Na busca da popularidade perdida, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que assume em janeiro a presidência do Grupo dos 20, propôs a taxação das transações financeiras internacionais para criar um fundo de desenvolvimento da África.
Sarkozy presidiu hoje à primeira reunião do governo depois da reforma ministerial anunciada no fim de semana, com o objetivo de aumentar sua popularidade, abalada pela onda de protestos contra a reforma da previdência no mês passado. Mas 64% dos franceses não confiam no novo governo e só 30% apoiam o presidente, que deve concorrer à reeleição em 2011.
Para apagar a imagem de presidente dos ricos, em entrevista coletiva às três maiores redes de televisão da França, o presidente disse que é preciso criar um novo sistema para o desenvolvimento africano. Ele propôs a cobrança de um imposto com alíquota baixa sobre todas as transações financeiras internacionais.
Também negou que o governo francês tenha agido de forma discriminatória ao expulsar milhares de ciganos acusados de estar ilegalmente na França, embora seja cidadãos da Romênia e da Bulgária, e portanto da União Europeia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Japão cresce 3,7% e sai da recessão
Depois de perder 4% no primeiro trimestre do ano, no pior desempenho econômico desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão, segunda maior economia do mundo, cresceu 0,9% de abril a junho em relação ao primeiro trimestre de 2009 e 3,7% na comparação com o mesmo período no ano passado, saindo da recessão.
Dos países do Grupo dos Sete (maiores potências industriais capitalistas: EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), a economia japonesa foi a que mais sofreu com a crise. Tem forte dependência das exportações para a Europa e os Estados Unidos, que chegaram a cair pela metade.
A Alemanha e a França, as duas maiores economias da Eurozona e a quarta e sexta maiores do mundo, cresceram 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro, surpreendendo os economistas que apostavam que a Europa seria o último continente a sair da crise econômica e financeira global.
Dos países do Grupo dos Sete (maiores potências industriais capitalistas: EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), a economia japonesa foi a que mais sofreu com a crise. Tem forte dependência das exportações para a Europa e os Estados Unidos, que chegaram a cair pela metade.
A Alemanha e a França, as duas maiores economias da Eurozona e a quarta e sexta maiores do mundo, cresceram 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro, surpreendendo os economistas que apostavam que a Europa seria o último continente a sair da crise econômica e financeira global.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Japão vai ajudar empresas não-financeiras
Diante do agravamento da crise econômica global, o Japão vai dar bilhões de dólares de ajuda a empresas não-financeiras. O Banco de Desenvolvimento do Japão vai comprar ações preferenciais de companhias em dificuldades.
A fábrica de automóveis Nissan espera perdas de pelo menos US$ 1,1 bilhão no ano fiscal de 2008, que no Japão termina em 31 de maio de 2009, e um corte de 21% na produção deste ano.
O prejuízo pode dobrar, dependendo das vendas de janeiro a março.
A fábrica de automóveis Nissan espera perdas de pelo menos US$ 1,1 bilhão no ano fiscal de 2008, que no Japão termina em 31 de maio de 2009, e um corte de 21% na produção deste ano.
O prejuízo pode dobrar, dependendo das vendas de janeiro a março.
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