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domingo, 19 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 19 de Junho

FIM DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, o Exército da União chega a Galveston, no Texas, e anuncia o fim da Guerra da Secessão (1861-65) e a Abolição da Escravatura nos Estados Unidos

A data, conhecida como Juneteenth, foi declarada feriado nacional pelo presidente Joe Biden no ano passado.

O presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação em 1º de janeiro de 1863, quando o país está em guerra civil porque os estados do Sul não aceitam a abolição e querem se separar da União. Nestes estados, a escravidão só acaba com a vitória do Norte.

O comandante militar da Confederação, general Robert Lee, se rende em abril de 1865, mas algumas forças ainda resistiam.

A Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana é o conflito mais sangrento da história dos EUA, com 620 mil mortes.

EXECUÇÃO DO IMPERADOR MAXIMILIANO

    Em 1867, o arquiduque austríaco Ferdinando Maximiliano, coroado imperador do México pelo imperador Napoleão III, da França, em 1864, é executado por ordem de Benito Juárez, presidente da República Mexicana

Juárez, um liberal, assume a Presidência do México em 1861, com o país falido e declara moratória das dívidas com a Espanha, a França e o Reino Unido. Em resposta, as potências imperiais enviam navios de guerra a Veracruz para cobrar as dívidas.

A Espanha e o Reino Unido negociam com Juárez, mas Napoleão III aproveita a oportunidade criada pela Guerra da Secessão (1861-65) nos EUA para ampliar seu império na América. No fim de 1861, a França invade e toma o México. Maximiliano é proclamado imperador mexicano.

O conceito de América Latina é criado pelos franceses para justificar a intervenção no México.

Seis anos depois, em aliança com os EUA pós-Guerra Civil, Juárez retoma o poder. Abandonado por Napoleão III, Maximiliano foi preso e fuzilado.

NOVO REI DA ESPANHA

    Em 2014, Felipe VI torna-se rei da Espanha depois de abdicação de seu pai, Juan Carlos I, envolvido em escândalos de corrupção

Juan Carlos I ascende ao trono em 1975, com a morte do ditador Francisco Franco, que estava no poder desde a vitória na Guerra Civil Espanhola (1936-39).

O rei tem um papel importante na consolidação da democracia ao resistir à tentativa de golpe militar do coronal Antonio Tejero Molina, em fevereiro de 1981. 

Seu prestígio entra em declínio quando os espanhóis ficam sabendo, em 2012, em meio à Grande Recessão (2008-14), que Juan Carlos I fora caçar elefantes na África. Ele também é acusado de ter dinheiro no exterior.

Felipe VI toma atitudes progressistas, como receber defensores dos direitos dos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e reduzir seu salário em 20%. Chega a aparecer na capa de uma revista gay e apoia uma lei proibindo a família real de receber presentes.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Presidente radical do México luta para cumprir promessas

O presidente de esquerda do México luta para realizar programa de reformas radicais sob desconfiança do mercado e a pressão dos Estados Unidos de Donald Trump.

A eleição de Andrés Manuel López Obrador com maioria absoluta, em 1º de julho do ano passado, deveria ser o início de reformas radicais, especialmente depois que seus partidários conquistaram maioria absoluta nas duas casas do Congresso.

López Obrador, também conhecido como AMLO, prometeu realizar a quarta grande transformação da história do México, depois da independência, da Reforma, uma série de mudanças liberais feitas pelo presidente Benito Juárez no século 19, e da Revolução Mexicana de 1910.

Mas, desde a posse, em dezembro, o novo presidente luta para cumprir as promessas da campanha, que incluem o combate à corrupção e à desigualdade social e o fim da guerra contra as drogas deflagrada em 2006 pelo então presidente Felipe Calderón. Meu comentário: