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domingo, 16 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 16 de Novembro

 NASCE O SEGUNDO IMPERADOR ROMANO

    Em 42 antes de Cristo, nasce em Roma Tibério Cláudio Nero, o segundo imperador romano, filho adotivo de Otávio César Augusto, o primeiro imperador.

Filho de Tibério Cláudio Nero e Lívia Drusa, uma bela mulher que se divorcia e casa com Otávio em 38 AC, quando o padrasto ainda não é imperador. Mais tarde, casa-se com Júlia, a Velha, filha de Otávio.

Grande general, Tibério Cláudio Nero César estabelece a fronteira norte do império com as campanhas na Panônia, Ilíria, Récia e Germânia. O naturalista Plínio, o Velho, o descreveu como "o mais triste dos homens". 

Durante seu reinado, que vai de 14 a 37 depois de Cristo, Jesus é crucificado.

EMBOSCADA PARA O INCA

    Em 1532com apenas 200 homens, o conquistador espanhol Francisco Pizarro arma uma emboscada para capturar Ataualpa, o último imperador do Império Inca, que tem um exército de 80 mil homens.

O Império Inca está saindo de uma guerra civil. Ataualpa, filho mais jovem do inca Huayna Capac, acaba de depor o meio-irmão Huáscar num conflito que divide o império, quando Pizarro chega, em 1531, em nome de Carlos V, da Espanha, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o monarca mais poderoso na época.

Ao saber da guerra, Pizarro recruta soldados de Huáscar e manda o irmão Hernán convidar Ataualpa para uma festa em homenagem a sua entronização na cidade de Cajamarca e convencer o inca a ir desarmado.

Ataualpa vai com 5 mil homens desarmados. Pizarro envia o frei Vicente de Valverde, que dá uma Bíblia ao imperador inca e o intima a se converter ao cristianismo e se submeter ao imperador Carlos V. O inca se recusa e joga a Bíblia no chão.

As tropas da Pizarro então abrem fogo, encurralam os incas nas ruelas de Cajamarca e massacram os 5 mil soldados de Ataualpa em uma hora.

Por achar que Ataualpa tem mais valor vivo do que morto, Pizarro salva a vida do imperador, que oferece uma sala cheia de ouro e prata como resgate. O conquistador aceita, mas denuncia Ataualpa por incitar à rebelião.

Condenado, Ataualpa seria queimado vivo numa fogueira, a pena de morte dos espanhóis para pagãos. Valverde oferece clemência se ele se converter. O imperador aceita, mas é estrangulado em 29 de agosto de 1533.

CACHOEIRA DE VITÓRIA

    Em 1855, o explorador britânico David Livingstone é o primeiro europeu a chegar à Cachoeira de Vitória, no coração da África.

O Dr. Livingstone, médico, cientista, missionário, explorador e abolicionista escocês, viaja por todo o Deserto do Kalahari, percorre o Rio Zambeze e descobre as espetaculares Cataratas de Vitória, em 16 de novembro de 1855, batizando-as em homenagem à Rainha da Inglaterra.

A área é preservada hoje como Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (Fumo que Troveja), o nome local da cachoeira, na Zâmbia. Desde 1989, é patrimônio cultural da humanidade mantido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Ao chegar à foz do Zambeze, no Oceano Índico, em 1842, o Dr. Livingstone se torna o primeiro ocidental a cruzar a África Meridional de costa a costa. Em 15 anos, atravessa duas vezes o Deserto de Kalahari, vai de Angola a Moçambique pelo Zambeze, descobre as cataratas de Vitória e é o primeiro europeu a atravessar o Lago Tanganica. Cruza o Quênia, a Tanzânia e Uganda.

Em 1866, o Dr. Livingstone sai do porto de Zanzibar, no Oceano Índico, para chegar ao Lago Niassa. Abandonado por guias africanos que roubam a comida e os medicamentos, enfraquecido pela malária, chega à aldeia Ujiji, no lago Tanganica.

Desaparecido há anos, é dado como morto na Inglaterra quando quando o jornal nova-iorquino New York Herald encarrega o repórter Henry Stanley de encontrá-lo, em março de 1871. Com um batalhão de 200 guias e carregadores, encontra o Dr. Livingstone entre 24 e 28 de outubro, de acordo com o diário do explorador, ou 10 de novembro de 1871. 

Ao encontrar o explorador, Stanley diz uma frase que entrou para a história: “Dr. Livingstone, eu presumo?” A resposta: “Sim, eu me sinto muito grato por recebê-lo”. Stanley insiste para que volte para a Inglaterra, mas Livingstone tinha dedicado sua vida à África. Frágil e doente depois de muitas malárias, David Livingstone morre na aldeia do chefe chitambo, na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia, em 1º de maior de 1873.

NASCIMENTO DE CHINUA ACHEBE

    Em 1930, nasce em Ogidi, na Nigéria, Albert Chinualomogu Achebe, um dos maiores escritores africanos, grande crítico da imposição dos valores ocidentais na África pelo colonialismo europeu.

Depois de estudar inglês e literatura no University College, hoje Universidade de Idaban, Achebe trabalha na rádio e televisão Nigeria Broadcasting Corporation em Lagos. 

Seu livro mais famoso, O Mundo se Despedaça, retrata a desorientação social e psicológica de sociedades tradicionais desarticuladas pelos conquistadores. O personagem central não aceita a noa ordem, embora a antiga seja destruída.

Membro da etnia ibo, a terceira maior dos mais de 300 povos nigerianos, ele apoia a guerra civil de Biafra (1967-70), uma tragédia africana em que um milhão morrem, tema do livro Houve Uma Vez um País: uma história pessoal de Biafra.

Ele morre em Boston, nos Estados Unidos, em 21 de março de 2013.

MULHER NO PODER EM PAÍS MUÇULMANO

    Em 1988, Benazir Bhutto se torna a primeira mulher a governar um país muçulmano na era moderna.

Filha mais velha do primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto, Benazir estuda nas universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e de Oxford, na Inglaterra. Quando o general Zia ul-Haq dá um golpe e o pai é executado, em 1979, Benazir se torna sua herdeira política.

Com a morte de Zia num acidente de avião com suspeita de sabotagem, em 17 de agosto de 1988, e a redemocratização do Paquistão, Benazir lidera e leva à vitória o Partido Popular Paquistanês (PPP), conquistando seu lugar na história.

Benazir governa de 2 de dezembro de 1988 a 6 de agosto de 1990 e de 18 de outubro de 1993 a 5 de novembro de 1996. Com a derrota nas eleições de 1997, Benazir vai para o exterior. Por uma década, vive entre Londres e Dubai. Volta ao Paquistão em 2007 para disputar as eleições de 2008. Durante a campanha eleitoral, é assassinada num atentado terrorista atribuído a extremistas muçulmanos, em 27 de dezembro de 2007.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 10 de Novembro

  FUZILEIROS NAVAIS

    Em 1775, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução para criar "dois batalhões de fuzileiros navais", soldados de infantaria embarcados na recém-criada Marinha para desembarcar em operações de assalto anfíbio.

A data é comemorada como o nascimento do Corpo dos Fuzileiros Navais, uma das armas das Forças Armadas dos EUA. 

Depois do fim da guerra, tanto a Marinha quanto os batalhões de fuzileiros navais são desmobilizados. Mas os conflitos no mar com a França revolucionária levam à recriação da Marinha em maio de 1798. Dois meses depois, em 11 de julho, o Corpo de Fuzileiros Navais torna-se uma força permanente, sob o controle do Departamento da Marinha.

Além da quase guerra com a França, os fuzileiros navais combatem a pirataria no Oceano Atlântico e invadem o Marrocos. Até hoje, os marines participaram de mais de 300 invasões norte-americanas. Os EUA têm hoje cerca de 170 mil fuzileiros navais e mais 33 mil reservistas da arma.

"DR. LIVINGSTONE, EU PRESUMO"

    Em 1871, o jornalista britânico Henry Stanley encontra o Dr. David Livingstone, médico, cientista, missionário e abolicionista escocês, talvez o mais famoso dos exploradores africanos.

O Dr. Livingstone viaja por todo o Deserto do Kalahari, percorre o Rio Zambeze e descobre as espetaculares Cataratas de Vitória, em 16 de novembro de 1855, batizando-as em homenagem à Rainha da Inglaterra.

A área é preservada hoje como Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (Fumo que Troveja), o nome local da cachoeira, na Zâmbia. Desde 1989, é patrimônio cultural da humanidade mantido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Ao chegar à foz do Zambeze, no Oceano Índico, em 1842, o Dr. Livingstone se torna o primeiro ocidental a cruzar a África Meridional de costa a costa. Em 15 anos, atravessa duas vezes o Deserto de Kalahari, vai de Angola a Moçambique pelo Zambeze, descobre as cataratas de Vitória e é o primeiro europeu a atravessar o Lago Tanganica. Cruza o Quênia, a Tanzânia e Uganda.

Em 1866, o Dr. Livingstone sai do porto de Zanzibar, no Oceano Índico, para chegar ao Lago Niassa. Abandonado por guias africanos que roubam a comida e os medicamentos, enfraquecido pela malária, chega à aldeia Ujiji, no lago Tanganica.

Desaparecido há anos, é dado como morto na Inglaterra quando quando o jornal nova-iorquino New York Herald encarrega o repórter Henry Stanley de encontrá-lo, em março de 1871. Com um batalhão de 200 guias e carregadores, ele encontra o Dr. Livingstone entre 24 e 28 de outubro, de acordo com o diário do explorador, ou em 10 de novembro de 1871, de acordo com Stanley. 

Ao encontrar o explorador, Stanley diz uma frase que entrou para a história: “Dr. Livingstone, eu presumo?” A resposta: “Sim, eu me sinto muito grato por recebê-lo”. Stanley insiste para que volte para a Inglaterra, mas Livingstone tinha dedicado sua vida à África. Frágil e doente depois de muitas malárias, David Livingstone morre na aldeia do chefe chitambo, na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia, em 1º de maio de 1873. 

 ESTADO NOVO

    Em 1937, o presidente Getúlio Vargas dá um golpe de Estado, fecha o Congresso, impõe uma Constituição outorgada e instaura a ditadura do Estado Novo, um período marcado pelo autoritarismo, o nacionalismo, a censura, a tortura e o anticomunismo, sob inspiração do nazifascismo europeu.

A desculpa para o golpe é o Plano Cohen, uma suposta conspiração comunista para tomar o poder no Brasil. Mais tarde, sabe-se que é  forjado pelo capitão Olímpio Mourão Filho, o mesmo que, como coronel, deflagra o golpe militar de 1964 ao marchar da guarnição de Juiz de Fora rumo ao Rio de Janeiro.

Em manifesto à nação, Vargas alega que o golpe visa a "ajustar o organismo político às necessidades econômicas do país".

A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-45) ao lado dos Estados Unidos e os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros no Oceano Atlântico afastam o Brasil do nazifascismo. 

Com o fim da guerra, Vargas cai e o país vive seu primeiro período democrático, sob a Constituição de 1946, até o golpe militar de 31 de março de 1964, início de uma ditadura de 21 anos.

SARO-WIWA ENFORCADO

    Em 1995, a ditadura do general Sani Abacha enforca o escritor e ativista nigeriano Ken Saro-Wiwa e outros oito militantes do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogôni.

O escritor pretexta inocência e afirma estar sendo condenado por criticar a exploração de petróleo nas terras da etnia ogôni pela empresa multinacional Shell, mas Abacha rejeita os pedidos de clemência e até mesmo de adiar a execução.

A ditadura acaba com a morte de Abacha, em 8 de junho de 1998, envenenado, possivelmente com Viagra falsificado, quando se divertia com duas prostitutas. Desde então, a Nigéria vive um período democrático.

RENÚNCIA DE EVO

    Em 2019,  o primeiro presidente indígena da Bolívia, Evo Morales, renuncia e foge para o México sob pressão de uma onda de violência depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) considera sua reeleição fraudulenta. Evo, ex-líder sindical dos produtores de coca, afirma ter sido vítima de um golpe de Estado.

No poder desde 2006, Morales, como fiel discípulo de Fidel Castro e Hugo Chávez, não tem a menor intenção de entregar o poder. Por força da Constituição aprovada por sua iniciativa, não pode concorrer a um terceiro mandato, mas alega, em 2014, que sua primeira eleição, em 2005, fora sob a Constituição anterior.

Em 2016, Evo Morales perde um plebiscito para acabar com limites à reeleição. Mesmo assim, recorre ao Tribunal Constitucional alegando, com base em decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal de São José, em outro caso, que ser candidato é um direito humano fundamental.

Como dificilmente venceria no segundo turno, quanto toda a oposição se uniria ao redor de Mesa, Morales frauda a eleição e grita golpe quando a população revoltada sai às ruas. Depois de se negar a fazer qualquer concessão, em 30 de outubro, Morales aceita uma auditoria da OEA.

A missão da OEA suspeita desde a mudança abrupta no resultado depois de interrupções na apuração. A auditoria revela que houve seções eleitorais sem nenhuma abstenção, urnas em que todas as cédulas foram preenchidas pela mesma pessoa e irregularidades na transmissão dos resultados para o Tribunal Supremo Eleitoral.

Morales aceita, então, realizar nova eleição com novas autoridades eleitorais, como recomenda a OEA. A oposição exige que ele não se candidate à reeleição. Diante do impasse e do risco de aumento da violência, os comandantes das Forças Armadas e da Polícia e a poderosa Central Operária Boliviana (COB) sugerem a renúncia do presidente.

Tecnicamente, é um golpe de Estado porque comandantes militares não podem recomendar a renúncia do presidente. Na realidade, é um contragolpe, depois dos golpes de Morales ao forçar mais uma reeleição e fraudar a eleição.

A renúncia coletiva dele e dos presidentes da Câmara e do Senado é o terceiro golpe de Evo Morales contra as instituições e a democracia bolivianas. Deixa o Estado totalmente acéfalo, apostando no caos para tentar voltar ao poder como salvador da pátria, e fuge para o exílio no México.

Morales regressa do exílio e o MAS volta ao poder em 2020 com a eleição Luis Arce, seu ministro de Economia e Finanças. Hoje Morales trava uma guerra interna dentro do partido contra Arce para ser candidato à Presidência em 2025. 

Com a guerra interna, o MAS recebe apenas 3% dos votos na eleição presidencial deste ano. Rodrigo Paz Pereira, de centro-direita, é eleito no segundo turno.

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sábado, 16 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 16 de Novembro

NASCE O SEGUNDO IMPERADOR ROMANO

    Em 42 antes de Cristo, nasce em Roma Tibério Cláudio Nero, o segundo imperador romano, filho adotivo de Otávio César Augusto, o primeiro imperador.

Filho de Tibério Cláudio Nero e Lívia Drusa, uma bela mulher que se divorcia e casa com Otávio em 38 AC, quando o padrasto ainda não é imperador. Mais tarde, casa-se com Júlia, a Velha, filha de Otávio.

Grande general, Tibério Cláudio Nero César estabelece a fronteira norte do império com as campanhas na Panônia, Ilírico, Récia e Germânia. O naturalista Plínio, o Velho, o descreveu como "o mais triste dos homens". 

Durante seu reinado, que vai de 14 a 37 depois de Cristo, Jesus é crucificado.

EMBOSCADA PARA O INCA

    Em 1532com apenas 200 homens, o conquistador espanhol Francisco Pizarro arma uma emboscada para capturar Ataualpa, o último imperador do Império Inca, que tem um exército de 80 mil homens.

O Império Inca está saindo de uma guerra civil. Ataualpa, filho mais jovem do inca Huayna Capac, acaba de depor o meio-irmão Huáscar num conflito que divide o império, quando Pizarro chega, em 1531, em nome de Carlos V, da Espanha, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o monarca mais poderoso na época.

Ao saber da guerra, Pizarro recruta soldados de Huáscar e manda o irmão Hernán convidar Ataualpa para uma festa em homenagem a sua entronização na cidade de Cajamarca e convencer o inca a ir desarmado.

Ataualpa vai com 5 mil homens desarmados. Pizarro envia o frei Vicente de Valverde, que dá uma Bíblia ao imperador inca e o intima a se converter ao cristianismo e se submeter ao imperador Carlos V. O inca se recusa e joga a Bíblia no chão.

As tropas da Pizarro então abrem fogo, encurralam os incas nas ruelas de Cajamarca e massacram os 5 mil soldados de Ataualpa em uma hora.

Por achar que Ataualpa tem mais valor vivo do que morto, Pizarro salva a vida do imperador, que oferece uma sala cheia de ouro e prata como resgate. O conquistador aceita, mas denuncia Ataualpa por incitar à rebelião.

Condenado, Ataualpa seria queimado vivo numa fogueira, a pena de morte dos espanhóis para pagãos. Valverde oferece clemência se ele se converter. O imperador aceita, mas é estrangulado em 29 de agosto de 1533.

CACHOEIRA DE VITÓRIA

    Em 1855, o explorador britânico David Livingstone é o primeiro europeu a chegar à Cachoeira de Vitória, no coração da África.

O Dr. Livingstone, médico, cientista, missionário, explorador e abolicionista escocês, viaja por todo o Deserto do Kalahari, percorre o Rio Zambeze e descobre as espetaculares Cataratas de Vitória, em 16 de novembro de 1855, batizando-as em homenagem à Rainha da Inglaterra.

A área é preservada hoje como Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (Fumo que Troveja), o nome local da cachoeira, na Zâmbia. Desde 1989, é patrimônio cultural da humanidade mantido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Ao chegar à foz do Zambeze, no Oceano Índico, em 1842, o Dr. Livingstone se torna o primeiro ocidental a cruzar a África Meridional de costa a costa. Em 15 anos, atravessa duas vezes o Deserto de Kalahari, vai de Angola a Moçambique pelo Zambeze, descobre as cataratas de Vitória e é o primeiro europeu a atravessar o Lago Tanganica. Cruza o Quênia, a Tanzânia e Uganda.

Em 1866, o Dr. Livingstone sai do porto de Zanzibar, no Oceano Índico, para chegar ao Lago Niassa. Abandonado por guias africanos que roubam a comida e os medicamentos, enfraquecido pela malária, chega à aldeia Ujiji, no lago Tanganica.

Desaparecido há anos, é dado como morto na Inglaterra quando quando o jornal nova-iorquino New York Herald encarrega o repórter Henry Stanley de encontrá-lo, em março de 1871. Com um batalhão de 200 guias e carregadores, encontra o Dr. Livingstone entre 24 e 28 de outubro, de acordo com o diário do explorador, ou 10 de novembro de 1871. 

Ao encontrar o explorador, Stanley diz uma frase que entrou para a história: “Dr. Livingstone, eu presumo?” A resposta: “Sim, eu me sinto muito grato por recebê-lo”. Stanley insiste para que volte para a Inglaterra, mas Livingstone tinha dedicado sua vida à África. Frágil e doente depois de muitas malárias, David Livingstone morre na aldeia do chefe chitambo, na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia, em 1º de maior de 1873. 

MULHER NO PODER EM PAÍS MUÇULMANO

    Em 1988, Benazir Bhutto se torna a primeira mulher a governar um país muçulmano na era moderna.

Filha mais velha do primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto, Benazir estuda nas universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e de Oxford, na Inglaterra. Quando o general Zia ul-Haq deu um golpe, em 1979, e o pai foi executado, em 1979, Benazir se tornou sua herdeira política.

Com a morte de Zia num acidente de avião com suspeita de sabotagem, em 17 de agosto de 1988, e a redemocratização do Paquistão, Benazir lidera e leva à vitória o Partido Popular Paquistanês, conquistando seu lugar na história.

Benazir governa de 2 de dezembro de 1988 a 6 de agosto de 1990 e de 18 de outubro de 1993 a 5 de novembro de 1996. Com a derrota nas eleições de 1997, Benazir vai para o exterior. Por uma década, vive entre Londres e Dubai. Volta ao Paquistão em 2007 para disputar as eleições de 2008. Durante a campanha eleitoral, é assassinada num atentado terrorista atribuído a extremistas muçulmanos, em 27 de dezembro de 2007.

domingo, 10 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 10 de Novembro

 FUZILEIROS NAVAIS

    Em 1775, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução para criar "dois batalhões de fuzileiros navais", soldados de infantaria embarcados na recém-criada Marinha para desembarcar em operações de assalto anfíbio.

A data é comemorada como o nascimento do Corpo dos Fuzileiros Navais, uma das armas das Forças Armadas dos EUA. 

Depois do fim da guerra, tanto a Marinha quanto os batalhões de fuzileiros navais são desmobilizados. Mas os conflitos no mar com a França revolucionária levam à recriação da Marinha em maio de 1798. Dois meses depois, em 11 de julho, o Corpo de Fuzileiros Navais torna-se uma força permanente, sob o controle do Departamento da Marinha.

Além da quase guerra com a França, os fuzileiros navais combatem a pirataria no Oceano Atlântico e invadem o Marrocos. Até hoje, os marines participaram de mais de 300 invasões norte-americanas. Os EUA têm hoje 181,2 mil fuzileiros navais.

"DR. LIVINGSTONE, EU PRESUMO"

    Em 1871, o jornalista britânico Henry Stanley encontra o Dr. David Livingstone, médico, cientista, missionário e abolicionista escocês, talvez o mais famoso dos exploradores africanos.

O Dr. Livingstone viaja por todo o Deserto do Kalahari, percorre o Rio Zambeze e descobre as espetaculares Cataratas de Vitória, em 16 de novembro de 1855, batizando-as em homenagem à Rainha da Inglaterra.

A área é preservada hoje como Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (Fumo que Troveja), o nome local da cachoeira, na Zâmbia. Desde 1989, é patrimônio cultural da humanidade mantido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Ao chegar à foz do Zambeze, no Oceano Índico, em 1842, o Dr. Livingstone se torna o primeiro ocidental a cruzar a África Meridional de costa a costa. Em 15 anos, atravessa duas vezes o Deserto de Kalahari, vai de Angola a Moçambique pelo Zambeze, descobre as cataratas de Vitória e é o primeiro europeu a atravessar o Lago Tanganica. Cruza o Quênia, a Tanzânia e Uganda.

Em 1866, o Dr. Livingstone sai do porto de Zanzibar, no Oceano Índico, para chegar ao Lago Niassa. Abandonado por guias africanos que roubam a comida e os medicamentos, enfraquecido pela malária, chega à aldeia Ujiji, no lago Tanganica.

Desaparecido há anos, é dado como morto na Inglaterra quando quando o jornal nova-iorquino New York Herald encarrega o repórter Henry Stanley de encontrá-lo, em março de 1871. Com um batalhão de 200 guias e carregadores, encontra o Dr. Livingstone entre 24 e 28 de outubro, de acordo com o diário do explorador, ou 10 de novembro de 1871. 

Ao encontrar o explorador, Stanley diz uma frase que entrou para a história: “Dr. Livingstone, eu presumo?” A resposta: “Sim, eu me sinto muito grato por recebê-lo”. Stanley insiste para que volte para a Inglaterra, mas Livingstone tinha dedicado sua vida à África. Frágil e doente depois de muitas malárias, David Livingstone morre na aldeia do chefe chitambo, na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia, em 1º de maior de 1873. 

 ESTADO NOVO

    Em 1937, o presidente Getúlio Vargas dá um golpe de Estado, impõe uma Constituição outorgada, fecha o Congresso e instaura a ditadura do Estado Novo, um período marcado pelo autoritarismo, o nacionalismo, a censura, a tortura e o anticomunismo, sob inspiração do nazifascismo europeu.

A desculpa para o golpe é o Plano Cohen, uma suposta conspiração comunista para tomar o poder no Brasil. Mais tarde, sabe-se que é  forjado pelo capitão Olímpio Mourão Filho, o mesmo que, como coronel, deflagra o golpe militar de 1964 ao marchar da guarnição de Juiz de Fora rumo ao Rio de Janeiro.

Em manifesto à nação, Vargas alega que o golpe visa a "ajustar o organismo político às necessidades econômicas do país".

A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-45) ao lado dos Estados Unidos e os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros no Oceano Atlântico afastam o Brasil do nazifascismo. 

Com o fim da guerra, Vargas cai e o país vive seu primeiro período democrático, sob a Constituição de 1946, até o golpe militar de 31 de março de 1964, início de uma ditadura de 21 anos.

SARO-WIWA ENFORCADO

    Em 1995, a ditadura do general Sani Abacha enforca o escritor e ativista nigeriano Ken Saro-Wiwa e outros oito militantes do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogôni.

O escritor pretexta inocência e afirma estar sendo condenado por criticar a exploração de petróleo nas terras da etnia ogôni pela empresa multinacional Shell, mas Abacha rejeita os pedidos de clemência e até mesmo de adiar a execução.

A ditadura acaba com a morte de Abacha, em 8 de junho de 1998, envenenado, possivelmente com Viagra falsificado, quando fazia festa com duas prostitutas. Desde então, a Nigéria vive um período democrático.

RENÚNCIA DE EVO

    Em 2019,  o primeiro presidente indígena da Bolívia, Evo Morales, renuncia e foge para o México sob pressão de uma onda de violência depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) considera sua reeleição fraudulenta. Ex-líder sindical dos produtores de coca, afirma ter sido vítima de um golpe de Estado.

No poder desde 2006, Morales, como fiel discípulo de Fidel Castro e Hugo Chávez, não tem a menor intenção de entregar o poder. Por força da Constituição aprovada por sua iniciativa, não pode concorrer a um terceiro mandato, mas alega, em 2014, que sua primeira eleição, em 2005, fora sob a Constituição anterior.

Em 2016, Evo Morales perdeu um plebiscito para acabar com limites à reeleição. Mesmo assim, recorre ao Tribunal Constitucional alegando, com base em decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos em outro caso, que ser candidato é um direito humano fundamental.

Como dificilmente venceria no segundo turno, quanto toda a oposição se uniria ao redor de Mesa, Morales frauda a eleição e grita golpe quando a população revoltada sai às ruas. Depois de se negar a fazer qualquer concessão, em 30 de outubro, Morales aceita uma auditoria da OEA.

A missão da OEA suspeita desde a mudança abrupta no resultado depois das interrupções na apuração. A auditoria revela que houve seções eleitorais sem nenhuma abstenção, urnas em que todas as cédulas foram preenchidas pela mesma pessoa e irregularidades na transmissão dos resultados para o Tribunal Supremo Eleitoral.

Morales aceita, então, realizar nova eleição com novas autoridades eleitorais, como recomenda a OEA. A oposição exige que ele não se candidate à reeleição. Diante do impasse e do risco de aumento da violência, os comandantes das Forças Armadas e da Polícia e a poderosa Central Operária Boliviana (COB) sugerem a renúncia do presidente.

Tecnicamente, é um golpe de Estado. Na realidade, é um contragolpe, depois dos golpes de Morales ao forçar mais uma reeleição e roubar a eleição.

A renúncia coletiva dele e dos presidentes da Câmara e do Senado é o terceiro golpe de Evo Morales contra as instituições e a democracia bolivianas. Deixa o Estado totalmente acéfalo, apostando no caos para tentar voltar ao poder como salvador da pátria, e fuge para o exílio no México.

Morales regressa do exílio e o MaS volta ao poder em 2020 com a eleição Luis Arce, seu ministro de Economia e Finanças. Hoje Morales trava uma guerra interna dentro do partido contra Arce para ser candidato à Presidência em 2025.