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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Novembro

 MORTE DE ZUMBI DOS PALMARES

    Em 1695, Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, o maior do período da escravidão no Brasil, é morto junto com outros 20 guerreiros na Serra Dois Irmãos, então parte da capitania de Pernambuco, hoje parte do município de Viçosa, no estado de Alagoas.

O Quilombo dos Palmares surge por volta de 1580 e se torna o maior símbolo da resistência africana à escravidão. É uma comunidade de escravizados que fogem de fazendas, prisões e senzalas.

Zumbi ou Zumbe vem de zumba, do idioma africano quimbundo, falado em Angola. Significa fantasma, espectro, a alma de uma pessoa falecida. Ele nasce em 1655 no quilombo, na Serra da Barriga, então parte de Pernambuco, hoje parte do município de União dos Palmares, em Alagoas.

Por volta dos 6 anos, ele é capturado e entregue ao padre missonário português Antônio Melo, que o batiza como Francisco. Zumbi recebe os sacramentos, aprende português e latim, e ajuda na missa todos os dias como sacristão. Depois, foge e volta para o quilombo.

Em 1678, cansado da longa rebelião do quilombo, o governador de Pernambuco faz uma proposta de paz a Ganga Zumba, o líder de Palmares, tio de Zumbi. Eles serão homens livres se o quilombo se submeter à autoridade da Coroa Portuguesa.

Ganga Zumba aceita. Zumbi promete continuar a luta contra a opressão do Império Português e se torna líder do quilombo e depois rei de Palmares a partir de 1680. O quilombo é o centro da resistência à escravidão e se torna um modelo.

Quinze anos depois da ascensão de Zumbi, em 1693, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho recebe a missão de comandar a invasão de Palmares. Em 6 de fevereiro de 1694, a capital do quilombo é destruída. Zumbi é ferido. Traído por Antônio Soares, Zumbi é surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça na Serra da Barriga. É apunhalado, sobrevive, mas termina sendo morto com outros guerreiros da resistência africana no Brasil.

A cabeça de Zumbi é entregue ao governador pernambucano, Caetano de Melo e Castro, que a expõe no Pátio do Carmo, no Recife, para acabar com o mito da imortalidade de Zumbi.

A data de sua morte, 20 de novembro, é o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

REVOLUÇÃO MEXICANA

    Em 1910, Francisco Madero inicia uma revolta fracassada que mobiliza os líderes revolucionários Emiliano Zapata e Pancho Villa, deflagrando a Revolução Mexicana (1910-20).

A revolta é contra a ditadura corrupta, elitista e oligárquica de Porfirio Díaz, o Porfiriato (1867-1911), que serve os interesses dos latifundiários e dos capitães de indústria.

Quando Díaz se lança para a sétima reeleição, em 1910, Madero se torna líder do movimento contra a reeleição. Díaz manda prender Madero e se declara vencedor de uma eleição fraudulenta, mas Madero é solto e lança a revolta, o Plano de San Luis de Potosí, de San Antonio, no Texas.

Com a rebelião de Zapata e Villa, Porfirio Díaz renuncia em 25 de maio de 1911. Madero vira presidente. Ele acredita num governo constitucional, mas os revolucionários querem mais. Zapata e Pascual Orozco ficam contra Madero.

JULGAMENTO DE NURUMBERGUE

    Em 1945, o Tribunal Militar Internacional organizado pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa a julgar em Nurembergue, na Alemanha, 24 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler acusados de crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

As sentenças saem em 1º de outubro de 1946: 12 pegam pena de morte, sete pegam penas de 10 anos à prisão perpétua e três são absolvidos.

Dez condenados são enforcados em 16 de outubro. Hermann Göring, número 2 do regime e comandante da Luftwaffe, a força aérea nazista, se suicida na véspera. Martin Bormann é condenado à revelia. Hoje se acredita que tenha morrido no fim da guerra na Europa, em maio de 1945.

Os julgamentos dos criminosos de guerra continuam. Ao todo, 5.025 são condenados e 806 executados.

MORTE DE FRANCO

    Em 1975, o generalíssimo Francisco Franco, "caudilho da Espanha pela graça de Deus", morre pondo fim a uma ditadura que começa com um golpe de Estado, em 1936, e a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Filho de um oficial da Marinha e de uma mãe católica ultraconservadora, Franco nasce em El Ferrol, na Galícia, em 4 de dezembro de 1892. 

Como quatro gerações da famílila e o irmão mais velho, deveria entrar para a Marinha. A redução do número de vagas na Academia Naval e leva ao Exército. Aos 14 anos, em 1907, ele entra para a Academia da Infantaria, em Toledo, onde se forma três anos depois.

Em 1912, aos 19 anos, Franco se oferece como voluntário para lutar na guerra colonial no Marrocos Espanhol. No ano seguinte, é promovido a 1º tenente de um regimento de elite de cavalaria. Em 1915, torna-se o mais jovem capitão do Exército da Espanha. 

Ferido por um tiro no abdome, vai se tratar na Espanha em 1916, mas isso não impede uma carreira brilhante. Em 1920, Franco é nomeado subcomandante da Legião Estrangeira, da qual vira comandante em 1923. Durante campanhas contra os rebeldes marroquinos, é aclamado como herói.

Aos 33 anos, em 1926, Franco é promovido a general. Com a queda da monarquia, a república espanhola faz uma ampla reforma nas Forças Armadas. A Academia Militar Geral é fechada e Franco é encostado.

Quando os conservadores chegam ao poder, em 1933, Franco volta à ativa. Em outubro de 1934, é convocado para reprimir uma revolta violenta de mineiros na província de Astúrias. Com o sucesso, é nomeado comandante do Exército.

Diante de escândalos de corrupção, o governo cai. Em fevereiro de 1936, são realizadas eleições com a Espanha dividida entre o Bloco Nacionalista, de direita, e a Frente Popular, de esquerda. 

A esquerda vence, mas não consegue estabilizar o país. Franco, que não é filiado a nenhum partido político, defende a decretação de estado de emergência. É afastado do comando do Exército e enviado para uma guarnição menor nas Ilhas Canárias.

Por algum tempo, ele se recusa a entrar para a conspiração contra o governo esquerdista, mas acaba aderindo.

Em 18 de julho de 1936, Franco divulga um manifesto apoiando a rebelião militar. No dia seguinte, vai para o Marrocos, onde assume o controle de uma das principais forças do Exército da Espanha.

Na Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças franquistas invadem a Espanha e marcham até Madri, mas são detidas nos arredores da capital espanhola. Quando preparam o assalto final à cidade, os militares decidem quem será o comandante em chefe da revolta. 

Em 1º de outubro de 1936, Franco é nomeado chefe de Estado do governo nacionalista. Apesar do apoio dos ditadores da Alemanha, Adolf Hitler, e da Itália, Benito Mussolini, leva quase três anos para tomar Madri e assumir o controle sobre todo o país, em 1º de abril de 1939. Seu regime executa dezenas de milhares de espanhóis durante e logo após a guerra civil.

Apesar da simpatia pelos países do Eixo, a Espanha franquista fica neutra na Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra a Espanha fascista é marginalizada pela recém-criada Organização das Nações Unidas. A reabilitação vem em 1953, quando, no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos fazem um acordo militar de 10 anos.

Para tentar preservar a ditadura depois de sua morte, em 1947, Franco organiza um plebiscito que declara que a Espanha é uma monarquia, com ele como regente até o fim da vida. Em 1969, ele designa o príncipe Juan Carlos como sucessor.

Depois da morte do ditador, o rei Juan Carlos desmonta o regime autoritário, resiste à tentativa de golpe do coronel Antonio Tejero Molina, em 23 de fevereiro de 1981, e transforma a Espanha numa monarquia constitucional.

ESPIONAGEM NUCLEAR

    Em 2015, o analista de defesa norte-americano Jonathan Pollard sai da cadeia nos Estados Unidos depois de ficar preso por 30 anos por espionagem ao vender a Israel informações ultrassecretas para fabricar armas atômicas.

Pollard nasce em Galveston, no Texas, em 7 de agosto de 1954, e se forma em relações internacionais, mas é rejeitado pela CIA (Agência Central de Inteligência) por causa do uso de drogas no passado.

Em 1984, ele entra para o Centro de Alerta Antiterrorismo da Marinha dos EUA e tem acesso a documentos confidenciais. Começa, então, a fornecer a Israel informações secretas e ultrassecretas do Departamento da Defesa, do Departamento de Estado, do Departamento da Justiça, da CIA e da Agência de Segurança Nacional dos EUA.

Preso em 21 de novembro de 1985 quando tenta se refugiar na Embaixada de Israel em Washington, Pollard é condenado em março de 1987 à prisão perpétua por traição. Em 2015, ganha direito a liberdade condicional, mas é proibido de sair do país por cinco anos. No fim deste período, ele se muda para Israel.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 20 de Novembro

MORTE DE ZUMBI DOS PALMARES

    Em 1695, Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, o maior do período da escravidão no Brasil, é morto junto com outros 20 guerreiros na Serra Dois Irmãos, então parte da capitania de Pernambuco, hoje parte do município de Viçosa, no estado de Alagoas.

O Quilombo dos Palmares surge por volta de 1580 e se torna o maior símbolo da resistência africana à escravidão. É uma comunidade de escravizados que fogem de fazendas, prisões e senzalas.

Zumbi ou Zumbe vem de zumba, do idioma africano quimbundo, falado em Angola. Significa fantasma, espectro, a alma de uma pessoa falecida. Ele nasce em 1655 no quilombo, na Serra da Barriga, então parte de Pernambuco, hoje parte do município de União dos Palmares, em Alagoas.

Por volta dos 6 anos, ele é capturado e entregue ao padre missonário português Antônio Melo, que o batiza como Francisco. Zumbi recebe os sacramentos, aprende português e latim, e ajuda na missa todos os dias como sacristão. Depois, foge e volta para o quilombo.

Em 1678, cansado da longa rebelião do quilombo, o governador de Pernambuco faz uma proposta de paz a Ganga Zumba, o líder de Palmares, tio de Zumbi. Eles serão homens livres se o quilombo se submeter à autoridade da Coroa Portuguesa.

Ganga Zumba aceita. Zumbi promete continuar a luta contra a opressão do Império Português e se torna líder do quilombo e depois rei de Palmares a partir de 1680. O quilombo é o  centro da resistência à escravidão e se torna um modelo.

Quinze anos depois da ascensão de Zumbi, em 1693, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho recebe a missão de comandar a invasão de Palmares. Em 6 de fevereiro de 1694, a capital do quilombo é destruída. Zumbi é ferido. Traído por Antônio Soares, Zumbi é surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça na Serra da Barriga. É apunhalado, sobrevive, mas termina sendo morto com outros guerreiros da resistência africana no Brasil.

A cabeça de Zumbi é entregue ao governador pernambucano, Caetano de Melo e Castro, que a expõe no Pátio do Carmo, no Recife, para acabar com o mito da imortalidade de Zumbi.

A data de sua morte, 20 de novembro, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

REVOLUÇÃO MEXICANA

    Em 1910, Francisco Madero inicia uma revolta fracassada que mobiliza os líderes revolucionários Emiliano Zapata e Pancho Villa, deflagrando a Revolução Mexicana (1910-20).

A revolta é contra a ditadura corrupta, elitista e oligárquica de Porfirio Díaz, o Porfiriato (1867-1911), que serve os interesses dos latifundiários e dos capitães de indústria.

Quando Díaz se lança para a sétima reeleição, em 1910, Madero se torna líder do movimento contra a reeleição. Díaz manda prender Madero e se declara vencedor de uma eleição fraudulenta, mas Madero é solto e lança a revolta, o Plano de San Luis de Potosí, de San Antonio, no Texas.

Com a rebelião de Zapata e Villa, Porfirio Díaz renuncia em 25 de maio de 1911. Madero vira presidente. Ele acredita num governo constitucional, mas os revolucionários querem mais. Zapata e Pascual Orozco ficam contra Madero.

JULGAMENTO DE NURUMBERGUE

    Em 1945, o Tribunal Militar Internacional organizado pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa a julgar em Nurembergue, na Alemanha, 24 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler acusados de crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

As sentenças saem em 1º de outubro de 1946: 12 pegam pena de morte, sete pegam penas de 10 anos à prisão perpétua e três são absolvidos.

Dez condenados são enforcados em 16 de outubro. Hermann Göring, número 2 do regime e comandante da Luftwaffe, a força aérea nazista, se suicida na véspera. Martin Bormann é condenado à revelia. Hoje se acredita que tenha morrido no fim da guerra na Europa, em maio de 1945.

Os julgamentos dos criminosos de guerra continuam. Ao todo, 5.025 são condenados e 806 executados.

MORTE DE FRANCO

    Em 1975, o generalíssimo Francisco Franco, "caudilho da Espanha pela graça de Deus", morre pondo fim a uma ditadura que começa com um golpe de Estado, em 1936, e a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Filho de um oficial da Marinha e de uma mãe católica ultraconservadora, Franco nasce em El Ferrol, na Galícia, em 4 de dezembro de 1892. 

Como quatro gerações da famílila e o irmão mais velho, deveria entrar para a Marinha. A redução do número de vagas na Academia Naval e leva ao Exército. Aos 14 anos, em 1907, ele entra para a Academia da Infantaria, em Toledo, onde se forma três anos depois.

Em 1912, aos 19 anos, Franco se oferece como voluntário para lutar na guerra colonial no Marrocos Espanhol. No ano seguinte, é promovido a 1º tenente de um regimento de elite de cavalaria. Em 1915, torna-se o mais jovem capitão do Exército da Espanha. 

Ferido por um tiro no abdome, vai se tratar na Espanha em 1916, mas isso não impede uma carreira brilhante. Em 1920, Franco é nomeado subcomandante da Legião Estrangeira, da qual vira comandante em 1923. Durante campanhas contra os rebeldes marroquinos, é aclamado como herói.

Aos 33 anos, em 1926, Franco é promovido a general. Com a queda da monarquia, a república espanhola faz uma ampla reforma nas Forças Armadas. A Academia Militar Geral é fechada e Franco é encostado.

Quando os conservadores chegam ao poder, em 1933, Franco volta à ativa. Em outubro de 1934, é convocado para reprimir uma revolta violenta de mineiros na província de Astúrias. Com o sucesso, é nomeado comandante do Exército.

Diante de escândalos de corrupção, o governo cai. Em fevereiro de 1936, são realizadas eleições com a Espanha dividida entre o Bloco Nacionalista, de direita, e a Frente Popular, de esquerda. 

A esquerda vence, mas não consegue estabilizar o país. Franco, que não é filiado a nenhum partido político, defende a decretação de estado de emergência. É afastado do comando do Exército e enviado para uma guarnição menor nas Ilhas Canárias.

Por algum tempo, ele se recusa a entrar para a conspiração contra o governo esquerdista, mas acaba aderindo.

Em 18 de julho de 1936, Franco divulga um manifesto apoiando a rebelião militar. No dia seguinte, vai para o Marrocos, onde assume o controle de uma das principais forças do Exército da Espanha.

Na Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças franquistas invadem a Espanha e marcham até Madri, mas são detidas nos arredores da capital espanhola. Quando preparam o assalto final à cidade, os militares decidem quem será o comandante em chefe da revolta. 

Em 1º de outubro de 1936, Franco é nomeado chefe de Estado do governo nacionalista. Apesar do apoio dos ditadores da Alemanha, Adolf Hitler, e da Itália, Benito Mussolini, leva quase três anos para assumir o controle sobre todo o país, em 1º de abril de 1939. Seu regime executa dezenas de milhares de espanhóis durante e logo após a guerra civil.

Apesar da simpatia pelos países do Eixo, a Espanha franquista fica neutra na Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra a Espanha fascista é marginalizada pela recém-criada Organização das Nações Unidas. A reabilitação vem em 1953, quando, no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos fazem um acordo militar de 10 anos.

Para tentar preservar a ditadura depois de sua morte, em 1947, Franco organiza um plebiscito que declara que a Espanha é uma monarquia, com ele como regente até o fim da vida. Em 1969, ele designa o príncipe Juan Carlos como sucessor.

Depois da morte do ditador, o rei Juan Carlos desmonta o regime autoritário, resiste à tentativa de golpe do coronel Antonio Tejero Molina, em 23 de fevereiro de 1981, e transforma a Espanha numa monarquia constitucional.

ESPIONAGEM NUCLEAR

    Em 2015, o analista de defesa norte-americano Jonathan Pollard sai da cadeia nos Estados Unidos depois de ficar preso por 30 anos por espionagem ao vender a Israel informações ultrassecretas para fabricar armas atômicas.

Pollard nasce em Galveston, no Texas, em 7 de agosto de 1954, e se forma em relações internacionais, mas é rejeitado pela CIA (Agência Central de Inteligência) por causa do uso de drogas no passado.

Em 1984, ele entra para o Centro de Alerta Antiterrorismo da Marinha dos EUA e tem acesso a documentos confidenciais. Começa, então, a fornecer a Israel informações secretas e ultrassecretas do Departamento da Defesa, do Departamento de Estado, do Departamento da Justiça, da CIA e da Agência de Segurança Nacional dos EUA.

Preso em 21 de novembro de 1985 quando tenta se refugiar na Embaixada de Israel em Washington, Pollard é condenado em março de 1987 à prisão perpétua por traição. Em 2015, ganha direito a liberdade condicional, mas é proibido de sair do país por cinco anos. No fim deste período, ele se muda para Israel.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 20 de Novembro

REVOLUÇÃO MEXICANA

    Em 1910, Francisco Madero inicia uma revolta fracassada que mobiliza os líderes revolucionários Emiliano Zapata e Pancho Villa, deflagrando a Revolução Mexicana (1910-20).

A revolta é contra a ditadura corrupta, elitista e oligárquica de Porfirio Díaz, que serve os interesses dos latifundiários e dos capitães de indústria.

Quando Díaz se lança para a sétima reeleição, em 1910, Madero se torna líder do movimento contra a reeleição. Díaz manda prender Madero e se declara vencedor de uma eleição fraudulenta, mas Madero é solto e lança a revolta, o Plano de San Luis de Potosí, de San Antonio, no Texas.

Com a rebelião de Zapata e Villa, Porfirio Díaz renuncia na primeira de 1911. Madero vira presidente. Ele acredita num governo constitucional, mas os revolucionários querem mais. Zapata e Pascual Orozco ficam contra Madero.

JULGAMENTO DE NURUMBERGUE

    Em 1945, o Tribunal Militar Internacional organizado pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa a julgar em Nurembergue, na Alemanha, 24 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler acusados de crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

As sentenças saem em 1º de outubro de 1946: 12 pegam pena de morte, sete pegam penas de 10 anos à prisão perpétua e três são absolvidos.

Dez condenados são enforcados em 16 de outubro. Hermann Göring, número 2 do regime e comandante da Luftwaffe, se suicida na véspera. Martin Bormann é condenado à revelia. Hoje se acredita que tenha morrido no fim da guerra na Europa, em maio de 1945.

Os julgamentos dos criminosos de guerra continuaram. Ao todo, 5.025 são condenados e 806 executados.

MORTE DE FRANCO

    Em 1975, o generalíssimo Francisco Franco, "caudilho da Espanha pela graça de Deus", morre pondo fim a uma ditadura que começa com um golpe de Estado, em 1936, e a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Filho de um oficial da Marinha e de uma mãe católica ultraconservadora, Franco nasce em El Ferrol, na Galícia, em 4 de dezembro de 1892. 

Como quatro gerações da famílila e o irmão mais velho, deveria entrar para a Marinha. A redução do número de vagas na Academia Naval e leva ao Exército. Aos 14 anos, em 1907, ele entrar para a Academia da Infantaria, em Toledo, onde se forma três anos depois.

Em 1912, aos 19 anos, Franco se oferece como voluntário para lutar na guerra colonialista no Marrocos Espanhol. No ano seguinte, é promovido a 1º tenente de um regimento de elite de cavalaria. Em 1915, torna-se o mais jovem capitão do Exército da Espanha. 

Ferido por um tiro no abdome, vai se tratar na Espanha em 1916, mas isso não impede uma carreira brilhante. Em 1920, Franco é nomeado subcomandante da Legião Estrangeira, da qual vira comandante em 1923. Durante campanhas contra os rebeldes marroquinos, é aclamado como herói.

Aos 33 anos, em 1926, Franco é promovido a general. Com a queda da monarquia, a república espanhola faz uma ampla reforma nas Forças Armadas. A Academia Militar Geral é fechada e Franco é encostado.

Quando os conservadores chegam ao poder, em 1933, Franco volta à ativa. Em outubro de 1934, é convocado para reprimir uma revolta violenta de mineiros na província de Astúrias. Com o sucesso, é nomeado comandante do Exército.

Diante de escândalos de corrupção, o governo cai. Em fevereiro de 1936, são realizadas eleições com a Espanha dividida entre o Bloco Nacionalista, de direita, e a Frente Popular, de esquerda. 

A esquerda vence, mas não consegue estabilizar o país. Franco, que não é filiado a nenhum partido político, defende a decretação de estado de emergência. É afastado do comando do Exército e enviado para uma guarnição menor nas Ilhas Canárias.

Por algum tempo, ele se recusa a entrar para a conspiração contra o governo esquerdista, mas acaba aderindo.

Em 18 de julho de 1936, Franco divulga um manifesto apoiando a rebelião militar. No dia seguinte, vai para o Marrocos, onde assume o controle de uma das principais forças do Exército da Espanha.

Na Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças franquistas invadem a Espanha e marcham até Madri, mas são detidas nos arredores da capital espanhola. Quando preparam o assalto final à cidade, os militares decidem nome um comandante em chefe da revolta. 

Em 1º de outubro de 1936, Franco é nomeado chefe de Estado do governo nacionalista. Apesar do apoio dos ditadores da Alemanha, Adolf Hitler, e da Itália, Benito Mussolini, leva quase três anos para assumir o controle sobre todo o país, em 1º de abril de 1939. Seu regime executa dezenas de milhares de espanhóis durante e logo após a guerra civil.

Apesar da simpatia pelos países do Eixo, a Espanha franquista fica neutra na Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra a Espanha fascista é marginalizada pela recém-criada Organização das Nações Unidas. A reabilitação vem em 1953, quando, no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos fazem um acordo militar de 10 anos.

Para tentar preservar a ditadura depois de sua morte, em 1947, Franco organiza um plebiscito que declara que a Espanha é uma monarquia, com ele como regente até o fim da vida. Em 1969, ele designa o príncipe Juan Carlos como sucessor.

Depois da morte do ditador, o rei Juan Carlos desmonta o regime autoritário, resiste à tentativa de golpe do coronel Antonio Tejero Molina, em 23 de fevereiro de 1981, e transforma a Espanha numa monarquia constitucional.

ESPIONAGEM NUCLEAR

    Em 2015, o analista de defesa norte-americano Jonathan Pollard sai da cadeia nos Estados Unidos depois de ficar preso por 30 anos por espionagem ao vender a Israel informações ultrassecretas para fabricar armas atômicas.

Pollard nasce em Galveston, no Texas, em 7 de agosto de 1954, e se forma em relações internacionais, mas é rejeitado pela CIA (Agência Central de Inteligência) por causa do uso de drogas no passado.

Em 1984, ele entra para o Centro de Alerta Antiterrorismo da Marinha dos EUA e tem acesso a documentos confidenciais. Começa, então, a fornecer a Israel informações secretas e ultrassecretas do Departamento da Defesa, do Departamento de Estado, do Departamento da Justiça, da CIA e da Agência de Segurança Nacional dos EUA.

Preso em 21 de novembro de 1985 quando tenta se refugiar na Embaixada de Israel em Washington, Pollard é condenado em março de 1987 à prisão perpétua por traição. Em 2015, ganha direito a liberdade condicional, mas é proibido de sair do país por cinco anos. No fim deste período, ele se muda para Israel.

terça-feira, 28 de julho de 2015

EUA vão libertar espião israelense em novembro

Depois de anos de pressão, os Estados Unidos devem libertar em novembro de 2015 o espião israelense Jonathan Pollard, preso há 30 anos, anunciaram hoje seus advogados. 

Por unanimidade, uma comissão de três pessoas da Justiça Federal dos EUA decidiu aceitar um pedido de liberdade condicional.

O governo Barack Obama afirma que não é uma maneira de melhorar as relações com Israel, que é contra o acordo assinado pelas grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano. Israel teme que o Irã viole o acordo.

Os advogados Eliot Lauer e Jacques Semmelman fizeram um apelo ao presidente dos EUA para que solte Pollard antes da data prevista, 21 de novembro.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Troca de Pollard por presos palestinos é quase certa

Um acordo entre os Estados Unidos, Israel e a Autoridade Nacional Palestina para salvar as negociações de paz só depende da assinatura do líder palestino, Mahmoud Abbas, anunciou hoje o jornal The Times of Israel. A proposta congela a expansão das colônias israelenses, e liberta centenas de prisioneiros palestinos e o espião israelense Jonathan Pollard, condenado à prisão perpétua nos EUA.

Além disso, o prazo final para um acordo de paz definitivo, marcado para 29 de abril de 2014, seria prorrogado.

A libertação de Pollard, antecipada dias atrás pela Rádio do Exército de Israel, foi a saída encontrada pelo secretário de Estado americano, John Kerry, para pressionar o governo israelense a soltar centenas de presos palestinos. Sem isso e o congelamento dos assentamentos nos territórios ocupados, os palestinos ameaçavam abandonar o processo de paz.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Kerry oferece soltar espião de Israel preso nos EUA

Para tentar salvar as negociações de paz entre israelenses e palestinos, em sua última visita ao Oriente Médio, o secretário de Estado americano, John Kerry, ofereceu a libertação do espião israelense Jonathan Pollard, preso nos Estados Unidos, para garantir a nova rodada de libertação de prisioneiros palestinos, informou hoje a Rádio do Exército de Israel.

A notícia não foi confirmada por um porta-voz do Departamento de Estado, que declarou não haver planos para libertar Pollard, o espião israelense condenado à prisão perpétua por roubar segredos de Estado dos EUA nos anos 1980s.

Quando o processo de paz foi retomado, em julho de 2013, Israel concordou em libertar 104 antigos prisioneiros palestinos em quatro etapas. Em troca, esses palestinos se comprometem a não processar o país em tribunais internacionais.

Hoje há uma forte resistência dentro do governo linha-dura de Israel para libertar mais palestinos presos na sua longa guerra contra Israel. Até agora, foram soltos 78. O governo Benjamin Netanyahu advertiu a Autoridade Nacional Palestina que os presos não sairão em 29 de março de 2014, como previsto, se os palestinos não concordarem em prorrogar as negociações além de 29 de abril deste ano.

Israel resiste especialmente a soltar árabes israelenses e residente no setor oriental de Jerusalém. Neste caso, a ANP ameaça recorrer às Nações Unidas e a outras organizações internacionais.