Diante da crise mundial de alimentos, o Peru opta por uma solução doméstica. O governo está incentivando o consumo de batata, uma planta nativa da cordilheira dos Andes.
Ontem, o Trem da Batata saiu de Huancayo, na região produtora, com destino a Lima, principal centro de consumo, levando sacos de batatas de pequenos agricultores que assim não caem nas mãos dos atravessadores.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 27 de maio de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Uribe denuncia Chávez por apoiar terrorismo
Com base em documentos supostamente apreendidos no acampamento do subcomandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes, morto sábado no Equador por um ataque colombiano, o presidente Álvaro Uribe anunciou ontem que vai denunciar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Tribunal Penal Internacional por "patrocinar e financiar o genocídio".
A acusação é furada porque não se trata de genocídio, que é a tentativa de eliminar um povo inteiro. Mas alimenta a tensão no Norte da América do Sul.
De qualquer maneira, se ficar realmente provado que Chávez deu US$ 300 milhões a um grupo terrorista como as FARC inegavelmente são, a denúncia terá peso, ainda que não se trate de um genocídio.
Reyes era o principal negociador da guerrilha colombiana, o que explica em parte a irritação do caudilho venezualeno, que estava tirando partido político de sua mediação na libertação dos reféns seqüestrados pelas FARC depois de perder um plebiscito constitucional e enfrentar uma séria crise interna de desabastecimento.
Na terça-feira, 4 de março, as FARC declararam que Chávez estava negociando um encontro entre Reyes e o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Eles discutiriam a libertação da ex-senadora e ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, que tem dupla nacionalidade, é franco-colombiana.
Ao contrário de Chávez e do presidente do Equador, Rafael Correa, Uribe não está mandando tropas para a fronteira porque não quer conflitos com os países vizinhos, apenas combater um grupo terrorista.
A acusação é furada porque não se trata de genocídio, que é a tentativa de eliminar um povo inteiro. Mas alimenta a tensão no Norte da América do Sul.
De qualquer maneira, se ficar realmente provado que Chávez deu US$ 300 milhões a um grupo terrorista como as FARC inegavelmente são, a denúncia terá peso, ainda que não se trate de um genocídio.
Reyes era o principal negociador da guerrilha colombiana, o que explica em parte a irritação do caudilho venezualeno, que estava tirando partido político de sua mediação na libertação dos reféns seqüestrados pelas FARC depois de perder um plebiscito constitucional e enfrentar uma séria crise interna de desabastecimento.
Na terça-feira, 4 de março, as FARC declararam que Chávez estava negociando um encontro entre Reyes e o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Eles discutiriam a libertação da ex-senadora e ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, que tem dupla nacionalidade, é franco-colombiana.
Ao contrário de Chávez e do presidente do Equador, Rafael Correa, Uribe não está mandando tropas para a fronteira porque não quer conflitos com os países vizinhos, apenas combater um grupo terrorista.
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