O ex-professor Luis Guillermo Solís, que não era político profissional, ganhou o segundo turno da eleição presidencial de ontem, 6 de abril de 2014, na Costa Rica com mais de 1,3 milhão de votos, 77,8% do total, noticiou hoje o jornal costa-riquenho La Nación. Foi a primeira vitória de uma terceira força política no país em 44 anos.
Solís, do Partido Ação Cívica (PAC), venceu Johnny Araya, do governante Partido de Libertação Nacional (PLN), de centro-direita. Prejudicado pela impopularidade da presidente Laura Chinchilla, a primeira mulher a governar a Costa Rica, o candidato oficial não passou de 22,2%.
A abstenção, de 43% no segundo turno, foi a maior em 60 anos, desde 1953, depois da redemocratização do país, que tem a mais longa tradição democrática da América Latina.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Mulher vai governar a Costa Rica
O candidata do governo, Laura Chinchilla, lidera com mais de 45% a apuração da eleição presidencial de domingo na Costa Rica. Só foram contados 11% dos votos, mas a vitória de Laura é dada como certa já no primeiro turno. Será a primeira mulher a governar a Costa Rica.
Pela lei eleitoral costarriquenha, um candidato precisa de no mínino 40% dos votos válidos para evitar um segundo turno.
O centrista Ottón Solís, do partido Ação Cidadã, que está em segundo com 22,46%, já reconheceu a derrota. Em terceiro, está o conservador Otto Guevara, com 21,31%.
Laura Chinchilla é social-democrata e deve manter as políticas do atual presidente, Óscar Arias, de abertura comercial e luta contra a criminalidade.
A Costa Rica tem a mais longa tradição democrática da América Latina. Aboliu o Exército em 1949 e nunca mais teve golpes de Estado. Tem a melhor distribuição de renda da América Central e cresce mais do que os vizinhos.
Pela lei eleitoral costarriquenha, um candidato precisa de no mínino 40% dos votos válidos para evitar um segundo turno.
O centrista Ottón Solís, do partido Ação Cidadã, que está em segundo com 22,46%, já reconheceu a derrota. Em terceiro, está o conservador Otto Guevara, com 21,31%.
Laura Chinchilla é social-democrata e deve manter as políticas do atual presidente, Óscar Arias, de abertura comercial e luta contra a criminalidade.
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