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terça-feira, 19 de março de 2024

Mais de um milhão enfrentam fome aguda em Gaza, diz a ONU

 Com mais de um milhão de palestinos sob risco de fome aguda, a Faixa de Gaza está na pior crise de insegurança alimentar da história das Nações Unidas, advertiu um novo relatório. A União Europeia e a Jordânia acusam Israel de usar a fome como arma de guerra, o que é crime. As organizações não governamentais Human Rights Watch e Oxfam pediram aos Estados Unidos que parem de fornecer armas a Israel.

Os EUA confirmaram ontem a morte de Marwan Issa, subcomandante das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), considerado o número três do grupo terrorista e um dos organizadores do ataque terrorista de 7 de outubro, quando pelo menos 1.139 israelenses e estrangeiros foram mortos e 257 sequestrados, e a guerra começou. Desde então, pelo menos 31.819 palestinos foram mortos em Gaza.

Israel fez novo ataque ao Hospital al-Chifa, o maior da Faixa de Gaza, sob a alegação de que era um quartel-general do Hamas. Pelo menos 20 palestinos foram mortos, entre eles Faiq Mabhouch, chefe de segurança do grupo terrorista em Gaza.

A esperança de um acordo para uma trégua com troca de reféns por presos aumentou porque o Hamas abandonou a exigência de um cessar-fogo definitivo, mas o Catar, que media as negociações, observou que as posições ainda são distante e uma invasão terrestre da cidade de Rafá causaria nova estagnação.

O governo Joe Biden pressiona Israel a não invadir Rafá, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insiste que o ataque por terra é necessário para eliminar os últimos batalhões do Hamas.

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Conselho de Segurança da ONU pede pausas e corredores humanitários

Depois de 40 dias de guerra entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje a primeira resolução sobre o conflito, com foco na proteção de crianças, pedindo a libertação de todos os reféns, a abertura de corredores permanentes de ajuda humanitária e pausas humanitárias urgentes de dias. Israel avisou que não vai cumprir.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas Greenfield, criticou o conselho por não condenar explicitamente o terrorismo do Hamas. O embaixador israelense considerou a resolução "fora da realidade". O representante palestino também repudiou a decisão, disse que é hora de um cessar-fogo e não simplesmente de uma pausa na guerra.

O Exército de Israel saiu hoje do Hospital Al-Chifa, o maior da Faixa de Gaza, alegando ter encontrado armas e uniformes que comprovariam “inequivocamente” que era usado por terroristas. Os EUA e Israel acusam o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de ter instalações militares embaixo de hospitais. O Hamas nega e acusa Israel de ter plantado as armas. Disse o mesmo quando Israel mostrou armas e munições que estariam no subsolo do Hospital Pediátrico Rantissi. Meu comentário:

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Exército de Israel invade maior hospital da Faixa de Gaza

 O Exército de Israel invadiu o complexo do Hospital Al-Chiva, o maior da Faixa de Gaza, onde há centenas de pacientes, médicos e mais de mil pessoas em busca de um lugar seguro em meio à guerra. Israel e os EUA alegam que há um centro de controle e comando subterrâneo embaixo do hospital. O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) nega.

Os Estados Unidos declararam que não aprovam bombardeios nem troca de tiros em hospitais e seus arredores. Uma autoridade de saúde do governo do Hamas em Gaza disse à agência de notícias France Presse que há tanques e comandos dentro da área do hospital.

A Jordânia, que assinou a paz com Israel, condenou o ataque ao hospital como uma violação do direito internacional humanitário e da Convenção de Genebra sobre a Proteção de Civis em Tempo de Guerra. 

O Hamas acusou Israel de ter armado a cena que apresentou aos jornalistas com armas e munições numa instalação subterrânea embaixo do Hospital Pediátrico Rantissi, declarando que era um abrigo para mulheres e crianças.

As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter assumido o controle das instituições civis do governo da Faixa de Gaza situadas na Cidade de Gaza e do campo de refugiados de Shati. Além do parlamento, os soldados israelenses tomaram a chefiatura de polícia e uma faculdade de engenheira que fabricaria armas. 

O Exército de Israel controla a situação na superfície, mas ainda combate os terroristas do Hamas em túneis e instalações subterrâneas, declarou o ministro da Defesa, Yoav Gallant. 

O total de palestinos mortos na Faixa de Gaza subiu para 10 mil 320, dos quais 4 mil 650 crianças. Mais de 29 mil e 200 palestinos saíram feridos. Com mais 10 mortes, o total de palestinos mortos na Cisjordânia desde o início da guerra subiu para 190. 

Mais quatro soldados de Israel morreram na invasão terrestre, elevando o total para 48. No ataque terrorista de 7 de outubro, que deflagrou a guerra, mais de 1.200 israelenses e estrageiros foram mortos. O número de funcionários mortos da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos subiu para pelo menos 102. Meu comentário:

domingo, 12 de novembro de 2023

Ataque do Hamas pretendia chegar até fronteira da Cisjordânia

O plano original de ataque do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e da Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina a Israel em 7 de outubro pretendia chegar até a fronteira com a Cisjordânia, revelou neste domingo o jornal The Washington Post. 

Depois de cinco semanas, Israel enfrenta uma guerra em várias frentes, observa o jornal espanhol El País: na Faixa de Gaza, na fronteira norte com o Líbano e a Síria, na Cisjordânia e no Mar Vermelho.

Pelo menos 11.180 palestinos mortos na Faixa de Gaza, 4.609 crianças. Mais de 1.200 israelenses foram mortos e mais de 3.300 saíram feridos no ataque terrorista de 7 de outubro.

Mais dois hospitais fechados em Gaza, inclusive Al-Chifa, o maior de todos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel mandou 300 litros de combustível ao hospital, mas as autoridades do Hamas não deixaram o hospital receber. 

Israel está negociando a libertação de reféns em troca das mulheres e dos menores palestinos presos em Israel. 

Em entrevista de rádio, o ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, um extremista de direita, defendeu o controle total e a ocupação da Faixa de Gaza. 

Mais de 182 mil pessoas marcharam contra o antissemitismo na França, 105 mil em Paris, onde a manifestação foi liderada pela presidente da Assembleia Nacional, o presidente do Senado e os ex-presidentes Nicolas Sarkozy e François Hollande. Meu comentário: