A União Europeia protestou ontem, repudiando a condenação de 17 presos políticos angolanos a penas de dois anos e três meses a oito anos e seis meses, e manifestou a esperança de que sejam absolvido em tribunais superiores. Entre eles, está o músico e poeta luso-angolano Luaty Beirão.
Em nota, os países-membros da UE observam que o processo "suscita reservas a respeito das garantias constitucionais e do princípio da proporcionalidade. A UE espera que os mecanismo legais de recurso disponíveis ofereçam aquelas garantias, de acordo com os direitos e os princípios consagrados na Constituição de Angola."
Os diplomatas dos países europeus foram sistematicamente barrados no Tribunal Provincial de Luanda, onde o processo correu, de 16 de novembro de 2015 a 28 de março de 2016, responsabilizando os réus por "pertencerem a uma organização de malfeitores" e conspirarem para derrubar o ditador José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 30 de março de 2016
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Mianmar solta 651 prisioneiros políticos
Em mais um sinal de liberalização do regime, um dia depois de acertar um cessar-fogo com os rebeldes da minoria étnica karen, a ditadura de Mianmar, a antiga Birmânia, começou a soltar hoje 651 presos políticos, entre eles o ex-primeiro-ministro Khin Nyunt e os líderes da revolta estudantil de 1988, esmagada com milhares de mortes.
A filha do ex-primeiro-ministro observou que há uma mudança, mas até agora não houve uma reforma legal. Criticar o regime militar continua sendo crime. Isso significa que os dissidentes libertados podem voltar para a cadeia se disseram algo considerado inconveniente pela ditadura.
A filha do ex-primeiro-ministro observou que há uma mudança, mas até agora não houve uma reforma legal. Criticar o regime militar continua sendo crime. Isso significa que os dissidentes libertados podem voltar para a cadeia se disseram algo considerado inconveniente pela ditadura.
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