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quarta-feira, 15 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 15 de Junho

MAGNA CARTA

    Em 1215, sob pressão da nobreza, o rei João Sem Terra, da Inglaterra, põe o selo real na Magna Carta, considerada a primeira Constituição da história. 

O documento exige que o rei respeitasse os direitos e privilégios feudais, mantenha a liberdade da Igreja e introduz o direito de habeas corpus, obrigando o rei a apresentar os presos à Justiça.

João sem Terra é acusado de tentar usurpar o trono quando seu irmão, Ricardo I, o Coração de Leão, luta na Terceira Cruzada. Ascende ao trono em 1199, com a morte do irmão. 

Seu reino é desastroso. Perde o Ducado da Normandia para o rei da França, aumenta os impostos pagos pelos nobres, briga com o papa Inocêncio III e vende igrejas para financiar suas aventuras militares. 

Depois da derrota na tentativa de reconquistar a Normandia, o arcebispo da Cantuária, Stephen Langton, conclama os barões a exigir uma carta do rei para garantir as liberdades. João Sem Terra viola a Magna Carta, deflagrando a Primeira Guerra dos Barões (1215-17).

A Magna Carta tem um preâmbulo e 63 artigos. Mais importante é o princípio de que o rei também é obrigado a respeitar a lei. 

O artigo 39 estabelece que "nenhum homem livre será detido ou encarcerado ou desapropriado ou banido ou exilado ou vitimado de qualquer maneira... exceto por um julgamento justo por seus pares com base nas leis do país".

FRONTEIRA EUA-CANADÁ

    Em 1846, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado do Oregon, estabelecendo a fronteira entre os EUA e o que hoje é o Canadá. 

Os EUA ficam com o território onde hoje estão os estados do Oregon, Washington, Idaho e Montana. O Império Britânico mantém a ilha de Vancouver e o direito de navegação no Rio Colúmbia.

CADETE NEGRO EM WEST POINT

    Em 1877, Henry Ossian Flipper se torna o primeiro cadete negro a se graduar na Academia Militar de West Point, em Nova York. 

Flipper nasce escravo em Thomasville, no estado da Geórgia, em 1856. A academia é criada pelo Congresso em 1802. 

O primeiro negro, James Webster Smith, é admitido em 1870, depois da Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul, contrários à abolição a escravatura, quiseram se separar da União, mas não chega a se formar.

FRANÇA SE RENDE AO NAZISMO

    Em 1940, um dia depois da ocupação de Paris, a França se rende à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Um armistício é assinado em 22 junho. Durante a ocupação, a França é governada pelo regime colaboracionista de Vichy, sob o comando do marechal Henri-Philippe Pétain, herói na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia, em 6 de junho daquele ano.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Obama usa palavra politicamente incorreta ao criticar o racismo

Dias depois do massacre de nove negros por um jovem supremacista branco numa igreja da Carolina do Sul, o presidente Barack Obama chocou os Estados Unidos ao usar a palavra nigger, que literalmente significa negro, mas seria melhor traduzida como crioulo no sentido pejorativo.

Depois de lembrar que o passado de escravidão ainda projeta "sua longa sombra" sobre a sociedade americana, Obama afirmou que "o fato de não se dizer mais crioulo em público não significa que o racismo acabou".

Em uma longa conversa sobre raça em entrevista de rádio, Obama citou seu próprio exemplo de filho de pai negro e mãe branca e insistiu que não há dúvida de que as relações raciais melhoraram durante sua vida. Mas deixou claro que o racismo está profundamente incrustado nos EUA.

Mesmo assim, em vários programas de debates de rádio e TV, a provocação do presidente foi rejeitada. Sem dúvida, Obama conseguiu ampliar a discussão.

Desde o massacre, cresceu o movimento para banir a antiga bandeira dos Estados Confederados do Sul, que lutaram para se separar do Norte durante a Guerra Civil (1861-65) por não aceitarem a abolição da escravatura proposta por Abraham Lincoln.