Depois de sofrer um colapso durante uma audiência com a secretária de Estado, Hillary Clinton, por causa de uma ruptura na aorta e de ser submetido a duas cirurgias de emergência num total de 20 horas, morreu agora há pouco o ex-subsecretário de Estado americano Richard Holbrooke.
Holbrooke, que trabalhava ultimamente como enviado especial do governo Barack Obama para o Afeganistão e o Paquistão, tinha uma longa lista de serviços prestados à diplomacia dos Estados Unidos.
Seu sonho era trabalhar para o jornal The New York Times. Como não foi aceito, entrou para o Departamento de Estado. Ele foi o principal negociar americano nos Acordos de Dayton, de novembro de 1995, que puseram fim às guerras entre a Sérvia, a Croácia e a Bósnia-Herzegovina.
Os presidentes dos três países foram levados para uma base militar em Dayton, no estado de Ohio, e só saíram de lá depois de assinar a paz. Holbrooke era um negociador duro. Peitou várias vezes o presidente afegão, Hamid Karzai, por fraude eleitoral e corrupção generalizada
Se o vice-presidente Al Gore tivesse ganho a eleição presidencial de 2000 de George W. Bush, provavelmente Holbrooke teria sido seu secretário de Estado.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
domingo, 6 de setembro de 2009
Karzai se aproxima da maioria absoluta
Com 75% dos votos apurados, a liderança do presidente Hamid Karzai na eleição presidencial no Afeganistão chegou a 48,6% dos votos válidos. Isso o deixa perto da metade mais um dos votos válidos, o que lhe garantiria a vitória no primeiro turno.
A eleição presidencial afegã foi marcada por denúncias de fraudes, que provocaram uma discussão acalorada entre Karzai e o enviado especial do governo dos Estados Unidos, Richard Holbrooke.
A eleição presidencial afegã foi marcada por denúncias de fraudes, que provocaram uma discussão acalorada entre Karzai e o enviado especial do governo dos Estados Unidos, Richard Holbrooke.
sábado, 29 de agosto de 2009
Karzai amplia vantagem em eleição fradulenta
Depois de três dias divulgar parciais, a Comissão Eleitoral do Afeganistão anunciou ter totalizado a apuração de 2 milhões de votos, cerca de um terço do total.
O presidente Hamid Karzai ampliou sua vantagem sobre o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, agora em 46,2% a 31,4%.
Se ninguém obtiver mais da metade dos votos, haverá segundo turno em 1º de outubro. Mas o resultado está sendo contestado por mais de mil denúncias de fraude, de votos falsificados, violência e intimidação de eleitores.
Ha dois dias, o enviado especial do governo Barack Obama, Richard Holbrooke, teve uma discussão acalorada com Karzai, advertindo que, se não houver segundo turno, todo o processo eleitoral será desmoralizado.
Ao criticar esta atitude, comentaristas americanos observaram que intervenção de Holbrooke ameaça minar a credibilidade de qualquer futuro governo afegão.
No final das contas, a questão central é quem ganhou nas eleições: o governo e o projeto democrático imposto pela invasão americana ou a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes)?
Os Talebã perderam ao não conseguirem impedir a eleição nem realizar grandes atentados em 20 de agosto, dia da votação. Mas podem ganhar politicamente se a eleição se mostrar corrupta e o futuro governo ineficaz e inoperante na maior parte do país. Isso seria uma derrota para a estratégia do presidente dos Estados Unidos para a luta contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.
Obama sabe que o jihadismo não pode ser derrotado só com a força das armas. É preciso criar uma sociedade que funcione e melhorar as condições de vida miseráveis da maioria da população de 27 milhões de habitantes.
O presidente Hamid Karzai ampliou sua vantagem sobre o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, agora em 46,2% a 31,4%.
Se ninguém obtiver mais da metade dos votos, haverá segundo turno em 1º de outubro. Mas o resultado está sendo contestado por mais de mil denúncias de fraude, de votos falsificados, violência e intimidação de eleitores.
Ha dois dias, o enviado especial do governo Barack Obama, Richard Holbrooke, teve uma discussão acalorada com Karzai, advertindo que, se não houver segundo turno, todo o processo eleitoral será desmoralizado.
Ao criticar esta atitude, comentaristas americanos observaram que intervenção de Holbrooke ameaça minar a credibilidade de qualquer futuro governo afegão.
No final das contas, a questão central é quem ganhou nas eleições: o governo e o projeto democrático imposto pela invasão americana ou a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes)?
Os Talebã perderam ao não conseguirem impedir a eleição nem realizar grandes atentados em 20 de agosto, dia da votação. Mas podem ganhar politicamente se a eleição se mostrar corrupta e o futuro governo ineficaz e inoperante na maior parte do país. Isso seria uma derrota para a estratégia do presidente dos Estados Unidos para a luta contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.
Obama sabe que o jihadismo não pode ser derrotado só com a força das armas. É preciso criar uma sociedade que funcione e melhorar as condições de vida miseráveis da maioria da população de 27 milhões de habitantes.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Talebã mostram força no Afeganistão
Cabul entrou em pânico hoje com dois ataques coordenados. Enquanto pistoleiros atacavam o Ministério da Justiça do Afeganistão e dois outros prédios públicos, inclusive com um atentado suicida. Pelo menos 28 pessoas morreram e mais de 50 saíram feridas.
A milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a responsabilidade pela ação, realizada na véspera da chegada ao país do embaixador Richard Holbrooke, enviado especial do governo Barack Obama para o Paquistão e o Afeganistão.
Todos os oito terroristas foram mortos pela polícia, o que elevou o total de mortos para 28.
A milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a responsabilidade pela ação, realizada na véspera da chegada ao país do embaixador Richard Holbrooke, enviado especial do governo Barack Obama para o Paquistão e o Afeganistão.
Todos os oito terroristas foram mortos pela polícia, o que elevou o total de mortos para 28.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Hillary promete nova era na política externa americana
A secretária Hillary Clinton iniciou seu trabalho ontem no Departamento de Estado anunciando uma nova era para a política externa dos Estados Unidos.
“O presidente Obama deu o tom, o compromisso com o respeito aos valores americanos. A política externa tem três pilares: defesa, diplomacia e desenvolvimento. As últimas duas são essenciais para alcançar os objetivos de longo prazo dos EUA, para garantir o futuro dos EUA. Nas audiências no Congresso, falei muito de poder inteligente. Atrás do poder inteligente, há pessoas inteligentes, e essas pessoas são vocês”, declarou Hillary, convocando os funcionários a um debate permanente.
Ele defendeu a busca de “instrumentos e soluções do século 21. Quero que pensem além dos padrões normais. Não há nada que eu goste mais do que um bom debate.”
À tarde, Obama foi ao Departamento de Estado, onde Hillary nomeou dois enviados especiais.
O ex-senador George Mitchell, ex-presidente da Comissão das Forças Armadas do Senado, terá de usar todo o seu talento como um dos principais mediadores da paz na Irlanda do Norte para aproximar outros inimigos inconciliáveis: israelenses e palestinos.
Já o embaixador Richard Holbrooke, negociador do Acordo de Paz de Dayton, entre Sérvia, Croácia e Bósnia-Herzegovina, em 1995, será encarregado do Afeganistão e do Paquistão, dois países-chaves na luta contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.
“O presidente Obama deu o tom, o compromisso com o respeito aos valores americanos. A política externa tem três pilares: defesa, diplomacia e desenvolvimento. As últimas duas são essenciais para alcançar os objetivos de longo prazo dos EUA, para garantir o futuro dos EUA. Nas audiências no Congresso, falei muito de poder inteligente. Atrás do poder inteligente, há pessoas inteligentes, e essas pessoas são vocês”, declarou Hillary, convocando os funcionários a um debate permanente.
Ele defendeu a busca de “instrumentos e soluções do século 21. Quero que pensem além dos padrões normais. Não há nada que eu goste mais do que um bom debate.”
À tarde, Obama foi ao Departamento de Estado, onde Hillary nomeou dois enviados especiais.
O ex-senador George Mitchell, ex-presidente da Comissão das Forças Armadas do Senado, terá de usar todo o seu talento como um dos principais mediadores da paz na Irlanda do Norte para aproximar outros inimigos inconciliáveis: israelenses e palestinos.
Já o embaixador Richard Holbrooke, negociador do Acordo de Paz de Dayton, entre Sérvia, Croácia e Bósnia-Herzegovina, em 1995, será encarregado do Afeganistão e do Paquistão, dois países-chaves na luta contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.
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