Num duelo de irmãos, o ex-ministro do Meio Ambiente Ed Miliband venceu o ex-ministro do Exterior David Miliband, favorito da ala blairista, no duelo pela liderança do Partido Trabalhista do Reino Unido.
Ed Miliband teve 50,65% dos votos contra 49,35% recebidos pelos irmão David.
A vitória, com o apoio decisivo dos sindicatos, empurra os trabalhistas mais para a esquerda, tornando-o menos elegível na medida em que o afasta do eleitorado independente que votou nos partidos conservador e liberal-democrata, que no momento formam a coligação de governo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 26 de setembro de 2010
quarta-feira, 14 de maio de 2008
ONU diz que Mianmar tem 2,5 milhões de flagelados
A Cruz Vermelha estimou hoje em até 128 mil o total de vítimas e as Nações Unidas elevaram para até 2,5 milhões sua estimativa sobre o número de flagelados pela passagem do ciclone Nargis há 11 dias em Mianmar, a antiga Birmânia. Mas a ditadura militar que desgoverna o país há 46 anos insiste em não aceitar a presença estrangeira e já é acusada por organizações não-governamentais de roubar os alimentos enviados para as vítimas da tragédia.
Depois de um encontro de duas horas em Yangum entre os primeiros-ministros da Tailândia, Samak Sundaravej, e de Mianmar, Thein Sein, coube ao chefe de governo tailandês mandar a mensagem da junta militar mianmarense: "Mianmar é um país de 60 milhões de habitantes. Tem governo, povo e setor privado que podem resolver o problema sozinhos. Não há fome nem epidemias no país."
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, herdeiro da corrente de Tony Blair no Partido Trabalhista britânico, ameaçou mais uma vez usar a força.
A ONU está negociando com a Tailândia a abertura de um corredor terrestre para entregar a ajuda aos milhões de flagelados, já que o regime militar de Mianmar rejeitou a proposta de abertura de um corredor aéreo e marítimo.
Mais cinco aviões militares de transporte dos Estados Unidos levaram suprimentos hoje para Yangum. Até agora, houve oito vôos com ajuda americana, no total de 90 toneladas. Mas a junta rejeitou a entrada no país da Marinha dos EUA.
"Água, comida, equipamento sanitário, suprimentos médicos e material para fazer abrigos estão chegando ao país em quantidades cada vez maiores", declarou o subsecretário-geral da ONU para ajuda humanitária, John Holmes. "A questão é quanto desta ajuda está chegando às áreas e pessoas afetadas. O quadro não é muito claro."
Sem a ajuda de estrangeiros, o socorro às vítimas é mais lento. Aumenta o risco de epidemias: "Os especialistas dizem que entre 10 a 14 dias depois de um desastre desses, quando as condições são insanas e as pessoas não recebendo a ajuda que necessitam, comida, água limpa e abrigo, e se juntam para enfrentar a situação, uma doença pode se propagar rapidamente."
Corriam rumoes pelas ruas de Yangum nesta quarta-feira que a junta militar trocou os biscoitos energéticos enviados pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, que contêm todos os nutrientes e vitaminas necessários para pessoas em situação de emergência, por biscoitos comuns de água e sal. Teria guardado o melhor para os militares de Mianmar.
Para agravar ainda mais uma situação que já é trágica, outra grande tempestade que pode se transformar num ciclone tropical está se formando na região e deve cruzar o Delta do Rio Irrauade, arrasado pelo ciclone Nargis.
Depois de um encontro de duas horas em Yangum entre os primeiros-ministros da Tailândia, Samak Sundaravej, e de Mianmar, Thein Sein, coube ao chefe de governo tailandês mandar a mensagem da junta militar mianmarense: "Mianmar é um país de 60 milhões de habitantes. Tem governo, povo e setor privado que podem resolver o problema sozinhos. Não há fome nem epidemias no país."
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, herdeiro da corrente de Tony Blair no Partido Trabalhista britânico, ameaçou mais uma vez usar a força.
A ONU está negociando com a Tailândia a abertura de um corredor terrestre para entregar a ajuda aos milhões de flagelados, já que o regime militar de Mianmar rejeitou a proposta de abertura de um corredor aéreo e marítimo.
Mais cinco aviões militares de transporte dos Estados Unidos levaram suprimentos hoje para Yangum. Até agora, houve oito vôos com ajuda americana, no total de 90 toneladas. Mas a junta rejeitou a entrada no país da Marinha dos EUA.
"Água, comida, equipamento sanitário, suprimentos médicos e material para fazer abrigos estão chegando ao país em quantidades cada vez maiores", declarou o subsecretário-geral da ONU para ajuda humanitária, John Holmes. "A questão é quanto desta ajuda está chegando às áreas e pessoas afetadas. O quadro não é muito claro."
Sem a ajuda de estrangeiros, o socorro às vítimas é mais lento. Aumenta o risco de epidemias: "Os especialistas dizem que entre 10 a 14 dias depois de um desastre desses, quando as condições são insanas e as pessoas não recebendo a ajuda que necessitam, comida, água limpa e abrigo, e se juntam para enfrentar a situação, uma doença pode se propagar rapidamente."
Corriam rumoes pelas ruas de Yangum nesta quarta-feira que a junta militar trocou os biscoitos energéticos enviados pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, que contêm todos os nutrientes e vitaminas necessários para pessoas em situação de emergência, por biscoitos comuns de água e sal. Teria guardado o melhor para os militares de Mianmar.
Para agravar ainda mais uma situação que já é trágica, outra grande tempestade que pode se transformar num ciclone tropical está se formando na região e deve cruzar o Delta do Rio Irrauade, arrasado pelo ciclone Nargis.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
"UE precisa estratégia comum ante desafio russo"
A União Européia precisa articular uma estratégia comum diante dos desafios da Rússia, declarou em Madri o ministro do Exterior britânico, David Miliband.
Entre as questões, está a chantagem energética que o Kremlin faz, sobretudo com os países da antiga União Soviética, e as ameaças russa de abandonar o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, de 1990, e de reinstalar mísseis nucleares de médio alcance apontados para a Europa, se os Estados Unidos instalarem o escudo antimísseis do Programa Guerra nas Estrelas 2.
Mal assumiu o cargo, o jovem Miliband, de 41 anos, principal herdeiro do blairismo no Partido Trabalhista do Reino Unido, teve de encarar o urso russo. O governo Vladimir Putin nega-se a extraditar Andrei Lugovoi, suspeito de matar o ex-agente secreto Alexander Litvinenko, em novembro do ano passado, em Londres, envenenando-o com polônio-210, um elemento radioativo.
"A Rússia está testando a UE", afirmou o ministro britânico. Na sua opinião, a única resposta possível é a adoção de "uma estratégia conjunta. Ele defendeu ainda o ingresso da Turquia na UE".
Entre as questões, está a chantagem energética que o Kremlin faz, sobretudo com os países da antiga União Soviética, e as ameaças russa de abandonar o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, de 1990, e de reinstalar mísseis nucleares de médio alcance apontados para a Europa, se os Estados Unidos instalarem o escudo antimísseis do Programa Guerra nas Estrelas 2.
Mal assumiu o cargo, o jovem Miliband, de 41 anos, principal herdeiro do blairismo no Partido Trabalhista do Reino Unido, teve de encarar o urso russo. O governo Vladimir Putin nega-se a extraditar Andrei Lugovoi, suspeito de matar o ex-agente secreto Alexander Litvinenko, em novembro do ano passado, em Londres, envenenando-o com polônio-210, um elemento radioativo.
"A Rússia está testando a UE", afirmou o ministro britânico. Na sua opinião, a única resposta possível é a adoção de "uma estratégia conjunta. Ele defendeu ainda o ingresso da Turquia na UE".
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Rússia expulsa quatro diplomatas britânicos
O presidente Vladimir Putin minimou a importância da guerra dos espiões entre o Reino Unido e a Rússia, chamando-a de minicrise nesta quinta-feira, quando seu governo anunciou a expulsão de quatro diplomatas britânico.
Foi uma retaliação pela expulsão de diplomatas russos pelo governo britânico porque a Rússia se nega a extraditar o ex-agente do KGB Andrei Lugovoi, acusado pelo assassinato do também ex-espião soviético Alexander Litvinenko, em novembro de 2006, em Londres.
"É necessário medir as ações com base no senso comum, respeitando os direitos legítimos dos parceiros e tudo estará bem. Penso que vamos superar essa minicrise", afirmou Putin.
A Rússia teria apenas reagido à expulsão de quatro diplomatas russos da Grã-Bretanha, anunciada na segunda-feira pelo ministro do Exterior, David Miliband, principal líder blairista no governo Gordon Brown.
Foi uma retaliação pela expulsão de diplomatas russos pelo governo britânico porque a Rússia se nega a extraditar o ex-agente do KGB Andrei Lugovoi, acusado pelo assassinato do também ex-espião soviético Alexander Litvinenko, em novembro de 2006, em Londres.
"É necessário medir as ações com base no senso comum, respeitando os direitos legítimos dos parceiros e tudo estará bem. Penso que vamos superar essa minicrise", afirmou Putin.
A Rússia teria apenas reagido à expulsão de quatro diplomatas russos da Grã-Bretanha, anunciada na segunda-feira pelo ministro do Exterior, David Miliband, principal líder blairista no governo Gordon Brown.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Reino Unido expulsa quatro diplomatas russos
Numa guerra de espiões no estilo da Guerra Fria, o governo britânico anunciou na segunda-feira, 16 de julho, a expulsão de quatro diplomatas russos para mandar um "sinal claro e proporcional", nas palavras do ministro do Exterior, David Miliband, ao governo da Rússia.
Moscou se nega a extraditar o ex-espião soviético Andrei Lugovoi, acusado pelo assassinato em Londres, em novembro de 2006, do também ex-agentge soviético Alexander Litvinenko. Ele foi envenenado com um elemento radioativo chamado polônio-210 e teve uma morte lenta. Vivia asilado na Grã-Bretanha e era ligado ao magnata Boris Berezovski.
O governo russo ameaçou retaliar. Para o Kremlin, é simples: a Constituição da Rússia impede a extradição dos cidadãos russos para julgamento em outro país. A resposta mais provável é a expulsão de diplomatas britânicos da Rússia.
Essa novela, uma espécie de remake da Guerra Fria, vai continuar.
Moscou se nega a extraditar o ex-espião soviético Andrei Lugovoi, acusado pelo assassinato em Londres, em novembro de 2006, do também ex-agentge soviético Alexander Litvinenko. Ele foi envenenado com um elemento radioativo chamado polônio-210 e teve uma morte lenta. Vivia asilado na Grã-Bretanha e era ligado ao magnata Boris Berezovski.
O governo russo ameaçou retaliar. Para o Kremlin, é simples: a Constituição da Rússia impede a extradição dos cidadãos russos para julgamento em outro país. A resposta mais provável é a expulsão de diplomatas britânicos da Rússia.
Essa novela, uma espécie de remake da Guerra Fria, vai continuar.
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