Um aumento de menos de dois graus centígrados na temperatura dos mares derreteu a maior parte do gelo da Antártida durante o último período interglacial, entre 129 e 116 mil anos atrás, causando uma elevação de vários metros no nível dos oceanos, de seis a nove metros, concluiu uma pesquisa liderada pela Universidade de Bonn, na Alemanha.
"Não só perdemos uma grande parte da camada de gelo do Oeste da Antártida, como isto aconteceu no início do período interglacial", observou o professor Chris Turney, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, principal autor do relatório.
Por enquanto, com o aquecimento global provocado pelo homem desde o início da Revolução Industrial, a previsão é de uma elevação de 1,5 metro no nível dos mares até 2100, se não houver uma grande redução das emissões de gases carbônicos.
A temperatura média do planeta subiria cinco graus, tornando a vida humana impossível em várias regiões do planeta e a elevação do nível dos oceanos ameaçaria populações que vivem à beira-mar. As secas, enchentes, nevascas, tornados e furacões seriam muito mais violentas.
Ao contrário da camada de gelo do Leste da Antártida, que fica sobre terra firme com elevações, as geleiras do Oeste repousam diretamente sobre o mar.
"O estudo revela como a camada de gelo da Antártida se torna vulnerável quando as águas do oceano esquentam, um cenário observado hoje", comentou Michael Weber, do Instituto de Geociências da Universidade de Bonn.
A pesquisa continua para descobrir se o degelo das camadas do Oeste foram suficientes para explicar a elevação do nível dos mares.
Nesta semana, pesquisadores da base brasileira na Antártida registraram uma temperatura recorde de 20,75ºC no continente gelado.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Aquecimento torna tragédias climáticas mais frequentes
A mudança do clima está tornando os fenômenos meteorológicos extremados mais frequentes, conclui uma nova pesquisa da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos. Um exemplo é a onda de calor e a seca que atingiram o estado do Texas no ano passado, mas as enchentes na Tailândia não sofreram influência do aquecimento global.
Hoje é 20 vezes mais provável que o Texas passe por uma onda de calor do que nos anos 60. O calor fora de época em novembro de 2011 na Grã-Bretanha é agora 62 vezes mais provável.
Diante da paralisia das negociações internacionais sobre mudança do clima e de nova ofensiva de cientistas céticos patrocinados por grandes poluidores da atmosfera, os cientistas tentam comprovar que o homem é responsável pelo aquecimento global por causa da emissão de gases carbônicos, que aumentou significativamente desde o início da Revolução Industrial.
Se é difícil para a maioria das pessoas imaginar qual seria o impacto de um aumento de dois a quatro graus na temperatura média da Terra, tragédias como secas, enchentes, tornados, furacões e destruição de plantações têm impacto direto na vida dos cidadãos.
"Isto é ciência nova quente", declarou Philip Mote, diretor do Instituto de Pesquisas sobre Mudança do Clima da Universidade Estadual do Oregon, que realizou a pesquisa junto com cientistas britânicos.
O Oceano Ártico esquenta mais rapidamente que o resto do mundo. Sua camada de gelo tem a segunda menor espessura da história, reporta o jornal The New York Times. Mas outra pesquisa, feita por ingleses e holandeses, concluiu que a enchente que arrasou a Tailândia no ano passado não foi incomum. O maior problema foi a vulnerabilidade das populações atingidas.
Hoje é 20 vezes mais provável que o Texas passe por uma onda de calor do que nos anos 60. O calor fora de época em novembro de 2011 na Grã-Bretanha é agora 62 vezes mais provável.
Diante da paralisia das negociações internacionais sobre mudança do clima e de nova ofensiva de cientistas céticos patrocinados por grandes poluidores da atmosfera, os cientistas tentam comprovar que o homem é responsável pelo aquecimento global por causa da emissão de gases carbônicos, que aumentou significativamente desde o início da Revolução Industrial.
Se é difícil para a maioria das pessoas imaginar qual seria o impacto de um aumento de dois a quatro graus na temperatura média da Terra, tragédias como secas, enchentes, tornados, furacões e destruição de plantações têm impacto direto na vida dos cidadãos.
"Isto é ciência nova quente", declarou Philip Mote, diretor do Instituto de Pesquisas sobre Mudança do Clima da Universidade Estadual do Oregon, que realizou a pesquisa junto com cientistas britânicos.
O Oceano Ártico esquenta mais rapidamente que o resto do mundo. Sua camada de gelo tem a segunda menor espessura da história, reporta o jornal The New York Times. Mas outra pesquisa, feita por ingleses e holandeses, concluiu que a enchente que arrasou a Tailândia no ano passado não foi incomum. O maior problema foi a vulnerabilidade das populações atingidas.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Comunicação está na vanguarda da produção
Os meios de comunicação estão na vanguarda dos meios de produção. Essa foi uma das principais proposições do sociólogo canadense Marshall McLuhan, o papa das comunicações, um dos grandes pensadores da segunda metade do século 21, hoje praticamente esquecido.
Seu argumento é simples: são os meios de comunicação que organizam a percepção humana, a sociedade e o modo de produção, como parece evidente na atual revolução da informática.
O livro, argumenta McLuhan, foi o primeiro bem de consumo uniformemente reproduzível. A imprensa de Gutenberg, de 1455, foi a primeira linha de montagem. O livro foi assim o primeiro bem manufaturado, 300 anos antes da Revolução Industrial na Inglaterra, que criaria a era da máquina a vapor, da locomotiva e do navio a vapor, permitindo uma acumulação de riqueza sem precedentes.
Com a tecnologia da imprensa, foi possível armazenar uma quantidade formidável de conhecimentos e levá-los para casa, um forte impulso ao individualismo e à visão racionalista e antropocêntrica do humanismo da Idade Moderna. Ela popularizou o mapa, instrumento essencial da expansão colonial marítima européia, mola propulsora da Revolução Comercial (1400-1700) e do capitalismo.
Menos de um século depois de Gutenberg publicar sua bíblia, o monge alemão Martinho Lutero traduziu-a do latim para sua língua, em 1534, lançando as bases da Reforma da Igreja. Um dos princípios fundamentais do protestantismo luterano é: “A Bíblia é a única norma da fé”.
Os cristãos não precisavam mais de intermediários para falar com Deus. Qualquer imigrante perdido no Oeste selvagem nos Estados Unidos tinha esse canal direto de comunicação com a fé.
A imprensa criou as grandes burocracias que levaram à Revolução Militar (1550-70), garantia de quatro séculos de dominação européia sobre o planeta, à formação dos Estados Nacionais e à revolução das idéias liberais, o Iluminismo, no século 18. Reprogramou o mundo, gerando o que McLuhan chamou de A Galáxia de Gutenberg, seu livro mais importante.
Agora, chegou a vez da tecnologia da informação redesenhar nossas vidas e o planeta como um todo. É um processo que começou há muito, com a descoberta da eletricidade, motor da Segunda Revolução Industrial.
Há uma frase de Benjamin Franklin, um dos fundadores dos Estados Unidos, que revela como o mundo mudou: “Há meses não recebemos notícias do nosso embaixador em Paris”. Quando Thomas Jefferson, futuro presidente dos EUA, representava a jovem república americana na França (1784-89), o único meio de comunicação à distancia era o correio.
Isso mudou quando Samuel Morse inventou o telégrafo, em 1839. Começava a era da comunicação instantânea. O jornal moderno, um mosaico de despachos telegráficos, é um cruzamento da imprensa com o telégrafo.
GALÁXIA DE MARCONI
A ciência avançava rapidamente. Antes de Morse, em 1831, o inglês Michael Faraday descobriu a indução magnética. Outro inglês, James Maxwell, descobriu as ondas eletromagnéticas, que viajam na velocidade da luz, 300 mil quilômetros por segundo.
Em 1880, o americano Thomas Alva Edison inventou a lâmpada, tirando a humanidade do escuro, e o alemão Heinrich Hertz comprovou na prática a existência das ondas eletromagnéticas.
O marco fundador da nova galáxia da informação é, para McLuhan, a criação pelo italiano Guglielmo Marconi, em 1896, do telégrafo sem fio, mais conhecido como rádio. É o início da era das telecomunicações sem fio. O automóvel, outro cruzamento das tecnologias mecânica e elétrica, é da mesma época.
A acumulação de riqueza sem precedentes a partir da Revolução Industrial criou o paradoxo da miséria em meio da abundância, tema central do pensamento de Karl Marx e de sua utopia igualitária: o comunismo.
McLuhan discorda de Marx ao alegar que não é a economia que move a História mas revoluções tecnológicas estimuladas pela luta pela supremacia militar. Não basta ser mais rico. É preciso ter a tecnologia militar mais avançada. Hoje essas duas coisas coincidem. Nem sempre foi assim.
Sob o comando de Guilherme o Conquistador, com apenas 200 cavaleiros, os normandos conquistaram a Inglaterra na Batalha de Hastings, em 1066, derrotando mais de 2 mil soldados leais ao rei Haroldo. Tinham a tecnologia militar dominante na Idade Média – o cavalo – , que permitiu a Gengis Khan e seus sucessores construir o maior império terrestre jamais visto: o Império Mongol.
Marx lançou o Manifesto Comunista em 1848, numa época de escassa mobilidade social, afirmando os conceitos de classe social e luta de classes. Extrapolou sua conclusão ao reduzir a História da Humanidade à história da luta de classes. É uma visão simplista e, na minha opinião, superada.
Como disse McLuhan, não pode haver luta de classes numa era de informação instantânea em que jovens nerds ficam bilionários criando empresas no fundo da garagem, como Apple, Microsoft, Yahoo, Google, Skype e tantas outras.
Não se pode negar que há conflitos de interesses entre as diferentes classes sociais. Mas, na Era da Informação e da economia baseada no conhecimento, o ser humano não está mais aprisionado a uma estrutura rígida de classes. Não é a luta de classes que move a História.
Foi a revolução silenciosa do computador e do microchip que derrotaram a União Soviética sem disparar um tiro. Em 1978, um general do Estado-Maior alertou o dirigente máximo Leonid Brejnev (1964-82): “Precisamos superar os EUA em computadores”. Brejnev sabia que era impossível.
Mikhail Gorbachev (1985-91) tentou reformar o sistema socialista, mas a burocracia comunista o impediu.
O marxismo sobrevive como a mais poderosa crítica do sistema capitalista. Mas seu modelo de organização social experimentado no século 20 foi para a lata de lixo da História.
Seu argumento é simples: são os meios de comunicação que organizam a percepção humana, a sociedade e o modo de produção, como parece evidente na atual revolução da informática.
O livro, argumenta McLuhan, foi o primeiro bem de consumo uniformemente reproduzível. A imprensa de Gutenberg, de 1455, foi a primeira linha de montagem. O livro foi assim o primeiro bem manufaturado, 300 anos antes da Revolução Industrial na Inglaterra, que criaria a era da máquina a vapor, da locomotiva e do navio a vapor, permitindo uma acumulação de riqueza sem precedentes.
Com a tecnologia da imprensa, foi possível armazenar uma quantidade formidável de conhecimentos e levá-los para casa, um forte impulso ao individualismo e à visão racionalista e antropocêntrica do humanismo da Idade Moderna. Ela popularizou o mapa, instrumento essencial da expansão colonial marítima européia, mola propulsora da Revolução Comercial (1400-1700) e do capitalismo.
Menos de um século depois de Gutenberg publicar sua bíblia, o monge alemão Martinho Lutero traduziu-a do latim para sua língua, em 1534, lançando as bases da Reforma da Igreja. Um dos princípios fundamentais do protestantismo luterano é: “A Bíblia é a única norma da fé”.
Os cristãos não precisavam mais de intermediários para falar com Deus. Qualquer imigrante perdido no Oeste selvagem nos Estados Unidos tinha esse canal direto de comunicação com a fé.
A imprensa criou as grandes burocracias que levaram à Revolução Militar (1550-70), garantia de quatro séculos de dominação européia sobre o planeta, à formação dos Estados Nacionais e à revolução das idéias liberais, o Iluminismo, no século 18. Reprogramou o mundo, gerando o que McLuhan chamou de A Galáxia de Gutenberg, seu livro mais importante.
Agora, chegou a vez da tecnologia da informação redesenhar nossas vidas e o planeta como um todo. É um processo que começou há muito, com a descoberta da eletricidade, motor da Segunda Revolução Industrial.
Há uma frase de Benjamin Franklin, um dos fundadores dos Estados Unidos, que revela como o mundo mudou: “Há meses não recebemos notícias do nosso embaixador em Paris”. Quando Thomas Jefferson, futuro presidente dos EUA, representava a jovem república americana na França (1784-89), o único meio de comunicação à distancia era o correio.
Isso mudou quando Samuel Morse inventou o telégrafo, em 1839. Começava a era da comunicação instantânea. O jornal moderno, um mosaico de despachos telegráficos, é um cruzamento da imprensa com o telégrafo.
GALÁXIA DE MARCONI
A ciência avançava rapidamente. Antes de Morse, em 1831, o inglês Michael Faraday descobriu a indução magnética. Outro inglês, James Maxwell, descobriu as ondas eletromagnéticas, que viajam na velocidade da luz, 300 mil quilômetros por segundo.
Em 1880, o americano Thomas Alva Edison inventou a lâmpada, tirando a humanidade do escuro, e o alemão Heinrich Hertz comprovou na prática a existência das ondas eletromagnéticas.
O marco fundador da nova galáxia da informação é, para McLuhan, a criação pelo italiano Guglielmo Marconi, em 1896, do telégrafo sem fio, mais conhecido como rádio. É o início da era das telecomunicações sem fio. O automóvel, outro cruzamento das tecnologias mecânica e elétrica, é da mesma época.
A acumulação de riqueza sem precedentes a partir da Revolução Industrial criou o paradoxo da miséria em meio da abundância, tema central do pensamento de Karl Marx e de sua utopia igualitária: o comunismo.
McLuhan discorda de Marx ao alegar que não é a economia que move a História mas revoluções tecnológicas estimuladas pela luta pela supremacia militar. Não basta ser mais rico. É preciso ter a tecnologia militar mais avançada. Hoje essas duas coisas coincidem. Nem sempre foi assim.
Sob o comando de Guilherme o Conquistador, com apenas 200 cavaleiros, os normandos conquistaram a Inglaterra na Batalha de Hastings, em 1066, derrotando mais de 2 mil soldados leais ao rei Haroldo. Tinham a tecnologia militar dominante na Idade Média – o cavalo – , que permitiu a Gengis Khan e seus sucessores construir o maior império terrestre jamais visto: o Império Mongol.
Marx lançou o Manifesto Comunista em 1848, numa época de escassa mobilidade social, afirmando os conceitos de classe social e luta de classes. Extrapolou sua conclusão ao reduzir a História da Humanidade à história da luta de classes. É uma visão simplista e, na minha opinião, superada.
Como disse McLuhan, não pode haver luta de classes numa era de informação instantânea em que jovens nerds ficam bilionários criando empresas no fundo da garagem, como Apple, Microsoft, Yahoo, Google, Skype e tantas outras.
Não se pode negar que há conflitos de interesses entre as diferentes classes sociais. Mas, na Era da Informação e da economia baseada no conhecimento, o ser humano não está mais aprisionado a uma estrutura rígida de classes. Não é a luta de classes que move a História.
Foi a revolução silenciosa do computador e do microchip que derrotaram a União Soviética sem disparar um tiro. Em 1978, um general do Estado-Maior alertou o dirigente máximo Leonid Brejnev (1964-82): “Precisamos superar os EUA em computadores”. Brejnev sabia que era impossível.
Mikhail Gorbachev (1985-91) tentou reformar o sistema socialista, mas a burocracia comunista o impediu.
O marxismo sobrevive como a mais poderosa crítica do sistema capitalista. Mas seu modelo de organização social experimentado no século 20 foi para a lata de lixo da História.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Cientistas advertem sobre catástrofe climática
Até 2100, a temperatura média da Terra vai amentar de 1,8 a 4 graus centígrados. O nível dos oceanos vai subir de 28 a 43 centímetros. Estes números podem ser ainda maiores, adverte o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, que concluiu, em relatório divulgado hoje em Paris, que a atividade humana é, sim, responsável pelo aquecimento da atmosfera.
O chamado efeito estufa vai provocar secas, quebras de safra, o degelo das calotas polares e de muitas montanhas nevadas, tempestades mais violentas, verões mais quentes e talvez mesmo ondas de frio, alerta o documento.
Se a atmosfera da Terra não retivesse parte do calor irradiado pelo sol, este planeta seria frio demais para a vida humana. A bioesfera é resultado de um delicado equilíbrio construído em bilhões de anos de evolução.
Desde a chamada Revolução Industrial, que começou na Inglaterra em 1750 e hoje se expandiu para quase todo o planeta, o homem joga na atmosfera gás carbônico produzido pela queima de combustíveis fósseis. Toda a vez que você usa seu carro contribui para o aquecimento.
Agora, 2,5 mil cientistas de mais 100 países chegaram a um consenso de que é preciso agir. O próprio presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush - que se negou a assinar o Protocolo de Quioto, que tenta militar a emissão dos gases que provocam o efeito estufa - admite que o aquecimento global é um problema.
A questão estava na pauta da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, quando foi assinada a Convenção sobre o Clima. Mas George Bush sr., então presidente dos EUA e os países árabes impediram a tomada de medidas práticas para atacar o problema.
Chegou a hora!
O chamado efeito estufa vai provocar secas, quebras de safra, o degelo das calotas polares e de muitas montanhas nevadas, tempestades mais violentas, verões mais quentes e talvez mesmo ondas de frio, alerta o documento.
Se a atmosfera da Terra não retivesse parte do calor irradiado pelo sol, este planeta seria frio demais para a vida humana. A bioesfera é resultado de um delicado equilíbrio construído em bilhões de anos de evolução.
Desde a chamada Revolução Industrial, que começou na Inglaterra em 1750 e hoje se expandiu para quase todo o planeta, o homem joga na atmosfera gás carbônico produzido pela queima de combustíveis fósseis. Toda a vez que você usa seu carro contribui para o aquecimento.
Agora, 2,5 mil cientistas de mais 100 países chegaram a um consenso de que é preciso agir. O próprio presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush - que se negou a assinar o Protocolo de Quioto, que tenta militar a emissão dos gases que provocam o efeito estufa - admite que o aquecimento global é um problema.
A questão estava na pauta da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, quando foi assinada a Convenção sobre o Clima. Mas George Bush sr., então presidente dos EUA e os países árabes impediram a tomada de medidas práticas para atacar o problema.
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