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domingo, 23 de outubro de 2011

Rebeldes proclamam libertação da Líbia

Neste momento, o presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia, Mustafá Abdel Jalil, está anunciando a libertação do país depois de 42 anos de ditadura do coronel Muamar Kadafi, morto há três dias, e de oito meses de revolução. Ele fez um apelo aos combatentes para que não deem tiros para o ar para não ferir a população civil.

Jalil fez um agradecimento especial aos mártires na luta pela libertação: "Todos os mártires, civis e militares, queriam ver este dia. Que eles nos vejam do céu. A hora chegou."

"Esta revolução começou como uma revolução pacífica para exigir um mínimo de legitimidade e direitos. Enfrentamos uma violência desproporcional. Agradecemos ao Conselho de Cooperação do Golfo, à Liga Árabe, à União Europeia e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas pela Resolução 1.973, implementada pela OTAN, cujo profissionalismo  ajudou a salvar inúmeros companheiros e nos levou à vitória", acrescentou.

"Esta revolução foi abençoada por Alá", afirmou o líder do CNT. "Acredito os rebeldes que obtiveram a vitória no campo de batalha, sejam civis ou militares. Não posso deixar de citar todas as organizações líbias que apoiaram nossa luta, organizações empresariais, profissionais, esportivas e religiosas. Elas foram a base desta revolução. Agradeço aos empresários que financiaram essa luta."

"Como um país islâmico, escolhemos a charia, a lei islâmica, como base de nossa legislação", prosseguiu. "Todas as leis que forem contra a charia serão rejeitadas. Vamos criar bancos islâmicos que não cobrem juros."

Jalil também pediu a todos que lutem por seus direitos por meios legais, rejeitem a intolerância e acabem com a onda de violência. O CNT quer reorganizar o Exército: "Povo líbio, confie em Deus, mantenha a unidade. Nós nos amamos. Queria expressar minhas condolências ao povo turco pelo terremoto, ao povo saudita pela morte do príncipe herdeiro Sultan e ao povo sírio, que compartilha conosco a esperança da vitória. Do fundo do coração, desejamos vitória aos povos do Iêmen e da Síria, e paz ao povo líbio."

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conferência em Paris promete apoio à Líbia

Mais de 60 países reunidos em Paris prometeram hoje ajuda à reconstrução da Líbia, no dia em que a ditadura do coronel Muamar Kadafi completaria 42 anos. Como anfitrião, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu o descongelamento do dinheiro e propriedades líbias no exterior, alvo de sanções internacionais, no valor de US$ 15 bilhões.

Sarkozy presidiu a conferência, ao lado do primeiro-ministro britânico, David Cameron. A França e o Reino Unido foram decisivos para que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental, interviesse na Líbia com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Sem os 1,7 mil bombardeios da OTAN, Kadafi teria vencido a guerra civil e os rebeldes teriam sido massacrados.

Em nome do Conselho Nacional de Transição, o governo provisório dos rebeldes, seu presidente, o ex-ministro da Justiça Mustafá Abdel Jalil, agradeceu à OTAN, comparando a operação com a Guerra do Kossovo, em 1999, quando a aliança militar ocidental derrotou a ditadura da Sérvia de Slobodan Milosevic, que aterrorizava a população de origem albanesa.

O emir do Catar também defendeu a intervenção e acusou a Liga Árabe de omissão.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Rebeldes dão ultimato a kadafistas na Líbia

Os rebeldes que derrubaram a ditadura do coronel Muamar Kadafi deram prazo até sábado para seus partidários se renderem em Sirte, a terra natal do ex-ditador, e outras duas cidades da Líbia ainda controladas pelo antigo regime. Vai haver uma trégua durante o eid, festa religiosa que marca o fim do sagrado mês do Ramadã.

"Se não tivermos uma indicação clara até o próximo sábado, podemos agir decisivamente para obter uma solução militar", declarou Mustafá Abdel Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, o governo provisório dos rebeldes.

Aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobrevoaram Sirte, alvo de bombardeios aéreos no fim de semana.

Na quinta-feira, a ditadura de Kadafi completaria 42 anos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EUA consideram líder rebelde reformista

Apesar da relutância em reconhecer o Conselho Nacional de Transição da Líbia, o governo provisório dos rebeldes que derrubaram a ditadura de Muamar Kadafi, antes do início das revoluções no mundo árabe, os Estados Unidos já consideravam seu líder, o então ministro da Justiça, Mustafá Abdel Jalil, um reformista.

Em dezembro de 2009, uma mensagem do embaixador americano em Trípoli, Gene Cretz, elogiava Jalil. A organização não governamental Human Rights Watch (Vigília dos Direitos Humanos) o descreve como "um proponente de um Estado de Direito".

"Abdel Jalil disse à HRW que iria continuar lutando contra a cultura da corrupção que permite às forças de segurança operar acima da lei", diz o despacho diplomático, citado em reportagem da companhia jornalística McClatchy Newspapers, editora do Miami Herald.

O filho que um dia foi apontado como sucessor de Kadafi, Seif al-Islam Kadafi, reapareceu para desmentir que esteja preso. Disse que o pai ainda está na capital e que eles vão vencer a guerra civil. outro filho de Kadafi, Mohamed, supostamente detido pelos rebeldes, também estaria solto.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

General rebelde tem morte suspeita na Líbia

O general Abdel Fatah Younes, ex-ministro do Interior e principal chefe militar dos rebeldes da Líbia, foi morto ontem em circunstâncias suspeitas. Ele teria sido preso pelos próprios rebeldes, sob suspeita de fazer jogo duplo e de ligações com o ditador Muamar Kadafi, no poder há quase 42 anos.

Younes foi morto junto com dois assessores quando ia para uma reunião do governo provisório. O presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustafá Abdel Jalil, anunciou que suspeitos foram presos, mas não deu maiores detalhes, noticia o jornal The Washington Post.

Em editorial, o jornal francês Le Monde observa que a morte complica a situação dos rebeldes. É mais provável que o clã de Kadafi mantenha alguma influência no futuro do país.

Na pior das hipóteses, o país ficará dividido, sem um governo, sob ameaça de fragmentação.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Rebeldes propõem cessar-fogo a Kadafi

Os rebeldes que lutam para derrubar o ditador Muamar Kadafi na Líbia com o apoio de uma intervenção militar aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas apresentaram hoje uma proposta de trégua, revela a TV árabe Al Jazira.

Eles exigem a retirada das forças do coronel das cidades dominadas pelos rebeldes e autorização para realizar manifestações pacíficas contra a ditadura.

Em entrevista em Bengázi, a segunda maior cidade do país, declarada capital provisória da revolução, o ex-ministro da Justiça Mustafá Abdel Jalil afirmou que “as forças e brigadas de Kadafi devem se retirar das cidades e seus arredores para dar liberdade de escolha ao povo líbio. O mundo verá que ele vai escolher a liberdade.”

quarta-feira, 9 de março de 2011

Kadafi oferece recompensa por ex-ministro

O regime do coronel Muamar Kadafi ofereceu hoje US$ 500 mil como recompensa pela captura do ex-ministro da Justiça Mustafá Abdel Jalil, líder do Conselho Nacional de Transição na Líbia, que tenta articular um governo provisório.