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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Guatemala pede desculpas pelo golpe de 1954

O presidente Álvaro Colom pediu oficialmente desculpas em nome da Guatemala à família do ex-presidente Jacobo Árbenz. Deposto em junho de 1954, no primeiro golpe militar apoiado pela CIA (Agência Central de Inteligência) na América Latina durante a Guerra Fria, Árbenz morreu exilado no México em 1971.

Eleito em 1951, Árbenz governou por três anos com um programa nacionalista que incluía a reforma agrária e outras políticas sociais voltadas à promoção das camadas mais pobres da população. Grande proprietária de terras, a companhia bananeira United Fruit financiou o golpe.

Sua queda levou a uma ditadura militar e a uma guerra civil de 30 anos em que morreram 200 mil pessoas, a mais trágica da história recente da América Latina.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Guatemala condena militares por massacre de 1982

Pela primeira vez, militares da Guatemala foram condenados por um dos muitos massacres que marcaram as três décadas de brutal guerra civil neste país da América Central, com 150 mil mortes, informa a agência de notícias France Presse.

Quatro oficiais que hoje estão na reserva – o tenente Carlos Antonio Carías, Manuel Pop, Reyes Collin e Daniel Martínez - pegaram penas de 6.060 anos cada um. São 30 anos pela morte de cada um dos 201 camponeses assassinados mais 30 anos por "crimes contra a humanidade e contra a segurança do Estado".

De 6 a 8 de dezembro de 1982 na aldeia de Dos Erres, no departamento de Petén, foi destruída. Desapareceu do mapa.

A tragédia guatemalteca começa em 1954, com a queda do presidente Jacobo Arbenz, que ousara fazer reforma agrária nas terras da multinacional bananeira United Fruit. Foi o primeiro de muitos golpes de Estado apoiados pela CIA, o serviço de espionagem dos Estados Unidos, na América Latina durante a Guerra Fria.

Esse golpe está contado em Weekend in Guatemala, uma obra de ficção realista do grande escritor guatemalteco Miguel Ángel Asturias.