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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Talebã atacam Conselho Britânico em Cabul

Pelo menos 12 pessoas morreram na madrugada de hoje num ataque de oito terroristas suicidas contra a sede do Conselho Britânico na capital do Afeganistão.

Primeiro, um terrorista suicida jogou um carro-bomba contra a entrada do prédio, que fica numa área residencial de Cabul. Em seguida, um homem-bomba tentou entrar a pé e se detonou, enquanto o resto do grupo tentava invadir

Tropas britânicas e afegãs cercaram a área. Precisaram de oito horas para controlar a situação. Todos os terroristas, três membros das forças de segurança afegãs e um segurança neo-zelandês foram mortos.

A milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a responsabilidade pelo atentado, que serviria para marcar o 92º aniversário da independência do Afeganistão do Império Britânico.

O Conselho Britânico é uma instituição beneficente e cultural que fornece bolsas de estudos e promove intercâmbio. É um alvo mais fácil do que embaixadas e instalações militares.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Rússia fecha escritórios do Conselho Britânico

Na sua guerrinha fria com o Reino Unido desde o assassinato em Londres do ex-espião russo naturalizado britânico Alexander Litvinenko, em novembro de 2006, a Rússia fechou todos os escritórios no país do Conselho Britânico, um órgão de promoção cultural da Grã-Bretanha.

O ministro do Exterior britânico, David Miliband, acusou a Rússia de ressuscitar os métodos da Guerra Fria, a grande confrontação entre capitalismo e comunismo que marcou a história da segunda metade do século 20, considerando a atitude russa "repreensível".

Em Moscou, o governo russo alegou que "tentativas de politizar o tema de parte dos britânicos, de distorcer os fatos e de usar uma retórica negativa não ajudam a melhorar as relações bilaterais.

Litvinenko, ligado a líderes da oposição russa como o megaempresário Boris Berezovski, foi envenenado em Londres pelo elemento radioativo Polônio-210 e agonizou durante três semanas.

O principal acusado pela polícia britânica pelo assassinato, Andrei Lugovoi, outro ex-agente russo, foi eleito deputado federal da Duma do Estado (Câmara) em dezembro do ano passado. Goza, agora de imunidade parlamentar. Mas é claro que o Kremlin nunca pensou em extraditá-lo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Direitos humanos são universais

A universalidade dos direitos humanos foi defendida no lançamento do Ciclo de Palestras Sérgio Vieira de Mello: Uma Nova Consciência dos Direitos Humanos, promovido pelo Conselho Britânico, na quinta-feira, 13 de setembro, no Rio de Janeiro.

“São valores morais universais que se aplicam a todos os seres humanos, independentemente de onde você está e de onde veio”, declarou o diretor do Conselho Britânico no Rio de Janeiro, Sital Dhillion.

Já o historiador Leslie Bethell, diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford, destacou a importância dos direitos humanos para a consolidação da democracia no Brasil, que na sua opinião começa com a Constituição de 1988, que deu o direito de voto aos analfabetos: “A persistência de violações dos direitos humanos minam as instituições democráticas.”

Ele entende que o problema dos direitos civis no Brasil tem raízes na “extrema desigualdade social”, observa que “pela primeira vez, nos últimos dez anos, a desigualdade diminuiu”, e estima que um terço da população ainda está desprotegida: “São cidadãos de segunda ou terceira classe.”

No ano passado, houve 46 mil assassinatos, alertou o advogado, professor e ativista dos direitos humanos Oscar Vilhena, outro participante do seminário. Ele lembrou as lições do embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado terrorista em Bagdá em agosto de 2003, quando era o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, depois de comandar a criação e pacificação do Timor Leste em 1999.

Vilhena citou algumas idéias de Sérgio Vieira de Mello sobre o Iraque:
1. Enganam-se os que acham que a paz será resultante do uso da força.
2. A preponderância militar americana não será capaz de garantir a estabilidade.
3. A invasão do Iraque mostra a fragilidade das instituições internacionais.
4. O Conselho de Segurança da ONU não consegue pensar a segurança fora dos limites da guerra.
5. Os Estados agem sob a ética da rivalidade, não da responsabilidade.

Também participou o deputado estadual Alessandro Molon, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que defendeu a necessidade de que a polícia aja estritamente dentro da lei ao combater a criminalidade.

O evento foi aberto com uma homenagem a Vieira de Mello, na presença de sua mãe e outras pessoas da família.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ciclo de Palestras Sérgio Vieira de Mello

O Conselho Britânico convida para o lançamento do Ciclo de Palestras em homenagem ao embaixador Sérgio Vieira de Mello, parte de seu projeto Uma Nova Consciência dos Direitos Humanos, em 13 de setembro de 2007, das 18h às 21h, no Pavimento de Convenções do Centro Empresarial Rio, na Praia de Botafogo 228, 2º andar, no Rio de Janeiro.

Os palestrantes convidados são:
• Alessandro Molon, deputado estatual, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio;
• Leslie Bethell, historiador, diretor Centro do Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford, na Inglaterra;
• Oscar Vilhena, coordenador de pós-graduação em Direito da Fundação Getúlio Vargas, São Paulo; e
• Sital Dhillion, diretor do Conselho Britânico no Rio de Janeiro.

Quem estiver interessado deve ligar para 21-2105 7651 ou enviar email para ana.bessa@britishcouncil.org.br