A França apresentou hoje ao Conselho de Segurança das Nações Unidas um projeto de resolução autorizando o uso de "todas as medidas necessárias" na guerra deflagrada contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante depois dos atentados da sexta-feira, 13 de novembro, em Paris.
O texto apela aos países-membros da ONU para que "redobrem e coordenem os esforços para prevenir e conter os atos terroristas cometidos especificamente" pelo Estado Islâmico e por outros grupos associados à rede Al Caeda.
Em discurso na Fundação Jacques Chirac, o presidente François Hollande adotou hoje um tom mais ameno, destacando a importância da diversidade cultural e da fraternidade na luta contra o terrorismo. Para o jornal Libération, foi um tom muito distante do discurso belicista da segunda-feira diante do Congresso reunido no Palácio de Versalhes.
No Palácio do Eliseu, mandou intensificar os bombardeios contra o EI na Síria e no Iraque.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Israel pode propor termos do cessar-fogo à ONU
Por orientação do Ministério do Exterior, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode apresentar um projeto de resolução ao Conselho de Segurança das Nações Unidas com as exigências de Israel para um cessar-fogo definitivo na guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outros grupos radicais palestinos, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.
Esta "saída diplomática" visa a tirar a legitimidade internacional conquistada pelo Hamas ao resistir à ofensiva israelense, desmilitarizar a Faixa de Gaza e devolver o governo do território à Autoridade Nacional Palestina (ANP). Foi proposta em carta do diretor-geral da Chancelaria de Israel, Nissim ben Shetrit, ao conselheiro de Segurança Nacional, Yossi Cohen.
O documento lembra a Resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim à guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus). Ela previa o desarmamento do Sul do Líbano e a ocupação da região ao sul do Rio Litani pelo Exército libanês.
A meta agora seria obter o apoio do Egito, dos Estados Unidos, das potências europeias e da ANP para contornar o Hamas e não ceder a suas exigências. A mais importante é o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.
Esta "saída diplomática" visa a tirar a legitimidade internacional conquistada pelo Hamas ao resistir à ofensiva israelense, desmilitarizar a Faixa de Gaza e devolver o governo do território à Autoridade Nacional Palestina (ANP). Foi proposta em carta do diretor-geral da Chancelaria de Israel, Nissim ben Shetrit, ao conselheiro de Segurança Nacional, Yossi Cohen.
O documento lembra a Resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim à guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus). Ela previa o desarmamento do Sul do Líbano e a ocupação da região ao sul do Rio Litani pelo Exército libanês.
A meta agora seria obter o apoio do Egito, dos Estados Unidos, das potências europeias e da ANP para contornar o Hamas e não ceder a suas exigências. A mais importante é o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.
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