Doutor em filosofia com apenas 21 anos, o brasileiro Artur Ávila é considerado aos 36 anos um dos maiores gênios matemáticos do mundo. Acaba de ganhar o Prêmio de Ciências TWAS-Lenovo por resolver grandes problemas, como, por exemplo, como o caos emerge da simplicidade.
O prêmio, um dos mais importantes do mundo, foi anunciado durante a Assembleia Geral da TWAS (Academia Mundial de Ciências), dedicada ao progresso da ciência nos países em desenvolvimento, hoje em Viena, na Áustria. Mais uma vez, é agraciado o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro, onde Ávila divide seu tempo com o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, de Paris, em que é diretor de pesquisas.
"Artur Ávila é um talento excepcional no mundo da matemática", declarou o diretor-presidente da TWAS, Bai Chunli. "Mas também é um símbolo da notável criatividade que encontramos hoje entre jovens cientistas do mundo em desenvolvimento. Na TWAS, temos orgulho de nossa ligação com este acadêmico e temos confiança em que ele tenha muitos anos mais de trabalho produtivo pela frente."
O ganhador recebe US$ 100 mil da empresa de informática chinesa Lenovo, que comprou o setor de fabricação de computadores da americana IBM.
Entre os grandes sucessos de Ávila, destaque-se seu trabalho com sistemas dinâmicos, um ramo da matemática que estuda como sistemas complexos e comportamentos caóticos podem emergir de sistemas simples. Com seus modelos, é possível prever se uma população de organismos vai crescer ou declinar ao longo do tempo.
"Quando ganhamos um prêmio como esse, nos dá algo para mostrar para o grande público", festejou Ávila, "para mostrar que estamos fazendo boa matemática no Brasil."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Matemático brasileiro ganha prêmio da Academia Mundial de Ciências
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
Hoje é aniversário da tomada de Constantinopla
Em 29 de maio de 1453, há 560 anos, o Império Otomano (turco), sob a liderança do sultão Mehmet II, tomava a cidade de Constantinopla, acabando com o Império Romano do Oriente ou Império Bizantino, que ajudara a preservar a tradição greco-romana durante a Idade Média.
É o marco do fim da era medieval na Europa. Constantinopla havia sido saqueda pelos cruzados, o que a enfraquecera. Os turcos continuaram avançando até cercar Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, em 1529 e 1683, até começarem a recuar.
Com a queda de Contanstinopla, o Caminho da Seda, por onde Marco Polo fora à China no século 13, estava bloqueado. Fechada a passagem por terra no fim do Mar Mediterrâneo, a Europa se voltou para o Oceano Atlântico como via para chegar às riquezas do Oriente.
Começava a era das grandes navegações e da liderança de Portugal e Espanha na exploração da costa da África, na descoberta da América e do caminho marítimo para as Índias.
O Império Otomano acabou com a derrota na Primeira Guerra Mundial. Em 1930, a República da Turquia, que o sucedeu, mudou o nome da cidade para Istambul.
É o marco do fim da era medieval na Europa. Constantinopla havia sido saqueda pelos cruzados, o que a enfraquecera. Os turcos continuaram avançando até cercar Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, em 1529 e 1683, até começarem a recuar.
Com a queda de Contanstinopla, o Caminho da Seda, por onde Marco Polo fora à China no século 13, estava bloqueado. Fechada a passagem por terra no fim do Mar Mediterrâneo, a Europa se voltou para o Oceano Atlântico como via para chegar às riquezas do Oriente.
Começava a era das grandes navegações e da liderança de Portugal e Espanha na exploração da costa da África, na descoberta da América e do caminho marítimo para as Índias.
O Império Otomano acabou com a derrota na Primeira Guerra Mundial. Em 1930, a República da Turquia, que o sucedeu, mudou o nome da cidade para Istambul.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Arcebispo de Viena admite traição a Deus
Durante missa da Semana Santa, o arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönberg, admitiu nesta quarta-feira que agentes da Igreja Católica traíram Deus e fizeram o mal a quem mais precisava de proteção, as crianças abusadas sexualmente nos escândalos de pedofilia envolvendo padres.
Na frente da Igreja de Santo Estêvão, a Catedral de Viena, um senhor de meia idade declarou que "isso não pode acontecer. Quando acontece, os responsáveis precisam ser levados à Justiça. Não dá para varrer a sujeira para baixo do tapete".
Eva, uma católica que declarou gostar de Jesus Cristo e não da Igreja, que descreveu como "uma associação de homens", criticou o fato de que padres punidos por pedofilia tenham sido simplesmente transferidos de uma escola para outra onde continuaram cometendo os mesmos crimes.
"Nesta hora, diante da cruz, para ouvir acusações, admitir a culpa e pedir perdão", disse o cardeal.
Em seguida, foram ouvidos representantes de vítimas de escândalos sexuais ocorridos no seio da Igreja: "Quando ele tinha 19 anos, decidiu estudar teologia e decidiu mudar de cidade. Conseguiu acomodação num mosteiro e lá foi violentado sexualmente por um padre."
Uma vítima contou ser atormentada até hoje pelo trauma do abuso sexual: "Minhas experiências ruins me atacam. Voltam sempre. Estão sempre diante dos meus olhos."
Em nome da Igreja Católica da Áustria, o cardel Schönberg fez sua confissão de culpa: "Confessamos que traímos Deus, que é amor. Alguns ministros da Igreja falaram do amor a Deus enquanto faziam o mal àqueles que mais precisavam de proteção.
"Admitimos diante do Senhor e de cada um de nós, nossa culpa."
Na frente da Igreja de Santo Estêvão, a Catedral de Viena, um senhor de meia idade declarou que "isso não pode acontecer. Quando acontece, os responsáveis precisam ser levados à Justiça. Não dá para varrer a sujeira para baixo do tapete".
Eva, uma católica que declarou gostar de Jesus Cristo e não da Igreja, que descreveu como "uma associação de homens", criticou o fato de que padres punidos por pedofilia tenham sido simplesmente transferidos de uma escola para outra onde continuaram cometendo os mesmos crimes.
"Nesta hora, diante da cruz, para ouvir acusações, admitir a culpa e pedir perdão", disse o cardeal.
Em seguida, foram ouvidos representantes de vítimas de escândalos sexuais ocorridos no seio da Igreja: "Quando ele tinha 19 anos, decidiu estudar teologia e decidiu mudar de cidade. Conseguiu acomodação num mosteiro e lá foi violentado sexualmente por um padre."
Uma vítima contou ser atormentada até hoje pelo trauma do abuso sexual: "Minhas experiências ruins me atacam. Voltam sempre. Estão sempre diante dos meus olhos."
Em nome da Igreja Católica da Áustria, o cardel Schönberg fez sua confissão de culpa: "Confessamos que traímos Deus, que é amor. Alguns ministros da Igreja falaram do amor a Deus enquanto faziam o mal àqueles que mais precisavam de proteção.
"Admitimos diante do Senhor e de cada um de nós, nossa culpa."
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