A agência nacional de avião civil dos Estados Unidos (FAA, Federal aviation Administration) estendeu por mais 24 horas a proibição de que companhias aéreas americanas voem de ou para o aeroporto internacional Ben Gurion, próximo a Telavive, a maior cidade de Israel.
A proibição foi adotada ontem, depois de um foguete palestino caiu a poucos quilômetros da pista na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014
sábado, 6 de junho de 2009
Airbus enviou 24 mensagens de problemas
Nos quatro minutos antes de desaparecer dos radares e cair no Oceano Atlântico, o Airbus voo 447 da Air France na rota Rio-Paris mandou 24 mensagens automáticas comunicando problemas técnicos.
Um especialista supôs que o avião tenha sofrido uma pane catastróficas às 23h10, 10 minutos depois de entrar numa zona de turbulência, e caído, enviando os sinais durante a queda, que teria durado ao todo quatro minutos até o Airbus afundar no oceano.
A Marinha do Brasil noticiou hoje a descoberta dos primeiros dois corpos de vítimas da tragédia.
A primeira mensagem indicaria que o leme estava avariado, o que tornaria o avião ingovernável. As autoridades da França negam esta possibilidade.
Há seis dias, os investigadores franceses tentam interpretar a sequência de 24 mensagens automáticas. Elas revelam sucessivas panes nos computadores de bordo. A mais importante é a que mostra que os três sensores de velocidade instalados na fuselagem externa do airbus 330 estimavam três velocidades diferentes em um mesmo momento.
Esta divergência pode ter ocasionado o desligamento de uma série de equipamentos de controle do voo, inclusive o piloto automático.
O responsável pela investigação, Paul Louis Arslanian, revelou que a fabricantes do Airbus recomendou a substituição dos sensores de velocidade nos aviões A330, mas isso ainda não havia sido feito no avião que fazia o voo 447.
Diante da constatação de que o equipamento de bordo sofreu várias panes, neste momento da investigação, a possibilidade de terrorismo passa a ser menos provável.
Depois de 24 anos na chefia do escritório de investigações sobre segurança aeronáutica da França, Arslanian é extremamente prudente. Não descarta nenhuma possibilidade antes do fim da investigação.
Agora, o maior desafio agora é recuperar as caixas pretas onde estão registradas as duas últimas horas de conversas na cabine de pilotagem e mais de mil procedimentos técnicos do avião.
Arslanian deu uma medida da dificuldade desta missão ao mostrar o pequeno sensor de pouco mais de dez centímetros de comprimento que fica colado nas caixas pretas e é responsável por emitir o sinal sonoro que poderá ser identificado na operação de busca.
"É este pequeno objeto que estamos procurando no meio do oceano", mostrou o investigador. Aviões-radares, navios e submarinos da França participam da operação.
Um especialista supôs que o avião tenha sofrido uma pane catastróficas às 23h10, 10 minutos depois de entrar numa zona de turbulência, e caído, enviando os sinais durante a queda, que teria durado ao todo quatro minutos até o Airbus afundar no oceano.
A Marinha do Brasil noticiou hoje a descoberta dos primeiros dois corpos de vítimas da tragédia.
A primeira mensagem indicaria que o leme estava avariado, o que tornaria o avião ingovernável. As autoridades da França negam esta possibilidade.
Há seis dias, os investigadores franceses tentam interpretar a sequência de 24 mensagens automáticas. Elas revelam sucessivas panes nos computadores de bordo. A mais importante é a que mostra que os três sensores de velocidade instalados na fuselagem externa do airbus 330 estimavam três velocidades diferentes em um mesmo momento.
Esta divergência pode ter ocasionado o desligamento de uma série de equipamentos de controle do voo, inclusive o piloto automático.
O responsável pela investigação, Paul Louis Arslanian, revelou que a fabricantes do Airbus recomendou a substituição dos sensores de velocidade nos aviões A330, mas isso ainda não havia sido feito no avião que fazia o voo 447.
Diante da constatação de que o equipamento de bordo sofreu várias panes, neste momento da investigação, a possibilidade de terrorismo passa a ser menos provável.
Depois de 24 anos na chefia do escritório de investigações sobre segurança aeronáutica da França, Arslanian é extremamente prudente. Não descarta nenhuma possibilidade antes do fim da investigação.
Agora, o maior desafio agora é recuperar as caixas pretas onde estão registradas as duas últimas horas de conversas na cabine de pilotagem e mais de mil procedimentos técnicos do avião.
Arslanian deu uma medida da dificuldade desta missão ao mostrar o pequeno sensor de pouco mais de dez centímetros de comprimento que fica colado nas caixas pretas e é responsável por emitir o sinal sonoro que poderá ser identificado na operação de busca.
"É este pequeno objeto que estamos procurando no meio do oceano", mostrou o investigador. Aviões-radares, navios e submarinos da França participam da operação.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Ministra do Turismo Sexual?
É muita cara-de-pau da ministra do Turismo, Marta Suplicy, dizer aos brasileiros que sofrem com o caos do transporte aéreo, que se arrasta há meses, sem que o governo consiga resolver o problema: "Relaxe e goze".
Ontem minha mãe, de 89 anos, ficou mais de quatro horas na sala de embarque do Aeroporto Tom Jobim esperando o vôo 1892 da Gol (Rio-PoA), sem que a companhia, que inicialmente mentiu dizendo que estava no horário, tenha se dignado a dar uma explicação convincente ou alguma atenção aos passageiros que se acumulavam em saguões e salas de embarque.
Se a neblina é inevitável no inverno, além da crise do controle aéreo, o mínimo que se exige é que as companhias dêem informações claras e prestem assistência aos passageiros que pagaram pelo serviço de transporte aéreo, que naturalmente inclui o embarque.
Sei que jornalistas não devem usar casos pessoais, mas como isto é um blog, um instrumento de um jornalismo pessoal, a situação foi abusiva e a vítima uma pessoa de idade avançada, resolvi ultrapassar essa norma.
Ao chegarmos no Galeão para o check-in a funcionária do balcão da companhia mentiu, dizendo que o vôo estava no horário. Quando minha mãe chegou à sala de embarque, outros passageiros já sabiam do atraso.
Em seguida, ela me ligou, quando eu chegava em casa, dizendo que o vôo iria para Brasília. Não era o vôo. Era o avião que iria cobrir uma rota Rio-Brasília-Rio. Liguei para o telefone 0800 280 0465. Depois de passar por várias gravações que me dirigiam para o site da empresa, onde não havia nenhuma informação atualizada, a atendente da Gol me disse que não sabia de nenhuma alteração: o vôo sairia normalmente, no horário previsto, ou com um atraso "normal" de meia a uma hora.
Liguei para minha irmã e avisei que o vôo deveria chegar no horário.
Às 16h45, minha mãe ligou de novo. O vôo sairia às 19h20, com quatro horas de atraso. Liguei para a companhia para confirmar. O Serviço de Atendimento ao Consumidor me informou que não tem contato telefônico com o pessoal da Gol no aeroporto. Mas que a informação que tinha "do setor operacional" era que o vôo sairia às 20h40. Chamam isso de "linhas aéreas inteligentes". Falta de comunicação, no mundo de hoje, é burrice.
Tratando-se de uma passageira de 89 anos, pedi encarecidamente que lhe dessem uma atenção especial, já que a culpa do desvio da aeronave era da Gol e não da neblina. Disseram-me para ligar para ela e dizer para procurar o balcão da companhia, em caso de necessidade, mas o celular estava na bolsa e ela não atendeu à ligação.
Quando percebeu que tinha uma chamada não-atendida, me ligou, dizendo: "comprei um livro e uns bombons, sentei num canto e fiquei quietinha lendo".
Lá pelas 19h30, chamaram o embarque. Às 22h30, finalmente, minha irmã avisou que estava levando a mãe para casa.
Em boa parte, o problema do caos aéreo é do duopólio Gol-TAM desde a falência da velha Varig. Como o mercado ainda não oferece muitas opções, ambas as empresas abusam do seu poder de mercado, tratando seus passageiros sem maior respeito.
Ao não salvar a Varig, o governo Lula é pelo menos parcialmente responsável por isso, sem falar na crise do sistema de controle aéreo.
A Varig tinha 91 aviões em operação, e as companhias que dominam o mercado hoje não têm condições de substituí-la. Lula alegou que não investiria dinheiro público numa empresa falida. Como não houve uma solução de mercado, a Varig quebrou, provocando desemprego, queda da presença internacional da avião brasileira e contribuindo para o caos aéreo.
Assim, ao usar a frase feita do seu tempo de sexóloga, a ministra Marta Suplicy parece mais estar promovendo o turismo sexual. Se a violação dos nossos direitos é inevitável, talvez seja melhor mesmo comprar um livro e se acomodar num canto. Mas as conseqüências do caos aéreo para o turismo brasileiras são devastadoras. E o desempenho do governo nesta crise é sofrível. Quem sofre somos nós, que sustentamos a farra de escândalos revelados a cada semana, a cada investigação da Polícia Federal.
A culpa da corrupção e de outros problemas nacionais não é exclusiva deste governo. Mas há um clima de cumplicidade em Brasília, como é evidente no caso Renan Calheiros, que enoja a opinião pública informada deste país.
Ontem minha mãe, de 89 anos, ficou mais de quatro horas na sala de embarque do Aeroporto Tom Jobim esperando o vôo 1892 da Gol (Rio-PoA), sem que a companhia, que inicialmente mentiu dizendo que estava no horário, tenha se dignado a dar uma explicação convincente ou alguma atenção aos passageiros que se acumulavam em saguões e salas de embarque.
Se a neblina é inevitável no inverno, além da crise do controle aéreo, o mínimo que se exige é que as companhias dêem informações claras e prestem assistência aos passageiros que pagaram pelo serviço de transporte aéreo, que naturalmente inclui o embarque.
Sei que jornalistas não devem usar casos pessoais, mas como isto é um blog, um instrumento de um jornalismo pessoal, a situação foi abusiva e a vítima uma pessoa de idade avançada, resolvi ultrapassar essa norma.
Ao chegarmos no Galeão para o check-in a funcionária do balcão da companhia mentiu, dizendo que o vôo estava no horário. Quando minha mãe chegou à sala de embarque, outros passageiros já sabiam do atraso.
Em seguida, ela me ligou, quando eu chegava em casa, dizendo que o vôo iria para Brasília. Não era o vôo. Era o avião que iria cobrir uma rota Rio-Brasília-Rio. Liguei para o telefone 0800 280 0465. Depois de passar por várias gravações que me dirigiam para o site da empresa, onde não havia nenhuma informação atualizada, a atendente da Gol me disse que não sabia de nenhuma alteração: o vôo sairia normalmente, no horário previsto, ou com um atraso "normal" de meia a uma hora.
Liguei para minha irmã e avisei que o vôo deveria chegar no horário.
Às 16h45, minha mãe ligou de novo. O vôo sairia às 19h20, com quatro horas de atraso. Liguei para a companhia para confirmar. O Serviço de Atendimento ao Consumidor me informou que não tem contato telefônico com o pessoal da Gol no aeroporto. Mas que a informação que tinha "do setor operacional" era que o vôo sairia às 20h40. Chamam isso de "linhas aéreas inteligentes". Falta de comunicação, no mundo de hoje, é burrice.
Tratando-se de uma passageira de 89 anos, pedi encarecidamente que lhe dessem uma atenção especial, já que a culpa do desvio da aeronave era da Gol e não da neblina. Disseram-me para ligar para ela e dizer para procurar o balcão da companhia, em caso de necessidade, mas o celular estava na bolsa e ela não atendeu à ligação.
Quando percebeu que tinha uma chamada não-atendida, me ligou, dizendo: "comprei um livro e uns bombons, sentei num canto e fiquei quietinha lendo".
Lá pelas 19h30, chamaram o embarque. Às 22h30, finalmente, minha irmã avisou que estava levando a mãe para casa.
Em boa parte, o problema do caos aéreo é do duopólio Gol-TAM desde a falência da velha Varig. Como o mercado ainda não oferece muitas opções, ambas as empresas abusam do seu poder de mercado, tratando seus passageiros sem maior respeito.
Ao não salvar a Varig, o governo Lula é pelo menos parcialmente responsável por isso, sem falar na crise do sistema de controle aéreo.
A Varig tinha 91 aviões em operação, e as companhias que dominam o mercado hoje não têm condições de substituí-la. Lula alegou que não investiria dinheiro público numa empresa falida. Como não houve uma solução de mercado, a Varig quebrou, provocando desemprego, queda da presença internacional da avião brasileira e contribuindo para o caos aéreo.
Assim, ao usar a frase feita do seu tempo de sexóloga, a ministra Marta Suplicy parece mais estar promovendo o turismo sexual. Se a violação dos nossos direitos é inevitável, talvez seja melhor mesmo comprar um livro e se acomodar num canto. Mas as conseqüências do caos aéreo para o turismo brasileiras são devastadoras. E o desempenho do governo nesta crise é sofrível. Quem sofre somos nós, que sustentamos a farra de escândalos revelados a cada semana, a cada investigação da Polícia Federal.
A culpa da corrupção e de outros problemas nacionais não é exclusiva deste governo. Mas há um clima de cumplicidade em Brasília, como é evidente no caso Renan Calheiros, que enoja a opinião pública informada deste país.
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