LONDRES - O resultado final das primeiras eleições nacionais realizadas na Líbia em quase 60 anos confirmou a vitória da Aliança das Forças Nacionais, liberal e secular, liderada pelo ex-ministro Mahmoud Jibril, um economista graduado nos Estados Unidos.
A AFN elegeu 39 dos 80 deputados escolhidos através de listas partidárias, com grande vantagem sobre a Irmandade Muçulmana, que terá 17 cadeiras. Outros 120 deputados serão eleitos como independentes, informa a televisão pública britânica BBC.
Ao comentar a vitória, Jibril apelou mais uma vez pela formação de um governo de união nacional para reconstruir a Líbia depois de 42 anos da ditadura personalista do coronel Muamar Kadafi, que destruiu as instituições do país.
O Parlamento eleito deve formar um governo e redigir uma nova Constituição. Quando ela for aprovada, haverá novas eleições legislativas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 17 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Liberais consolidam liderança nas eleições na Líbia
Com uma vitória esmagadora em Bengázi, onde começou a revolução contra o ditador Muamar Kadafi, Aliança das Forças Nacionais, liderada pelo ex-primeiro-ministro do governo provisório dos rebeldes Mahmoud Jibril, amplia sua vantagem sobre os partidos religiosos nas primeiras eleições livres na Líbia desde 1954.
Até agora, o resultado das eleições realizadas no sábado é uma derrota para o Partido da Justiça e Construção, braço político da Irmandade Muçulmana na Líbia. Nas eleições realizadas nos outros dois países do Norte da África que derrubaram ditadores, a Tunísia e o Egito, os partidos religiosos conquistaram a maioria absoluta dos votos.
Mesmo assim, é improvável que o partido de Jibril tenha maioria na futura Assembleia Nacional. Dos 200 deputados, apenas 80 serão eleitos através de listas partidárias. Os outros 120 serão independentes. Seus objetivos serão formar um governo e redigir uma nova Constituição que vai levar a novas eleiçõs parlamentares.
O ex-primeiro-ministro rejeita o rótulo de liberal, informa a agência de notícias Reuters. Desde a vitória da revolução, diz que o Islã deve ser a base da nova Constituição porque a Líbia é um país conservador onde os valores religiosos são um elemento central da vida social e do debate político.
Até agora, o resultado das eleições realizadas no sábado é uma derrota para o Partido da Justiça e Construção, braço político da Irmandade Muçulmana na Líbia. Nas eleições realizadas nos outros dois países do Norte da África que derrubaram ditadores, a Tunísia e o Egito, os partidos religiosos conquistaram a maioria absoluta dos votos.
Mesmo assim, é improvável que o partido de Jibril tenha maioria na futura Assembleia Nacional. Dos 200 deputados, apenas 80 serão eleitos através de listas partidárias. Os outros 120 serão independentes. Seus objetivos serão formar um governo e redigir uma nova Constituição que vai levar a novas eleiçõs parlamentares.
O ex-primeiro-ministro rejeita o rótulo de liberal, informa a agência de notícias Reuters. Desde a vitória da revolução, diz que o Islã deve ser a base da nova Constituição porque a Líbia é um país conservador onde os valores religiosos são um elemento central da vida social e do debate político.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Primeiro-ministro interino quer união nacional na Líbia
Ao contrário do que aconteceu na Tunísia e no Egito, os primeiros resultados das eleições parlamentares realizadas no sábado na Líbia dão vantagem aos liberais contra os partidos religiosos muçulmanos. O primeiro-ministro do governo provisório formado depois da queda do ditador Muamar Kadafi, Mahmoud Jibril, líder da Associação das Forças Nacionais, defendeu a formação de uma união nacional.
As primeiras eleições livres desde 1954 são o início de um processo de construção da democracia na Líbia, cujas instituições foram arrasadas por 42 anos de ditadura de Kadafi. Apesar de alguns atos de violência, os observadores internacionais consideraram as eleições limpas e livres.
"É notável que quase todos os líbios puderam votar sem medo e intimidação", declarou o chefe da missão da União Europeia, Alexander Graf Lambsdorff. Pelo menos duas pessoas foram mortas. Houve casos de roubo e incêndio de urnas, mas, na sua opinião, "não colocam em questão a integridade das eleições como um todo".
Quase 1,8 milhão dos 2,8 milhões de eleitores inscritos participaram, uma participação de cerca de 65%. Das 200 cadeiras da Assembleia Nacional, 80 serão ocupadas por deputados eleitos pelos partidos e as outras 120, por candidatos independentes.
O novo Parlamento deve eleger um primeiro-ministro, formar um governo, redigir uma nova Constituição e preparar eleições legislativas a serem realizadas sob o novo ordenamento jurídico, informa a agência de notícias Reuters.
As primeiras eleições livres desde 1954 são o início de um processo de construção da democracia na Líbia, cujas instituições foram arrasadas por 42 anos de ditadura de Kadafi. Apesar de alguns atos de violência, os observadores internacionais consideraram as eleições limpas e livres.
"É notável que quase todos os líbios puderam votar sem medo e intimidação", declarou o chefe da missão da União Europeia, Alexander Graf Lambsdorff. Pelo menos duas pessoas foram mortas. Houve casos de roubo e incêndio de urnas, mas, na sua opinião, "não colocam em questão a integridade das eleições como um todo".
Quase 1,8 milhão dos 2,8 milhões de eleitores inscritos participaram, uma participação de cerca de 65%. Das 200 cadeiras da Assembleia Nacional, 80 serão ocupadas por deputados eleitos pelos partidos e as outras 120, por candidatos independentes.
O novo Parlamento deve eleger um primeiro-ministro, formar um governo, redigir uma nova Constituição e preparar eleições legislativas a serem realizadas sob o novo ordenamento jurídico, informa a agência de notícias Reuters.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Primeiro-ministro líbio quer eleições logo
O primeiro-ministro interino da Líbia, Mahmoud Jibril, que está deixando o cargo, advertiu ontem para o risco de um perigoso vácuo de poder no país se não foram realizadas eleições logo para formação de um governo com legitimidade popular.
Pelos planos atuais, a Líbia teria de esperar até junho para escolher uma comissão encarregada de redigir uma nova constituição e só depois realizar eleições legislativas e presidencial.
"Não queremos uma espera de oito meses", alertou Jibril, citado pelo jornal The Washington Post. "A demora pode ser perigosa".
Seus comentários indicam uma falta de consenso dentro do Conselho Nacional de Transição, a organização política dos rebeldes que derrubaram a ditadura do coronel Muamar Kadafi.
Centenas de milícias revolucionárias estão impondo a ordem em todo o país. Grupos de defesa dos direitos humanos temem que esses grupos se fortaleçam, se o governo central não impuser rapidamente sua autoridade.
Há um risco de que o país caia num ciclo de violência marcado pela vingança e acertos de contas entre kadafistas e rebeldes, alertam a agência de notícias Reuters e a televisão pública britânica BBC.
Pelos planos atuais, a Líbia teria de esperar até junho para escolher uma comissão encarregada de redigir uma nova constituição e só depois realizar eleições legislativas e presidencial.
"Não queremos uma espera de oito meses", alertou Jibril, citado pelo jornal The Washington Post. "A demora pode ser perigosa".
Seus comentários indicam uma falta de consenso dentro do Conselho Nacional de Transição, a organização política dos rebeldes que derrubaram a ditadura do coronel Muamar Kadafi.
Centenas de milícias revolucionárias estão impondo a ordem em todo o país. Grupos de defesa dos direitos humanos temem que esses grupos se fortaleçam, se o governo central não impuser rapidamente sua autoridade.
Há um risco de que o país caia num ciclo de violência marcado pela vingança e acertos de contas entre kadafistas e rebeldes, alertam a agência de notícias Reuters e a televisão pública britânica BBC.
sábado, 22 de outubro de 2011
Rebeldes líbios prometem eleições em oito meses
Em nome do Conselho Nacional de Transição da Líbia, o primeiro-ministro interino Mahmoud Jibril anunciou hoje a realização de eleições dentro de oito meses para escolher um Congresso Nacional para formar um governo provisório e redigir uma nova Constituição para o país.
Durante reunião do Fórum Econômico Mundial em Amã, na Jordânia, Jibril prometeu renunciar ao cargo imediatamente para que o CNT assuma o controle da Líbia.
As prioridades agora, disse ele, são desarmar a população, restaurar e segurança pública e promover a reconciliação nacional.
Neste domingo, os rebeldes devem proclamar oficialmente a "libertação" da Líbia depois de 42 anos de ditadura do coronel Muamar Kadafi. No sábado, milhares de pessoas foram ver o cadáver de Kadafi e do filho Mutassim numa sala refrigerada do mercado de Missurata.
Durante reunião do Fórum Econômico Mundial em Amã, na Jordânia, Jibril prometeu renunciar ao cargo imediatamente para que o CNT assuma o controle da Líbia.
As prioridades agora, disse ele, são desarmar a população, restaurar e segurança pública e promover a reconciliação nacional.
Neste domingo, os rebeldes devem proclamar oficialmente a "libertação" da Líbia depois de 42 anos de ditadura do coronel Muamar Kadafi. No sábado, milhares de pessoas foram ver o cadáver de Kadafi e do filho Mutassim numa sala refrigerada do mercado de Missurata.
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