Com a volta da ditadura militar ao Egito, o ex-ditador Hosni Mubarak e seus filhos tiveram suas condenações a quatro anos de prisão por corrupção e desvio de dinheiro público revogadas na semana passada. Depois de quatro anos, Gamal e Alaa Mubarak saíram da cadeia, mais um sinal do fim da revolução deflagrada pela chamada Primavera Árabe, que levou à queda de Mubarak em 11 de fevereiro de 2011.
A libertação foi adiada por alguns dias por temor de reações populares contra a absolvição dos principais símbolos do capitalismo de compadres que dominou o Egito sob Mubarak e está de volta com o marechal-presidente Abdel Fattah al-Sissi, responsável pelo golpe militar que derrubou o presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi, em 3 de julho de 2013.
Pelo menos 20 pessoas foram mortas ontem em confrontos com a polícia durante manifestações para marcar o quarto aniversário do início da revolução derrubou Mubarak.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Oposicionista russo é solto para recorrer em liberdade
Numa decisão inesperada, um tribunal distrital de Kirov libertou hoje o advogado, blogueiro e líder da oposição Alexei Navalny, condenado a cinco anos de prisão pelo desvio do equivalente a R$ 1,1 bilhão num processo que denunciou como perseguição política do Kremlin e do presidente Vladimir Putin.
"A decisão foi totalmente inesperada para nós", declarou Navalny, solto com o corréu Peter Ofitserov, ao agradecer aos milhares de pessoas que saíram às ruas para protestar. "O que está acontecendo é inédito no sistema jurídico da Rússia."
Navalny não é exatamente o democrata que aparenta. "No início do mês, assinou um manifesto nacionalista apoiando manifestações na pequena cidade de Pugachev contra imigrantes de pele mais escura da região do Cáucaso", observa a agência de notícias Bloomberg.
"A decisão foi totalmente inesperada para nós", declarou Navalny, solto com o corréu Peter Ofitserov, ao agradecer aos milhares de pessoas que saíram às ruas para protestar. "O que está acontecendo é inédito no sistema jurídico da Rússia."
Navalny não é exatamente o democrata que aparenta. "No início do mês, assinou um manifesto nacionalista apoiando manifestações na pequena cidade de Pugachev contra imigrantes de pele mais escura da região do Cáucaso", observa a agência de notícias Bloomberg.
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