No primeiro dia de seu julgamento por genocídio e outros crimes contra a humanidade, o comandante militar sérvio-bósnio na Guerra da Bósnia-Herzegovina (1992-95), general Ratko Mladic, desafiou o Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia e debochou dos sobreviventes do massacre de Srebrenica.
Mladic foi preso em maio de 2011 depois de passar 15 anos em fuga. Uma das principais acusações é que ele comandou o massacre de Srebrenica, quando praticamente toda a população masculina adulta da cidade, cerca de 8 mil homens, foi morta, em julho de 1995.
Ao todo, o general enfrenta 11 acusações, especialmente de ser o comandante das operações de "limpeza étnica" para eliminar ou descolar populações bósnios e croatas para criar áreas de domínio sérvio, informa a TV pública britânica BBC.
Será o penúltimo julgamento do tribunal, que está concluindo seu mandato, informa o jornal conservador britânico The Daily Telegraph ao fazer um balanço de suas atividades.
Como os tribunais da ONU não condenam à morte, Mladic deve ser condenado à prisão perpétua.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
segunda-feira, 4 de julho de 2011
General Mladic é expulso do tribunal em Haia
O ex-comandante militar sérvio na Bósnia-Herzegovina, general Ratko Mladic, denunciado por genocídio e outros crimes contra a humanidade, desafiou hoje o Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia até ser expulso da sala de sessões e levado de volta para a cela onde está preso, no próprio fórum.
Furioso, o Carniceiro da Bósnia - como foi chamado por causa do Massacre de Srebrenica, em que 8 mil bósnios, toda a população adulta masculina da cidade, foram exterminados, em julho de 1995 - rejeitou mais uma vez a autoridade do tribunal da ONU.
Mladic se negou a se declarar culpado ou inocente. O juiz mandou os seguranças retirarem o general à força, encerrou a sessão e considerou a rebeldia uma alegação de inocência.
Furioso, o Carniceiro da Bósnia - como foi chamado por causa do Massacre de Srebrenica, em que 8 mil bósnios, toda a população adulta masculina da cidade, foram exterminados, em julho de 1995 - rejeitou mais uma vez a autoridade do tribunal da ONU.
Mladic se negou a se declarar culpado ou inocente. O juiz mandou os seguranças retirarem o general à força, encerrou a sessão e considerou a rebeldia uma alegação de inocência.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Mladic nega legitimidade ao tribunal da ONU
O comandante militar sérvio durante a guerra civil na Bósnia-Herzegovina (1992-95), general Ratko Mladic, negou-se hoje a se declarar culpado ou inocente das denúncias por genocídio e crimes de guerra de que é acusado. Ele nega ter cometido atrocidades ão reconhece a legimitimidade do Tribunal Especial das Nações Unidas para a antiga Iugoslávia.
Mladic é acusado pelo massacre de Srebrenica, quando 8 mil jovens e adultos, praticamente toda a população masculina, foram exterminados depois da queda da cidade para os sérvios, em julho de 1995. Também é responsabilizado pelo cerco da capital bósnia, Sarajevo, que durou três anos e causou cerca de 20 mil mortes.
Mladic é acusado pelo massacre de Srebrenica, quando 8 mil jovens e adultos, praticamente toda a população masculina, foram exterminados depois da queda da cidade para os sérvios, em julho de 1995. Também é responsabilizado pelo cerco da capital bósnia, Sarajevo, que durou três anos e causou cerca de 20 mil mortes.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Mladic já está a caminho do tribunal de Haia
O ex-comandante militar da autoproclamada República Sérvia da Bósnia-Herzegovina, general Ratko Mladic, perdeu o recurso que seus advogados haviam interposto e foi enviado hoje para Haia, na Holanda, onde será processado pelo Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia.
Como chefe dos rebeldes sérvios na Guerra da Bósnia (1992-95), ele comandou o cerco de três anos à cidade de Sarajevo, onde cerca de 10 mil pessoas foram mortas e supervisionou pessoalmente o massacre de Srebrenica. Toda a população masculina adulta foi morta depois que os sérvios tomaram a cidade, em julho de 1995, no pior massacre na Europa depois do fim da Segunda Guerra Mundial.
Como chefe dos rebeldes sérvios na Guerra da Bósnia (1992-95), ele comandou o cerco de três anos à cidade de Sarajevo, onde cerca de 10 mil pessoas foram mortas e supervisionou pessoalmente o massacre de Srebrenica. Toda a população masculina adulta foi morta depois que os sérvios tomaram a cidade, em julho de 1995, no pior massacre na Europa depois do fim da Segunda Guerra Mundial.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Mladic está em condições para ser julgado
A Justiça da Sérvia decidiu hoje que o ex-comandante militar sérvio da Bósnia-Herzegovina, general Ratko Mladic, está em condições de saúde para ser processado por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil naquele país, de 1992 a 1995, informa a televisão britânica Sky News.
Mladic é acusado de ser o principal responsável pelo massacre de Srebrenica, uma cidade bósnia tomada em julho de 1995, quando havia sido declarada zona de proteção pelas Nações Unidas. O general separou pessoalmente homens, mulheres e crianças, e ordenou a execução de toda a população masculina adulta da cidade, cerca de 8 mil pessoas.
Ele também é acusado pelo cerco de Sarajevo, a capital bósnia, bombardeada impiedosamente durante três anos, quando 10 mil pessoas foram mortas. Deve ser enviado nos próximos dias para Haia, na Holanda, onde funciona o Tribunal Especial da ONU para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Preso general Ratko Mladic
Um dos criminosos de guerra mais procurados do mundo, o comandante militar sérvio durante a guerra civil na Bósnia Herzegovina (1992-95), general Ratko Mladic, foi preso hoje em Lazarevo, no Norte da Sérvia, anunciou hoje de manhã o presidente Boris Tadic, reporta o jornal The New York Times.
Mladic foi denunciado por uma série de crimes de guerra, especialmente do Massacre de Srebrenica, em julho de 1995, quando cerca de 8 mil homens, toda a população masculina da cidade, foi assassinada depois de se render.
Em breve declaração, o presidente da Sérvia afirmou que todos os suspeitos de crimes de guerra devem ser processados.
O general era o homem mais procurado pelas atrocidades cometidas durante as guerras que destruíram a Iugoslávia desde a prisão do líder político da chamada República Sérvia na Bósnia, Radovan Karadzic.
Preso em julho de 2008 depois de passar 12 anos foragido, Karadzic está numa cadeia em Scheveningen, na Holanda, onde responde por seus crimes perante o Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia, em Haia.
Seu general vai seguir o mesmo caminho. O presidente Tadic acrescentou que os procedimentos para extradição já começaram.
A prisão dos criminosos de guerra é uma exigência da União Europeia para negociar a associação da Sérvia.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Bósnios homenageiam mortos no massacre de Srebrenica
Quinze anos depois, a ex-república iugoslava da Bósnia-Herzegovina lembra os 15 anos do massacre de Srebrenica, o pior acontecido na Europa depois da Segunda Guerra Mundial.
Em 11 de julho de 1995, o Exército rebelde dos sérvios da Bósnia tomou a cidade de Srebrenica, que havia sido declarada zona de proção pelas Nações Unidas.
Sem qualquer reação dos soldados holandeses da força de paz da ONU estacionada na cidade, o comandante militar sérvio, general Ratko Mladic, mandou matar toda a população adulta masculina. Ele é procurado até hoje por crimes contra a humanidade.
Em Sarajevo, a capital bósnia, a população tomou as ruas hoje para ver passar um cortejo fúnebre com os restos mortais de 775 vítimas do massacre que estavam em cemitários clandestinos.
No domingo, décimo-quinto aniversário da matança, finalmente eles terão direito a um enterro com dignidade.
Em 11 de julho de 1995, o Exército rebelde dos sérvios da Bósnia tomou a cidade de Srebrenica, que havia sido declarada zona de proção pelas Nações Unidas.
Sem qualquer reação dos soldados holandeses da força de paz da ONU estacionada na cidade, o comandante militar sérvio, general Ratko Mladic, mandou matar toda a população adulta masculina. Ele é procurado até hoje por crimes contra a humanidade.
Em Sarajevo, a capital bósnia, a população tomou as ruas hoje para ver passar um cortejo fúnebre com os restos mortais de 775 vítimas do massacre que estavam em cemitários clandestinos.
No domingo, décimo-quinto aniversário da matança, finalmente eles terão direito a um enterro com dignidade.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Parlamento sérvio condena massacre de Srebrenica
Quase 15 anos depois, o Parlamento da Sérvia condenou ontem o massacre de 8 mil bósnios pelos sérvios da Bósnia-Herzegovina, em julho de 1995, quando a cidade, então declarada "zona sob proteção" das Nações Unidas, foi conquistada pelo general Ratko Mladic.
Em cenas registradas para a História, o general separou os bósnios jovens e adultos das mulheres e crianças - e executou sumariamente os homens, no pior massacre cometido na Europa depois da Segunda Guerra Mundial.
O presidente da então autodeclarada república sérvia da Bósnia, Radovan Karadzic, está preso, sendo submetido a julgamento no Tribunal Internacional das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia, em Haia, na Holanda. Mas o general Mladic continua solto.
Em cenas registradas para a História, o general separou os bósnios jovens e adultos das mulheres e crianças - e executou sumariamente os homens, no pior massacre cometido na Europa depois da Segunda Guerra Mundial.
O presidente da então autodeclarada república sérvia da Bósnia, Radovan Karadzic, está preso, sendo submetido a julgamento no Tribunal Internacional das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia, em Haia, na Holanda. Mas o general Mladic continua solto.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Carniceiro da Bósnia enfrenta Justiça
O Carniceiro da Bósnia-Herzegovina, Radovan Karadzic, foi extraditado na madrugada da quinta-feira, 30 de julho, para Haia, na Holanda, onde será processado pelo Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia por genocídio e crimes contra a humanidade.
Karadzic era o líder sérvio na Bósnia quando esta república iugoslava declarou independência, em março de 1992, seguindo o exemplo da Croácia e da Eslovênia. Com o apoio do Exército Federal da Iugoslávia, dominado pelos sérvios, comandou a resistência sérvia contra a independência da Bósnia.
A capital da república, Sarajevo, foi cercada e bombardeada durante três anos e quatro meses. Foram os piores ataques contra uma capital européia desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Franco-atiradores instalados em posições sérvias alvejavam tudo o que se mexia.
O poeta e médico psiquiatra Radovan Karazic, que um dia rejeitou o comunismo e o nacionalismo, se converteu em símbolo do ultranacionalismo sérvio. Esse nacionalismo extremado deflagrou a Primeira Guerra Mundial, quando o estudante radical Gavrilo Princip matou o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, na mesma Sarajevo, em 28 de junho de 1914, e destruiu a antiga Iugoslávia numa série de guerras, a partir de 1991.
No segundo turno da última eleição presidencial, o Partido Radical Sérvio teve 48%. Mas a vitória foi do europeísta Boris Tadic, que quer associar a Sérvia à União Européia.
Antes do segundo turno, a Europa ofereceu um acordo prévio para dar apoio ao projeto europeu de Tadic. Ele estava condicionado a maior cooperação do governo democrático da Sérvia com o tribunal especial da ONU para a antiga Iugoslávia.
Assim que assumiu o controle dos serviços secretos, Tadic localizou Karadzic. De barba e cabelos compridos brancos, o Carrasco da Bósnia levou durante 12 anos uma vida paralela.
Depois de se fantasiar de sacerdote da Igreja Ortodoxa, voltou a ser médico. Trabalhava numa clínica de terapias naturais em Belgrado com a identidade de Dragan Dabic. Chegou a assinar artigos acadêmicos com esse nome.
No dia 21 de julho, teria sido identificado e preso dentro de um ônibus. O processo de extradição na Sérvia foi rápido, apesar dos violentos protestos da terça-feira, 29 de julho, quando radicais sérvios enfrentaram a polícia nas ruas de Belgrado.
Em Haia, o tribunal especial da ONU não quer repetir o erro cometido no julgamento do ex-líder comunista, ex-presidente da Iugoslávia e da Sérvia Slobodan Milosevic, o Carniceiro dos Bálcãs, maior responsável pelas guerras que destruíram a Iugoslávia, que morreu do coração antes de ser condenado.
O procurador do tribunal declarou que a prisão da Karadzic significa que “não há refúgio seguro para criminosos de guerra”. Ele agora espera a prisão em breve do general Ratko Mladic, o comandante militar sérvio na Bósnia, que comandou pessoalmente o massacre de Srebrenica.
A denúncia contra Karadzic vai se concentrar no cerco de Sarajevo, que durou 40 meses e causou 11 mil mortes, e no massacre de Srebrenica, uma cidade sob a proteção da ONU onde 8 mil homens adultos e jovens foram mortos depois que os sérvios conquistaram a cidade, em 11 de julho de 1995. Foram o pior massacre na Europa depois da Segunda Guerra Mundial e a capital européia mais atacada desde 1945.
Karadzic era o líder sérvio na Bósnia quando esta república iugoslava declarou independência, em março de 1992, seguindo o exemplo da Croácia e da Eslovênia. Com o apoio do Exército Federal da Iugoslávia, dominado pelos sérvios, comandou a resistência sérvia contra a independência da Bósnia.
A capital da república, Sarajevo, foi cercada e bombardeada durante três anos e quatro meses. Foram os piores ataques contra uma capital européia desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Franco-atiradores instalados em posições sérvias alvejavam tudo o que se mexia.
O poeta e médico psiquiatra Radovan Karazic, que um dia rejeitou o comunismo e o nacionalismo, se converteu em símbolo do ultranacionalismo sérvio. Esse nacionalismo extremado deflagrou a Primeira Guerra Mundial, quando o estudante radical Gavrilo Princip matou o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, na mesma Sarajevo, em 28 de junho de 1914, e destruiu a antiga Iugoslávia numa série de guerras, a partir de 1991.
No segundo turno da última eleição presidencial, o Partido Radical Sérvio teve 48%. Mas a vitória foi do europeísta Boris Tadic, que quer associar a Sérvia à União Européia.
Antes do segundo turno, a Europa ofereceu um acordo prévio para dar apoio ao projeto europeu de Tadic. Ele estava condicionado a maior cooperação do governo democrático da Sérvia com o tribunal especial da ONU para a antiga Iugoslávia.
Assim que assumiu o controle dos serviços secretos, Tadic localizou Karadzic. De barba e cabelos compridos brancos, o Carrasco da Bósnia levou durante 12 anos uma vida paralela.
Depois de se fantasiar de sacerdote da Igreja Ortodoxa, voltou a ser médico. Trabalhava numa clínica de terapias naturais em Belgrado com a identidade de Dragan Dabic. Chegou a assinar artigos acadêmicos com esse nome.
No dia 21 de julho, teria sido identificado e preso dentro de um ônibus. O processo de extradição na Sérvia foi rápido, apesar dos violentos protestos da terça-feira, 29 de julho, quando radicais sérvios enfrentaram a polícia nas ruas de Belgrado.
Em Haia, o tribunal especial da ONU não quer repetir o erro cometido no julgamento do ex-líder comunista, ex-presidente da Iugoslávia e da Sérvia Slobodan Milosevic, o Carniceiro dos Bálcãs, maior responsável pelas guerras que destruíram a Iugoslávia, que morreu do coração antes de ser condenado.
O procurador do tribunal declarou que a prisão da Karadzic significa que “não há refúgio seguro para criminosos de guerra”. Ele agora espera a prisão em breve do general Ratko Mladic, o comandante militar sérvio na Bósnia, que comandou pessoalmente o massacre de Srebrenica.
A denúncia contra Karadzic vai se concentrar no cerco de Sarajevo, que durou 40 meses e causou 11 mil mortes, e no massacre de Srebrenica, uma cidade sob a proteção da ONU onde 8 mil homens adultos e jovens foram mortos depois que os sérvios conquistaram a cidade, em 11 de julho de 1995. Foram o pior massacre na Europa depois da Segunda Guerra Mundial e a capital européia mais atacada desde 1945.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Carniceiro da Bósnia é extraditado para Haia
O líder da rebelião dos sérvios da Bósnia-Herzegovina contra a independência desta república iugoslava, Radovan Karadzic, foi extraditado esta noite para Haia, na Holanda, onde será processado por genocídio e crimes contra a humanidade pelo Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia.
Ele já chegou a Roterdã, de onde será levado para o tribunal, em Haia, de onde provavelmente nunca mais vai sair, sendo condenado à prisão perpétua.
A maior preocupação do tribunal é não cometer de novo o erro ocorrido com Slobodan Milosevic, o ex-presidente da Iugoslávia e da Sérvia, que morreu do coração em Haia antes de ser julgado.
O processo contra Karadzic deve ser mais conciso, concentrando-se na sua responsabilidade em dois acontecimentos centrais na guerra da Bósnia-Herzegovina, a pior de todas as guerras que destruíram a Iugoslávia.
Karadzic será denunciado pelo cerco de Sarajevo, que começou no início da guerra, em 1992, e foi até o fim, em 1995, num total de 40 meses, provocando 11 mil mortes, e pelo massacre de Srebrenica, onde 8 mil homens adultos e jovens foram exterminados pelas forças sérvias que tomaram a cidade em 11 de julho de 1995, sob o comando do general Ratko Mladic, que continua foragido.
Ele já chegou a Roterdã, de onde será levado para o tribunal, em Haia, de onde provavelmente nunca mais vai sair, sendo condenado à prisão perpétua.
A maior preocupação do tribunal é não cometer de novo o erro ocorrido com Slobodan Milosevic, o ex-presidente da Iugoslávia e da Sérvia, que morreu do coração em Haia antes de ser julgado.
O processo contra Karadzic deve ser mais conciso, concentrando-se na sua responsabilidade em dois acontecimentos centrais na guerra da Bósnia-Herzegovina, a pior de todas as guerras que destruíram a Iugoslávia.
Karadzic será denunciado pelo cerco de Sarajevo, que começou no início da guerra, em 1992, e foi até o fim, em 1995, num total de 40 meses, provocando 11 mil mortes, e pelo massacre de Srebrenica, onde 8 mil homens adultos e jovens foram exterminados pelas forças sérvias que tomaram a cidade em 11 de julho de 1995, sob o comando do general Ratko Mladic, que continua foragido.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Corte de Haia rejeita ação contra a ONU
O Tribunal Internacional das Nações Unidas rejeitou ontem em Haia, na Holanda, uma ação das vítimas do massacre de Srebrenica, na Bósnia-Herzegovina, contra a ONU, que tinha declarado a cidade "zona de proteção".
Quando os sérvios tomaram Srebrenica, em 11 de julho de 1995, exterminaram a população masculina adulta da cidade, matando 8 mil homens, na maior matança das guerras sangrentas que destruíram a Iugoslávia. A força de paz da ONU, formada por holandeses, ficou impotente diante do massacre.
Ontem, na véspera dos 13 anos da tragédia, mais um cemitério clandestino foi descoberto com restos de vítimas do massacre de Srebrenica.
Hoje haverá diversas homenagens aos mortos. Os dois principais acusados, o líder sérvio na Bósnia, Radovan Karadzic, e o comandante militar sérvio, general Ratko Mladic, continuam foragidos.
Quando os sérvios tomaram Srebrenica, em 11 de julho de 1995, exterminaram a população masculina adulta da cidade, matando 8 mil homens, na maior matança das guerras sangrentas que destruíram a Iugoslávia. A força de paz da ONU, formada por holandeses, ficou impotente diante do massacre.
Ontem, na véspera dos 13 anos da tragédia, mais um cemitério clandestino foi descoberto com restos de vítimas do massacre de Srebrenica.
Hoje haverá diversas homenagens aos mortos. Os dois principais acusados, o líder sérvio na Bósnia, Radovan Karadzic, e o comandante militar sérvio, general Ratko Mladic, continuam foragidos.
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