Mostrando postagens com marcador J D Vance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador J D Vance. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de março de 2025

Trump e Vance emparedam Zelensky na Casa Branca

Numa cena sem precedentes o Salão Oval da Casa Branca, o presidente Donald Trump e o vice-presidente James David Vance emparedaram, humilharam e chantagearam na sexta-feira o presidente Volodymyr Zalensky, que se nega a aceitar um acordo de exploração mineral com os Estados Unidos sem garantias de segurança para a Ucrânia. Quem ganha é o ditador da Rússia, Vladimir Putin. Perdem a Ucrânia e a Europa, que veem a aliança transatlântica se dissolver.

Cerca de 20 líderes europeus se reúnem neste domingo em Londres para discutir o aumento do apoio à Ucrânia e o futuro da segurança do continente diante da ameaça de abandono da Europa pelo atual governo dos EUA.

O encontro patético diante das câmeras desnuda o caráter mafioso da política externa de Trump, que não têm princípios nem valores e não respeita o direito internacional, só a lei do mais forte, a lei da selva. 

Trump só está interessado nos negócios tanto na Ucrânia como na Rússia. Há também uma afinidade ideológica com Putin. Ambos são antiliberais que veem o secularismo da cultura ocidental como decadente e anticristão ao defender os direitos da comunidade LGBT como o casamento gay, as políticas de discriminação positiva para combater o racismo estrutural e promover a inclusão social.

Com um imperialismo messiânico, Trump aposta no poderio econômico e militar dos EUA para impor o que quiser e quando quiser a outros países, sem freios nem limites, como faz nas suas guerras comerciais. Esta prepotência e arrogância criam um mundo muito mais perigoso. É uma regressão à Era dos Impérios do século 19.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Trump rifa a Ucrânia e faz o jogo de Putin

Antes de iniciar negociações formais, o presidente Donald Trump marginalizou a Europa e fez as principais concessões que o ditador Vladimir Putin exige, legitimando na prática a guerra de agressão e de conquista da Rússia contra a Ucrânia.
Na quarta-feira passada, Trump falou por telefone com Putin durante meia hora, rompendo o isolamento político, diplomático e econômico a que os Estados Unidos e a Europa haviam relegado o ditador russo desde a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. Hoje, EUA e Rússia começam negociações na Arábia Saudita sem a participação da Europa e da Ucrânia.

Em entrevista na sede da OTAN, em Bruxelas, na semana passada, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, considerou "irrealista" as ambições da Ucrânia de recuperar os territórios conquistados pela Rússia desde 2014 e de entrar para a OTAN.

A Europa fez uma reunião de emergência na segunda-feira em Paris com a participação dos países "capazes e voluntários", nas palavras do presidente francês, Emmanuel Macron, com a participação da Alemanha, da Dinamarca, da Espanha, da França, da Holanda, da Itália, da Polônia, do Reino Unido e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte. Na pauta, qual a posição em relação ao futuro da Ucrânia e como organizar a defesa do continente diante da hostilidade e do descaso dos EUA.