Pela primeira vez desde que resistiu ao golpe do coronel Antonio Tejero Molina, em 1981, e assumiu o papel de defensor da democracia, o rei Juan Carlos II tem sua autoridade de chefe de Estado questionada na Espanha.
Em meio à pior crise econômica enfrentada pelos espanhóis depois da democratização do país, a partir de 1975, com a morte do generalíssimo Francisco Franco, Juan Carlos foi à África caçar elefantes a um custo de 30 mil euros.
O povo espanhol, que sofre com um desemprego de 23%, que chega a 50% entre os jovens, só ficou sabendo porque Sua Majestade levou um tombo e fraturou uma costela. Pegou mal.
Além da crise, a caça é considerada hoje um esporte anacrônico e antiecológico, um passatempo fútil de reis e aristocratas que não têm muito respeito pela natureza. Juan Carlos preside hoje o Fundo Mundial pela Natureza (WWF), onde matar elefantes não é tido exatamente como um esporte.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Chávez faz as pazes com o rei da Espanha
Oito meses depois da famoso cala-a-boca do rei Juan Carlos II para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, os dois se reencontraram em Mayorca e fizeram as pazes.
Durante a conferência de cúpula ibero-latino-americana realizada em novembro do ano passado no Chile, o rei se irritou com o caudilho venezuelano, que chamara o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar de fascista, e mandou o famoso "por qué no te callas?"
A frase virou tom de chamada de telefones celulares na Espanha.
Nas últimas semanas, Chávez tem adotado um estilo mais conciliatório, ao que consta sob pressão de seus próprios militares. Reaproximou-se do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, depois de oito meses de conflito.
A Espanha tem US$ 2,5 bilhões em investimentos na Venezuela e está de olho no petróleo venezuelano.
Durante a conferência de cúpula ibero-latino-americana realizada em novembro do ano passado no Chile, o rei se irritou com o caudilho venezuelano, que chamara o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar de fascista, e mandou o famoso "por qué no te callas?"
A frase virou tom de chamada de telefones celulares na Espanha.
Nas últimas semanas, Chávez tem adotado um estilo mais conciliatório, ao que consta sob pressão de seus próprios militares. Reaproximou-se do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, depois de oito meses de conflito.
A Espanha tem US$ 2,5 bilhões em investimentos na Venezuela e está de olho no petróleo venezuelano.
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