Sem citar o Irã, ao participar da conferência do Movimento dos Países Não Alinhados em Teerã, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, denunciou o país-sede por negar o genocídio dos judeus pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e ameaçar destruir Israel.
Pouco antes, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, acusara os "ferozes lobos sionistas" de suprimir os direitos do povo palestino.
"Eu rejeito fortemente as ameaças de qualquer país-membro de destruir outro e as tentativas ultrajantes de negar fatos históricos como o Holocausto", declarou Ban em seu discurso na conferência, citado pelo jornal liberal israelense Haaretz. "Alegar que Israel não tem o direito de existir ou descrevê-lo em termos racistas não apenas está errado, mina os princípios que prometemos defender."
O presidente linha-dura iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, negou o Holocausto repetidas vezes e ameaçou varrer o país do mapa. No início deste mês, chamou Israel de "tumor cancerígeno".
Ban participa da conferência apesar dos protestos dos Estados Unidos e Israel, que não queriam que ele fosse.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Irã defende seu programa nuclear e ditadura síria
Ao abrir hoje uma conferência do Movimento dos Países Não Alinhados com a participação de mais de 120 países, o regime fundamentalista do Irã tenta romper o isolamento que os Estados Unidos e a Europa tentam lhe impor em retaliação a um programa nuclear suspeito de desenvolver armas atômicas. Também reafirmou seu apoio à ditadura de Bachar Assad, atribuindo a guerra civil na Síria a uma interferência indevida das potências ocidentais.
A maior conferência internacional realizada em 33 anos para ditadura teocrática iraniana, observa o jornal The New York Times, tem um objetivo claro: romper o isolamento e dar legitimidade a um regime que reprimiu duramente a oposição interna depois da reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho 2009, e vê seu maior aliado no Oriente Médio se afundar num banho de sangue
Apesar dos protestos dos Estados Unidos e de Israel, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, participa do encontro. O novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, também está presente. Já manifestou a intenção de restabelecer relações com o Irã, rompidas desde a vitória da revolução islâmica em Teerã, em 1979.
A maior conferência internacional realizada em 33 anos para ditadura teocrática iraniana, observa o jornal The New York Times, tem um objetivo claro: romper o isolamento e dar legitimidade a um regime que reprimiu duramente a oposição interna depois da reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho 2009, e vê seu maior aliado no Oriente Médio se afundar num banho de sangue
Apesar dos protestos dos Estados Unidos e de Israel, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, participa do encontro. O novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, também está presente. Já manifestou a intenção de restabelecer relações com o Irã, rompidas desde a vitória da revolução islâmica em Teerã, em 1979.
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