Mostrando postagens com marcador Colônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colônia. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de novembro de 2018

Nova Caledônia vota contra a independência da França

Com 56,4% dos votos, o não venceu hoje o referendo sobre a independência da Nova Caledônia, uma coletividade da França no Oceano Pacífico. A participação foi grande, de 80,63%, a maior em consultas populares realizadas no arquipélago até hoje.

Em pronunciamento pela televisão, o presidente Emmanuel Macron festejou o resultado como "um sinal de confiança na República" e expressou "orgulho porque a maioria dos caledonianos escolheram a França".

O presidente francês acrescentou que "o único vencedor neste processo de paz dos últimos 30 anos é o espírito do diálogo" e pediu que "cada um se volte para o futuro. (...) Não há outro caminho, a não ser o diálogo."

A Nova Caledônia fica a cerca de 1,4 mil quilômetros a leste da Austrália e a 16.740 km da França metropolitana. Seu território tem apenas 18,5 mil km2, mas a zona econômica exclusiva, o mar territorial, ocupa uma área de 1,4 milhão de km2, 13% do total dos mares territoriais franceses. Dos 218 mil habitantes, 174 mil estavam aptos para votar.

Com uma grande biodiversidade, tem recursos pesqueiros abundantes, minerais como níquel, magnésio, manganês, ferro, cromo e cobalto, e uma boa renda do turismo. Em 2010, seu produto interno bruto era de 6,8 bilhões de euros e a renda média por habitante de 27,3 mil euros.

Os primeiros europeus chegaram ao arquipélago em 4 de setembro de 1774, numa expedição sob o comando do explorador inglês James Cook, que também foi o primeiro europeu a estar no Leste da Austrália e no Havaí. Cook, considerado o pai da Oceania, deu o nome de Nova Caledônia em homenagem à região da Escócia onde nasceu seu pai.

A França colonizou o arquipélago a partir de 1853 para usá-lo como uma colônia penitenciária, a exemplo do que os britânicos fizeram na Austrália. Sempre enfrentou a resistência dos nativos canacas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 12 de março de 1942, os Estados Unidos instalaram lá uma base naval para a guerra contra o Japão. O porta-aviões Enterprise fez uma escala em Numeia, a capital da Nova Caledônia, a caminho da Batalha de Guadalcanal.

Entre 1984 a 1988, o arquipélago viveu uma guerra civil. A Frente de Libertação Nacional Canaca e Socialista lutava pela independência chegou a tomar reféns em 1988, quando começa o processo de paz.

Um acordo de paz assinado em 26 de junho de 1988 iniciou um período de transição de dez anos e a realização de um referendo sobre a independência. Isso não impediu o assassinato, em 4 de maio de 1989, do líder independentista Jean-Marie Tjibaou.

Em 5 de maio de 1998, o Acordo de Numeia estabeleceu uma forte autonomia e previu a convocação do referendo realizado hoje, com a seguinte pergunta: "Você quer que a Nova Caledônia tenha plena soberania e se torne independente?" 78.361 pessoas votaram contra e 60.573 a favor.

O acordo prevê mais dois referendos e o movimento pela independência já se mobiliza para exigir sua realização.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Crise dos refugiados abala a popularidade de Angela Merkel

Com o desgaste provocado pela crise dos refugiados na Europa, a popularidade da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, perdeu 12 pontos percentuais a está em 46%, indica uma nova pesquisa do instituto DeutschlandTrends.

Diante da rejeição da maioria dos países da União Europeia, Merkel decidiu receber todos os verdadeiros refugiados, excluindo apenas os chamados "migrantes econômicos", que não enfrentariam riscos de segurança em seus países de origem.

Isso provocou forte reação negativa na Alemanha, inclusive da União Social-Cristã (CSU), parceira da União Democrata-Cristã (CDU), liderada por Merkel, no estado da Baviera.

Merkel apenas reafirmou os princípios de democracia, liberdade e solidariedade que são a base do projeto de integração da Europa. Os avanços sexuais de imigrantes de origem norte-africana contra mulheres nas ruas de Colônia na véspera do Ano Novo abalaram a imagem dos refugiados, deflagrando uma nova onda de repúdio aos muçulmanos.

O carnaval será um novo teste para os limites da integração cultural dos estrangeiros na Alemanha.