Com 95% dos votos apurados, o humorista Jimmy Morales foi eleito ontem presidente da Guatemala no segundo turno com 2,676 milhões de votos (69%) contra 1,2 milhão (31%) para a ex-primeira-dama Sandra Torres de Colom, informa o jornal guatemalteco Prensa Libre.
Morales, candidato da Frente de Convergência Nacional (FCN), partido fundado por militares temerosos de processos por violação de direitos humanos durante a longa guerra civil guatemalteca (1960-96), superou a tradição de que o segundo colocado ganha a eleição presidencial seguinte.
Administrador de empresas, ator e humorista, Morales era ignorado nas discussões políticas até poucos meses atrás.
"Reconheço o triunfo do candidato Morales e agradeço ao milhão de cidadãos que votaram em mim", declarou Sandra Torres, da União Nacional da Esperança (UNE).
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Humorista deve vencer segundo turno na Guatemala
O humorista Jimmy Morales, da Frente de Convergência Nacional (FCN) é o favorito no segundo turno da eleição presidencial na Guatemala com cerca de 60% das preferências na média das pesquisas de opinião contra 20% a 30% para a ex-primeira-dama Sandra Torres de Colom. A votação vai até 18 horas (22h em Brasília).
Depois da prisão por corrupção da vice-presidente Roxana Baldetti, em maio de 2015, e do impeachment e prisão do presidente Otto Pérez Molina, em setembro, Morales cresceu como um candidato contra os políticos tradicionais. Mas seu partido foi fundado por militares temerosos dos processos sobre violações dos direitos humanos durante a longa guerra civil guatemalteca (1960-96).
Antes da prisão de Pérez Molina, o favorito era o empresário Manuel Baldizón, derrotado no segundo turno em 2011, que acabou sendo superado por Sandra Colom por pequena margem.
Mais de 200 mil pessoas foram mortas no sangrento mais conflito da Guerra Fria na América Latina. A crise começou em 1954 com o golpe militar contra o presidente Jacobo Árbenz, que desapropriou as terras da companhia bananeira americana United Fruit. Foi a primeira queda de um governo democrático articulada pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) no continente durante a Guerra Fria.
Os maiores desafios ao país mais populoso e mais rico da América Latina são a corrupção e a violência, heranças malditas da impunidade da guerra civil agravadas pela presença cada vez maior das gangues do tráfico de drogas para os Estados Unidos.
Desde 2007, a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala, criada pelas Nações Unidas, apoia a ação da Polícia Nacional e do Ministério Público para desarmar e desmantelar grupos armados irregulares, muitos oriundos da guerra civil, que viraram gangues do crime organizado. É contra essa ameaça que ex-repressores fundaram a FCN e conseguiram eleger Morales.
Depois da prisão por corrupção da vice-presidente Roxana Baldetti, em maio de 2015, e do impeachment e prisão do presidente Otto Pérez Molina, em setembro, Morales cresceu como um candidato contra os políticos tradicionais. Mas seu partido foi fundado por militares temerosos dos processos sobre violações dos direitos humanos durante a longa guerra civil guatemalteca (1960-96).
Antes da prisão de Pérez Molina, o favorito era o empresário Manuel Baldizón, derrotado no segundo turno em 2011, que acabou sendo superado por Sandra Colom por pequena margem.
Mais de 200 mil pessoas foram mortas no sangrento mais conflito da Guerra Fria na América Latina. A crise começou em 1954 com o golpe militar contra o presidente Jacobo Árbenz, que desapropriou as terras da companhia bananeira americana United Fruit. Foi a primeira queda de um governo democrático articulada pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) no continente durante a Guerra Fria.
Os maiores desafios ao país mais populoso e mais rico da América Latina são a corrupção e a violência, heranças malditas da impunidade da guerra civil agravadas pela presença cada vez maior das gangues do tráfico de drogas para os Estados Unidos.
Desde 2007, a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala, criada pelas Nações Unidas, apoia a ação da Polícia Nacional e do Ministério Público para desarmar e desmantelar grupos armados irregulares, muitos oriundos da guerra civil, que viraram gangues do crime organizado. É contra essa ameaça que ex-repressores fundaram a FCN e conseguiram eleger Morales.
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Baldizón abandona eleição presidencial na Guatemala
Depois de apontar "indícios de corrupção" no primeiro turno, o político e empresário Manuel Baldizón desistiu ontem de concorrer ao segundo turno da eleição presidencial na Guatemala, o que dependeria de um recurso à Justiça. Pelo resultado oficial, ele ficou em terceiro lugar.
Segundo colocado na eleição presidencial de 2011, quando perdeu para o agora ex-presidente Otto Pérez Molina no segundo turno, Baldizón era o favorito até a reta final da campanha, quando a renúncia e a prisão de Pérez Molina por corrupção abalaram ainda mais a imagem dos políticos tradicionais guatemaltecos.
O primeiro turno, disputado em 6 de setembro de 2015, terminou com a vitória do comediante Jimmy Morales com 23,85% dos votos, seguido pela ex-primeira-dama Sandra Torres de Colom com 19,76% e por Baldizón com 19,64%.
Diante do resultado apertado, Baldizón recorreu à Justiça. Ontem, anunciou sua desistência. Entre as irregularidades, apontou fraude, queima de votos e "atrasos injustificados" na divulgação da contagem oficial.
Um porta-voz do partido Liberdade Democrática Renovada (Lider), Fridel de León, acusou o Tribunal Superior Eleitoral de "não querer" tornar o processo "transparente" e denunciou um "linchamento" moral do candidato nos meios de comunicação e nas redes sociais.
O segundo turno será disputado por Jimmy Morales e Sandra Torres em 25 de outubro.
Segundo colocado na eleição presidencial de 2011, quando perdeu para o agora ex-presidente Otto Pérez Molina no segundo turno, Baldizón era o favorito até a reta final da campanha, quando a renúncia e a prisão de Pérez Molina por corrupção abalaram ainda mais a imagem dos políticos tradicionais guatemaltecos.
O primeiro turno, disputado em 6 de setembro de 2015, terminou com a vitória do comediante Jimmy Morales com 23,85% dos votos, seguido pela ex-primeira-dama Sandra Torres de Colom com 19,76% e por Baldizón com 19,64%.
Diante do resultado apertado, Baldizón recorreu à Justiça. Ontem, anunciou sua desistência. Entre as irregularidades, apontou fraude, queima de votos e "atrasos injustificados" na divulgação da contagem oficial.
Um porta-voz do partido Liberdade Democrática Renovada (Lider), Fridel de León, acusou o Tribunal Superior Eleitoral de "não querer" tornar o processo "transparente" e denunciou um "linchamento" moral do candidato nos meios de comunicação e nas redes sociais.
O segundo turno será disputado por Jimmy Morales e Sandra Torres em 25 de outubro.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Sandra Torres vai ao segundo turno com Jimmy Morales na Guatemala
Na disputa mais apertada pelo segundo lugar de uma eleição presidencial na Guatemala, a ex-primeira-dama Sandra Torres de Colom superou o empresário Manuel Baldizón e disputa o segundo turno com o comediante Jimmy Morales em 25 de outubro de 2015.
Com 97,3% das urnas apuradas, Morales, da Frente de Convergência Nacional (FCN), tem 23,91% dos votos contra 19,64% de Sandra Torres, da Unidade Nacional da Esperança (UNE), que superou o empresário Manuel Baldizón, da Liberdade Democrática Renovada (Lider), com 19,4%.
Esse resultado apertado provocou recursos das duas candidaturas. A Justiça eleitoral da Guatemala suspendeu a divulgação do resultado oficial até o julgamento dos recursos.
Com 97,3% das urnas apuradas, Morales, da Frente de Convergência Nacional (FCN), tem 23,91% dos votos contra 19,64% de Sandra Torres, da Unidade Nacional da Esperança (UNE), que superou o empresário Manuel Baldizón, da Liberdade Democrática Renovada (Lider), com 19,4%.
Esse resultado apertado provocou recursos das duas candidaturas. A Justiça eleitoral da Guatemala suspendeu a divulgação do resultado oficial até o julgamento dos recursos.
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domingo, 27 de março de 2011
Primeira-dama da Guatemala quer ser presidente
BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, dá o exemplo. Na Guatemala, a primeira-dama Sandra Torres de Colom se divorciou na quinta-feira do presidente Álvaro Colom, numa pantomina política para fugir da lei das inelegibilidades.
Com o fim de seu segundo mandato consecutivo, o presidente não pode mais se candidatar à reeleição, mas parece ter encontrado uma fórmula para ficar no poder.
Na Argentina, a situação foi diferente. O falecido presidente Néstor Kirchner cumpriu apenas um mandato e indicou a mulher em 2007 para escapar do desgaste provocado pelos conflitos de seu governo e garantir uma reeleição tranquila de seu grupo político. Pretendia voltar na eleição presidencial de outubro de 2011, mas morreu do coração no ano passado.
Com o fim de seu segundo mandato consecutivo, o presidente não pode mais se candidatar à reeleição, mas parece ter encontrado uma fórmula para ficar no poder.
Na Argentina, a situação foi diferente. O falecido presidente Néstor Kirchner cumpriu apenas um mandato e indicou a mulher em 2007 para escapar do desgaste provocado pelos conflitos de seu governo e garantir uma reeleição tranquila de seu grupo político. Pretendia voltar na eleição presidencial de outubro de 2011, mas morreu do coração no ano passado.
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