A Força Aérea da Índia anunciou hoje ter destruído o maior acampamento do grupo terrorista muçulmano Jaish-e-Mohamed (Exército de Maomé) na região da Caxemira sob controle do Paquistão.
O governo paquistanês afirmou ter repelido o ataque, uma resposta a um atentado suicida que matou 49 policiais indianos em 14 de fevereiro na Caxemira indiana.
Como os dois países são potências nucleares, qualquer ação militar cria o risco de um conflito muito mais sério. O atentado do dia 14 foi o mais mortífero contra as forças de segurança da Índia em 30 anos de conflito de rebeldes muçulmanos contra o domínio indiano sobre a Caxemira.
Quando os dois países se tornaram independentes do Império Britânico, em agosto de 1947, as províncias de maioria hindu formaram a Índia e onde os muçulmanos eram maioria surgiu o Paquistão. A exceção foi a Caxemira, de maioria muçulmana, onde o marajá Hari Singh optou por aderir à Índia.
Desde então, os dois países travaram três guerras, antes de virarem potências nucleares. O Paquistão reivindica a realização de um plebiscito sob a supervisão das Nações Unidas para que a população local decida seu futuro. A Índia rejeita qualquer interferência externa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
França prepara ataque ao Estado Islâmico na Líbia
A França está preparando uma ação militar na Líbia contra a milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria a ser lançada no primeiro semestre de 2016, revelou hoje o jornal conservador francês Le Figaro.
Na Líbia, o Estado Islâmico se concentra na cidade de Sirte, terra natal do ditador Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011. Já degolou um grupo de cristãos egípcios para impor seu reino do terror.
O governo francês tenta articular uma aliança com seus parceiros europeus. A Itália já teria se comprometido a participar. Há discussões em andamento com o Reino Unido e países do Norte da África e do Oriente Médio, entre eles Argélia, Tunísia e Egito.
Paris apoia as negociações entre os dois governos paralelos conduzidas pelas Nações Unidas. Ao mesmo tempo, planeja uma ação militar contra o Estado Islâmico, responsável pelos atentados terroristas que mataram 130 pessoas na capital francesa em 13 de novembro.
Na Líbia, o Estado Islâmico se concentra na cidade de Sirte, terra natal do ditador Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011. Já degolou um grupo de cristãos egípcios para impor seu reino do terror.
O governo francês tenta articular uma aliança com seus parceiros europeus. A Itália já teria se comprometido a participar. Há discussões em andamento com o Reino Unido e países do Norte da África e do Oriente Médio, entre eles Argélia, Tunísia e Egito.
Paris apoia as negociações entre os dois governos paralelos conduzidas pelas Nações Unidas. Ao mesmo tempo, planeja uma ação militar contra o Estado Islâmico, responsável pelos atentados terroristas que mataram 130 pessoas na capital francesa em 13 de novembro.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Netanyahu afirma que só sanções não detêm Irã
Durante uma reunião internacional de lideranças judaicas, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu insistiu ontem em Jerusalém que "somente sanções", sem "uma ameaça militar robusta e digna de crédito", não serão suficientes para impedir o Irã de fabricar a bomba atômica.
O primeiro-ministro linha-dura israelense invocou o exemplo da Coreia do Norte, que acaba de realizar seu terceiro teste nuclear, e disse que o problema estará no topo da agenda do encontro que terá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando este fizer sua primeira visita oficial a Israel, em março de 2013.
Para Israel, o programa nuclear iraniano é uma ameaca à sua sobrevivência, especialmente porque o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, falou várias vezes em "varrer do mapa a entidade sionista", o que só pode ser feito com armas nucleares.
O primeiro-ministro linha-dura israelense invocou o exemplo da Coreia do Norte, que acaba de realizar seu terceiro teste nuclear, e disse que o problema estará no topo da agenda do encontro que terá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando este fizer sua primeira visita oficial a Israel, em março de 2013.
Para Israel, o programa nuclear iraniano é uma ameaca à sua sobrevivência, especialmente porque o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, falou várias vezes em "varrer do mapa a entidade sionista", o que só pode ser feito com armas nucleares.
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