A tensão aumenta no governo regional da Catalunha dois dias antes da reunião do Senado para aprovar a intervenção do governo central e impedir a divisão do país. Enquanto o governador Carles Puigdemont está decidido a proclamar a independência unilateralmente se Madri aplicar o artigo 115 da Constituição da Espanha para suspender a autonomia da Catalunha, alguns conselheiros (secretários) ameaçam pedir demissão.
Até agora, o movimento pela independência tenta evitar um choque direto com o governo central, embora não pareça nenhum outro resultado de negociações que não a independência. O primeiro-ministro conservador espanhol, Mariano Rajoy, também não cede, alegando que o governo regional catalão violou a lei ao organizar um plebiscito sobre a independência à revelia da Constituição.
O conselheiro Santi Vila estaria prestes a renunciar, informou o jornal La Vanguardia, de Barcelona. Seus colegas Meritxell Borras, Carles Mundó e Toni Comín fariam a mesma ameaça, embora este último negue pelo Twitter.
Puigdemont fala amanhã em sessão de emergência do Parlament, o parlamento catalão. Pode colocar em votação a declaração de independência unilateral ou simplesmente proclamá-la antes do Senado espanhol aprovar a intervenção do governo central. A intervenção vai limitar os poderes do Parlament até a realização, dentro de seis meses, de eleições na Catalunha.
Outra possibilidade é a mesa diretora do parlamento catalão não colocar na ordem do dia desta quinta-feira a declaração de independência. O objetivo, no caso, da ala moderada do movimento pela independência é deixar Madri tomar a iniciativa política com a intervenção e a repressão. A dura resposta de Madri acabaria fortalecendo a luta pela independência. Uma declaração unilateral de independência justificaria a intervenção.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Toni Comín.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Toni Comín.. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Assinar:
Postagens (Atom)