraco para a periferia não desabar. O Reino Unido precisa de uma libra fraca para exportar mais. O Japão tomou medidas para desvalorizar o iene. E até a Suíça resolveu desvalorizar o franco."

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Roubini critica situação fiscal dos EUA

Antes da agência de classificação de risco Standard and Poor's colocar a dívida pública dos Estados Unidos em perspectiva negativa, o economista turco-americano Nouriel Roubini, um dos únicos a prever a Grande Recessão de 2008-9, advertiu para a situação insustentável da dívida pública federal americana.


Vejam seu último artigo sobre o tema, divulgado hoje no sítio Roubini Global Economics: 


By Arnab Das and Nouriel Roubini
S&P’s decision to cut its outlook for U.S. government debt from stable to negative—a historic first—sent markets tumbling: On April 18, the Dow Jones Industrial Average and the S&P 500 both recorded their biggest one-day drops in nearly a month (though U.S. Treasurys and the dollar did well). The landmark outlook downgrade reinforces what we have been saying since 2010: The United States is on an unsustainable fiscal path from which it cannot exit without political consensus. The key question is whether the gridlocked U.S. political system can respond in time to avert a bond market revolt.

The rise in public debt following a financial crisis is one of the main mechanisms by which a recovery may be supported in the short term. Typically, this happens via Keynesian consumption-smoothing across economies and income generation through the state’s redistribution of resources between economic sectors, financed by borrowing against future revenues and growth. But the flip side of this short-term recovery may be reduced post-recovery potential and actual growth: The larger public debt portends a future rise in taxes on wealth and/or income, which in turn weighs on growth and thereby on fiscal balance.
Since the precrisis leveraged asset bubble induced above-equilibrium public revenue, corporate profits and household income, wealth and spending, it is logical to expect a general reduction in net wealth, including a rise in net public debt. The capacity of the financial markets and the state to tolerate and manage that rising debt burden or adjust fiscally or structurally to reduce it will be the key to whether the markets buy the fiscal liabilities or sell them en masse.

A bond market revolt is not at all easy to engineer in the United States. There is no safer asset destination on the planet than the United States, which has the third-longest-running system of government in the world, despite being a young nation. Almost no other country's structure of state—and hence property rights—have survived world and local wars (including defeats), economic depressions and financial and fiscal crises without major dislocations and arbitrary redistributions of wealth through inflation or more direct expropriation. The knee-jerk risk-off wave may well pass as people begin to recognize that this rating move will make little if any difference—and may even improve debt dynamics by cutting bond yields if risk-off persists. Unlike other debtor countries, the United States actually benefits from risk aversion, even domestic risk aversion, through a stronger dollar and lower bond yields, so the market impact will likely be transitory.

The United States has the most manageable fiscal issues of any major advanced economy because federal, state and local revenues as a share of GDP are very low, for cyclical and other reasons. Therefore, fiscal balance can be restored by fiscal adjustment without major economic difficulty in the near term. In the longer term, structural fiscal reform will be needed due to rising Social Security commitments. For the United States, debt sustainability is a function of political constraints. The political center has fractured as a result of the financial crisis, and healing it requires a consensus about the desired size of the state: Should the government bear the low level of responsibility of its 18-19th century libertarian predecessors or should it share the 20th century New Deal or Great Society vision of America?

The current shortage of consensus in Washington about the right balance between public and private responsibilities suggests no real action will be taken to address structural budget issues until at least after the 2013 presidential elections. On the other hand, there are now four potential plans to foster debate in Congress that would reduce the deficit by US$4-5 trillion over the next decade: the original Simpson-Bowles bipartisan proposal, the Republicans’ “Ryan Plan,” President Barack Obama’s new proposal and the impending “Gang of Six” proposal that potentially could have the most bipartisan appeal. So while formal progress will not be made until 2013, an agreement in principle that something will be done by 2013 could coalesce between 2011 and 2012.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Roubini quer Plano Marshall para Oriente Médio

Com o argumento de que o Oriente Médio foi responsável por três das últimas cinco recessões mundiais e que a atual crise ameaça provocar inflação e estagflação, o economista turco naturalizado americano Nouriel Roubini defende a criação de um Plano Marshall para promover o desenvolvimento da região, um permanente foco de tensões na política internacional.

Roubini foi um dos poucos economistas a prever a crise financeira internacional e a Grande Recessão de 2008-9. O Plano Marshall foi a maciça ajuda financeira dos Estados Unidos à a reconstrução da Europa Ocidental depois da Segunda Guerra Mundial.


Em artigo publicado no sítio da TV árabe Al Jazira, Roubini disse temer que a onda de revoluções no mundo árabe eleve os preços do petróleo, cause inflação e mate a frágil recuperação econômica mundial.

O apoio dos EUA e da Europa a Israel na Guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão), em 1973, levou o rei Faiçal, da Arábia Saudita, a declarar um embargo na venda de petróleo árabe ao Ocidente. O primeiro choque do petróleo gerou uma estagflação global em 1974-75.

A revolução islâmica no Irã, em 1979, causou o segundo choque do petróleo, a estagflação e uma recessão mundial em 1980-1.

Quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait, em agosto de 1990, os preços do petróleo voltaram a disparar, num momento em que a crise financeira das cadernetas de poupança jogava os EUA na recessão.


A invasão do Iraque por George W. Bush em 2003 contribuiu para aumentar o endividamento e abalar a reputação dos EUA, fatores que alimentaram a crise financeira internacional e a Grande Recessão de 2008-9.


"Transições políticas instáveis levar a graus elevados de desordem social, violência organizada, guerra civil, terrorismo, alimentando mais conflitos políticos e crises econômicas", adverte o Dr. Catástrofe. "Dada a alta sensibilidade para os preços do petróleo, o sofrimento não será confinado ao Oriente Médio."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Roubini critica fórmula da ajuda à Grécia

O economista turco naturalizado americano Nouriel Roubini critica a fórmula de ajuda à Grécia, que definiu como um ajuste fiscal forte, reformas estruturais inadequadas, a expectativa de que os mercados voltem a aceitar os títulos gregos e de que o crescimento permita pagar a dívida ampliada por novos empréstimos, de 120 bilhões de euros.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UE vai monitorar ajuste fiscal na Grécia


O euro subiu para US$ 1,40 depois que a União Europeia endossou a proposta orçamentária da Grécia para equilibrar as contas públicas, mas advertiu que serão necessários mais cortes e mais impostos

Nouriel Roubini, o economista turco-americano  que previu a crise, adverte que nenhuma união monetária sobrevive sem união política e fiscal.

Já o ex-vice-presidente do Banco Mundial e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, criticou os grandes cortes de gastos para equilibrar as contas públicas gregas, dizendo que vão causar recessão e deteriorar ainda mais a situação fiscal da Grécia.

domingo, 26 de julho de 2009

Roubini defende permanência de Bernanke no Fed

A intervenção decisiva da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, evitou uma nova Grande Depressão, e por isso seu presidente, Bern Bernanke, deve ser mantido no cargo, argumenta o economista turco-americano Nouriel Roubini, um dos poucos a prever a crise econômico-financeira mundial.

Bernanke seria a pessoa indicada para presidir à retirada do Fed depois de sua maior intervenção no mercado desde sua criação, em 1913.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Roubini insiste que EUA só crescem em 2010

LONDRES - Diante de notícias de que teria previsto o fim da recessão nos Estados Unidos ainda este ano, alterando previsões anteriores, o economista Nouriel Roubini, um dos poucos a advertir para o colapso financeiro que se aproximava, esclareceu no seu site Roubini Global Economics Monitor que "não haverá crescimento este ano.

"Eu disse várias vezes que a recessão vai durar cerca de 24 meses. Estamos no 19º mês", argumenta Roubini. "Se a recessão terminar no fim do ano, terá durado 24 meses e a recuperação só começa em 2010. Simplesmente, não estou prevendo nenhum crescimento para este ano."

Para Roubini, esta "é uma recessão longa e profunda, com a forma de um U". É três vezes mais longa do que as duas anteriores e duas e cinco vezes mais profunda, em queda do produto interno bruto, do que as anteriores.

"A recessão vai acabar no fim do ano. Mas a recuperação será lenta por causa das dívidas que pesam sobre o mercado imobiliário, o sistema financeiro e as empresas privadas, acrescidas agora pelas dívidas contraídas por governos para salvar os bancos e pelas políticas econômicas anticíclicas para estimular a retomada do crescimento econômico", afirmou o economista turco nacionalizado americano que se tornou uma das estrelas desta Grande Recessão.

Em outra previsão sombria, Roubini espera que o desemprego nos EUA atinja um pico em torno de 11%: "Tamanho desemprego terá um impacto negativo sobre a renda do trabalho e o crescimento do consumo. Vai adiar a recuperação do setor habitacional. Vai aumentar o número de calotes e perdas dos bancos com hipotecas, empréstimos para compra de carro, cartões de crédito e crédito pessoal."