Um tribunal de recursos do Egito manteve hoje a condenação do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e a três anos de cadeia por corrupção. As penas dos seus dois filhos, Alaa e Gamal, foram reduzidas de quatro para três anos, noticia o jornal egípcio Al Ahram.
Depois da sentença, os três foram levados para a prisão de Tora, enquanto a procuradoria calcula o tempo que os réus já passaram presos. Os advogados de Mubarak alegam que todos já cumpriram suas penas. Eles ainda podem apelar para tentar anular as condenações.
Em março de 2014, eles foram condenados por desviar 125 milhões de libras egípcias, cerca de US$ 50 milhões, alocadas para manutenção dos palácios presidenciais para obras em suas residências particulares. Foram multados em 125 milhões de libras e terão de devolver mais 21 milhões de libras egípcias (US$ 8,4 milhões) aos cofres públicos.
Depois de volta dos militares ao poder no golpe de Estado de 3 de junho de 2013, Mubarak foi absolvido pelas mortes de 852 pessoas durante a onda de protestos que levou à sua queda, em 11 de fevereiro de 2011, na chamada Primavera Árabe.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 9 de maio de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Filhos de Mubarak saem da cadeia no Egito
Com a volta da ditadura militar ao Egito, o ex-ditador Hosni Mubarak e seus filhos tiveram suas condenações a quatro anos de prisão por corrupção e desvio de dinheiro público revogadas na semana passada. Depois de quatro anos, Gamal e Alaa Mubarak saíram da cadeia, mais um sinal do fim da revolução deflagrada pela chamada Primavera Árabe, que levou à queda de Mubarak em 11 de fevereiro de 2011.
A libertação foi adiada por alguns dias por temor de reações populares contra a absolvição dos principais símbolos do capitalismo de compadres que dominou o Egito sob Mubarak e está de volta com o marechal-presidente Abdel Fattah al-Sissi, responsável pelo golpe militar que derrubou o presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi, em 3 de julho de 2013.
Pelo menos 20 pessoas foram mortas ontem em confrontos com a polícia durante manifestações para marcar o quarto aniversário do início da revolução derrubou Mubarak.
A libertação foi adiada por alguns dias por temor de reações populares contra a absolvição dos principais símbolos do capitalismo de compadres que dominou o Egito sob Mubarak e está de volta com o marechal-presidente Abdel Fattah al-Sissi, responsável pelo golpe militar que derrubou o presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi, em 3 de julho de 2013.
Pelo menos 20 pessoas foram mortas ontem em confrontos com a polícia durante manifestações para marcar o quarto aniversário do início da revolução derrubou Mubarak.
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Ex-presidente do Egito é condenado por corrupção
A Justiça do Egito condenou hoje o ex-presidente Hosni Mubarak a três anos de prisão por corrupção. Seus filhos Gamal e Alaa também foram condenados pelo mesmo motivo nesta quarta-feira no Cairo, a quatro anos de prisão cada um. Os três foram multados em US$ 2,9 milhões e devem devolver US$ 17,6 milhões aos cofres públicos.
Hosni Mubarak, hoje com 86 anos, foi deposto pela revolução da chamada Primavera Árabe em 11 de fevereiro de 2011 depois de ficar quase 30 anos no poder. Ele e os filhos foram acusados de desviar milhões de dólares.
Na sentença, o juiz Ossama Chahin afirmou que Mubarak "tinha o dever de conter a si mesmo e aos filhos impedindo-os de roubar dinheiro público. (...) Em vez disso, deu a si mesmo a aos filhos uma licença para desviar fundos públicos, ajudando a si mesmos sem supervisão ou consideração. Portanto, eles merecem ser punidos." Os condenados podem recorrer a tribunais superiores.
Em outro processo, um tribunal da cidade de Mansura sentenciou 155 ativistas da Irmandade Muçulmana denunciados por atos de violência política a penas de até 25 anos de cadeia; 75 são fugitivos e foram julgados à revelia.
A Irmandade venceu as eleições parlamentares e presidencial, mas foi derrubada em 3 de julho de 2013 por um golpe de Estado liderado pelo marechal Abdel Fattah al-Sissi, favorito para vencer a eleição presidencial de 26 e 27 de maio de 2014. Desde então, foi declarada um grupo terrorista e seus ativistas têm sido perseguidos.
Hosni Mubarak, hoje com 86 anos, foi deposto pela revolução da chamada Primavera Árabe em 11 de fevereiro de 2011 depois de ficar quase 30 anos no poder. Ele e os filhos foram acusados de desviar milhões de dólares.
Na sentença, o juiz Ossama Chahin afirmou que Mubarak "tinha o dever de conter a si mesmo e aos filhos impedindo-os de roubar dinheiro público. (...) Em vez disso, deu a si mesmo a aos filhos uma licença para desviar fundos públicos, ajudando a si mesmos sem supervisão ou consideração. Portanto, eles merecem ser punidos." Os condenados podem recorrer a tribunais superiores.
Em outro processo, um tribunal da cidade de Mansura sentenciou 155 ativistas da Irmandade Muçulmana denunciados por atos de violência política a penas de até 25 anos de cadeia; 75 são fugitivos e foram julgados à revelia.
A Irmandade venceu as eleições parlamentares e presidencial, mas foi derrubada em 3 de julho de 2013 por um golpe de Estado liderado pelo marechal Abdel Fattah al-Sissi, favorito para vencer a eleição presidencial de 26 e 27 de maio de 2014. Desde então, foi declarada um grupo terrorista e seus ativistas têm sido perseguidos.
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