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domingo, 17 de março de 2024

Putin marcha para superar o tempo no poder de Stalin

 Com a vitória numa eleição fraudulenta e sem oposição com quase 88% dos votos neste domingo, o ditador Vladimir Putin ganha um novo mandato de seis anos em que pode superar o ditador soviético Josef Stalin em tempo no poder no Kremlin.

Sem adversário real, Putin busca dar uma aparência de legitimidade a uma tirania que há um mês matou o líder da oposição na Rússia, Alexei Navalny, há dois anos trava uma guerra imperial de agressão contra um país vizinho e irmão, e ameaça usar armas nucleares.

Ex-espião do KGB (Comitê de Defesa do Estado), Putin forjou seu estilo de liderança na lógica do totalitarismo soviético. Não tolera o dissenso. Mesmo sem condições reais de vencer, dois candidatos contra a guerra foram impedidos de concorrer.

Se o putinismo não tolera rivais, tampouco abre espaço para herdeiros. Num regime onde eleição não se perde e o poder não se entrega, nomear um sucessor é iniciar a transferência do poder.

Eleições e movimentos populares dificilmente vão derrubar Putin. Na história da Rússia, a derrota na guerra leva a reforma ou revolução.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Ditador da Guiné Equatorial anuncia prisão de 20 oposicionistas

Pelo menos 20 opositores da ditadura de Teodoro Obiang na Guiné Equatorial foram presos durante a semana. Desde as eleições de 12 de novembro de 2017, em que o governo conquistou 99 das 100 cadeiras no Parlamento, mais de 200 militantes do principal partido de oposição foram presos, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Na segunda-feira passada, os Cidadãos para a Inovação (CI) anunciaram a morte do dissidente Santiago Ebee Ela, preso em 2 de janeiro, depois de ter sido torturado na sede central da Polícia de Malabo.

Teodoro Obiang, no poder desde 1979, financiou com R$ 10 milhões o carnaval da escola de samba Beija-Flor em 2015. Seu filho Teodorin Obiang alugou sete suítes do Hotel Copacabana Palace para hospedar sua gangue.

Obiang, o oitavo governante mas rico do mundo é um dos ditadores africanos amigos do ex-presidente Lula, que foi a Malabo em 13 de março de 2013 em jato fretado pela construtora Odebrecht, como ex-presidente, depois de ter se encontrado com Obiang quando era presidente, em 2010. Na época, os dois países divulgaram nota conjunta comprometendo-se com "o respeito à democracia e aos direitos humanos".

Esses contatos com ditadores odiosos que massacram seus povos foram uma marca da política externa descrita com "ativa, altiva e soberana" pelo embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores no governo Lula.