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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Maduro prorroga estado de emergência na Venezuela

O presidente Nicolás Maduro prorrogou hoje o estado de emergência nas cidades de Guajira, Mara e Almirante Padilla, no estado de Zulia, na Venezuela, informou o jornal El Universal. Também fechou a fronteira com a Colômbia em Paraguachón, no mesmo estado.

Nas últimas semanas, Maduro decretou emergência e fechou várias passagens de fronteira com a Colômbia no estado de Táchira depois de incidentes entre soldados venezuelanos e contrabandistas. Procura uma desculpa para manipular ainda mais as eleições parlamentares convocadas sob pressão internacional para 6 de dezembro de 2015.

Com a inflação para este ano estimada em 200%, recessão de 7% e desabastecimento de 75% dos produtos normalmente encontrados em supermercados, o governo está 20 pontos percentuais atrás da oposição nas pesquisas pré-eleitorais.

Sem a menor intenção de ceder o poder, o regime chavista barrou as candidaturas de vários líderes da oposição e denuncia uma série de conspirações internacionais sem apresentar provas convincentes. A Colômbia, alinhada com os Estados Unidos, é um bode expiatório frequente desde os governos do finado caudilho Hugo Chávez (1999-2013).

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Maduro manda fechar fronteira com a Colômbia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mandou fechar a fronteira com a Colômbia por 72 horas a partir de hoje, sob a alegação de que grupos paramilitares colombianos emboscaram três soldados venezuelanos em Santo Antônio, no estado de Táchira, na Venezuela, reportou o jornal colombiano El Espectador.

O governador de Táchira, José Gregorio Vielma Mora, declarou que os soldados foram feridos numa operação contra o contrabando. A Venezuela já fechou sua fronteira em outras ocasiões, geralmente por apenas algumas horas.

A escassez de alimentos é um problema na Venezuela há anos. Com a queda nos preços do petróleo desde 2014, a crise se agravou. A inflação ronda os 100% e pode chegar a 200% ao ano. O desabastecimento atinge uma grande quantidade de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos.

Há três meses e meio das eleições parlamentares, o regime chavista luta desesperadamente para aumentar sua popularidade nas pesquisas, que indicam a vitória da oposição em 6 de dezembro. Os inimigos externos são fantasmas de que o arqui-incompetente usa para acusar a oposição de traição à pátria.