Todos os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), segundo maior grupo rebelde da Colômbia, receberam ordens de cessar fogo a partir da meia-noite deste sábado pela hora local, 2h da madrugada de domingo em Brasília.
A mensagem foi transmitida diretamente pelo comandante Nicolás Rodríguez Bautista, mais conhecido como Gabino, na sexta-feira à noite, através de uma das rádios rebeldes do grupo. É consequência de uma trégua anunciada em 4 de setembro por negociadores do governo colombiano e do ELN. Deve durar de 1º de outubro de 2017 a 12 de janeiro de 2018.
"Não tenho dúvida da nossa lealdade ao cumprir este compromisso", declarou Gabino, ressaltando que todo o alto comando do ELN apoia o acordo bilateral de cessar-fogo com o governo Juan Manuel Santos. A trégua, acrescentou, trará "um alívio humanitário significativo para a população colombiana, especialmente para os pobres e moradores de zonas de conflito."
Depois do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que está na fase de desmobilização dos guerrilheiros e desarmamento, o presidente Santos negocia a paz com o segundo maior grupo armado colombiano dentro de sua estratégia de pacificação.
A guerrilha já entendeu que a luta armada não faz mais sentido. Resta acertar os termos de sua integração à sociedade civil como partido político. As FARC tinham 7 mil homens em armas. O ELN tem cerca de 1,5 mil.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 30 de setembro de 2017
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Colômbia e FARC anunciam o fim da guerra
Depois de 52 anos de guerra civil, o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) anunciaram hoje um acordo de cessar-fogo definitivo a ser assinado amanhã dentro das negociações realizadas há quatro em Havana, a capital de Cuba.
Além do fim definitivo das hostilidades, o acordo prevê a concentração dos guerrilheiros em 26 a 30 zonas especiais para entrega das armas e desmobilização. Não são zonas de negociação, são lugares de passagem, de trânsito para os guerrilheiros voltarem à vida civil.
O presidente Juan Manuel Santos espera assinar o acordo de paz em 20 de julho de 2016.
As negociações têm amplo apoio internacional. O governo colombiano também abriu o diálogo pela paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), o segundo maior grupo guerrilheiro do país, até mesmo para evitar que os rebeldes das FARC simplesmente mudem de grupo.
Cerca de 220 mil pessoas foram mortas desde 1964, quando as FARC entraram na guerra civil colombiana como braço armado do Partido Comunista. Outras 45 mil desapareceram e 6,9 milhões fugiram de casa.
Desde o assassinato do candidato liberal à Presidência da Colômbia Jorge Eliécer Gaitán, em 9 de abril de 1948, mais de 500 mil pessoas foram mortas pela violência política no país. Esta é a primeira expectativa concreta de paz em décadas.
Além do fim definitivo das hostilidades, o acordo prevê a concentração dos guerrilheiros em 26 a 30 zonas especiais para entrega das armas e desmobilização. Não são zonas de negociação, são lugares de passagem, de trânsito para os guerrilheiros voltarem à vida civil.
O presidente Juan Manuel Santos espera assinar o acordo de paz em 20 de julho de 2016.
As negociações têm amplo apoio internacional. O governo colombiano também abriu o diálogo pela paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), o segundo maior grupo guerrilheiro do país, até mesmo para evitar que os rebeldes das FARC simplesmente mudem de grupo.
Cerca de 220 mil pessoas foram mortas desde 1964, quando as FARC entraram na guerra civil colombiana como braço armado do Partido Comunista. Outras 45 mil desapareceram e 6,9 milhões fugiram de casa.
Desde o assassinato do candidato liberal à Presidência da Colômbia Jorge Eliécer Gaitán, em 9 de abril de 1948, mais de 500 mil pessoas foram mortas pela violência política no país. Esta é a primeira expectativa concreta de paz em décadas.
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