Mostrando postagens com marcador Lorde Carnarvon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lorde Carnarvon. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 26 de Novembro

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

    Em 1862, o matemático de Oxford Charles Lutwidge Dodgson envia o manuscrito do livro As Aventuras de Alice sob a terra a Alice Liddell, de 10 anos, como presente de Natal.

Dodgson, de 30 anos, é conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carroll. Ele escreve a história num dia de piquenique no parque com Alice e suas duas irmãs, filhas de um colega dele na Universidade de Oxford.

Durante uma visita à casa dos Liddell, o escritor Henry Kingskey lê o manuscrito e sugere que seja publicado. Alice no País das Maravilhas sai em 1865. É um dos primeiros livros infantis totalmente recreativos, sem propósitos educacionais, simplesmente para as crianças se divertirem.

Uma continuação, Alice Através do Espelho, sai em 1871.

Quando perguntaram a John Lennon se James Joyce o inspirara a escrever letras psicodélicas, ele disse: "Não. Lewis Carroll."

RELATÓRIO DE LAWRENCE DA ÁRABIA

    Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Thomas Edward Lawrence, um oficial de inteligência do Reino Unido, publica um relatório sobre a Revolta Árabe liderada por Sherif Hussein sugerindo apoio aos rebeldes na luta contra o Império Otomano, que é aliado das potências centrais, a Alemanha e a Áustria-Hungria.

Lawrence nasce em Dorset, na Inglaterra, em 16 de agosto de 1888, filho de um casal que não era casado. A mãe, Sarah Junner, é governanta. O pai, Thomas Chapman, um nobre anglo-irlandês, abandona a família na Irlanda para viver com a mãe dele. O casal adota o sobrenome Lawrence, que seria do pai que Sarah não conheceu.

Em 1896, a família se muda para Oxford, onde Lawrence se forma em história no Jesus College, da Universidade de Oxford, em 1910. Durante quatro anos, ele trabalha como arqueólogo no Museu Britânico e viaja várias vezes ao Egito, à Síria, à Palestina e a partes da Turquia.

Pouco depois do início da guerra, Lawrence se apresenta como voluntário. Trabalha no setor árabe da inteligência britânica. Em 1916, vai para o escritório no Egito. Com seu relatório, convence o governo do Reino Unido a apoiar a Revolta Árabe e se torna oficial de ligação.

Sherif Hussein governa Hejaz, a região da Arábia Saudita onde ficam as cidades sagradas islâmicas de Meca e Medina, dentro do Império Otomano. No início da guerra, fica neutro e tenta obter vantagens com os dois lados. 

Em abril de 1916, Hussein sabe que uma força turco-alemã pretende derrubá-lo. Em 5 de junho, proclama a Revolta Árabe e pede apoio à Marinha Real britânica. Lawrence considera os árabes individualistas e indisciplinados. "Pode ser impossível criar uma força organizada."

Mesmo assim, em dezembro de 1916, Lawrence entra do lado árabe na luta contra os turcos otomanos e passa o resto da guerra tentando organizar e unir as tribos árabes. Em 1917, depois da conquista de Ácaba, ele é capturado em Dera, torturado e abusado sexualmente.

A queda de Damasco, em 1º de outubro de 1918 é o marco da vitória final dos árabes sobre o Império Otomano. Lawrence renuncia a seu cargo no setor de Oriente Médio do Ministério do Exterior e da Comunidade quando o Tratado de Versalhes nega a independência prometida aos árabes e a Liga das Nações dá mandatos aos impérios Francês e Britânico para administrar a região.

ARQUEÓLOGOS ENTRAM NA TUMBA DE TUTANCÂMON

    Em 1922, os arqueólogos britânicos Howard Carter e Lorde Carnarvon entram no túmulo de Tutancâmon, o Faraó Menino, no Vale dos Reis, de mais de 3 mil anos, que não havia sido violado. É a descoberta mais importante da egiptologia.

Quando Carter chega ao Egito, em 1891, a grande maioria das tumbas dos faraós do Egito Antigo havia sido descoberta e quase todas saqueadas ao longo dos milênios. Ele descobre o túmulo de Tutmósis IV.

Em 1907. Carter se associa a Lorde Carnarvon, um colecionador de antiguidades que o chama para supervisionar escavações no Vale dos Reis. A maioria dos egiptólogos acredita que não há mais nada a descobrir ali. Carter aposta que vai encontrar a tumba do faraó-menino.

Tutancâmon nasce em 1341 antes de Cristo e ascende ao trono aos 9 anos, em 1332 AC. Seu breve reino termina em 1323 AC. Um século depois, ao construir a tumba de Ramsés IV, jogam tanta brita em cima que o túmulo de Tutancâmon fica ainda mais escondido dos saqueadores.

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) atrapalha os planos. Depois do conflito, Carter retoma e intensifica os esforços. Em 4 de novembro de 1922, descobre a entrada e espera a chegada de Lorde Carnarvon. No dia 23, encontram a passagem que leva à tumba.

Há sinais de que ladrões tentaram invadir a tumba. No dia 26, passam por outra porta. Carter acende uma vela dentro da câmara mortuária. "Você pode ver alguma coisa?", pergunta Carnarvon. "Sim, coisas maravilhosas", responde Carter.

A antecâmara está maravilhosamente intacta, com vestígios dos operários que a construíram mais de 3 mil anos atrás. Em quatro salas que levam anos explorando, os arqueólogos encontram joias, peças de ouro, roupas, uma carruagem, armas e uma série de objetos que revelam a história e a cultura do Egito Antigo. Agora, está tudo no novo Grande Museu do Cairo.

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1941, o presidente Franklin Roosevelt oficializa o feriado do Dia Nacional de Ação de Graças, festejado anualmente na quarta quinta-feira de novembro, que as famílias dos Estados Unidos costumam celebrar comendo peru.

A comemoração tem origem numa festa realizada no outono de 1621, em Plymouth, hoje parte do estado de Massachusetts, quando os peregrinos do navio Mayflower celebram com os índios um ano de colonização e de sobrevivência por iniciativa do governador William Bradford.

O Dia de Ação de Graças é festejado na Nova Inglaterra no século 17. Em 1789, o primeiro presidente dos EUA, George Washington (1789-97), cria o feriado no dia 26 de novembro. Depois da oficialização por Abraham Lincoln, a data passa a ser comemorada nacionalmente.

É o feriado mais importante para as famílias norte-americanas. No dia seguinte, tem a Sexta-Feira Negra (Black Friday), início da temporada de compras que vai até o Natal, época de maior consumo no país do consumismo. Neste ano, 80 milhões de pessoas devem viajar mais de 50 quilômetros para celebrar a data.

ESTREIA DE CASABLANCA

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), Casablanca, um filme sobre a guerra com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, estreia em Nova York para se tornar um dos maiores clássicos da história do cinema.

Bogart é Rick Blaine, dono de uma casa noturna agitada em Casablanca, no Marrocos, frequentada por oficiais nazistas, reencontra seu amor, a enigmática Ilsa Lund, vivida pela sueca Ingrid Bergman.

O filme ganha três Oscars: melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

CHINA MUDA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, numa das batalhas mais ferozes da Guerra da Coreia (1950-53), centenas de milhares de soldados do Exército Popular da Libertação da China lançam um contra-ataque em massa contra as forças dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e aliados.


O Japão ocupa a Coreia em 1910. Com a derrota do Império Japonês na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética declara guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, dia em que os EUA jogam a segunda bomba atômica, em Nagasaki. A URSS ocupa o Norte da Península Coreana e os EUA, que vencem o Japão, o Sul.

As duas coreias, o Norte comunista aliado da URSS e o Sul capitalista aliado dos EUA, nascem em 1948. Ambas reivindicam a soberania sobre toda a península.

A Guerra da Coreia começa em 25 de junho de 1950, quando a Coreia do Norte invade o Sul com armamento soviético. Os EUA reagem e conseguem um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para unificar a Península Coreana. A URSS não veta. Está boicotando a ONU por causa da não admissão da República Popular da China, a China Comunista. O mandato vale até hoje.

Quando os EUA e aliados estão empurrando os soldados da Coreia do Norte rumo à fronteira com a China, o 4º Exército do Exército Popular de Libertação da China, cruza o Rio Yalu, em 19 de outubro de 1950, e entra na guerra, sob o comando de Lin Biao. Ele chega a ser nomeado sucessor de Mao Tsé-tung e morre num acidente de avião suspeito em 13 de setembro de 1971, durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia. A China vence, ao empurrar as forças internacionais lideradas pelos norte-americanos para baixo do paralelo 38º Norte, restaurando a situação anterior à guerra.

Hoje a propaganda do regime comunista chinês apresenta como uma grande vitória contra o Ocidente. Nunca mais houve guerra direta entre os dois países, hoje as duas superpotências dominantes.

TERROR EM MUMBAI

    Em 2008, dez jihadistas do grupo extremista muçulmano paquistanês Lashkar-e-Taiba, o Exército dos Puros, iniciam uma onda de terror com 12 ataques coordenados com bombas e tiros em Mumbai, a maior cidade e principal centro econômico da Índia. O ataque dura quatro dias e deixa 175 mortos, inclusive nove terroristas, e mais de 300 feridos.


Os principais alvos são dois hotéis de luxo, uma estação ferroviária histórica e um centro cultural judaico, mas também há ataques a um cinema e um hospital. No fim da manhã do dia 28, a situação está controlada, menos no Taj Hotel. 

Em 29 de novembro, a Operação Tornado Negro da Guarda de Segurança Nacional da Índia mata os últimos terroristas no hotel. O único sobrevivente, Ajmal Kassab (foto), é preso na estação ferroviária. 

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 26 de Novembro

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

    Em 1862, o matemático de Oxford Chales Lutwidge Dodgson envia o manuscrito do livro As Aventuras de Alice sob a terra a Alice Liddell, de 10 anos, como presente de Natal.

Dodgson, de 30 anos, é conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carroll. Ele escreve a história num dia de piquenique no parque com Alice e suas duas irmãs, filhas de um colega dele na Universidade de Oxford.

Durante uma visita à casa dos Liddell, o escritor Henry Kingskey lê o manuscrito e sugere que seja publicado. Alice no País das Maravilhas sai em 1865. É um dos primeiros livros infantis totalmente recreativos, sem propósitos educacionais, simplesmente para as crianças se divertirem.

Uma continuação, Alice Através do Espelho, sai em 1871.

RELATÓRIO DE LAWRENCE DA ÁRABIA

    Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Thomas Edward Lawrence, um oficial de inteligência do Reino Unido, publica um relatório sobre a Revolta Árabe liderada por Sherif Hussein sugerindo apoio aos rebeldes na luta contra o Império Otomano, que é aliado das potências centrais, a Alemanha e a Áustria-Hungria.

Lawrence nasce em Dorset, na Inglaterra, em 16 de agosto de 1888, filho de um casal que não era casado. A mãe, Sarah Junner, é governanta. O pai, Thomas Chapman, um nobre anglo-irlandês, abandona a família na Irlanda para viver com a mãe dele. O casal adota o sobrenome Lawrence, que seria do pai que Sarah não conheceu.

Em 1896, a família se muda para Oxford, onde Lawrence se forma em história no Jesus College, da Universidade de Oxford, em 1910. Durante quatro anos, ele trabalha como arqueólogo no Museu Britânico e viaja várias vezes ao Egito, à Síria, à Palestina e a partes da Turquia.

Pouco depois do início da guerra, Lawrence se apresenta como voluntário. Trabalha no setor árabe da inteligência britânica. Em 1916, vai para o escritório no Egito. Com seu relatório, convence o governo do Reino Unido a apoiar a Revolta Árabe e se torna oficial de ligação.

Sherif Hussein governa Hejaz, a região da Arábia Saudita onde ficam as cidades sagradas islâmicas de Meca e Medina, dentro do Império Otomano. No início da guerra, fica neutro e tenta obter vantagens com os dois lados. 

Em abril de 1916, Hussein sabe que uma força turco-alemã pretende derrubá-lo. Em 5 de junho, proclama a Revolta Árabe e pede apoio à Marinha Real britânica. Lawrence considera os árabes individualistas e indisciplinados. "Pode ser impossível criar uma força organizada."

Mesmo assim, em dezembro de 1916, Lawrence entra do lado árabe na luta contra os turcos otomanos e passa o resto da guerra tentando organizar e unir as tribos árabes. Em 1917, depois da conquista de Ácaba, ele é capturado em Dera, torturado e abusado sexualmente.

A queda de Damasco, em 1º de outubro de 1918 é o marco da vitória final dos árabes sobre o Império Otomano. Lawrence renuncia a seu cargo no setor de Oriente Médio do Ministério do Exterior e da Comunidade quando o Tratado de Versalhes nega a independência prometida aos árabes e a Liga das Nações dá mandatos aos impérios Francês e Britânico para administrar a região.

ARQUEÓLOGOS ENTRAM NA TUMBA DE TUTANCÂMON

    Em 1922, os arqueólogos britânicos Howard Carter e Lorde Carnarvon entram no túmulo de Tutancâmon, o Faraó Menino, no Vale dos Reis, de mais de 3 mil anos, que não havia sido violado. É a descoberta mais importante da egiptologia.

Quando Carter chega ao Egito, em 1891, a grande maioria das tumbas dos faraós do Egito Antigo havia sido descoberta e quase todas saqueadas ao longo dos milênios. Ele descobre o túmulo de Tutmósis IV.

Em 1907. Carter se associa a Lorde Carnarvon, um colecionador de antiguidades que o chama para supervisionar escavações no Vale dos Reis. A maioria dos egiptólogos acredita que não há mais nada a descobrir ali. Carter aposta que vai encontrar a tumba do faraó-menino.

Tutancâmon nasce em 1341 antes de Cristo e ascende ao trono aos 9 anos, em 1332 AC. Seu breve reino termina em 1323 AC. Um século depois, ao construir a tumba de Ramsés IV, jogam tanta brita em cima que o túmulo de Tutancâmon fica ainda mais escondido dos saqueadores.

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) atrapalha os planos. Depois do conflito, Carter retoma e intensifica os esforços. Em 4 de novembro de 1922, descobre a entrada e espera a chegada de Lorde Carnarvon. No dia 23, encontram a passagem que leva à tumba.

Havia sinais de que ladrões tentaram invadir a tumba. No dia 26, passam por outra porta. Carter acende uma vela dentro da câmara mortuária. "Você pode ver alguma coisa?", pergunta Carnarvon. "Sim, coisas maravilhosas", responde Carter.

A antecâmara está maravilhosamente intacta, com vestígios dos operários que a construíram mais de 3 mil anos atrás. Em quatro salas que levam anos explorando, os arqueólogos encontram joias, peças de ouro, roupas, uma carruagem armas e uma série de objetos que revelam a história e a cultura do Egito Antigo. A maior parte está no Museu do Cairo.

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1941, o presidente Franklin Roosevelt oficializa o feriado do Dia Nacional de Ação de Graças, festejado anualmente na quarta quinta-feira de novembro, que as famílias dos Estados Unidos costumam celebrar comendo peru.

A comemoração tem origem numa festa realizada no outono de 1621, em Plymouth, hoje parte do estado de Massachusetts, quando os peregrinos do navio Mayflower celebram com os índios um ano de colonização e de sobrevivência por iniciativa do governador William Bradford.

O Dia de Ação de Graças é festejado na Nova Inglaterra no século 17. Em 1789, o primeiro presidente dos EUA, George Washington (1789-97), cria o feriado no dia 26 de novembro. Depois da oficialização por Abraham Lincoln, a data passa a ser comemorada nacionalmente.

É o feriado mais importante para as famílias norte-americanas. No dia seguinte, tem a Sexta-Feira Negra (Black Friday), início da temporada de compras que vai até o Natal, época de maior consumo no país do consumismo.

ESTREIA DE CASABLANCA

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), Casablanca, um filme sobre a guerra com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, estreia em Nova York para se tornar um dos maiores clássicos da história do cinema.

Bogart é Rick Blaine, dono de uma casa noturna agitada em Casablanca, no Marrocos, frequentada por oficiais nazistas, reencontra seu amor, a enigmática Ilsa Lund, vivida pela sueca Ingrid Bergman.

O filme ganha três Oscars: melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

CHINA MUDA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, numa das batalhas mais ferozes da Guerra da Coreia (1950-53), centenas de milhares de soldados do Exército Popular da Libertação da China lançam um contra-ataque em massa contra as forças dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e aliados.


O Japão ocupa a Coreia em 1910. Com a derrota do Império Japonês na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética declara guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, dia em que os EUA jogam a segunda bomba atômica, em Nagasaki. A URSS ocupa o Norte da Península Coreana e os EUA, que vencem o Japão, o Sul.

As duas coreias, o Norte comunista aliado da URSS e o Sul capitalista aliado dos EUA, nascem em 1948. Ambas reivindicam a soberania sobre toda a península.

A Guerra da Coreia começa em 25 de junho de 1950, quando a Coreia do Norte invade o Sul com armamento soviético. Os EUA reagem e conseguem um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para unificar a Península Coreana. A URSS não veta. Está boicotando a ONU por causa da não admissão da República Popular da China, a China Comunista. O mandato vale até hoje.

Quando os EUA e aliados estão empurrando os soldados da Coreia do Norte para o Rio Yalu, na fronteira com a China, o 4º Exército do Exército Popular de Libertação da China, cruza o Rio Yalu, em 19 de outubro de 1950, e entra na guerra, sob o comando de Lin Biao. Ele chega a ser nomeado sucessor de Mao Tsé-tung e morre num acidente de avião suspeito em 13 de setembro de 1971, durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia. A China vence, ao empurrar as forças internacionais lideradas pelos norte-americanos para baixo do paralelo 38º Norte, restaurando a situação anterior à guerra.

Hoje a propaganda do regime comunista chinês apresenta como uma grande vitória contra o Ocidente. Nunca mais houve guerra direta entre os dois países, hoje as duas superpotências dominantes.

TERROR EM MUMBAI

    Em 2008, dez jihadistas do grupo extremista muçulmano paquistanês Lashkar-e-Taiba, o Exército dos Puros, iniciam uma onda de terror com 12 ataques coordenados com bombas e tiros em Mumbai, a maior cidade e principal centro econômico da Índia. O ataque dura quatro dias e deixa 175 mortos, inclusive nove terroristas, e mais de 300 feridos.


Os principais alvos são dois hotéis de luxo, uma estação ferroviária histórica e um centro cultural judaico, mas também há ataques a um cinema e um hospital. No fim da manhã do dia 28, a situação está controlada, menos no Taj Hotel. 

Em 29 de novembro, a Operação Tornado Negro da Guarda de Segurança Nacional da Índia mata os últimos terroristas no hotel. O único sobrevivente, Ajmal Kassab (foto), é preso na estação ferroviária. 

domingo, 26 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 26 de Novembro

 ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

    Em 1862, o matemático de Oxford Chales Lutwidge Dodgson envia o manuscrito do livro As Aventuras de Alice sob a terra a Alice Liddell, de 10 anos, como presente de Natal.

Dodgson, de 30 anos, é conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carroll. Ele escreve a história num dia de piquenique no parque com Alice e suas duas irmãs, filhas de um colega dele na Universidade de Oxford.

Durante uma visita à casa dos Liddell, o escritor Henry Kingskey lê o manuscrito e sugere que seja publicado. Alice no País das Maravilhas sai em 1865. É um dos primeiros livros infantis totalmente recreativos, sem propósitos educacionais, simplesmente para as crianças se divertirem.

Uma continuação, Alice Através do Espelho, sai em 1871.

RELATÓRIO DE LAWRENCE DA ÁRABIA

    Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Thomas Edward Lawrence, um oficial de inteligência do Reino Unido, publica um relatório sobre a Revolta Árabe liderada por Sherif Hussein sugerindo apoio aos rebeldes na luta contra o Império Otomano, que é aliado das potências centrais, a Alemanha e a Áustria-Hungria.

Lawrence nasce em Dorset, na Inglaterra, em 16 de agosto de 1888, filho de um casal que não era casado. A mãe, Sarah Junner, era governanta. O pai, Thomas Chapman, um nobre anglo-irlandês, abandona a família na Irlanda para viver com a mãe dele. O casal adota o sobrenome Lawrence, que seria do pai que Sarah não conheceu.

Em 1896, a família se muda para Oxford, onde Lawrence se forma em história no Jesus College, da Universidade de Oxford, em 1910. Durante quatro anos, ele trabalha como arqueólogo no Museu Britânico e viaja várias vezes ao Egito, à Síria, à Palestina e a partes da Turquia.

Pouco depois do início da guerra, Lawrence se apresenta como voluntário. Trabalha no setor árabe da inteligência britânica. Em 1916, vai para o escritório no Egito. Com seu relatório, convence o governo do Reino Unido a apoiar a Revolta Árabe e se torna oficial de ligação.

Sherif Hussein governa Hejaz, a região da Arábia Saudita onde ficam as cidades sagradas islâmicas de Meca e Medina, dentro do Império Otomano. No início da guerra, fica neutro tentando obter vantagens com os dois lados. 

Em abril de 1916, Hussein sabe que uma força turco-alemã pretende derrubá-lo. Em 5 de junho, proclama a Revolta Árabe e pede apoio à Marinha Real britânica. Lawrence considera os árabes individualistas e indisciplinados. "Pode ser impossível criar uma força organizada."

Mesmo assim, em dezembro de 1916, Lawrence entra do lado árabe na luta contra os turcos otomanos e passa o resto da guerra tentando organizar e unir as tribos árabes. Em 1917, depois da conquista de Ácaba, ele é capturado em Dera, torturado e abusado sexualmente.

A queda de Damasco, em 1º de outubro de 1918 é o marco da vitória final dos árabes sobre o Império Otomano. Lawrence renuncia a seu cargo no setor de Oriente Médio do Ministério do Exterior e da Comunidade quando o Tratado de Versalhes nega a independência prometida aos países e a Liga das Nações dá mandatos aos impérios francês e britânico para administrar a região.

ARQUEÓLOGOS ENTRAM NA TUMBA DE TUTANCÂMON

    Em 1922, os arqueólogos britânicos Howard Carter e Lorde Carnarvon entram no túmulo do faraó-menino, Tutancâmon, o Faraó Menino, no Vale dos Reis, de mais de 3 mil anos, que não havia sido violado. É a descoberta mais importante da egiptologia.

Quando Carter chega ao Egito, em 1891, a grande maioria das tumbas dos faraós do Egito Antigo havia sido descoberta e quase todas foram saqueadas ao longo dos milênios. Ele descobre o túmulo de Tutmósis IV.

Em 1907. Carter se associa a Lorde Carnarvon, um colecionador de antiguidades que o chama para supervisionar escavações no Vale dos Reis. A maioria dos egiptólogos acredita que não há mais nada a descobrir ali. Carter aposta que vai encontrar a tumba do faraó-menino.

Tutancâmon nasce em 1341 antes de Cristo e ascende ao trono aos 9 anos, em 1332 AC. Seu breve reino termina em 1323 AC. Um século depois, ao construir a tumba de Ramsés IV, jogam tanta brita em cima que o túmulo de Tutancâmon fica ainda mais escondido dos saqueadores.

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) atrapalha os planos. Depois do conflito, Carter retoma e intensifica os esforços. Em 4 de novembro de 1922, descobre a entrada e espera a chegada de Lorde Carnarvon. No dia 23, encontram a passagem que leva à tumba.

Havia sinais de que ladrões tentaram invadir a tumba. No dia 26, passam por outra porta. Carter acende uma vela dentro da câmara mortuária. "Você pode ver alguma coisa?", pergunta Carnarvon. "Sim, coisas maravilhosas", responde Carter.

A antecâmara está maravilhosamente intacta, com vestígios dos operários que a construíram mais de 3 mil anos atrás. Em quatro salas que levam anos explorando, os arqueólogos encontram joias, peças de ouro, roupas, uma carruagem armas e uma série de objetos que revelam a história e a cultura do Egito Antigo. A maior parte está no Museu do Cairo.

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1941, o presidente Franklin Roosevelt oficializa o feriado do Dia Nacional de Ação de Graças, festejado anualmente na quarta quinta-feira de novembro, que as famílias dos Estados Unidos costumam celebrar comendo peru.

A comemoração tem origem numa festa realizada no outono de 1621, em Plymouth, hoje parte do estado de Massachusetts, quando os peregrinos do navio Mayflower celebram com os índios um ano de colonização e de sobrevivência por iniciativa do governador William Bradford.

O Dia de Ação de Graças é festejado na Nova Inglaterra no século 17. Em 1789, George Washington (1789-97), o primeiro presidente dos EUA, cria o feriado no dia 26 de novembro. Depois da oficialização por Abraham Lincoln, a data passa a ser comemorada nacionalmente.

É o feriado mais importante para as famílias norte-americanas. No dia seguinte, tem a Sexta-Feira Negra (Black Friday), início da temporada de compras que vai até o Natal, época de maior consumo no país do consumismo.

ESTREIA DE CASABLANCA

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), Casablanca, um filme sobre a guerra com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, estreia em Nova York para se tornar um dos maiores clássicos da história do cinema.

Bogart é Rick Blaine, dono de uma casa noturna agitada em Casablanca, no Marrocos, frequentada por oficiais nazistas, reencontra seu amor, a enigmática Ilsa Lund, vivida pela sueca Ingrid Bergman.

O filme ganha três Oscars: melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

CHINA MUDA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, numa das batalhas mais ferozes da Guerra da Coreia (1950-53), centenas de milhares de soldados do Exército Popular da Libertação da China lançam um contra-ataque em massa contra as forças dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e aliados.


O Japão ocupa a Coreia em 1910. Com a derrota do Império Japonês na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética declara guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, dia em que os EUA jogam a segunda bomba atômica, em Nagasaki. A URSS acaba ocupando o Norte da Península Coreana e os EUA, que vencem o Japão, o Sul.

As duas coreias, o Norte comunista aliado da URSS e o Sul capitalista aliado dos EUA, nascem em 1948. Ambas reivindicam a soberania sobre toda a península.

A Guerra da Coreia começa em 25 de junho de 1950, quando a Coreia do Norte invade o Sul com armamento soviético. Os EUA reagem e conseguem um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para unificar a Península Coreana. A URSS não veta. Estava boicotando a ONU por causa da não admissão da República Popular da China, a China Comunista. O mandato vale até hoje.

Quando os EUA e aliados estão empurrando os soldados da Coreia do Norte para o Rio Yalu, na fronteira com a China, o 4º Exército do Exército Popular de Libertação da China, cruza o Rio Yalu e entra na guerra, sob o comando de Lin Biao, que chega a ser nomeado sucessor de Mao Tsé-tung e morre num acidente de avião suspeito em 13 de setembro de 1971, durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia. A China vence, ao empurrar as forças internacionais lideradas pelos norte-americanos para baixo do paralelo 38º Norte, restaurando a situação anterior à guerra.

Hoje a propaganda do regime comunista chinês apresenta como uma grande vitória contra o Ocidente.

TERROR EM MUMBAI

    Em 2008, dez jihadistas do grupo extremista muçulmano paquistanês Lashkar-e-Taiba, o Exército dos Puros, iniciam uma onda de terror com 12 ataques coordenados com bombas e tiros em Mumbai, a maior cidade e principal centro econômico da Índia. O ataque dura quatro dias e deixa 175 mortos, inclusive nove terroristas, e mais de 300 feridos.


Os principais alvos são dois hotéis de luxo, uma estação ferroviária histórica e um centro cultural judaico, mas também há ataques a um cinema e um hospital. No fim da manhã do dia 28, a situação está controlada, menos no Taj Hotel. 

Em 29 de novembro, a Operação Tornado Negro da Guarda de Segurança Nacional da Índia matou os últimos terroristas no hotel. O único sobrevivente, Ajmal Kassab (foto), é preso na estação ferroviária. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 4 de Novembro

TÚMULO DE TUTANCÂMON

    Em 1922, o arqueólogo Howard Carter e sua equipe descobrem a entrada da tumba do faraó Tutancâmon no Vale dos Reis, no Egito, que está preservada por nunca ter sido saqueada.

Carter chega pela primeira vez ao Egito em 1891, quando a maioria das tumbas do Egito Antigo está descoberta, mas não a do jovem faraó que morreu aos 18 anos. 

Depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18), Carter intensifica a busca e encontra a entrada perto da tumba do faraó Ramsés VI. Em 26 de novembro, ele e o colega Lorde Carnarvon entram nas câmaras da tumba, que estão admiravelmente intactas e preservadas.

EMBAIXADA EM TEERÃ

    Em 1979, depois da Revolução Islâmica no Irã, jovens aliados do aiatolá Ruhollah Khomeini invadem a Embaixada dos Estados Unidos em Teerã e tomam todos os diplomatas e funcionários como reféns, no início de uma ocupação que dura 444 dias e só acaba depois da posse do presidente Ronald Reagan, em 20 de janeiro de 1981.

ASSASSINATO DE RABIN

    Em 1995, o extremista de direita Yigal Amir mata o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, durante um comício pela paz na Praça dos Reis, em Telavive, por ter feito um acordo com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Preso na hora pela poícia, Amir, de 27 anos, estudante de direito ligado ao grupo extremista Eyal, confessa o assassinato e justifica dizendo que Rabin queria "dar nosso país aos árabes".

Rabin nasceu em Jerusalém. Um dos líderes da Guerra da Independência de Israel (1948-49), comanda as Forças Armadas de Israel na Guerra dos Seis Dias (1967).

Depois da carreira militar, entra para o Partido Trabalhista e é eleito primeiro-ministro em 1974. Governa até 1977 e cai num escândalo por ter conta bancária nos Estados Unidos, o que era proibido em Israel. De 1984 a 1990, é ministro da Defesa de Israel.

Em 1992, é reeleito primeiro-ministro e apoia as negociações secretas com a OLP realizadas em Oslo, na Noruega, o que o leva a apertar a mão do líder palestino Yasser Arafat no jardim da Casa Branca em 13 de setembro de 1993, quando os dois assinam a declaração de princípios para criar a Autoridade Nacional Palestina, permitir a volta de Arafat à Cisjordândia e entregar a administração da Faixa de Gaza e da região de Jericó aos palestinos. Paga com a vida.

ELEIÇÃO DE OBAMA

    Em 2008, o senador Barack Obama se torna o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Filho de pai queniano e mãe norte-americana, Barack Hussein Obama nasce em Honolulu, no Havaí, onde eles estudavam, em 1961. 

Quando os pais se separam, a mãe de casa com um indonésio. Ele vive até 11 anos na Indonésia e vai para os EUA estudar. Não carrega assim o estigma dos afro-americanos descendentes de escravos e uma cultura negativista que valoriza a marginalidade, o uso de drogas e o mau desempenho na escola.

Obama estuda em Harvard, uma das melhores universidades do mundo, onde dirige a revista da Faculdade de Direito. Antes de entrar para a política, trabalha como organizador comunitário na Zona Sul de Chicago, uma área pobre da cidade.

Em 2004, Obama faz o discurso de apresentação do candidato na Convenção Nacional do Partido Democrata que nomeou John Kerry e se destaca pelo talento de grande orador.

Para conquistar a candidatura democrata em 2008, ele vence nas eleições primárias a senadora Hillary Clinton.

ACORDO DE PARIS

    Em 2016, entra em vigor o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e mais de 190 países vão adotar metas voluntárias de redução de emissões de gases carbônicos para conter o aquecimento global.

O Acordo Quadro sobre Mudança do Clima é negociado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). É o início da ação global para evitar que a concentração de gases carbônicos na atmosfera por causa da atividade humana eleve demais a temperatura da Terra. Desde então, são realizadas conferências das partes (CoPs) do acordo.

Em 1997, é assinado o Protocolo de Quioto, pelo qual 37 países desenvolvidos se comprometiam a reduzir as emissões em 5% em relação a 1990. Os Estados Unidos negociaram o acordo com o vice-presidente Al Gore, mas o Senado não ratificou alegando concorrência desleal, já que os países em desenvolvimento não precisam fazer nada..

Quando o Protocolo de Quioto caduca, em 2012, a China, com seu desenvolvimento industrial, é a maior poluente. Há necessidade de um acordo que inclua todos os países.

O Acordo de Paris, assinado na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-21), em 2015, prevê que cada país apresente metas voluntárias de redução de emissões e a criação de mecanismos financeiros para os países menos desenvolvidos reduzirem as emissões de gases de efeito estufa e enfrentarem os impactos da mudança do clima.

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro abre mão de realizar a CoP-25 no Brasil, alegando que custaria R$ 500 milhões. A conferência é transferida para o Chile e acaba sendo realizada em Madri, na Espanha, por causa das manifestações de protestos contra o governo chileno. O Brasil tenta bloquear o acordo.

No ano passado, a CoP-26, realizada em Glasgow, na Escócia, registra alguns avanços como acordos sobre florestas e redução das emissões de gás metano, mas não chega a um acordo para banir o uso de carvão e, mais importante, para financiar a transição energética nos países em desenvolvimento.

O Brasil promete acabar com o desmatamento em 2030, mas Bolsonaro afirma que é o "desmatamento ilegal". Com o desmatamento na Amazônia, vira o maior vilão global da destruição da natureza.

A CoP-27 será realizada de 6 a 18 de novembro em Charm al-Cheikh, no Egito. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, está convidado. Isto marca um retorno do protagonismo do Brasil nas questões internacionais de meio ambiente.