O candidata do governo, Laura Chinchilla, lidera com mais de 45% a apuração da eleição presidencial de domingo na Costa Rica. Só foram contados 11% dos votos, mas a vitória de Laura é dada como certa já no primeiro turno. Será a primeira mulher a governar a Costa Rica.
Pela lei eleitoral costarriquenha, um candidato precisa de no mínino 40% dos votos válidos para evitar um segundo turno.
O centrista Ottón Solís, do partido Ação Cidadã, que está em segundo com 22,46%, já reconheceu a derrota. Em terceiro, está o conservador Otto Guevara, com 21,31%.
Laura Chinchilla é social-democrata e deve manter as políticas do atual presidente, Óscar Arias, de abertura comercial e luta contra a criminalidade.
A Costa Rica tem a mais longa tradição democrática da América Latina. Aboliu o Exército em 1949 e nunca mais teve golpes de Estado. Tem a melhor distribuição de renda da América Central e cresce mais do que os vizinhos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Presidente da Costa Rica critica o Brasil
O presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que foi o mediador indicado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para a crise hondurenha, advertiu para o risco de isolar Honduras. Ele criticou o Brasil sem citar o nome do país, dizendo que não faz sentido apoiar a eleição fraudulenta no Irã e rejeitar o processo eleitoral no país centro-americano.
Durante a Conferência de Cúpula Ibero-Americana realizada em Estoril, em Portugal, o Brasil reiterou a decisão de não aceitar o resultado das eleições presididas por um governo que os países da região consideram ilegítimo.
Durante a Conferência de Cúpula Ibero-Americana realizada em Estoril, em Portugal, o Brasil reiterou a decisão de não aceitar o resultado das eleições presididas por um governo que os países da região consideram ilegítimo.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Presidente da Costa Rica aceita eleição hondurenha
O presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que foi o primeiro mediador indicado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para negociar a crise que gerada pelo golpe de 28 de junho de 2009, pediu hoje à sociedade internacional que reconheça o resultado das eleições de domingo em Honduras. Essa posição contraria a maioria dos governos latino-americanos, inclusive do Brasil.
Em nome da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou hoje que o bloco regional não vai reconhecer o resultado das eleições organizadas pelo governo golpista. Mas os Estados Unidos, a Colômbia, o Panamá, o Peru e agora a Costa Rica decidiram aceitar as eleições como a melhor saída para a crise.
Diante da intransigência das duas partes depois que o presidente deposto, José Manuel Zelaya, entrou clandestinamente no país e se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegicigalpa, em 21 de setembro, Arias abandonou sua mediação.
O então subsecretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, foi à capital hondurenha e negociou um acordo em que a Corte Suprema e o Congresso de Honduras decidiriam se Zelaya voltaria ou não ao cargo.
A lógica da mediação americana era simples: em última análise, os hondurenhos precisam se entender. Mas as duas partes acabaram não indicando os ministros para o governo de união nacional. Zelaya insistiu na sua recondução ao cargo como precondição, os golpistas jogaram para ganhar tempo e o diálogo foi rompido.
Como o governo Barack Obama não pretende fazer pressão exagerada para reconduzir ao cargo um aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o que o tornaria vulnerável a ataques da oposição republicana, não forçou o governo golpista liderado por Roberto Micheletti a devolver o poder.
Os países latino-americanos, Chávez, o assessor especial de política externa da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, e o próprio Zelaya não param de insistir que, se os EUA quisessem, restituiriam o cargo ao presidente deposto de um dia para o outro.
Mas Obama já tem problemas demais, a pior crise econômica dos últimos 70 anos, a reforma do sistema de saúde dos EUA, as guerras no Iraque e no Afeganistão, a questão nuclear da Coreia do Norte e do Irã, o aquecimento global, a ascensão da China...
É difícil encontrar espaço na agenda do presidente dos EUA para Honduras e mais difícil ainda imaginar que ele vá abrir mais uma frente de luta com a oposição conservadora para defender uma figura caudilhesca como Mel Zelaya.
Garcia argumenta que aceitar o resultado das eleições legitimaria o "golpe preventivo". Mas, então, qual a saída para a crise hondurenha?
Os cinco candidatos dos principais partidos decidiram disputar a Presidência e fizeram um Pacto da Nação, comprometendo-se a investir em energia e programas sociais durante 10 anos para melhorar a situação de um dos países mais pobres da América. Esses são os líderes que vão conduzir o futuro do país.
Há dois dias, a Corte Suprema de Honduras decidiu que Zelaya não pode ser reconduzido ao cargo antes de responder às acusações de tentar obrigar o Exército a realizar um plebiscito sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte sem o aprovação do Congresso nem do Judiciário. Essa foi a origem do golpe e são essas as instituições hondurenhas que decidirão o destino do presidente deposto.
Zelaya foi preso em casa de pijama na madrugada de domingo, 28 de junho, e colocado num avião para a Costa Rica. Isso caracteriza o golpe.
Depois de duas tentativas teatrais de voltar, sem sucesso, ele se entrincheirou há dois meses na sede da representação brasileira, comprometendo a neutralidade que daria ao Brasil a condição de mediador. É um convidado incômodo e trapalhão.
A melhor solução para Zelaya seria se entregar e se submeter a um julgamento para fazer do tribunal um palanque, em vez de usar a Embaixada do Brasil. Mas ele só aceita sair diretamente de volta para o palácio.
Tudo indica que as eleições serão realizadas e seus resultados serão aceitos mais cedo ou mais tarde pelo resto do continente.
Em nome da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou hoje que o bloco regional não vai reconhecer o resultado das eleições organizadas pelo governo golpista. Mas os Estados Unidos, a Colômbia, o Panamá, o Peru e agora a Costa Rica decidiram aceitar as eleições como a melhor saída para a crise.
Diante da intransigência das duas partes depois que o presidente deposto, José Manuel Zelaya, entrou clandestinamente no país e se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegicigalpa, em 21 de setembro, Arias abandonou sua mediação.
O então subsecretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, foi à capital hondurenha e negociou um acordo em que a Corte Suprema e o Congresso de Honduras decidiriam se Zelaya voltaria ou não ao cargo.
A lógica da mediação americana era simples: em última análise, os hondurenhos precisam se entender. Mas as duas partes acabaram não indicando os ministros para o governo de união nacional. Zelaya insistiu na sua recondução ao cargo como precondição, os golpistas jogaram para ganhar tempo e o diálogo foi rompido.
Como o governo Barack Obama não pretende fazer pressão exagerada para reconduzir ao cargo um aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o que o tornaria vulnerável a ataques da oposição republicana, não forçou o governo golpista liderado por Roberto Micheletti a devolver o poder.
Os países latino-americanos, Chávez, o assessor especial de política externa da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, e o próprio Zelaya não param de insistir que, se os EUA quisessem, restituiriam o cargo ao presidente deposto de um dia para o outro.
Mas Obama já tem problemas demais, a pior crise econômica dos últimos 70 anos, a reforma do sistema de saúde dos EUA, as guerras no Iraque e no Afeganistão, a questão nuclear da Coreia do Norte e do Irã, o aquecimento global, a ascensão da China...
É difícil encontrar espaço na agenda do presidente dos EUA para Honduras e mais difícil ainda imaginar que ele vá abrir mais uma frente de luta com a oposição conservadora para defender uma figura caudilhesca como Mel Zelaya.
Garcia argumenta que aceitar o resultado das eleições legitimaria o "golpe preventivo". Mas, então, qual a saída para a crise hondurenha?
Os cinco candidatos dos principais partidos decidiram disputar a Presidência e fizeram um Pacto da Nação, comprometendo-se a investir em energia e programas sociais durante 10 anos para melhorar a situação de um dos países mais pobres da América. Esses são os líderes que vão conduzir o futuro do país.
Há dois dias, a Corte Suprema de Honduras decidiu que Zelaya não pode ser reconduzido ao cargo antes de responder às acusações de tentar obrigar o Exército a realizar um plebiscito sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte sem o aprovação do Congresso nem do Judiciário. Essa foi a origem do golpe e são essas as instituições hondurenhas que decidirão o destino do presidente deposto.
Zelaya foi preso em casa de pijama na madrugada de domingo, 28 de junho, e colocado num avião para a Costa Rica. Isso caracteriza o golpe.
Depois de duas tentativas teatrais de voltar, sem sucesso, ele se entrincheirou há dois meses na sede da representação brasileira, comprometendo a neutralidade que daria ao Brasil a condição de mediador. É um convidado incômodo e trapalhão.
A melhor solução para Zelaya seria se entregar e se submeter a um julgamento para fazer do tribunal um palanque, em vez de usar a Embaixada do Brasil. Mas ele só aceita sair diretamente de volta para o palácio.
Tudo indica que as eleições serão realizadas e seus resultados serão aceitos mais cedo ou mais tarde pelo resto do continente.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Micheletti rejeita volta de Zelaya à presidência
LONDRES - A terceira e última etapa das negociações entre os dois governos que reivindicam o poder em Honduras será realizada na quarta-feira, na casa do mediador, o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, em São José.
Mas o presidente interino, Roberto Micheletti, praticamente fechou a porta para qualquer acordo aceitável pelo presidente deposto, José Manuel Zelaya, e a Organização dos Estados Americanos (OEA), que exige a reinstauração do governo eleito democraticamente em 2005.
Em declarações publicadas na imprensa hondurenha, Micheletti afirmou: "Minha posição é indeclinável. Não aceitamos pressões sob quaisquer circunstâncias, Não pode voltar ao poder quem violou a Constituição da República não apenas uma, mas várias vezes. Em 29 de novembro, haverá eleições livres e transparentes neste país. Em 27 de janeiro de 2010, de manhã cedo, estarei entregando o poder ao cidadão que o povo tiver escolhido para presidente."
Mas o presidente interino, Roberto Micheletti, praticamente fechou a porta para qualquer acordo aceitável pelo presidente deposto, José Manuel Zelaya, e a Organização dos Estados Americanos (OEA), que exige a reinstauração do governo eleito democraticamente em 2005.
Em declarações publicadas na imprensa hondurenha, Micheletti afirmou: "Minha posição é indeclinável. Não aceitamos pressões sob quaisquer circunstâncias, Não pode voltar ao poder quem violou a Constituição da República não apenas uma, mas várias vezes. Em 29 de novembro, haverá eleições livres e transparentes neste país. Em 27 de janeiro de 2010, de manhã cedo, estarei entregando o poder ao cidadão que o povo tiver escolhido para presidente."
sábado, 18 de julho de 2009
Zelaya pressiona por uma solução rápida
LONDRES - Longe do cargo há quase dois meses, o presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, apoiado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, pressiona por uma solução rápida da crise hondurenha ainda neste fim de semana, o que parece altamente improvável.
Zelaya está na Nicarágua, onde planeja sua volta a Honduras. Uma segunda tentativa frustrada pode inflamar uma situação extremamente tensa desde o golpe de 28 de junho.
Na tentativa de mediar o conflito, o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, ganhador do Prêmio Nobel da Paz por sua ação para pacificar a América Central no fim da Guerra Fria, propôs a formação um governo de união nacional, com anistia para Zelaya pelos supostos crimes cometidos.
Mas o presidente interino, Roberto Micheletti, não admite devolver o poder a Zelaya, e este não aceita participar de um governo ao lado dos golpistas. Então, que reconciliação nacional é essa?
A entrevista coletiva programada para o final da reunião de hoje foi suspenso. O diálogo recomeça amanhã.
Zelaya está na Nicarágua, onde planeja sua volta a Honduras. Uma segunda tentativa frustrada pode inflamar uma situação extremamente tensa desde o golpe de 28 de junho.
Na tentativa de mediar o conflito, o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, ganhador do Prêmio Nobel da Paz por sua ação para pacificar a América Central no fim da Guerra Fria, propôs a formação um governo de união nacional, com anistia para Zelaya pelos supostos crimes cometidos.
Mas o presidente interino, Roberto Micheletti, não admite devolver o poder a Zelaya, e este não aceita participar de um governo ao lado dos golpistas. Então, que reconciliação nacional é essa?
A entrevista coletiva programada para o final da reunião de hoje foi suspenso. O diálogo recomeça amanhã.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Presidente da Costa Rica media crise hondurenha
O presidente da Costa Rica, Óscar Arias, ganhador do Prêmio Nobel da Paz por seus esforços na pacificação da América Central no século passado, foi apontado como mediador da crise política em Honduras. Daqui a dois dias, ele recebe em São José o presidente deposto, José Manuel Zelaya, e o interino, Roberto Micheletti.
Zelaya foi hoje a Washington, onde recebeu o apoio da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Eles anunciaram a mediação de Arias.
Zelaya foi hoje a Washington, onde recebeu o apoio da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Eles anunciaram a mediação de Arias.
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