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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Maio

TEATRO REAL

    Em 1663, é aberto o Teatro Real, mais conhecido hoje como Teatro Drury Lane, construído pelo pelo dramaturgo Thomas Killigrew para sua companhia de teatro, é aberto em Londres durante o período da Restauração da monarquia depois de breve experiência republicana da Inglaterra (1649-60).

É o mais antigo teatro em uso na Inglaterra. Fecha em 1665 e 1666. É destruído pelo fogo em 1672 e reconstruído na atual localização, provavelmente pelo arquiteto Christopher Wren, responsável pelo projeto da Catedral de São Paulo.

NASCIMENTO DE TCHAIKOVSKY

    Em 1840, nasce em Votkinsk, na Rússia, Piotr Ilich Tchaikovsky, o compositor russo mais popular, autor de clássicos como O Lago dos CisnesSuíte Quebra Nozes e A Bela Adormecida.
Desde criança, Tchaikovsky revela talento para a música. Aos 4 anos, faz sua primeira composição. Aos 5 anos, começa a estudar piano. Como a música praticamente não existe como carreira na Rússia daquela época, ele é educado para ser funcionário público.

Quando finalmente o pai percebe o talento musical do filho, contrata um professor profissional. Tchaikovsky viaja pela Europa. Vai à Alemanha, à França e ao Reino Unido. Na volta, entra para o recém-fundado Conservatório de São Petersburgo, onde se forma em 1865.

Sua música mescla a tradição musical russa com a música clássica do Ocidente. Sua obra inclui 7 sinfonias, 11 óperas, 3 balés, 5 suítes, 3 concertos para piano, um concerto para violino, 11 aberturas, 4 cantatas, 20 canções para coral, 3 para quarteto de cordas, uma para um sexteto de cordas e mais de 100 músicas e peças para piano.

BATALHA DO ATLÂNTICO

    Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), um submarino da Alemanha afunda o navio de passageiros britânico Lusitania. A guerra dos submarinos alemães contra o transporte marítimo no Oceano Atlântico é a principal causa da entrada dos Estados Unidos na guerra.
A Primeira Batalha do Atlântico é uma campanha naval entre o Império da Alemanha contra o Reino Unido e a França, aos quais os EUA se juntam em 1917. O principal objetivo da Alemanha é impedir a chegada de suprimentos aos inimigos.

Em resposta, a Marinha Real britânica bloqueia os portos alemães para impedir a entrada de suprimentos. A Alemanha tem uma frota maior de submarinos e bombardeia indiscriminadamente navios mercantes e de passageiros. Os navios vão em pequenas frotas e os aliados desenvolvem equipamentos como radar e sonar para se proteger.

O Lusitânia é o maior navio do mundo quando fabricado, em 1907. Tem o recorde de velocidade da travessia do Atlântico na época, 24 nós ou 44,45 km/h.

No ataque ao Lusitania, 1.198 das 1.959 pessoas a bordo morrem afogadas, inclusive 128 norte-americanos. É o sinal de que a Batalha do Atlântico vira uma guerra indiscriminada. Isto ajuda a virar a opinião pública dos EUA, que historicamente é contra o envolvimento do país em guerras na Europa.

Ao todo, cerca de 5 mil navios civis são atacados pela Alemanha no Oceano Atlântico. Cem navios de guerra dos aliados e 178 submarinos alemães vão a pique na guerra.

Outra causa importante da entrada dos EUA na guerra é o Telegrama Zimmermann, uma mensagem telegráfica secreta enviada em janeiro de 1917 pelo ministro do Exterior da Alemanha, Arthur Zimmermann, ao embaixador alemão na Cidade do México, Heinrich von Eckardt, propondo uma aliança com o México para ajudar o país a recuperar os territórios conquistados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana (1846-48). Em abril de 1917, os EUA declaram guerra à Alemanha.

A entrada dos EUA na guerra é decisiva para a vitória dos aliados. Em março de 1918, a Rússia, derrotada na frente oriental, está em revolução, e a Alemanha leva vantagem na frente ocidental até os EUA entrarem em combate.

NASCIMENTO DE EVITA

    Em 1919, nasce em Los Toldos, na Argentina, María Eva Duarte. Como segunda mulher do general Juan Domingo Perón, Eva Perón ou Evita se torna uma grande líder popular, a Mãe dos Pobres e dos Descamisados. Até hoje, o casal domina e assombra a política argentina.
Filha ilegítima de uma cozinheira, Evita nasce pobre no interior da província de Buenos Aires. Aos 16 anos, vai para a capital argentina, onde trabalha como modelo e atriz de teatro, cinema e radioteatro.

Ela conhece Perón num evento beneficente no ginásio de esportes Luna Park em 22 de janeiro de 1944, quando ele é vice-presidente, ministro do Trabalho e ministro da Guerra. 

Outra atriz sentada ao lado do coronel Perón se levanta e Evita não perde a oportunidade. Senta ao lado dele e diz uma frase histórica: "Coronel, obrigada por existir." Eles viram amantes.

Sob pressão da ala conservadora do Exército, Perón é demitido em 9 de outubro de 1945 e preso quatro dias depois. Uma onda de protestos populares organizados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) com a participação de Evita, então apenas uma atriz, força a sua libertação em 17 de outubro, festejado como o Dia da Lealdade, a data magna do peronismo.

Naquele dia, Perón faz seu primeiro discurso triunfante na janela da Casa Rosada diante de uma multidão reunida na Praça de Maio, ao lado de Evita, com quem se casa quatro dias depois.

Com os votos de mais de 1,5 milhão de argentinos, 53% do eleitorado, Perón é eleito presidente da Argentina em 24 de fevereiro de 1946.

Evita cuida das obras sociais do governo. É ministra do Trabalho e do Bem-Estar Social e preside a Fundação Eva Perón, criada em 1948, com orçamento anual de US$ 50 milhões, que distribui generosamente dinheiro, empregos e moradia para os descamisados, os migrantes vindos do interior.

Em entrevista ao escritor Tomás Eloy Martínez, em 1970, Perón declara que “Evita foi uma criação minha”, negando que a imagem de sua segunda mulher tenha se tornado maior do que a dele. Essa posição é defendida hoje por peronistas que acusam a oligarquia argentina de inflar o mito de Evita para torná-la maior do que o caudilho.

A primeira-dama é fundamental na campanha para a introdução do voto feminino, em 1947. Chega a ser cotada como candidata a vice-presidente, mas enfrenta forte resistência dos conservadores e militares.

Um grande comício realizado pela CGT em 22 de agosto de 1951 é insuficiente para virar o jogo. Depois de uma tentativa de golpe em 28 de setembro, a candidatura Evita é abandonada.

SANTA EVITA
Uma espécie de Cinderela vingadora, Eva Perón morre de câncer no útero menos de um ano depois, em 26 de julho de 1952, no auge de sua popularidade. É convertida numa santa.

Seu funeral dura quatro dias para que todos possam dar adeus à mãe dos pobres. De maio de 1952 a julho de 1954, dois anos depois de sua morte, o Vaticano recebe mais de 40 mil cartas pedindo a canonização de Evita.

Mais da metade das meninas nascidas em algumas províncias argentinas naquela época foram batizadas Eva ou María Eva. As adolescentes pintavam o cabelo de louro. Evita ditava a moda.

DISPUTA PELO CADÁVER
Quando Evita morre, o plano é construir um memorial em sua homenagem. Ela seria enterrada na base de um monumento aos descamisados. Como o líder da revolução comunista na Rússia, Vladimir Lenin, seu corpo embalsamado ficaria em exposição ao público.

Antes da conclusão da obra, Perón é derrubado por golpe militar, a Revolução Libertadora de 16 de setembro de 1955. Foge sem se preocupar com a múmia de Evita, que desaparece da sede da CGT, em Buenos Aires, onde ficara. De 1955 a 1971, o peronismo é proscrito na Argentina. É proibido ter fotos de Eva e Juan Perón em casa e até mesmo citar seus nomes.

Em 1957, com a ajuda do Vaticano, o cadáver de Evita é retirado da Argentina e enterrado com nome falso na Itália.

Só em 1971 os militares revelam que a ex-primeira-dama está enterrada numa cripta em Milão, na Itália, com o nome de María Maggi. Naquele ano, o corpo é exumado e entregue ao general Perón no exílio na Espanha.

Depois da morte de Perón, em 1974, a terceira mulher do caudilho, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, assume o governo e repatria o cadáver de Evita, que fica um tempo ao lado dos restos de Perón na Quinta de Olivos, residência oficial dos presidentes da Argentina. Sem o talento político de EvitaIsabelita não se sustenta no cargo.

Com o golpe militar de março de 1976, mais uma vez os peronistas temem pelo destino dos restos mortais da grande líder de massas. Em outubro daquele ano, sob a supervisão da ditadura, o cadáver de Evita é levado de Olivos para o Cemitério da Recoleta, onde estão enterrados os grandes líderes da oligarquia argentina, e sepultado no mausoléu da família Duarte.

Até hoje, os dois cadáveres têm presença dominante. Ainda assombram e dominam a política argentina. O atual presidente, Javier Milei, de extrema direita, quer erradicar o peronismo, mas o aumento da desigualdade social joga a favor de Perón. 

RENDIÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1945, uma delegação da Alemanha Nazista chefiada pelo general Alfred Jodl vai até quartel-general do comandante militar aliado, general Dwight Eisenhower, para assinar os documentos de rendição. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) na Europa termina no dia seguinte.

A guerra começa com a invasão da Polônia por ordem do ditador nazista Adolf Hitler, em 1º de setembro de 1939. Dias antes, em 23 de agosto, Hitler faz um pacto de não agressão com o ditador soviético, Josef Stalin. Eles dividem a Polônia.

Depois da rendição da França, em 22 de junho de 1940, e da derrota na Batalha da Inglaterra, em outubro do mesmo ano, a Alemanha rompe o pacto e invade e União Soviética em 22 de junho de 1941.

Os Estados Unidos entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando a Força Aérea do Japão bombardeia a Frota do Pacífico dos EUA, baseada em Pearl Harbor, no Havaí.

A Alemanha perde a Batalha de Moscou, travada de 2 de outubro de 1941 a 7 de janeiro de 1942, e seu Exército da África sofre uma grande derrota na Batalha de Al Alamein, no Egito, em 11 de novembro de 1942.

Na frente oriental, a ofensiva alemã na Europa Oriental é contida com a derrota na Batalha de Stalingrado, em 2 de fevereiro de 1943. A partir daí, o Exército Vermelho lança uma contraofensiva que vai até Berlim, em 8 de maio, Dia da Vitória na Europa.

Os aliados ocidentais invadem a Sicília, na Itália, em 9 de julho de 1943 e a Normandia, na França, em 6 de junho de 1944. Depois da Batalha de Ardenne, no Norte da França, de 16 de dezembro de 1944 a 25 de janeiro de 1945, o caminho está aberto na frente ocidental e os aliados convergem para a Alemanha.

FIM DA INDOCHINA FRANCESA

    Em 1954, depois de 57 dias de cerco, os guerrilheiros comunistas do Viet Minh, sob o comando do general Vo Nguyen Giap, obtém uma vitória decisiva contra a França na Batalha de Dien Bien Phu, no Nordeste do Vietnã, e acabam com a Indochina Francesa, fundada em 1887, que colonizava o Laos, o Camboja e o Vietnã.

Horas depois da rendição incondicional do Japão, fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclama a independência da República Democrática do Vietnã.

Em 1946, quando a França tenta reimpor o regime colonial, começa a Primeira Guerra da Indochina (1946-54). Quando termina, o acordo de paz mediado pelas Nações Unidas divide o Vietnã ao longo do paralelo 17º Norte em Vietnã do Norte e do Sul, e propõe a realização de eleições em dois anos para unificar o país.

Como os comunistas liderados por Ho Chi Minh são favoritos, os Estados Unidos, superpotência líder do mundo capitalista durante a Guerra Fria, herdam o espaço geopolítico dos decadentes impérios britânico e francês – e vetam as eleições. 

Em 1º de novembro de 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75), que termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e do regime-fantoche sustentado pelos EUA depois de milhões de mortes.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Dezembro

CONTO DE NATAL

    Em 1843, Um Conto de Natal, de Charles Dickens é publicado pela primeira vez e logo se transforma num clássico da literatura.

Durante uma noite de frio e neve, Londres se prepara para celebrar o Natal, menos o velho Ebenezer Scrooge, um negociante rico, pão-duro, rabugento e solitário. Ele recebe a visita redentora do fantasma de Jacob Marley, seu ex-sócio falecido, que lamenta ter passado a vida inteira se preocupando só com dinheiro.

Depois de receber visitas de outros fantasmas, Scrooge entende o espírito natalino e se torna uma pessoa generosa.

Dickens escreve Um Conto de Natal para chamar a atenção dos britânicos para as condições de vida dos trabalhadores pobres. Seu pai era um trabalhador com um salário razoável que cometia extravagâncias. Em 1824, quando Dickens tem 12 anos, o pai é preso por dívidas e ele vai trabalhar numa fábrica. O episódio marca profundamente a vida do autor.

GUERRA DA INDOCHINA

    Em 1946, o Viet Minh, o movimento nacionalista de esquerda liderado por Ho Chi Minh, inicia a Primeira Guerra da Indochina (1946-54) na luta pela independência da França.

O Império Francês toma a Indochina e a torna um protetorado em 1883. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Império do Japão toma boa parte do Sudeste da Ásia. Quando o Japão se rende oficialmente, em 2 de setembro de 1945, Ho Chi Minh declara independência.

Como a França não aceita, o Viet Minh trava uma guerra de guerrilhas que termina com a vitória na Batalha de Dien Bien Phu, em 7 de maio de 1954. Um acordo de paz assinado em Genebra em 21 de julho de 1954 divide o Vietnã entre o Norte comunista e o Sul, apoiado pelos Estados Unidos.

Em 1955, haveria eleições para unificar o país. Diante da expectativa de vitória comunista, os EUA suspendem as eleições e começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75). Os EUA começam a enviar assessores militares ainda no governo Dwight Eisenhower (1953-61) e entram diretamente na guerra em 1964. Fazem um acordo de paz com o Vietnã do Norte e saem do conflito em 1973.

A guerra termina com a vitória do Vietnã do Norte, comunista, em 30 de abril de 1975.

PAZ NO ESPAÇO EXTERIOR

    Em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova o Tratado do Espaço Sideral ou do Espaço Exterior, um acordo internacional para proibir a militarização do espaço.

Os Estados Unidos e a União Soviética, as duas superpotências que dominam o mundo durante a Guerra Fria, encaminham suas propostas, que são conciliadas no texto aprovado pela Assembleia Geral. 

O Tratado sobre os Princípios que Regem a Atividade dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Exterior, inclusive na Lua e outros corpos celestes, é aberto para assinatura em 27 de janeiro de 1967. Entra em vigor em 10 de outubro do mesmo ano.

REINO UNIDO ACEITA DEVOLVER HONG KONG

    Em 1984, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e o líder chinês Deng Xiaoping chegam a um acordo para que o Reino Unido devolva Hong Kong à China em 1º de julho de 1997.

No início das negociações, a primeira-ministra britânica chegou a falar em prorrogar o Tratado de Nanquim (1842) e a Convenção de Beijim (1860), pelos quais o Império Britânico tomou a colônia no fim das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) sob o pretexto da abrir a China ao livre comércio, inclusive de ópio.

Depois de 22 rodadas de negociações ao longo de dois anos, Thatcher aceita ceder a que era considerada a última joia do Império Britânico. Em troca, Deng cria a fórmula "um país com dois sistemas", prometendo manter o sistema capitalista e as liberdades democráticas em Hong Kong durante pelo menos 50 anos.

Thatcher está entusiasmada com as reformas lançadas por Deng em 13 de dezembro de 1978 na esperança de que a abertura econômica e a adesão da China ao capitalismo levem a uma liberalização do regime comunista chinês. Mas o massacre do movimento dos estudantes pela paz e a democracia na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 4 de junho, acaba com a chance de uma abertura política.

Diante de ondas de protestos no território, que tem status de região administrativa especial da República Popular da China, o ditador Xi Jinping, no poder desde 2012, impôs uma Lei de Segurança Nacional que na prática acaba com a autonomia de Hong Kong e enterra a fórmula "um país com dois sistemas", criada também tendo em vista a reintegração de Taiwan, que Xi ameaça fazer à força.

MULHER NO PODER NA COREIA DO SUL

    Em 2012, Park Geun Hye é a primeira mulher eleita presidente da Coreia do Sul. Ela também se torna, em 2017, a primeira líder do país eleita democraticamente afastada num processo de impeachment.

Ela nasce em Daegu, na Coreia do Sul, em 2 de fevereiro de 1952, filha do ditador Park Chung Hee, que governa o país de 1961 até a morte, em 1979. Vai com a família para Seul nos anos 1950. Cresce na Casa Azul, o palácio presidencial sul-coreano.

Em 1974, ela vira primeira-dama depois que a mãe morre numa tentativa de assassinato do pai por um agente da Coreia do Norte. Cinco anos depois, o pai é assassinado pelo diretor da Agência Central de Inteligência da Coreia (KCIA), Kim Jae Kyu.

Park Geun Hye é eleita em 1998  deputada da Assembleia Nacional pelo conservador Grande Partido Nacional. É reeleita quatro vezes antes de se candidatar à Presidência. Na campanha, ela resgata o lema do pai, "vamos viver bem", pede desculpas aos que sofreram sob seu regime e promete retomar os altos índices de crescimento econômico.

Seu governo é marcado pelo naufrágio do ferryboat Sewol, com mais de 300 mortes, em abril de 3024, em que a guarda costeira é acusada de negligência no socorro às vítimas.

O escândalo que a derruba estoura em 2016. O maior jornal sul-coreano, Chosun Ilbo, revela que o governo ameaça grandes empresas com auditorias se não contribuírem para duas fundações, supostamente instituições beneficentes, sem fins lucrativos, ligadas a Choi Soon Sil, amiga, confidente, guia espiritual da presidente e líder de uma seita chamada Igreja da Vida Eterna. As empresas doam US$ 70 milhões às fundações.

Choi é presa em novembro de 2016. Em 9 de dezembro do mesmo ano, a Assembleia Nacional aprova o impeachment. Pela Constituição da Coreia do Sul, a Corte Suprema tem de confirmar o impeachment por dois terços dos votos. Em 10 de março de 2017, por unanimidade, o Supremo confirma a decisão dos deputados.

A ex-presidente é presa, processada e condenada a 24 anos de prisão e multa de US$ 17 milhões em 6 de abril de 2018. A sentença depois é ampliada para 33 anos de prisão. Em novo julgamento, em 2020, a pena é reduzida para 20 anos. Em 2021, o presidente Moon Jae In lhe dá o indulto presidencial. Park sai da cadeia em 31 de dezembro daquele ano.

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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Maio

 TEATRO REAL

    Em 1663, é aberto o Teatro Real, mais conhecido hoje como Teatro Drury Lane, construído pelo pelo dramaturgo Thomas Killigrew para sua companhia de teatro, é aberto em Londres durante o período da Restauração da monarquia depois de breve experiência republicana da Inglaterra (1649-60).

É o mais antigo teatro em uso na Inglaterra. Fecha em 1665 e 1666. É destruído pelo fogo em 1672 e reconstruído na atual localização, provavelmente pelo arquiteto Christopher Wren, responsável pelo projeto da Catedral de São Paulo.

NASCIMENTO DE TCHAIKOVSKY

    Em 1840, nasce em Votkinsk, na Rússia, Piotr Ilich Tchaikovsky, o compositor russo mais popular, autor de clássicos como O Lago dos Cisnes, Suíte Quebra Nozes e A Bela Adormecida.
Desde criança, Tchaikovsky revela talento para a música. Aos 4 anos, faz sua primeira composição. Aos 5 anos, começa a estudar piano. Como a música praticamente não existe como carreira na Rússia daquela época, ele é educado para ser funcionário público.

Quando finalmente o pai percebe o talento musical do filho, contrata um professor profissional. Tchaikovsky viaja pela Europa. Vai à Alemanha, à França e ao Reino Unido. Na volta, entra para o recém-fundado Conservatório de São Petersburgo, onde se forma em 1865.

Sua música mescla a tradição musical russa com a música clássica do Ocidente. Sua obra inclui 7 sinfonias, 11 óperas, 3 balés, 5 suítes, 3 concertos para piano, um concerto para violino, 11 abertura, 4 cantatas, 20 canções para coral, 3 para quarteto de cordas, uma para um sexteto de cordas e mais de 100 músicas e peças para piano.

BATALHA DO ATLÂNTICO

    Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), um submarino da Alemanha afunda o navio de passageiros britânico Lusitania. A guerra dos submarinos alemães contra o transporte marítimo no Oceano Atlântico é a principal causa da entrada dos Estados Unidos na guerra.
A Primeira Batalha do Atlântico é uma campanha naval entre o Império da Alemanha contra o Reino Unido e a França, aos quais os EUA se juntam em 1917. O principal objetivo da Alemanha é impedir a chegada de suprimentos aos inimigos.

Em resposta, a Marinha Real britânica bloqueia os portos alemães para impedir a entrada de suprimentos. A Alemanha tem uma frota maior de submarinos e bombardeia indiscriminadamente navios mercantes e de passageiros. Os navios vão em pequenas frotas e os aliados desenvolvem equipamentos como radar e sonar para se proteger.

O Lusitânia é o maior navio do mundo quando fabricado, em 1907. Tem o recorde de velocidade da travessia do Atlântico na época, 24 nós ou 44,45 km/h.

No ataque ao Lusitania, 1.198 das 1.959 pessoas a bordo morrem afogadas, inclusive 128 norte-americanos. É o sinal de que a Batalha do Atlântico vira uma guerra indiscriminada. Isto ajuda a virar a opinião pública dos EUA, que historicamente é contra o envolvimento do país em guerras na Europa.

Ao todo, cerca de 5 mil navios civis são atacados pela Alemanha no Oceano Atlântico. Cem navios de guerra dos aliados e 178 submarinos alemães vão a pique na guerra.

Outra causa importante da entrada dos EUA na guerra é o Telegrama Zimmermann, uma mensagem telegráfica secreta enviada em janeiro de 1917 pelo ministro do Exterior da Alemanha, Arthur Zimmermann, ao embaixador alemão na Cidade do México, Heinrich von Eckardt, propondo uma aliança com o México para ajudar o país a recuperar os territórios conquistados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana (1846-48). Em abril de 1917, os EUA declaram guerra à Alemanha.

A entrada dos EUA na guerra foi decisiva para a vitória dos aliados. Em março de 1918, a Rússia, derrotada na frente oriental, está em revolução, e a Alemanha leva vantagem na frente ocidental até os EUA entrarem em combate.

NASCIMENTO DE EVITA

    Em 1919, nasce em Los Toldos, na Argentina, María Eva Duarte. Como segunda mulher do general Juan Domingo Perón, Eva Perón ou Evita se torna uma grande líder popular, a Mãe dos Pobres e dos Descamisados. Até hoje, o casal domina e assombra a política argentina.
Filha ilegítima de uma cozinheira, Evita nasce pobre no interior da província de Buenos Aires. Aos 16 anos, vai para a capital argentina, onde trabalha como modelo e atriz de teatro, cinema e radioteatro.

Ela conhece Perón num evento beneficente no ginásio de esportes Luna Park em 22 de janeiro de 1944, quando ele é vice-presidente, ministro do Trabalho e ministro da Guerra. 

Outra atriz sentada ao lado do coronel Perón se levanta e Evita não perde a oportunidade. Senta ao lado dele e diz uma frase histórica: "Coronel, obrigada por existir." Eles viram amantes.

Sob pressão da ala conservadora do Exército, Perón é demitido em 9 de outubro de 1945 e preso quatro dias depois. Uma onda de protestos populares organizados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) com a participação de Evita, então apenas uma atriz, força a sua libertação em 17 de outubro, festejado como o Dia da Lealdade, uma data magna do peronismo.

Naquele dia, Perón faz seu primeiro discurso triunfante na janela da Casa Rosada diante de uma multidão reunida na Praça de Maio, ao lado de Evita, com quem se casa quatro dias depois.

Com os votos de mais de 1,5 milhão de argentinos, 53% do eleitorado, Perón é eleito presidente da Argentina em 24 de fevereiro de 1946.

Evita cuida das obras sociais do governo. É ministra do Trabalho e do Bem-Estar Social e preside a Fundação Eva Perón, criada em 1948, com orçamento anual de US$ 50 milhões, que distribui generosamente dinheiro, empregos e moradia para os descamisados, os migrantes vindos do interior.

Em entrevista ao escritor Tomás Eloy Martínez, em 1970, Perón declara que “Evita foi uma criação minha”, negando que a imagem de sua segunda mulher tenha se tornado maior do que a dele. Essa posição é defendida hoje por peronistas que acusam a oligarquia argentina de inflar o mito de Evita para torná-la maior do que o caudilho.

A primeira-dama é fundamental na campanha para a introdução do voto feminino, em 1947. Chega a ser cotada como candidata a vice-presidente, mas enfrenta forte resistência dos conservadores e militares.

Um grande comício realizado pela CGT em 22 de agosto de 1951 é insuficiente para virar o jogo. Depois de uma tentativa de golpe em 28 de setembro, a candidatura Evita é abandonada.

SANTA EVITA
Uma espécie de Cinderela vingadora, Eva Perón morre de câncer no útero menos de um ano depois, em 26 de julho de 1952, no auge de sua popularidade. É convertida numa santa.

Seu funeral dura quatro dias para que todos possam dar adeus à mãe dos pobres. De maio de 1952 a julho de 1954, dois anos depois de sua morte, o Vaticano recebe mais de 40 mil cartas pedindo a canonização de Evita.

Mais da metade das meninas nascidas em algumas províncias argentinas naquela época foram batizadas Eva ou María Eva. As adolescentes pintavam o cabelo de louro. Evita ditava a moda.

DISPUTA PELO CADÁVER
Quando Evita morre, o plano é construir um memorial em sua homenagem. Ela seria enterrada na base de um monumento aos descamisados. Como o líder da revolução comunista na Rússia, Vladimir Lenin, seu corpo embalsamado ficaria em exposição ao público.

Antes da conclusão da obra, Perón é derrubado por golpe militar, a Revolução Libertadora de 16 de setembro de 1955. Foge sem se preocupar com a múmia de Evita, que desaparece da sede da CGT, em Buenos Aires, onde ficara. De 1955 a 1971, o peronismo é proscrito na Argentina. É proibido ter fotos de Eva e Juan Perón em casa e até mesmo citar seus nomes.

Em 1957, com a ajuda do Vaticano, o cadáver de Evita é retirado da Argentina e enterrado com nome falso na Itália.

Só em 1971 os militares revelam que a ex-primeira-dama está enterrada numa cripta em Milão, na Itália, com o nome de María Maggi. Naquele ano, o corpo é exumado e entregue ao general Perón no exílio na Espanha.

Depois da morte de Perón, em 1974, a terceira mulher do caudilho, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, assume o governo e repatria o cadáver de Evita, que fica um tempo ao lado dos restos de Perón na Quinta de Olivos, residência oficial dos presidentes da Argentina. Sem o talento político de EvitaIsabelita não se sustenta no cargo.

 Com o golpe militar de março de 1976, mais uma vez os peronistas temem pelo destino dos restos mortais da grande líder de massas. Em outubro daquele ano, sob a supervisão da ditadura, o cadáver de Evita é levado de Olivos para o Cemitério da Recoleta, onde estão enterrados os grandes líderes da oligarquia argentina, e sepultado no mausoléu da família Duarte.

Até hoje, os dois cadáveres têm presença dominante. Ainda assombram e dominam a política argentina.

RENDIÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1945, uma delegação da Alemanha Nazista chefiada pelo general Alfred Jodl vai até quartel-general do comandante militar aliado, general Dwight Eisenhower, para assinar os documentos de rendição. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) na Europa termina no dia seguinte.

A guerra começa com a invasão da Polônia por ordem do ditador nazista Adolf Hitler, em 1º de setembro de 1939. Dias antes, em 23 de agosto, Hitler faz um pacto de não agressão com o ditador soviético, Josef Stalin. Eles dividem a Polônia

Depois da rendição da França, em 22 de junho de 1940, e da derrota na Batalha da Inglaterra, em outubro do mesmo ano, a Alemanha rompe o pacto e invade e União Soviética em 22 de junho de 1941.

Os Estados Unidos entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando a Força Aérea do Japão bombardeia a Frota do Pacífico dos EUA, baseada em Pearl Harbor, no Havaí.

A Alemanha sobre uma grande derrota na Batalha de Al Alamein, no Egito, em 11 de novembro de 1942

Na frente oriental, a ofensiva alemã na Europa Oriental é contida com a derrota na Batalha de Stalingrado, em 2 de fevereiro de 1943. A partir daí, o Exército Vermelho lança uma contraofensiva que vai até Berlim, em 8 de maio, Dia da Vitória na Europa.

Os aliados ocidentais invadem a Sicília, na Itália, em 9 de julho de 1943 e a Normandia, na França, em 6 de junho de 1944. Depois da Batalha de Ardenne, no Norte da França, de 16 de dezembro de 1944 a 25 de janeiro de 1945, o caminho está aberto na frente ocidental e os aliados convergem para a Alemanha.

FIM DA INDOCHINA FRANCESA

    Em 1954, depois de 57 dias de cerco, os guerrilheiros comunistas do Viet Minh, sob o comando do general Vo Nguyen Giap, obtém uma vitória decisiva contra a França na Batalha de Dien Bien Phu, no Nordeste do Vietnã, e acabam com a Indochina Francesa, fundada em 1887, que colonizava o Laos, o Camboja e o Vietnã.

Horas depois da rendição incondicional do Japão, fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclama a independência da República Democrática do Vietnã.

Em 1946, quando a França tenta reimpor o regime colonial, começa a Primeira Guerra da Indochina (1946-54). Quando termina, o acordo de paz mediado pelas Nações Unidas divide o Vietnã ao longo do paralelo 17º Norte em Vietnã do Norte e do Sul, e propõe a realização de eleições em dois anos para unificar o país.

Como os comunistas liderados por Ho Chi Minh são favoritos, os Estados Unidos, superpotência líder do mundo capitalista durante a Guerra Fria, herdam o espaço geopolítico dos decadentes impérios britânico e francês – e vetam as eleições. 

Em 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75), que termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e do regime-fantoche sustentado pelos EUA depois de milhões de mortes.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 19 de Dezembro

GUERRA DA INDOCHINA

    Em 1946, o Viet Minh, o movimento nacionalista de esquerda liderado por Ho Chi Minh, inicia a Primeira Guerra da Indochina (1946-54) na luta pela independência da França.

O Império Francês toma a Indochina e a torna um protetorado em 1883. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Império do Japão toma boa parte do Sudeste da Ásia. Quando o Japão se rende oficialmente, em 2 de setembro de 1945, Ho Chi Minh declara independência.

Como a França não aceita, o Viet Minh trava uma guerra de guerrilhas que termina com a vitória na Batalha de Dien Bien Phu, em 7 de maio de 1954. Um acordo de paz assinado em Genebra em 21 de julho de 1954 divide o Vietnã entre o Norte comunista e o Sul, apoiado pelos Estados Unidos.

Em 1955, haveria eleições para unificar o país. Diante da expectativa de vitória comunista, os EUA suspendem as eleições e começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75). Os EUA começam a enviar assessores militares ainda no governo Dwight Eisenhower (1953-61) e entram diretamente na guerra em 1964. Fazem um acordo de paz com o Vietnã do Norte e saem do conflito em 1973.

A guerra termina com a vitória do Vietnã do Norte, comunista, em 30 de abril de 1975.

PAZ NO ESPAÇO EXTERIOR

    Em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova o Tratado do Espaço Sideral ou do Espaço Exterior, um acordo internacional para proibir a militarização do espaço.

Os Estados Unidos e a União Soviética, as duas superpotências que dominam o mundo durante a Guerra Fria, encaminham suas propostas, que são conciliadas no texto aprovado pela Assembleia Geral. 

O Tratado sobre os Princípios que Regem a Atividade dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Exterior, inclusive na Lua e outros corpos celestes, é aberto para assinatura em 27 de janeiro de 1967. Entra em vigor em 10 de outubro do mesmo ano.

REINO UNIDO ACEITA DEVOLVER HONG KONG

    Em 1984, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e o líder chinês Deng Xiaoping chegam a um acordo para que o Reino Unido devolva Hong Kong à China em 1º de julho de 1997.

No início das negociações, a primeira-ministra britânica chegou a falar em prorrogar o Tratado de Nanquim (1842) e a Convenção de Beijim (1860), pelos quais o Império Britânico tomou a colônia no fim das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) sob o pretexto da abrir a China ao livre comércio, inclusive de ópio.

Depois de 22 rodadas de negociações ao longo de dois anos, Thatcher aceita ceder a que era considerada a última joia do Império Britânico. Em troca, Deng cria a fórmula "um país com dois sistemas", prometendo manter o sistema capitalista e as liberdades democráticas em Hong Kong durante pelo menos 50 anos.

Thatcher está entusiasmada com as reformas lançadas por Deng em 13 de dezembro de 1978 na esperança de que a abertura econômica e a adesão da China ao capitalismo levem a uma liberalização do regime comunista chinês. Mas o massacre do movimento dos estudantes pela paz e a democracia na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 4 de junho, acaba com a chance de uma abertura política.

Diante de ondas de protestos no território, que tem status de região administrativa especial da República Popular da China, o ditador Xi Jinping, no poder desde 2012, impôs uma Lei de Segurança Nacional que na prática acaba com a autonomia de Hong Kong e enterra a fórmula "um país com dois sistemas", criada também tendo em vista a reintegração de Taiwan, que Xi ameaça fazer à força. 

terça-feira, 7 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Maio

TEATRO REAL

    Em 1663, é aberto o Teatro Real, mais conhecido hoje como Teatro Drury Lane, construído pelo pelo dramaturgo Thomas Killigrew para sua companhia de teatro, é aberto em Londres durante o período da Restauração da monarquia depois de greve experiência republicana da Inglaterra (1649-60).

É o mais antigo teatro em uso na Inglaterra. Fecha em 1665 e 1666. É destruído pelo fogo em 1672 e reconstruído na atual localização, provavelmente pelo arquiteto Christopher Wren, responsável pelo projeto da Catedral de São Paulo.

RENDIÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1945, uma delegação da Alemanha Nazista chefiada pelo general Alfred Jodl vai até quartel-general do comandante militar aliado, general Dwight Eisenhower, para assinar os documentos de rendição. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) na Europa termina no dia seguinte.

A guerra começa com a invasão da Polônia por ordem do ditador nazista Adolf Hitler, em 1º de setembro de 1939. Dias antes, Hitler faz um pacto de não agressão com o ditador soviético, Josef Stalin.

Depois da rendição da França, em 22 de junho de 1940, e da derrota na Batalha da Inglaterra, em outubro do mesmo ano, a Alemanha rompe o pacto e invade e União Soviética em 22 de junho de 1941.

Os Estados Unidos entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando a Força Aérea do Japão bombardeia a Frota do Pacífico dos EUA, baseada em Pearl Harbor, no Havaí.

A Alemanha sobre uma grande derrota na Batalha de Al Alamein, no Egito, em 11 de novembro de 1942

Na frente oriental, a ofensiva alemã na Europa Oriental é contida com a derrota na Batalha de Stalingrado, em 2 de fevereiro de 1943. A partir daí, o Exército Vermelho lança uma contraofensiva que vai até Berlim, em 8 de maio, Dia da Vitória na Europa.

Os aliados ocidentais invadem a Sicília, na Itália, em 9 de julho de 1943 e a Normandia, na França, em 6 de junho de 1944. Depois da Batalha de Ardenne, no Norte da França, de 16 de dezembro de 1944 a 25 de janeiro de 1945, o caminho está aberto na frente ocidental e os aliados convergem para a Alemanha.

FIM DA INDOCHINA FRANCESA

    Em 1954, depois de 57 dias de cerco, os guerrilheiros comunistas do Viet Minh, sob o comando do general Vo Nguyen Giap, obtém uma vitória decisiva contra a França na Batalha de Dien Bien Phu, no Nordeste do Vietnã, e acabam com a Indochina Francesa, fundada em 1887, que dominava o Laos, o Camboja e o Vietnã.

Horas depois da rendição incondicional do Japão, fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclama a independência da República Democrática do Vietnã.

Em 1946, quando a França tenta reimpor o regime colonial, começa a Guerra da Indochina (1946-54). Quando termina, o acordo de paz mediado pelas Nações Unidas divide o Vietnã ao longo do paralelo 17º Norte em Vietnã do Norte e do Sul, e propõe a realização de eleições em dois anos para unificar o país.

Como os comunistas liderados por Ho Chi Minh são favoritos, os Estados Unidos, superpotência líder do capitalismo, ocupam o espaço geopolítico dos decadentes impérios britânico e francês – e vetam as eleições. 

Em 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75), que termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e do regime-fantoche sustentado pelos EUA.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 19 de Dezembro

GUERRA DA INDOCHINA

    Em 1946, o Viet Minh, o movimento nacionalista de esquerda liderado por Ho Chi Minh, inicia a Primeira Guerra da Indochina (1946-54) na luta pela independência da França.

O Império Francês toma a Indochina e a torna um protetorado em 1883. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão toma boa parte do Sudeste da Ásia. Quando o Japão se rende oficialmente, em 2 de setembro de 1945, Ho Chi Minh declara independência.

Como a França não aceita, o Viet Minh trava uma guerra de guerrilhas que termina com a vitória na Batalha de Dien Bien Phu, em 7 de maio de 1954. Um acordo de paz assinado em Genebra em 21 de julho de 1954 divide o Vietnã entre o Norte comunista e o Sul, apoiado pelos Estados Unidos.

Em 1955, haveria eleições para unificar o país. Diante da expectativa de vitória comunista, os EUA suspendem as eleições e começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75). Os EUA começam a enviar assessores militares ainda no governo Dwight Eisenhower (1953-61) e entram diretamente na guerra em 1964. Fazem um acordo de paz com o Vietnã do Norte e saem do conflito em 1973.

A guerra termina com a vitória do Vietnã do Norte, comunista, em 30 de abril de 1975.

PAZ NO ESPAÇO EXTERIOR

    Em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova o Tratado do Espaço Sideral ou do Espaço Exterior, um acordo internacional para proibir a militarização do espaço.

Os Estados Unidos e a União Soviética, as duas superpotências que dominam o mundo durante a Guerra Fria, encaminham suas propostas, que são conciliadas no texto aprovado pela Assembleia Geral. 

O Tratado sobre os Princípios que Regem a Atividade dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Exterior, inclusive na Lua e outros corpos celestes, é aberto para assinatura em 27 de janeiro de 1967. Entra em vigor em 10 de outubro do mesmo ano.

REINO UNIDO ACEITA DEVOLVER HONG KONG

    Em 1984, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e o líder chinês Deng Xiaoping chegam a um acordo para que o Reino Unido devolva Hong Kong à China em 1º de julho de 1997.

No início das negociações, a primeira-ministra britânica chegou a falar em prorrogar o Tratado de Nanquim (1842) e a Convenção de Beijim (1860), pelos quais o Império Britânico tomou a colônia no fim das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) sob o pretexto da abrir a China ao livre comércio, inclusive de ópio.

Depois de 22 rodadas de negociações ao longo de dois anos, Thatcher aceita ceder a que era considerada a última joia do Império Britânico. Em troca, Deng cria a fórmula "um país com dois sistemas", prometendo manter o sistema capitalista e as liberdades democráticas em Hong Kong durante pelo menos 50 anos.

Thatcher está entusiasmada com as reformas lançadas por Deng em 13 de dezembro de 1978 na esperança de que a abertura econômica e a adesão da China ao capitalismo levem a uma liberalização do regime comunista chinês. Mas o massacre do movimento dos estudantes pela paz e a democracia na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 4 de junho, acabou com a chance de uma abertura política.

Diante de ondas de protestos no território, que tem status de região administrativa especial da República Popular da China, o ditador Xi Jinping, no poder desde 2012, impôs uma Lei de Segurança Nacional que na prática acaba com a autonomia de Hong Kong e enterra a fórmula "um país com dois sistemas", criada também tendo em vista a reintegração de Taiwan, que Xi ameaça fazer à força.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

General vietnamita que venceu França e EUA morre

O maior herói da História do Vietnã depois do líder comunista Ho Chi Minh, general Vo Nguyen Giap, fundador e comandante do Exército Popular do Vietnã, morreu hoje aos 102 anos, informa a televisão pública britânica BBC. Ao derrotar a França e os Estados Unidos, ele garantiu a independência e a unidade do país.

Ho Chi Minh declarou a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, data da rendição japonesa e do fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia, quando a França tentou restabelecer a administração colonial. A vitória do general Giap sobre a França na Batalha de Dien Bien Phu foi decisiva na Guerra da Indochina (1946-54).

Vo Nguyen Giap nasceu em 25 de agosto de 1911 na então Indochina Francesa. Aos 14 anos, começou a militar clandestinamente na resistência. Em 1938, na iminência da invasão japonesa, fugiu para a China com Ho Chi Minh.

No exílio, Giap organizou uma exército guerrilheiro para combater o Exército Imperial do Japão, seguindo uma tradição milenar que vinha da luta contra o Império Chinês e continuou no pós-guerra na luta contra a França.

BATALHA DE DIEN BIEN PHU
De 13 de março a 7 de maio de 1954, com cerca de 80 mil homens, o Exército vietnamita perdeu 7,9 mil soldados para acabar com o colonialismo francês no Sudeste Asiático na Batalha de Dien Bien Phu, um pequeno planalto no Nordeste do Vietnã, perto das fronteiras com o Laos e a China.

Da força expedicionária da França, 2.293 soldados foram mortos e 5.193 feridos em combate em Dien Bien Phu. Dos 11.721 franceses presos, a maioria morreu no cativeiro. Só 3.290 foram repatriados.

Como os comunistas liderados por Ho obteriam uma expressiva vitória nas eleições, elas foram vetadas pelos EUA, que insistiram na divisão do país na paz negociada nas Nações Unidas e instalaram um regime-fantoche no Vietnã do Sul.

GUERRA DO VIETNÃ
A divisão do país causou a Guerra do Vietnã (1955-75), que teve uma intervenção militar direta dos EUA de 1964-73, com a morte de 58 mil americanos. O general Giap supervisionou a Ofensiva do Tet, a maior batalha da guerra, decisiva para minar o apoio da opinião pública americana à guerra.

A Guerra do Vietnã ou Segunda Guerra da Indochina, travada no Vietnã, no Camboja e no Laos foi uma tentativa de impedir que o comunismo tomasse conta de todo o Vietnã. De acordo com a teoria do domino, poderia derrubar outros países do Sudeste Asiático.

Havia medo de que países vizinhos como a Malásia e a Indonésia, com recursos estratégicos como borracha, estanho e petróleo, virassem comunistas.

Em 1956, o Vietnã do Norte autorizou seu aliados do Vietcong a iniciar atividades guerrilheiras contra o regime-fantoche sustentado pelos EUA.

Em 1959, o Partido Comunista do Vietnã do Norte decidiu promover uma “guerra popular” no Sul. O primeiro envio de armas pela Trilha de Ho Chi Minh, através do Camboja, foi concluído em agosto de 1959.

A Frente de Libertação Nacional do Vietnã do Sul foi fundada em 1960.

INTERVENÇÃO AMERICANA
O envolvimento dos EUA começa no governo Dwight Eisenhower (1953-61), que mandou 900 assessores militares. No fim do governo Kennedy (1961-63), havia 16,7 mil militares americanos no Vietnã. O economista John Kenneth Galbraith advertiu para o risco “de substituir a França como potência colonial e sangrar como a França”.

Como o Exército do Vietnã do Sul era muito incompetente no campo de batalha, militares americanos passaram a assessores as forças sul-vietnamitas em todas as frentes sem entender direito a natureza política da insurgência.

INCIDENTE DO GOLFO DE TONKIN
Depois de dois falsos ataques contra navios americanos forjados pelos EUA, em 2 a 4 de agosto de 1964, no Golfo de Tonkin, o presidente Lyndon Johnson declarou guerra ao Vietnã do Norte.

Documentos desclassificados em 2005 mostram que, no primeiro caso, o navio americano deu tiros de advertência a pesqueiros vietnamitas, que não responderam. No segundo caso, não houve ataque. Em nenhum dos dois, havia embarcações militares do Vietnã do Norte na área. O governo Johnson fabricou sua versão em Washington.

VIETCONGUE
De 5 mil rebeldes em 1959, quando foi criado, o grupo guerrilheiro Vietcongue tinha crescido para 1 milhão de homens em armas.

Em 2 de março de 1965, os EUA começaram uma campanha de intensos bombardeios aéreos que durou três anos. Com 3 mil fuzileiros navais enviados em 8 de março de 1965, os EUA entravam em combate em terra na linha de frente.

Ho Chi Minh alertou: “Se os americanos querem 20 anos de guerra, devemos lutar por 20 anos. Se eles querem paz, devemos fazer as pazes e convidá-los para tomar chá”.

O governo de Hanói declarava não ter a intenção de expandir sua revolução pelos países vizinhos, mas documentos secretos do Pentágono, revelados em 1971 pelo jornalista Jack Anderson no jornal The New York Times, falavam num “perigoso período de expansionismo vietnamita” citando expressamente o Laos e o Camboja como alvos fáceis e talvez também a Tailândia, a Malásia, Cingapura e a Indonésia.

OFENSIVA DO TET
Em 30 de janeiro de 1968, o Vietcongue lançou, durante os feriados do Ano Novo Lunar, uma de suas maiores ofensivas. Cerca de 84 mil guerrilheiros atacaram 155 cidades, inclusive 36 das 44 capitais provinciais e a capital do Vietnã do Sul, inclusive a Embaixada dos EUA e o comando militar americano.

1968 foi o pior ano para as tropas americanas: dos 58 mil americanos mortos na guerra, 16.592 soldados foram mortos naquele ano.

Com o fracasso da guerra, Johnson não concorreu à reeleição em 1968. Richard Nixon ganhou com a promessa de negociar a paz e tirar os soldados americanos do Vietnã. Para isso, o assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger iniciou uma aproximação com a China e a União Soviética.

PAZ QUE NÃO HOUVE
A paz entre EUA e Vietnã foi assinado em 1973, mas a guerra continuou até a queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, em 30 de abril de 1975, quando houve uma fuga espetacular de helicóptero da Embaixada dos EUA. O total de mortos vietnamitas é estimado pelo governo nacional em 2 milhões de civis e 1,1 milhões de soldados e guerrilheiros.

Duas semanas antes, em 16 de abril de 1975, o grupo guerrilheiro Khmer Vermelho, outro subproduto da Guerra do Vietnã, tomou o poder no vizinho Camboja, dando início a um reino de terror com mais de 2 milhões de mortes que acabaria em 8 de janeiro de 1979 com uma invasão vietnamita.

Depois da guerra, o general Giap manteve o cargo de ministro da Defesa e foi nomeado vice-primeiro-ministro em 1976. Marginalizado na luta interna pelo poder do regime comunista, abandonou a política seis anos depois.

O regime comunista internou mais de 1 milhão de pessoas em campos de reeducação, onde 165 mil vietnamitas morreram. A repressão de caráter stalinista provocou a fuga em massa de mais de 1,5 milhão de pessoas em barcos precários criando uma das grandes crises humanitárias dos anos 1980s. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados estima que 200 a 400 mil pessoas morreram nessa fuga pelo mar.