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sábado, 20 de julho de 2013

Muçulmanos cercam delegacia em noite de violência na França

Centenas de muçulmanos cercaram ontem à noite a delegacia de polícia de Trappes, perto de Versalhes, na França, em protesto contra a prisão de um homem cuja mulher havia sido sancionada por causa da chamada Lei do Véu, que proíbe o uso de roupas que escondam o rosto. Ela estava com um nicabe, o véu muçulmano que só mostra os olhos.

Ao anoitecer de ontem, entre 200 a 400 pessoas, informa o jornal francês Le Monde, cercaram a delegacia e chegaram a jogar pedras contra o prédio. Cerca de 15 viaturas e um helicóptero foram mobilizados para proteger a delegacia.

Mais tarde, houve casos esporádicos de vandalismo, incêndio de lixeiras e depredação de abrigos de ônibus. Um jovem de 14 anos foi ferido no olho. Seis pessoas foram presas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Governo da França aprova projeto contra burca

Sob protesto dos muçulmanos, o Conselho de Ministros da França aprovou hoje o projeto da Lei do Véu a ser enviado em junho à Assembleia Nacional proibindo o uso de trajes femininos que cubram o rosto.

O projeto é conhecido como lei da burca porque seu alvo seria a mulher muçulmana. Sua votação está prevista para setembro, depois das férias de verão no Hemisfério Norte.

A França tem a maior comunidade muçulmana da Europa, cerca de 5 milhões de pessoas, na maioria imigrantes ou descentes de imigrantes das ex-colônias francesas do Norte da África..

Embora a maioria das muçulmanas francesas não use roupas que escondem o rosto, o governo resolver legislar sobre a matéria, alegando a defesa dos princípios da república e a suposta necessidade de proteger mulheres que estarão sendo coagidas a usar as vestimentas tradicionais por extremistas.

Como muitas dessas mulheres moram na periferia, onde não podem contar com a proteção da polícia, são alvo fácil de gangues.

Para uma mulher muçulmana entrevistada nas ruas de Paris com um véu deixando apenas os olhos de fora, a lei é uma agressão psicológica e uma violação do direito individual de cada mulher de escolher sua própria roupa.

Já o presidente da comissão parlamentar que vai examinar o projeto, François Guérin, afirmou que ele visa a proteger os direitos das mulheres e combate o que chamou de "talebã franceses".

terça-feira, 10 de junho de 2008

Primeiro-ministro turco desafia Estado laico

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, desafia o Estado laico ao declarar ao Parlamento que o Supremo Tribunal “não está autorizado” a anular a Lei do Véu.

Desde sua criação, em 1923, por Mustafá Kemal Ataturk, o Pai dos Turcos, depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial, a República da Turquia afastou a Igreja do Estado. Mas, como a grande maioria da população é muçulmana, é islamismo político é uma força importante.

Por esta razão, durante boa parte de sua existência, a república turca foi governada por ditaduras militares. As Forças Armadas se consideram as guardiãs do kemalismo, a doutrina laica e secularista que é base do nacionalismo turco.

No momento, o país é governado pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamita moderado, que tem ampla maioria no Parlamento. Sob pressão de seu eleitorado, o governo aprovou a Lei do Véu, autorizando as mulheres a useram o véu islâmico nas universidades públicas.

A oposição secularista recorreu ao Supremo Tribunal, alegando que a lei mina as bases laicas da república, e ganhou. Os ministros do Tribunal Constitucional resolveram anular a Lei do Véu.

Isto indica a tendência do Supremo para outro processo muito mais importante. O procurador-geral pediu a cassação do registro do partido e a suspensão por cinco anos dos direitos políticos do presidente Äbdullah Gül e do primeiro-ministro Erdogan.