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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Jovenel Moïse é eleito presidente do Haiti no primeiro turno

O candidato apoiado pelo ex-presidente Michel Martelly, Jovenel Moïse, de centro-direita, venceu a eleição presidencial de 20 de novembro no Haiti no primeiro turno com 55,67% dos votos, apontam os resultados oficiais. Observadores nacionais e internacionais declararam que a votação foi realizada em condições satisfatórias.

Em segundo lugar, ficou Jude Célestin, da Liga Alternativa pelo Progresso e a Emancipação Haitiana (LAPEH), com 19,52% dos votos, seguido por Moïse-Jean Charles com 11,04%, Maryse Narcisse com 8,99%, anunciou Uder Antoine, alto funcionário do Conselho Eleitoral Provisório.

A votação transcorreu sem maiores incidentes, mas a tensão cresceu durante a apuração. Quando o Partido Haitiano Tèt Kale (PHTK) declarou vitória, no dia seguinte, centenas de partidários de Maryse Narcisse reagiram furiosamente. Tèt Kale é cabeça careca no dialeto haitiano creole.

A eleição presidencial anterior, realizada em 25 de outubro de 2015, foi anulada por causa de "fraudes maciças".

Em meio a um processo democrático caótico no país mais pobre da América, que ainda não se reconstruiu depois do violento terremoto de 2010 e foi duramente atingido por um furacão neste ano, a maioria da população do Haiti não foi às urnas. A participação foi de apenas 21,69%.

Quando eu era editor internacional do Repórter Brasil, da TV Brasil, entrevistei o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon. Uma das perguntas foi: "A sociedade internacional vai fracassar mais uma vez no Haiti?"

Ban deu um sorriso amarelo de quem não gostou muito do questionamento à seriedade do compromisso do resto do mundo com o Haiti e garantiu que não. Desta vez, afirmou o secretário-geral da ONU, com promessas de ajuda internacional de US$ 10 bilhões feitas depois do terremoto de Porto Príncipe, os haitianos teriam uma chance de sair da miséria. O mundo continua devendo.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Congresso do Haiti elege presidente interino

O Congresso do Haiti elegeu hoje o presidente do Senado, Jocelerme Privert, como presidente de um governo interino destinado a evitar um vácuo de poder depois do fim do mandato do presidente Michel Martelly, informou a agência Associated Press (AP).

Privert terá como principal missão organizar o segundo turno da eleição presidencial, adiado para 24 de abril de 2016 diante das denúncias de fraude de Jude Célestin, o oposição mais votado, que ameaça abandonar a segunda votação.

Um novo conselho eleitoral será formado para preparar o segundo turno. No primeiro, ganhou o governista Jovenel Moïse com 33% dos votos, seguido por Célestin com 25%. Em 20 de janeiro, o oposicionista declarou que quem participasse do segundo turno marcado para 24 de janeiro seria "um traidor da pátria".

Por enquanto, o primeiro-ministro Paul Evans continua na chefia do governo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Haiti terá governo de transição para evitar vácuo de poder

Com o adiamento do segundo turno da eleição presidencial de 27 de dezembro de 2015 para 24 de abril de 2016, o Haiti terá um governo de transição para substituir o presidente Michel Martelly, que deixou o cargo em 6 de fevereiro, informa o boletim de notícias da TV France24.

Num acordo de última hora de Martelly com os presidentes da Câmara e do Senado, foi acertado que um presidente interino será eleito pelo Congresso em cinco dias. O chefe de Estado interino terá a missão de escolher um primeiro-ministro de consenso e assegurar a continuidade do processo eleitoral, que já custou US$ 100 milhões.

O Haiti é o país mais pobre da América. Cerca de 78% dos seus 10,5 milhões de habitantes sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. Há mais de dez anos, o Brasil lidera uma força de paz das Nações Unidas para pacificar o país. Em 12 de janeiro de 2012, a capital do país, Porto Príncipe, foi arrasada por um violento terremoto que deixou mais de 200 mil mortos.

Proibido de se candidatar pela Constituição de 1987, aprovada depois da queda da ditadura da família Duvalier no ano anterior, Martelly apoiou Jovenel Moïse, vencedor no primeiro turno. O segundo colocado, Jude Célestin, acusa o governo de parcialidade e fraude eleitoral, e ameaça boicotar o segundo turno.

O novo presidente haitiano eleito pelo voto popular deve tomar posse em 14 de maio. A eleição indireta do interino já causa problemas. A oposição alega que o chefe de Estado provisório deveria ser o presidente do Supremo Tribunal e não um parlamentar.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Candidato do governo abandona eleição no Haiti

Sob forte pressão internacional, o partido do governo do Haiti à presidência anunciou hoje a retirada da candidatura de Jude Célestin do segundo turno da eleição presidencial, que estava previsto para 16 de janeiro.

A disputa vai ser entre Mirlande Manigat, viúva do ex-presidente Leslie Manigat, que ganhou o primeiro turno com 36% dos votos, e o cantor pop Michel Martelly, que oficialmente teve 21%, 7 mil votos a menos do que Célestin, que teria obtido 22% dos votos.

Diante dos protestos e denúncias de fraude, uma investigação da Organização dos Estados Americanos (OEA) concluiu que houve realmente uma série de irregularidades que justificariam o afastamento do candidato do presidente René Préval.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eleição presidencial terá segundo turno no Haiti

A ex-primeira dama Mirlande Manigat recebeu 31,37% no primeiro turno da eleição presidencial no Haiti. Vai enfrentar, no segundo turno, em 16 de janeiro, o candidato do governo, Jude Célestin, que ficou com 22,48%. 

Partidários do cantor pop Michel Martelly, que ficou com 21,84%, protestaram. Os EUA manifestaram “preocupação” com os resultados “incoerentes”. 

Desde a votação, em 28 de novembro, há denúncias de fraude em grande escala. O aeroporto de Porto Príncipe foi fechado por causa da violência. A sede do partido do governo foi atacada. Pelo menos uma pessoa morreu e outras dez saíram feridas.