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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Média diária de mortes por covid-19 no Brasil é a menor desde maio

O Brasil registrou mais 203 mortes e 8.624 casos novos da doença do coronavírus de 2019. Soma agora 5.103.408 casos confirmados e 150.709. A média diária de mortes caiu 562. É a menor desde 10 de maio. O pico foi 1.097 em 25 de julho. A América Latina e o Caribe tem mais de 10 milhões de casos confirmados.

A Organização Mundial da Saúde reconheceu a redução do contágio e das mortes no Brasil, mas o diretor de emergência, Mark Ryan, adverte que não é momento de complacência. A queda não significa que a pandemia está controlada. O vírus está circulando. Se as medidas de proteção forem relaxadas, a contaminação volta a aumentar.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, atribuiu a duração da pandemia à falta de liderança das grandes potências mundiais: "Se você tomar como exemplo as Nações Unidas, não funcionam sem a liderança global dos países, principalmente das grandes potências. Elas têm de dar um passo a frente e liderar, o que não é o caso nesta pandemia, que assim continua."

No mundo inteiro, já são cerca de 38 milhões de casos confirmados e 1.085.091 mortes. Mais de 28,5 milhões pacientes se recuperaram, muitos com sequelas de longo prazo, e 69.111 estão em estado grave, cerca de 1% do total em tratamento. Dez países têm 70% dos casos, entre os EUA, o Brasil, a Índia, a Rússia, a Colômbia e a Espanha. Nos últimos dias, a França, a Rússia, o Nepal vários estados americanos bateram seus recordes de casos novos. 

Com mais 44.333 casos novos num dia, um aumento de 15% em duas semanas, os Estados Unidos chegaram a 8 milhões de casos confirmados e 220.010 mortes. Dos 50 estados americanos, em 31 há tendência de alta. A Índia notificou mais 66.732 novos contágios e 816 mortes. Desde o início da pandemia, tem quase 7,2 milhões de casos confirmados e quase 110 mil mortes.

No Reino Unido, onde houve quase 14 mil casos novos num dia, o primeiro-ministro Boris Johnson criou três níveis diferentes de confinamento, de acordo com o risco de contágio. O país será dividido de acordo com o nível de alerta em médio, alto e muito alto. Em Liverpool, os bares e academias de ginastica foram fechadas por causa do alto risco.

A maioria dos moradores da Inglaterra vive em áreas de médio risco, declarou Johnson, que está sob pressão da ala mais à direita do Partido Conservador para não impor novas medidas de restrição ao movimento de pessoas e a atividades econômicas.

A China vai testar toda a população de Qingdao, 9 milhões de pessoas, depois que foram descobertos 12 casos de transmissão local na cidade. Depois do rigoroso confinamento de 11 semanas em Wuhan, onde a pandemia começou, a China tem usado testagem em massa para descobrir onde está o vírus, isolando os contaminados e rastreando quem teve contato com ele para erradicar a covid-19.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

OMS estima que 10% da população mundial tiveram contato com o coronavírus

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mark Ryan, estima que 10 por cento da população mundial tenham sido contaminados pelo coronavírus de 2019. Seriam 776 milhões de pessoas, 40 vezes mais do que o total de casos confirmados, que se aproxima de 19 milhões. 

Este cálculo pressupõe que 40 por cento dos moradores de Mumbai e Nova Déli, as maiores cidades da Índia, tenham tido contato com o vírus. Assim, 90% da população mundial ainda podem ser contaminados. 

A pandemia está longe do controle. No mundo inteiro, o total de mortes está em cerca de 710 mil, com 12 mil pacientes recuperados. A cada 15 segundos, morre uma pessoa de Covid-19.

No Brasil, houve mais 1.322 mortes e 54.685 casos novos registrados nesta quarta-feira, elevando o total para 97.418 óbitos e mais de 2,862 milhões de casos confirmados. Mais de 2 milhões de pessoas se recuperaram.

Com mais 55 mil casos novos e 1.358 mortes em 24 horas, os Estados Unidos se aproximam de 5 milhões de casos confirmados e de 160 mil mortes. O total de mortes aumentou 33% nas últimas duas semanas. A Flórida ultrapassa 500 mil casos e se torna o segundo estado americano, depois da Califórnia, a atingir esta marca.

Sob o impacto econômico da pandemia, na América Latina, 40 milhões de pessoas podem perder o emprego e 52 milhões cair na miséria. 

No Brasil, 9,5 milhões de trabalhadores tiveram o contrato de trabalho suspendo ou a jornada de trabalho e o salário reduzidos para não serem demitidos. A maior parte dos casos foi no setor de serviços. A faixa de 30 a 39 anos foi a mais atingida.

Apesar de não ter adotado medidas de confinamento, a Suécia viu o produto interno bruto encolher 8,6% no segundo trimestre, menos do que em outros países europeus. Meu comentário: