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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Japão lança plano de estímulo de US$ 280 bilhões

O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe aprovou um novo pacote de estímulo econômico de 28,1 trilhões de ienes, cerca de US$ 280 bilhões ou R$ 912 bilhões. Só para este ano, estão previstos investimentos de 4,6 trilhões de ienes, US$ 45 bilhões ou R$ 147 bilhões, noticiou a agência de notícias Kyodo.

Do total, 6,2 trilhões de ienes, cerca de US$ 62 bilhões ou R$ 202,7 bilhões serão novos gastos públicos, distribuídos desta forma: 2,5 trilhões para gastos previdenciários, 1,7 trilhão em infraestrutura, 0,6 trilhão para pequenas e médias empresas abaladas pela saída do Reino Unido da União Europeia e 2,7 trilhões de ienes para reconstrução depois do terremoto na ilha de Kyushu.

Abe, no poder desde dezembro de 2012, luta contra a estagnação e a deflação, duas pragas da terceira maior economia do mundo desde os anos 1990s. O Japão também sofre com o envelhecimento da população. Hoje há três trabalhadores ativos para um aposentado. Até 2050, serão dois para um.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Roubini considera nova recessão inevitável

Uma nova recessão mundial é inevitável, adverte hoje o economista turco naturalizado americano Nouriel Roubini, um dos poucos a prever o colapso do mercado imobiliário nos Estados Unidos e a crise internacional de 2008-9.

Em artigo publicado hoje no jornal britânico Financial Times, Roubini observa que houve uma forte desaceleração econômica na Europa e nos EUA no primeiro semestre de 2011.

O pânico dos mercados na semana passada aponta, na sua opinião, para uma “segunda recessão grave” nos EUA, na Europa e no Japão.

A melhor saída, recomenda Roubini, para os países que conseguem refinanciar sua dívida pública no mercado – como os EUA, o Japão e a Alemanha – é fazer programas de estímulo de curto prazo e ao mesmo tempo se comprometer com programas de austeridade fiscal de médio prazo.